sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

DIÁRIO DE SÁBADO 01/02/2025

 

Diário de Sábado 01/02-2025

 

 

“A essência da nossa vida não muda. Somos nós que mudamos em relação a vida.” (Molly Vass)

 

 

EVANGELHO DE HOJE

Mc 4,35-41

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Marcos

— Glória a vós, Senhor!

 

35Naquele dia, ao cair da tarde, Jesus disse a seus discípulos: “Vamos para a outra margem!” 36Eles despediram a multidão e levaram Jesus consigo, assim como estava na barca. Havia ainda outras barcas com ele. 37Começou a soprar uma ventania muito forte e as ondas se lançavam dentro da barca, de modo que a barca já começava a se encher. 38Jesus estava na parte de trás, dormindo sobre um travesseiro. Os discípulos o acordaram e disseram: “Mestre, estamos perecendo e tu não te importas?” 39Ele se levantou e ordenou ao vento e ao mar: “Silêncio! Cala-te!” O vento cessou e houve uma grande calmaria. 40Então Jesus perguntou aos discípulos: “Por que sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?” 41Eles sentiram um grande medo e diziam uns aos outros: “Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?”

 

 

Palavra da Salvação

Glória a vós Senhor.

 

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

Padre Antônio Queiroz (In Memorian)

 

Quem é este a quem até o vento e o mar obedecem?

 

Este Evangelho traz para nós a cena da tempestade acalmada. A barca com Jesus e os discípulos representa a Comunidade cristã, atravessando o mar revolto da vida.

“Vamos para a outra margem!” Jesus nos manda jogar-nos no mar e fazer a travessia de uma vida “velha” para uma vida nova, tanto para nós, como para a nossa família, como para a nossa Comunidade e o nosso bairro. O Reino de Deus precisa ser construído e, com Jesus na barca, isso é possível sem perigo nenhum.

“Começou a soprar uma ventania muito forte e as ondas se lançavam dentro da barca, de modo que a barca já começava a se encher.” Esta ventania e mar agitado representam os tropeços, dificuldades e tentações que encontramos na vida, inclusive as nossas paixões pecaminosas.

“Jesus estava na parte de trás, dormindo... Mestre, estamos perecendo e tu não te importas?” Esta “sesta “de Jesus representa a aparente ausência de Deus que sentimos em nossa vida. Na verdade, Deus nunca dorme; nós é que, devido à pouca fé e ao pecado, não percebemos os sinais de sua presença, ou até nos ausentamos dele, jogando a culpa em Deus, que nos teria abandonado, justamente na hora do perigo. “Estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (Mt 28,20).

Todos os cristãos, mais cedo ou mais tarde, encontram fortes tempestades na vida. E o temporal vem justamente quando nos parece que Jesus dorme, isto é, quando parece que ele nos deixou sozinhos. Esta crise é a condição para chegarmos à outra margem, que é uma fé mais firme e clara.

“Jesus ordenou ao vento e ao mar: ‘Silêncio! Cala-te!’ O vento cessou e houve uma grande calmaria.” Jesus é Deus e vence as forças do mal, venham de onde vierem: demônio, doença, morte...

“Por que sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?” Precisamos ter fé em Jesus, fé em Deus. A fé supera o medo e a dúvida. Uma das expressões mais repetidas por Jesus nos Evangelhos é: “Não temais”.

“Os discípulos diziam uns aos outros: Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?” Na verdade, Jesus já se apresentou largamente, nós é que, por nosso descaso, ainda não o conhecemos o suficiente. Mais tarde, após a Páscoa e Pentecostes, os discípulos vão responder a essa pergunta: “Este é Deus”.

Na primeira Leitura da Missa de hoje, temos uma bela definição de fé: “A fé é um modo de já possuir o que ainda se espera, a convicção acerca de realidades que não se veem” (Hb 11,1).

Que Maria Santíssima nos ajude a ter tanta intimidade com Cristo que nunca precisemos perguntar: “Quem é este...?” Este é Jesus, o Filho de Deus, que transforma as tempestades em bonança (Cf Sl 106 (105), 9ss).

Quem é este a quem até o vento e o mar obedecem?

