Sexta-feira, 26 de
Janeiro de 2018
“Você é a única pessoa no mundo que sabe a verdade
sobre sua vida, portanto, tudo que falam a seu respeito é problema deles e não
seu!.”
EVANGELHO DE HOJE
Lc 10,1-9
— O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
— PROCLAMAÇÃO do
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas
— Glória a vós, Senhor!
1 Depois disso, designou
o Senhor ainda setenta e dois outros discípulos e mandou-os, dois a dois,
adiante de si, por todas as cidades e lugares para onde ele tinha de ir.
2 Disse-lhes: Grande é a
messe, mas poucos são os operários. Rogai ao Senhor da messe que mande
operários para a sua messe.
3 Ide; eis que vos envio
como cordeiros entre lobos.
4 Não leveis bolsa nem
mochila, nem calçado e a ninguém saudeis pelo caminho.
5 Em toda casa em que
entrardes, dizei primeiro: Paz a esta casa!
6 Se ali houver algum
homem pacífico, repousará sobre ele a vossa paz; mas, se não houver, ela
tornará para vós.
7 Permanecei na mesma
casa, comei e bebei do que eles tiverem, pois o operário é digno do seu
salário. Não andeis de casa em casa.
8 Em qualquer cidade em
que entrardes e vos receberem, comei o que se vos servir.
9 Curai os enfermos que
nela houver e dizei-lhes: O Reino de Deus está próximo.
Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz (
In Memorian)
Enviou-os dois a dois.
Hoje
celebramos a memória de dois bispos da Igreja primitiva: S. Timóteo e S. Tito.
Eles eram companheiros do Apóstolo S. Paulo. Os nomes deles aparecem
freqüentemente no livro dos Atos dos Apóstolos. Inclusive, S. Paulo escreveu
duas cartas a Timóteo e uma a Tito.
O
Evangelho, próprio da memória, narra o envio dos setenta e dois discípulos.
Todos os líderes cristãos são os continuadores daqueles setenta e dois,
inclusive S. Timóteo e S. Tito. Jesus os enviou dois a dois, não um por um.
Isso porque “onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou ali, no
meio deles” (Mt 18,20). Portanto, é Cristo que vai agir através dos seus
discípulos.
S. Tito é
provavelmente natural de Antioquia. Foi fiel colaborador de S. Paulo em suas
viagens apostólicas, e recebeu dele algumas missões importantes, como levar uma
coleta para os cristãos de Jerusalém (2Cor 8,6) e ir a Corinto pacificar a
Comunidade que estava em briga. Um dia, ele foi com S. Paulo à ilha de Creta, e
acabou sendo nomeado bispo de lá, onde ficou até a morte.
Quanto a
Timóteo, o chamado dele está narrado em At 16,1-5: “Paulo foi para Derbe e
Listra. Havia em Listra um discípulo chamado Timóteo, filho de uma judia que
abraçara a fé, e de pai grego. Os irmãos de Listra e Icônio davam bom
testemunho dele. Paulo quis então que Timóteo partisse com ele. Tomou-o consigo
e circuncidou-o, por causa dos judeus que se encontravam nessas regiões, pois
todos sabiam que o pai dele era grego. Percorrendo as cidades, Paulo e
Timóteo... As Igrejas fortaleciam-se na fé e, de dia para dia, cresciam em
número.” Está aí um exemplo bonito de como que Deus chama as pessoas.
Daí para
frente, Timóteo tornou-se, não só companheiro de Paulo, mas amigo.
Nos Atos
dos Apóstolos e nas cartas de S. Paulo há inúmeros elogios de Paulo a Timóteo.
É interessante o que Paulo escreve a ele na 2Tm 1,3-5: “Dou graças a Deus – a
quem sirvo de consciência pura, como aprendi de meus pais – quando, sem cessar,
noite e dia, faço menção de ti em minhas orações. Lembro-me de tuas lágrimas.
Sinto grande desejo de rever-te e, assim, encher-me de alegria. Recordo-me da
fé sincera que há em ti, fé que habitou, primeiro, em tua avó Loide e em tua
mãe Eunice, que certamente habita também em ti”.
