Quinta-feira, 01 de
fevereiro de 2018
“Não tenha medo da mudança. Ela assusta, mas pode ser a
chave daquela porta que você tanto almeja abrir.”
EVANGELHO DE HOJE
Mc 6,7-13
— O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
— PROCLAMAÇÃO do
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos
— Glória a vós, Senhor!
Chamando os Doze para
junto de si, enviou-os de dois em dois e deu-lhes autoridade sobre os espíritos
imundos.
Estas foram as suas
instruções: "Não levem nada pelo caminho, a não ser um bordão. Não levem
pão, nem saco de viagem, nem dinheiro em seus cintos;
calcem sandálias, mas
não levem túnica extra;
sempre que entrarem numa
casa, fiquem ali até partirem;
e, se algum povoado não
os receber nem os ouvir, sacudam a poeira dos seus pés quando saírem de lá,
como testemunho contra eles".
Eles saíram e pregaram
ao povo que se arrependesse.
Expulsavam muitos
demônios, ungiam muitos doentes com óleo e os curavam.
Marcos 6:7-13
Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz
(In memorian)
Começou a enviá-los.
Este
Evangelho narra o envio dos doze Apóstolos. Por ocasião da escolha deles, o
texto diz: “Ele (Jesus) constituiu então doze, para que ficassem com ele e para
que os enviasse a anunciar a Boa Nova” (Mc 3,14). Eles ficaram um bom tempo com
Jesus, escutaram seus ensinamentos e viram suas ações; chega agora o momento de
uma nova etapa no discipulado: a missão.
O envio
dois a dois dá sentido comunitário à missão apostólica.
Os
profetas da época tinham também discípulos, mas o estilo era diferente. O
profeta se sentava, os discípulos ficavam em volta e ele ensinava. Jesus, ao
contrário, é um profeta itinerante. Seus discípulos o acompanhavam e ele
ensinava o povo, pregava a conversão, enfrentava situações difíceis, curava os
doentes, expulsava demônios... Agora os discípulos são chamados a fazer o
mesmo. A missão dos Apóstolos aparece assim como um prolongamento da missão de
Cristo.
Ao
enviá-los Jesus deu-lhes umas instruções concretas. “Recomendou-lhes que não
levassem nada para o caminho, a não ser um cajado; nem pão, nem sacola, nem
dinheiro na cintura”. O missionário deve trabalhar em total pobreza e
desprendimento. Libertos de bagagens, eles ficam mais livres, desinstalados e
disponíveis para a missão confiada. Esse “como” pregar é o principal testemunho
profético.
“Quando
entrardes numa casa, ficai ali até vossa partida.” Esta é a conseqüência da
situação de pobreza e de desapego do missionário: fica fácil hospedar e ser
hospedado pelo povo, e não precisa ficar mudando de casa em casa.
O nosso
testemunho cristão é como uma medalha que tem dois lados. De um lado é a nossa
palavra e a nossa aparência; do outro está a nossa vida real, como vivemos no
dia-a-dia e o que carregamos conosco. Esses dois testemunhos se completam, e o
povo tem ocasião não só de ouvir o Evangelho, mas de ver como ele é vivido. “A
palavra convence, o exemplo arrasta”. “O meio é a mensagem”. As nossas atitudes
falam mais fundo do que as nossas palavras.
“Então os
doze partiram e pregaram que todos se convertessem. Expulsavam muitos demônios
e curavam numerosos doentes.” Os profetas da época viviam escondidos do povo, e
não se preocupavam em curar doentes. Para Jesus, esse cuidado com o homem todo,
alma e corpo, é o sinal de que o Reino de Deus está perto.
“Se em
algum lugar não vos receberem, nem quiserem vos escutar, quando sairdes, sacudi
a poeira dos pés, como testemunho contra eles!” Sacudir a poeira dos pés para
não levar frustração. O missionário fica contente diante da porta que lhe abre,
mas tranqüilo diante da que se fecha; por isso é capaz de assumir a incompreensão
dos evangelizandos. Como uma prevenção contra o triunfalismo, Jesus prepara os
seus enviados para o possível fracasso da sua missão. A tarefa deles é semear,
não colher. O êxito não está garantido, porque o Evangelho é oferta gratuita,
não imposição.