 

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO

 

Eu não só vivo no meio de pessoas que combatem o fantasma da depressão, atravessei eu mesma esse caminho. Como falar do amargo se não provei dele? Não existem pessoas isentas às tempestades da vida e os que afirmam estar acima de tudo correm um grande risco.

Quando alguma coisa perturba nosso percurso natural da vida, ou o que projetamos, podemos cair nessa armadilha que é a depressão. Mas isso não é o fim de uma existência, apenas um árduo caminho, sobretudo de incompreensão da parte de quem nunca passou por isso. A vida é bela e de dez razões para estarmos tristes, existem cem outras para estarmos felizes, só que saber isso não é o bastante para ver o mundo de outra forma. Há pessoas que um dia descobrem que têm um câncer e isso abala toda a sua existência, o que é completamente natural. Isso todo mundo compreende, mas ninguém diz a elas simplesmente que a vida é bonita e que elas têm mil motivos outros de felicidade.

Ah, se todos soubessem o calvário que é a vida de um deprimido, existiria talvez mais compreensão e menos depressão, que é uma doença que necessita de cura e pede tempo, pede tratamento e muita paciência da parte dos que estão em volta.

Quando não podemos impedir que as lágrimas rolem pelo rosto dos nossos amigos, podemos secá-las. Às vezes a melhor maneira de entender uma pessoa é ficar do lado dela, é abrir os ouvidos do coração.

Eu atravessei o caminho da depressão e saí dele. Foi dura a subida, mas eu sabia que no Alto havia uma mão estendida e fixei meu olhar nela. E por isso digo a todos vocês (e se vocês soubessem o quanto são numerosos!!!) que existe saída, que quando não mais temos forças, Deus nos carrega. Nunca desistam, porque Deus não desistiu de nós, apesar de todas as nossas falhas.

Aprendi, com minha experiência, a olhar o mundo de outra maneira. Aprendi a olhar as pessoas de outra maneira e não considerar que seus problemas são menos graves que os que conheço. Apenas digo, afirmo e direi quantas vezes for necessário, que para toda porta de entrada existe uma porta de saída e que o mesmo Deus que está sobre mim, me livrou e me livra, está sobre cada um de vocês.

Ninguém deve sentir medo do julgamento das pessoas, nem das coisas que chegam ou estão por vir. A Mão de Deus está sempre estendida e, aconteça o que acontecer, ela está apontada na nossa direção.

Escrevi um pouco sobre a depressão hoje, porque sei que há muitos que precisam. Se traduzi bem o que dizia meu coração eu não sei, só sei que sei o que vivi e que consegui sair. E se minha experiência pode ajudar, que ela ajude.

 

Letícia Thompson

http://www.leticiathompson.net/Lagrimas_da_depressao_LT.html

 

 

 

 

 

E até que nos encontremos novamente,

que Deus lhe guarde serenamente

na palma de Suas mãos.

 

 

 

 

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quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

DIÁRIO DE SEXTA-FEIRA 31/01/2025

 Diário de Sexta-feira 31-01-2025

 

 

“Às vezes Deus acalma as tempestades, às vezes acalma o marinheiro. Outras, nos ensina a nadar.” (William Sanches)

 

 

EVANGELHO DE HOJE

Mc 4,26-34

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Marcos

— Glória a vós, Senhor!

 

Naquele tempo, 26Jesus disse à multidão: “O Reino de Deus é como quando alguém espalha a semente na terra. 27Ele vai dormir e acorda, noite e dia, e a semente vai germinando e crescendo, mas ele não sabe como isso acontece.

28A terra, por si mesma, produz o fruto: primeiro aparecem as folhas, depois vem a espiga e, por fim, os grãos que enchem a espiga. 29Quando as espigas estão maduras, o homem mete logo a foice, porque o tempo da colheita chegou”.

30E Jesus continuou: “Com que mais poderemos comparar o Reino de Deus? Que parábola usaremos para representá-lo? 31O Reino de Deus é como um grão de mostarda que, ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes da terra. 32Quando é semeado, cresce e se torna maior do que todas as hortaliças, e estende ramos tão grandes, que os pássaros do céu podem abrigar-se à sua sombra”.

