Diário de Quinta-feira 30-01-2025
"A alegria do coração embeleza o
rosto, o coração angustiado o desfigura."
EVANGELHO DE HOJE
Mc 4,21-25
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus
Cristo, + segundo Marcos
— Glória a vós, Senhor!
Jesus continuou:
- Por acaso alguém acende uma lamparina
para colocá-la debaixo de um cesto ou de uma cama? Claro que não! Para iluminar
bem, ela deve ser colocada no lugar próprio. Pois tudo o que está escondido
será descoberto, e tudo o que está em segredo será conhecido. Se vocês têm
ouvidos para ouvir, então ouçam.
Disse também:
- Cuidado com o que vocês ouvem! Deus
usará para julgar vocês a mesma regra que vocês usarem para julgar os outros. E
com mais dureza ainda! Quem tem receberá mais; mas quem não tem, até o pouco
que tem será tirado dele.
Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antônio Queiroz (In Memorian)
A lâmpada é acendida para ser colocada sobre o
candeeiro.
Neste Evangelho, Jesus nos lembra que no batismo
recebemos a sua luz, e devemos continuar a sua missão, iluminando o mundo. “Não
temas as trevas, se trazes dentro de ti a luz”.
Candeeiro é uma espécie de cabide na parede interna
da casa, onde se pendurava a candeia, cujo pavio, untado com azeite, mantinha a
chama acesa. Quanto mais alto estava o candeeiro, melhor iluminava a casa.
Temos a missão de ser luz do mundo. “Quem é que traz uma lâmpada para colocá-la
debaixo de um caixote ou debaixo da cama? Ao contrário, não a põe num
candeeiro?”
Colocamos a nossa luz debaixo do caixote quando
escondemos a nossa fé católica, ou damos mau exemplo.
As pessoas só são plenamente felizes quando são
iluminadas pela verdadeira luz de Cristo, presente na sua Igreja, que é una,
santa, católica e apostólica. Faça uma experiência: amarre um pano nos olhos e
tente caminhar... É horrível! A gente se sente inseguro e tem medo de andar. O
mesmo acontece com uma pessoa que anda longe do Caminho, da Verdade e da Vida.
A Comunidade cristã é como o arco-íris: Cada membro
dela irradia a luz de Cristo com um matiz diferente.
“Prestai atenção no que ouvis.” Em outras palavras:
vocês perdem seu tempo se me escutam e param aí, sem deixar que minhas palavras
deem fruto.
Em seguida, no Evangelho de hoje, Jesus fala: “Com a
mesma medida com que medirdes, também vós sereis medidos; e vos será dado ainda
mais. Ao que tem alguma coisa, será dado ainda mais; do que não tem, será
tirado até mesmo o que ele tem”. Quer dizer: se começarmos a fazer algo bom,
receberemos de Deus novas forças e conhecimentos. Mas se não fazemos nada,
nossas crenças religiosas não servirão para nada.
Quem acolhe a Boa Nova, aprende a ver e agir de
acordo com a visão e a ação de Jesus. Essa compreensão e essa ação vão
aumentando à medida que se age. Quem não age, perde até mesmo a pouca
compreensão que já tem.
Certa vez, um andarilho estava dormindo na frente de
uma banca de jornal, debaixo da marquise. Quando o dono da banca chegou, de
madrugada, acordou-o, para abrir a porta, e o convidou para irem juntos ao bar
ao lado tomar um café. Em seguida o convidou para irem juntos à redação do
jornal, a fim de trazer exemplares. O jornaleiro nem percebeu que se tratava de
um jovem de pouco mais de vinte e cinco anos.
Como o mendigo ficou por ali, na hora do almoço o
jornaleiro pediu que ele ficasse na banca, enquanto ele ia almoçar, que na
volta lhe traria um prato.
Resumindo, esse jovem, ex-andarilho, de tanto ir ao
jornal, acabou arrumando um emprego lá. Como era inteligente, tinha estudo e
boa comunicação, passou a fazer parte da equipe de pesquisa do jornal. Viajava
pelos bairros e outras cidades, junto com os mais experientes, fazendo
entrevistas.
Um dia, ele pediu ao seu chefe licença para fazer uma
entrevista numa cidade vizinha. Pegou o carro que ele usava, que tinha a
tarjeta do jornal, e foi. Antes, porém, alugou uma roupa de palhaço e a vestiu.