Tudo isso
vale para todos nós cristãos, que no batismo recebemos a missão profética.
Nas
entrelinhas dessas normas concretas nós vemos um estilo apostólico, que foi o
do próprio Jesus: pobreza para a liberdade, desinstalação para a
disponibilidade e entrega para o serviço do Evangelho, visando o Reino de Deus.
Havia,
certa vez, um rapaz que morava perto do mar. Ele gostava de andar na praia, pra
lá e pra cá, refletindo sobre seus problemas. Quando ele voltava, via na areia
sempre rastos de duas pessoas. Ele pensava: que bom, Cristo caminha comigo!
Um dia,
ele estava passando por uma crise muito forte, um sofrimento muito grande, e
foi caminhar na praia. Ao voltar, viu rastos apenas de uma pessoa.
Ele disse
para o amigo: “Ô Jesus, justamente no meu momento mais difícil, o Senhor me
abandona?
Jesus
respondeu: “Não, meu irmão, você está enganado. Esse rasto que você vê é meu. É
que, nas suas horas mais difíceis, eu o carrego nos meus braços!”
“Ide fazer
discípulos entre todas as nações, e batizai-os em nome do Pai, do Filho e do
Espírito Santo. Ensinai-lhes a observar tudo o que vos tenho ordenado. Eis que
estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (Mt 28,19-20). Jesus não
falha neste seu compromisso, especialmente nas horas mais difíceis de seus
enviados.
Maria
Santíssima é a Rainha dos missionários, de ontem e de hoje, pois ela, atendendo
ao chamado de Deus Pai, gerou Jesus para nós. Que ela nos ajude a cumprir bem a
nossa missão profética.
Começou a enviá-los.
MUNDO ANIMAL
Arranhador: um passatempo necessário
para os gatos
Por Laraue
Motta, adestradora e franqueada da Cão Cidadão
Um dos itens
obrigatórios na casa de quem tem gatos é o arranhador! Geralmente, ele já faz
parte do enxoval de chegada do gatinho, mas, com o passar do tempo, pode ser
esquecido no canto dando lugar às arranhaduras em móveis e estofados.
Ao falar em
arranhadores, é necessário levar em conta os hábitos da espécie e de cada
animal, especificamente.
Existem muitos tipos de
arranhadores no mercado e muitas formas de confeccioná-los em casa, o que pode
salvar seus móveis. Para isso, preste atenção na altura do passatempo: para
gatos filhotes, o poste pequeno pode funcionar, mas, ao crescer, o gatinho sentirá
necessidade de se alongar e agarrar com as patas, portanto, precisará de um
poste alto, que permita essa posição (arranhadores que tenham entre 90
centímetros e um metro de altura têm mais chances de fazer sucesso).
Outro ponto
superimportante é a localização onde o arranhador ficará, ele deve favorecer as
arranhadas.
Normalmente gatos
arranham os objetos como forma de marcar território de maneira visual e
olfativa, já que odores são expelidos pelas glândulas dos coxins (as
almofadinhas das patas). Isso quer dizer que precisam que sua marca seja
percebida. Então, naturalmente procuram locais de passagem ou onde há muito
fluxo de pessoas e outros animais.
Portanto, para o caso
acima, não coloque o arranhador que você comprou com tanto amor e carinho naquele
cômodo escondido da casa, pois lá ele não cumprirá a sua promessa. Com certeza
o braço do sofá será bem mais atrativo.
O arranhador deve ficar
onde o gato demonstra mais interesse em demarcar. Exemplo: se acontece no sofá,
posicione o arranhador próximo desse local. As chances de o brinquedo ser usado
aumentarão muito dessa forma.
Outra questão importante
é o material usado. Muitos gatos gostam das cordas de sisal, mas arranhadores
de carpete, papelão ou mesmo superfícies de madeira podem ser ótimas opções. O
ideal é variar os modelos e superfícies até que seja possível perceber qual é o
preferido do seu gatinho.