33Jesus anunciava a Palavra usando muitas parábolas como estas, conforme eles podiam compreender. 34E só lhes falava por meio de parábolas, mas, quando estava sozinho com os discípulos, explicava tudo.

 

 

Palavra da Salvação

Glória a vós Senhor.

 

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

Padre Antônio Queiroz (In Memorian)

 

É a menor de todas as sementes e se torna maior do que todas as hortaliças.

Neste Evangelho, Jesus nos conta duas parábolas: a da semente que cresce sozinha e a do grão de mostarda. Elas são complementares. O Reino de Deus, cuja expressão maior é a santa Igreja, a qual se concretiza em nossas Comunidades cristãs, é parecido com uma semente de mostarda. Nos dois há um contraste entre a pequenez e fraqueza em seu início e a sua força transformadora e de crescimento. A Comunidade é assim, graças ao Espírito Santo que a assiste.

As nossas Comunidades geralmente são pequenas, em comparação com a população do bairro onde ela vive. Seus membros são na maioria gente fraca, simples, pobre e de pouco estudo. Mas a sua influência é enorme.

Com o próprio Jesus foi assim. Ele era pobre, seus Apóstolos eram na maioria simples pescadores, mas essa sementinha de mostarda tornou-se uma grande árvore que hoje cobre a face da terra. Na humilde gruta de Belém, jaz, colocado em cima de um pouco de palha, o grão de mostarda que, morrendo, deu muito fruto

 

(Cf Jo 12,24).

 

Precisamos ter fé, acreditar na força da graça de Deus, e não desanimar ou querer queimar etapas, por exemplo, entrando no esquema do mundo pecador, que coloca a eficácia (o resultado) acima do testemunho (o exemplo de vida). Não podemos ser lobo no meio de lobos, ou revidar quando alguém nos bate numa face ou rouba a nossa capa.

Nós sabemos que o reino da Besta Fera (Cf Ap 13,1ss) está agindo no mundo e luta para implantar outro reino. Esse reino tem, aparentemente, uma força enorme, e cresce rápido. Ao ver isso, a Comunidade cristã é tentada a usar os mesmos recursos que a Besta usa: O poder, o dinheiro e até a corrupção, deixando de lado o testemunho. Outras Comunidades são tentadas ao desânimo, perdem a alegria e o entusiasmo próprios dos cristãos.

No Reino de Deus, o testemunho está acima da eficácia, e o modo como fazemos as coisas está acima dos resultados. E o que Jesus quis com essas duas parábolas foi dar-nos ânimo, confiança, esperança e perseverança na nossa luta pelo Reino de Deus. Devemos ter paciência histórica, acreditando na força de Deus, que transforma o que é pequeno e fraco, em grande e forte. Afinal, com Deus ninguém pode.

“Não tenhais medo, pequenino rebanho, pois foi do agrado do vosso Pai dar a vós o Reino. Vendei vossos bens e daí esmola. Fazei para vós bolsas que não se estraguem, um tesouro no céu que não se acabe” (Lc 12,32-33).

Quem tem poder não tem pressa; a pressa é própria de quem não tem o controle total dos acontecimentos, por isso é inseguro e quer ver logo os resultados. Quanta gente não persevera na Comunidade, ou numa pastoral, porque não vê resultados imediatos!

Basta que a semente seja jogada em terra boa e úmida, que ela cresce por si mesma, e vai até os frutos. O homem “vai dormir e acorda, noite e dia, e a semente vai germinando e crescendo, mas ele não sabe como isso acontece. A terra, por si mesma, produz o fruto: primeiro aparecem as folhas, depois vem a espiga e, por fim, os grãos que enchem a espiga”. Esta mesma força vemos na ação da graça em nossas Comunidades.

Já o poder e a força do reino da Besta são como o sonho de Nabucodonosor. Ele, em sonho, viu uma estátua “de terrível aparência. A cabeça da estátua era de ouro maciço, o peito e os braços de prata, o ventre e as coxas de bronze, as canelas de ferro e os pés eram parte de ferro e parte de barro” (Dn 2,32-33). Bastou uma pedra cair nos pés da estátua, que eram de barro, que ela caiu no chão e se espatifou.