Ao chegar à cidade, foi direto a uma residência. Como
era sábado, a família estava em casa.
Apertou a campainha, veio um rapaz, ele se apresentou
como da equipe de entrevistas do jornal, explicou que usava roupa de palhaço
para a família se sentir mais a vontade, e pediu licença para fazer uma
entrevista com a família. O rapaz que o recebeu, logo viu o carro oficial do
jornal, acreditou e sentiu-se até honrado em dar a entrevista.
De início, o entrevistador pediu que, se possível,
toda a família estivesse presente. O rapaz foi lá dentro, chamou e logo vieram.
Ele pegou uma prancheta, com papel oficial do jornal,
e fez a primeira pergunta: “Quantos filhos tem o casal?” O rapaz respondeu:
“Cinco”.
“Você é o mais velho?” perguntou o entrevistador.
“Não” – disse o moço – temos um irmão mais velho, mas ele não prestava e faz
cinco anos que sumiu. Deve ter morrido”.
O entrevistador se interessou pelo caso e disse: “Ah!
É? Como que era esse irmão?”
O pai tomou a palavra e falou: “Aquele moleque era um
marginal; vivia em más companhias fazendo coisas erradas. Ele era a vergonha da
nossa família. Eu proibi até meus filhos de conversar com ele. Um dia ele foi
preso; passou uma semana na cadeia. Quando voltou, nós o expulsamos. Tudo
indica que já morreu”.
Nisto, o garotinho disse: “Pai, o palhaço está
chorando!” O menino caminhou até o palhaço e o abraçou.
O “palhaço” não aguentou mais. Tirou a máscara e
disse: “Pai, eu não morri não. Estou aqui!” Claro que naquela sala só virou
choradeira.
Temos aí um exemplo claro, por parte do pai e da
família, de não ser luz; e por parte do filho-palhaço, o exemplo contrário de
como tornar-se luz.
Maria Santíssima é somente luz. Peçamos a ela que nos
ajude a sermos luz cada vez mais brilhante e a produzirmos bons frutos de fé e
de testemunho.
A lâmpada é acendida para ser colocada sobre o
candeeiro.
MOMENTO
DE REFLEXÃO
A prisão de cada um
Marta Medeiros
O psiquiatra Paulo Rebelato, em
entrevista para a revista gaúcha Red 32, disse que o máximo de liberdade que o
ser humano pode aspirar é escolher a prisão na qual quer viver.
Pode-se aceitar esta verdade com
pessimismo ou otimismo, mas é impossível refutá-la.
A liberdade é uma abstração.
Liberdade não é uma calça velha,
azul e desbotada, e sim, nudez total, nenhum comportamento para vestir.
No entanto, a sociedade não nos
deixa sair à rua sem um crachá de identificação pendurado no pescoço. Diga-me
qual é a sua tribo e eu lhe direi qual é a sua clausura.
São cativeiros bem mais
agradáveis do que Carandiru: podemos pegar sol, ler livros, receber amigos,
comer bons pratos, ouvir música, ou seja, uma cadeia à moda Luiz Estevão, só
que temos que advogar em causa própria e habeas corpus, nem pensar.
O casamento pode ser uma prisão.
E a maternidade, a pena máxima.
Um emprego que rende um gordo
salário trancafia você, o impede de chutar balde e arriscar novos voos. O mesmo
se pode dizer de um cargo de chefia.
Tudo que lhe dá segurança ao
mesmo tempo lhe escraviza.
Viver sem laços igualmente pode
nos reter.
Uma vida mundana, sem dependentes
pra sustentar, o céu como limite: prisão também. Você se condena a passar o
resto da vida sem experimentar a delícia de uma vida amorosa estável, o
conforto de um endereço certo e a imortalidade alcançada através de um filho.
Se nem a estabilidade e a
instabilidade nos tornam livres, aceitemos que poder escolher a própria prisão
já é, em si, uma vitória.
Nós é que decidimos quando
seremos capturados e para onde seremos levados.
É uma opção consciente.
Não nos obrigaram a nada, não nos
trancafiaram num sanatório ou num presídio real, entre quatro paredes.
Nosso crime é estar vivo e nossa
sentença é branda, visto que outros, ao cometerem o mesmo crime que nós -
nascer - foram trancafiadas em lugares chamados analfabetismo, miséria,
exclusão...
Brindemos: temos todos cela
especial.
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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