Você pode comprar
modelos prontos ou pode se arriscar a produzir alguns. Veja como são fáceis:
1. Revista um cano de
PVC ou um cone de sinalização com sisal ou carpete (pode usar cola quente).
2. Utilize cavaletes de
madeira bruta (sem nenhum tipo de tinta ou verniz).
3. Corte caixas de
papelão em tiras iguais e cole umas nas outras de forma que as ondas do papelão
fiquem aparentes (usar cola branca à base de água).
Em casas com mais de um
gato, quanto mais arranhadores menor será o estresse dos animais, pois eles
poderão delimitar suas marcações e manter a hierarquia do grupo. Com certeza
esse enriquecimento ambiental, se bem utilizado, diminuirá consideravelmente as
chances de os felinos destruírem suas mobílias.
Conte com a ajuda de um
profissional para adequar o ambiente para os bichanos da melhor forma.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Eu não só
vivo no meio de pessoas que combatem o fantasma da depressão, atravessei eu
mesma esse caminho. Como falar do amargo se não provei dele? Não existem
pessoas isentas às tempestades da vida e os que afirmam estar acima de tudo
correm um grande risco.
Quando alguma coisa perturba nosso percurso
natural da vida, ou o que projetamos, podemos cair nessa armadilha que é a
depressão. Mas isso não é o fim de uma existência, apenas um árduo caminho,
sobretudo de incompreensão da parte de quem nunca passou por isso. A vida é
bela e de dez razões para estarmos tristes, existem cem outras para estarmos
felizes, só que saber isso não é o bastante para ver o mundo de outra forma. Há
pessoas que um dia descobrem que têm um câncer e isso abala toda a sua
existência, o que é completamente natural. Isso todo mundo compreende, mas
ninguém diz a elas simplesmente que a vida é bonita e que elas têm mil motivos
outros de felicidade.
Ah, se todos soubessem o calvário que é a vida
de um deprimido, existiria talvez mais compreensão e menos depressão, que é uma
doença que necessita de cura e pede tempo, pede tratamento e muita paciência da
parte dos que estão em volta.
Quando não
podemos impedir que as lágrimas rolem pelo rosto dos nossos amigos, podemos
secá-las. Às vezes a melhor maneira de entender uma pessoa é ficar do lado
dela, é abrir os ouvidos do coração.
Eu
atravessei o caminho da depressão e saí dele. Foi dura a subida, mas eu sabia
que no Alto havia uma mão estendida e fixei meu olhar nela. E por isso digo a
todos vocês (e se vocês soubessem o quanto são numerosos!!!) que existe saída,
que quando não mais temos forças, Deus nos carrega. Nunca desistam, porque Deus
não desistiu de nós, apesar de todas as nossas falhas.
Aprendi,
com minha experiência, a olhar o mundo de outra maneira. Aprendi a olhar as
pessoas de outra maneira e não considerar que seus problemas são menos graves
que os que conheço. Apenas digo, afirmo e direi quantas vezes for necessário,
que para toda porta de entrada existe uma porta de saída e que o mesmo Deus que
está sobre mim, me livrou e me livra, está sobre cada um de vocês.
Ninguém
deve sentir medo do julgamento das pessoas, nem das coisas que chegam ou estão
por vir. A Mão de Deus está sempre estendida e, aconteça o que acontecer, ela
está apontada na nossa direção.
Escrevi um
pouco sobre a depressão hoje, porque sei que há muitos que precisam. Se traduzi
bem o que dizia meu coração eu não sei, só sei que sei o que vivi e que
consegui sair. E se minha experiência pode ajudar, que ela ajude.
Letícia Thompson
http://www.leticiathompson.net/Lagrimas_da_depressao_LT.html
UM ABENÇOADO DIA PRA
VOCÊ...
E até que nos
encontremos novamente,
que Deus lhe guarde
serenamente
na palma de Suas mãos.