Certa vez, um casal foi ao escritório da paróquia pedir o batismo para o seu bebezinho, mas os dois não eram casados na Igreja. A secretária tentava convencê-los a se casarem, falando-lhes da importância da graça de Deus. Mas não estava conseguindo convencer os dois. Depois que o casal saiu, para voltar mais tarde, o padre, que escutou uma parte da conversa, disse para a secretária: “Filha, ninguém liga para a graça de Deus! Se você quer convencê-los a se casarem, diga-lhes, por exemplo: ‘Se vocês não se casarem na Igreja, vai constar na certidão de batismo da criança: 'Filho ilegítimo de fulano e fulana'. Imaginem quando esta criança crescer e ler isso em sua certidão de batismo! Poderá até pensar mal de vocês! Então é melhor vocês se casarem agora.” Quando o casal voltou, foi só a secretária usar esse argumento que os dois se convenceram e decidiram se casar Igreja.

 

Que pena! Nós cristãos valorizamos pouco o principal fator que faz a semente de mostarda crescer, que é a graça de Deus!

Peçamos a Maria Santíssima, a Mãe da Igreja, que nos ajude a perseverar no caminho de Deus, sem perder a esperança, mesmo que esse caminho seja lento.

É a menor de todas as sementes e se torna maior do que todas as hortaliças.

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO

 

Muitas das grandes descobertas da humanidade surgiram na contramão dos pensamentos que eram comuns na sua época. Os pioneiros dessas ideias tiveram que quebrar paradigmas, enfrentar críticas conservadoras e passar por cima do preconceito de muitas pessoas.

A maioria desses que resistiam à inovação só queriam que essas novas descobertas não fossem verdadeiras, pela simples razão de que temiam as mudanças – acomodados ao velho modo de pensar, não estavam dispostos a empreender esforços para mudar.

No entanto, se Da Vinci tivesse se conformado com os conhecimentos da sua época, se Galileu não tivesse a curiosidade de conhecer os astros, se tantos outros homens brilhantes não tivessem a ousadia e a coragem de defender suas ideias, provavelmente ainda estaríamos na idade medieval.

Porém, essa resistência ao novo ainda acontece, todos os dias. Diariamente deixamos de lado pequenas coisas, porém coisas importantes, que poderiam dar luz a certas situações, resolver muitos problemas, ou criar novas maneiras de se fazer algo. Deixamos de lado e não levamos nossas ideias adiante, apenas para manter a nossa posição cômoda, para manter o nosso “bem-estar”, ou mesmo para não contrariar alguém.

O que precisamos realmente perceber é que, agindo dessa maneira, vamos contra aquilo que acreditamos e deixamos de ser autênticos. Tudo devido ao medo… Medo de mudar e das consequências que toda mudança traz.

Precisamos ter mais confiança em nós mesmos e investir com vontade naquilo que acreditamos. Não podemos deixar que o medo se torne o nosso estilo de vida.

Lógico que não devemos ser iguais a um passarinho que, ao tentar sair de uma sala, bate a cabeça em uma vidraça até morrer, sem nem ao menos perceber que alguns metros ao lado daquela janela há uma porta aberta.

É necessário ter a coragem de arriscar novos caminhos, bom senso para analisar novas possibilidades e confiança em si mesmo, para seguir em frente e superar os desafios. Assim, estaremos prontos para descobrir novos caminhos e descobrir novos mundos e, acima de tudo, aprenderemos a lidar melhor com os nossos medos.

Medo e confiança são duas forças que atuam em nossa vida, mas que nos levam para caminhos opostos. Mas é você quem tem que decidir em qual dos dois vai colocar a sua energia. No meu novo livro, A Coragem de Confiar, falo exatamente sobre como desenvolver a confiança e superar o medo. O livro vai ser lançado em setembro.

 

Roberto Shinyashiki

 

 

 

 

E até que nos encontremos novamente,

que Deus lhe guarde serenamente

na palma de Suas mãos.

 

 

 

 

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quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

DIÁRIO DE QUINTA-FEIRA 30/01/2025

 

Diário de Quinta-feira 30-01-2025

 

"A alegria do coração embeleza o rosto, o coração angustiado o desfigura."

 

EVANGELHO DE HOJE

Mc 4,21-25

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Marcos

— Glória a vós, Senhor!

 

Jesus continuou:

- Por acaso alguém acende uma lamparina para colocá-la debaixo de um cesto ou de uma cama? Claro que não! Para iluminar bem, ela deve ser colocada no lugar próprio. Pois tudo o que está escondido será descoberto, e tudo o que está em segredo será conhecido. Se vocês têm ouvidos para ouvir, então ouçam.

Disse também:

- Cuidado com o que vocês ouvem! Deus usará para julgar vocês a mesma regra que vocês usarem para julgar os outros. E com mais dureza ainda! Quem tem receberá mais; mas quem não tem, até o pouco que tem será tirado dele.

 

 

Palavra da Salvação

Glória a vós Senhor.

 

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

Padre Antônio Queiroz (In Memorian)

 

A lâmpada é acendida para ser colocada sobre o candeeiro.

Neste Evangelho, Jesus nos lembra que no batismo recebemos a sua luz, e devemos continuar a sua missão, iluminando o mundo. “Não temas as trevas, se trazes dentro de ti a luz”.

Candeeiro é uma espécie de cabide na parede interna da casa, onde se pendurava a candeia, cujo pavio, untado com azeite, mantinha a chama acesa. Quanto mais alto estava o candeeiro, melhor iluminava a casa. Temos a missão de ser luz do mundo. “Quem é que traz uma lâmpada para colocá-la debaixo de um caixote ou debaixo da cama? Ao contrário, não a põe num candeeiro?”

Colocamos a nossa luz debaixo do caixote quando escondemos a nossa fé católica, ou damos mau exemplo.

As pessoas só são plenamente felizes quando são iluminadas pela verdadeira luz de Cristo, presente na sua Igreja, que é una, santa, católica e apostólica. Faça uma experiência: amarre um pano nos olhos e tente caminhar... É horrível! A gente se sente inseguro e tem medo de andar. O mesmo acontece com uma pessoa que anda longe do Caminho, da Verdade e da Vida.

A Comunidade cristã é como o arco-íris: Cada membro dela irradia a luz de Cristo com um matiz diferente.

“Prestai atenção no que ouvis.” Em outras palavras: vocês perdem seu tempo se me escutam e param aí, sem deixar que minhas palavras deem fruto.

Em seguida, no Evangelho de hoje, Jesus fala: “Com a mesma medida com que medirdes, também vós sereis medidos; e vos será dado ainda mais. Ao que tem alguma coisa, será dado ainda mais; do que não tem, será tirado até mesmo o que ele tem”. Quer dizer: se começarmos a fazer algo bom, receberemos de Deus novas forças e conhecimentos. Mas se não fazemos nada, nossas crenças religiosas não servirão para nada.

Quem acolhe a Boa Nova, aprende a ver e agir de acordo com a visão e a ação de Jesus. Essa compreensão e essa ação vão aumentando à medida que se age. Quem não age, perde até mesmo a pouca compreensão que já tem.

Certa vez, um andarilho estava dormindo na frente de uma banca de jornal, debaixo da marquise. Quando o dono da banca chegou, de madrugada, acordou-o, para abrir a porta, e o convidou para irem juntos ao bar ao lado tomar um café. Em seguida o convidou para irem juntos à redação do jornal, a fim de trazer exemplares. O jornaleiro nem percebeu que se tratava de um jovem de pouco mais de vinte e cinco anos.

Como o mendigo ficou por ali, na hora do almoço o jornaleiro pediu que ele ficasse na banca, enquanto ele ia almoçar, que na volta lhe traria um prato.

Resumindo, esse jovem, ex-andarilho, de tanto ir ao jornal, acabou arrumando um emprego lá. Como era inteligente, tinha estudo e boa comunicação, passou a fazer parte da equipe de pesquisa do jornal. Viajava pelos bairros e outras cidades, junto com os mais experientes, fazendo entrevistas.

Um dia, ele pediu ao seu chefe licença para fazer uma entrevista numa cidade vizinha. Pegou o carro que ele usava, que tinha a tarjeta do jornal, e foi. Antes, porém, alugou uma roupa de palhaço e a vestiu.

Ao chegar à cidade, foi direto a uma residência. Como era sábado, a família estava em casa.

Apertou a campainha, veio um rapaz, ele se apresentou como da equipe de entrevistas do jornal, explicou que usava roupa de palhaço para a família se sentir mais a vontade, e pediu licença para fazer uma entrevista com a família. O rapaz que o recebeu, logo viu o carro oficial do jornal, acreditou e sentiu-se até honrado em dar a entrevista.

De início, o entrevistador pediu que, se possível, toda a família estivesse presente. O rapaz foi lá dentro, chamou e logo vieram.

Ele pegou uma prancheta, com papel oficial do jornal, e fez a primeira pergunta: “Quantos filhos tem o casal?” O rapaz respondeu: “Cinco”.

“Você é o mais velho?” perguntou o entrevistador. “Não” – disse o moço – temos um irmão mais velho, mas ele não prestava e faz cinco anos que sumiu. Deve ter morrido”.

O entrevistador se interessou pelo caso e disse: “Ah! É? Como que era esse irmão?”

O pai tomou a palavra e falou: “Aquele moleque era um marginal; vivia em más companhias fazendo coisas erradas. Ele era a vergonha da nossa família. Eu proibi até meus filhos de conversar com ele. Um dia ele foi preso; passou uma semana na cadeia. Quando voltou, nós o expulsamos. Tudo indica que já morreu”.

Nisto, o garotinho disse: “Pai, o palhaço está chorando!” O menino caminhou até o palhaço e o abraçou.

O “palhaço” não aguentou mais. Tirou a máscara e disse: “Pai, eu não morri não. Estou aqui!” Claro que naquela sala só virou choradeira.

Temos aí um exemplo claro, por parte do pai e da família, de não ser luz; e por parte do filho-palhaço, o exemplo contrário de como tornar-se luz.

Maria Santíssima é somente luz. Peçamos a ela que nos ajude a sermos luz cada vez mais brilhante e a produzirmos bons frutos de fé e de testemunho.

A lâmpada é acendida para ser colocada sobre o candeeiro.

 

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO

 

A prisão de cada um

Marta Medeiros

 

O psiquiatra Paulo Rebelato, em entrevista para a revista gaúcha Red 32, disse que o máximo de liberdade que o ser humano pode aspirar é escolher a prisão na qual quer viver.

Pode-se aceitar esta verdade com pessimismo ou otimismo, mas é impossível refutá-la.

A liberdade é uma abstração.

Liberdade não é uma calça velha, azul e desbotada, e sim, nudez total, nenhum comportamento para vestir.

No entanto, a sociedade não nos deixa sair à rua sem um crachá de identificação pendurado no pescoço. Diga-me qual é a sua tribo e eu lhe direi qual é a sua clausura.

São cativeiros bem mais agradáveis do que Carandiru: podemos pegar sol, ler livros, receber amigos, comer bons pratos, ouvir música, ou seja, uma cadeia à moda Luiz Estevão, só que temos que advogar em causa própria e habeas corpus, nem pensar.

O casamento pode ser uma prisão.

E a maternidade, a pena máxima.

Um emprego que rende um gordo salário trancafia você, o impede de chutar balde e arriscar novos voos. O mesmo se pode dizer de um cargo de chefia.

Tudo que lhe dá segurança ao mesmo tempo lhe escraviza.

Viver sem laços igualmente pode nos reter.

Uma vida mundana, sem dependentes pra sustentar, o céu como limite: prisão também. Você se condena a passar o resto da vida sem experimentar a delícia de uma vida amorosa estável, o conforto de um endereço certo e a imortalidade alcançada através de um filho.

Se nem a estabilidade e a instabilidade nos tornam livres, aceitemos que poder escolher a própria prisão já é, em si, uma vitória.

Nós é que decidimos quando seremos capturados e para onde seremos levados.

É uma opção consciente.

Não nos obrigaram a nada, não nos trancafiaram num sanatório ou num presídio real, entre quatro paredes.

Nosso crime é estar vivo e nossa sentença é branda, visto que outros, ao cometerem o mesmo crime que nós - nascer - foram trancafiadas em lugares chamados analfabetismo, miséria, exclusão...

Brindemos: temos todos cela especial.

 

 

 

 

E até que nos encontremos novamente,

que Deus lhe guarde serenamente

na palma de Suas mãos.

 

 

 

 

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