Esse texto
mostra como que a fé passa de geração em geração, de pais para filhos. Dona
Loide tinha muita fé, por isso a sua filha Eunice também tinha. E Timóteo tinha
muita fé, porque herdou da sua mãe Eunice. A fé e os bons costumes vão passando
de geração em geração. É interessante que S. Paulo, antes de se referir aos
antepassados de Timóteo, lembra-se dos próprios pais: “...como aprendi de meus
pais”. Em outras palavras, Paulo está dizendo que deve a seus pais a fé que
tem. Nós sabemos que os pais de S. Paulo eram judeus fiéis e sinceros. Por
isso, Paulo deu cabeçadas, mas acabou acertando o passo. Assim acontece hoje
com os filhos de famílias boas. Alguns tropeçam, têm altos e baixos, mas o que
acaba prevalecendo é a fé recebida dos pais.
Por outro
lado, infelizmente o mesmo acontece com a falta de fé e a vida de pecado. Vão
passando de geração em geração. É o que diz o provérbio: “Tal pai tal filho”.
Nós herdamos de nossos pais, não só as características físicas e de
temperamento, mas também as virtudes ou os defeitos. A família é a formadora
das pessoas. É dentro dela que nasce o homem e a mulher de amanhã.
Para que
os pais possam ter filhos que se tornem bons cidadãos e bons cristãos, e assim
lhes dêem alegria no futuro, é necessário ter tempo para eles!
Quando
Paulo estava velhinho, nomeou Timóteo bispo de Éfeso, cargo que exerceu até a
morte.
Certa vez,
houve uma mudança de governo em um país muito pobre, e o novo presidente era
ateu e detestava a Igreja Católica. Pouco tempo depois de eleito, ele publicou
um decreto expulsando do país todos os religiosos e religiosas. Só os párocos
foram poupados.
Logo que
os religiosos saíram, aconteceu um problema no qual o presidente não havia
pensado: fecharam-se diversos hospitais, asilos, creches e outras instituições
de caridade que eram diretamente servidas pelos religiosos. Envergonhado, o
governador correu atrás e chamou de volta os religiosos.
Em toda a
história da Igreja, os religiosos e cristãos em geral se dedicam não só à parte
espiritual, mas à material também. A fé católica nos dá alegria de viver, de
amar e de se dedicar aos necessitados. Felizes aqueles e aquelas continuam na
Igreja o trabalho dos setenta e dois discípulos, como fizeram S. Timóteo e S.
Tido!
Maria
Santíssima e S. José foram modelos de pais e de educadores. Que eles, e também
os santos Timóteo, Tito e Paulo, ajudem os pais e mães a cumprirem bem a sua
missão.
Enviou-os dois a dois.
Padre Queiroz
CULINÁRIA
Pudim de Pistache
Ingredientes
– Calda
150g de geleia de frutas
vermelhas
4 colheres (sopa) de
vinho tinto misturado com 4 colheres (sopa) de água
Ingredientes
– Caramelo
125g de açúcar
50ml de água
Ingredientes
– Pudim
200g de pistache sem sal
200g de creme de leite
750ml de leite
6 gemas
500g de leite condensado
100g de pistache
granulado
pistache sem sal a gosto
para decorar
Modo de
Preparo – Calda
Coloque numa panela 150
g de geleia de frutas vermelhas, 4 colheres (sopa) de vinho tinto misturado com
4 colheres (sopa) de água e leve ao fogo médio por 2 minutos. Retire do fogo,
transfira para uma tigela e deixe esfriar na geladeira.
Modo de
Preparo – Caramelo
Numa forma para pudim
(21 cm x 6 cm), coloque 250 g de açúcar. Quando derreter e ficar com cor de
caramelo, coloque 100 ml de água e ferva até formar uma calda. Apague o fogo e
reserve.
Modo de
Preparo – Pudim
No processador, bata 200
g de pistache sem sal, 200 g de creme de leite e bata bem até ficar uma pasta
de pistache (no final precisa render 100 g de pasta). Reserve.
Numa panela em fogo
médio, coloque 750 ml de leite e quando começar a ferver apague o fogo e
reserve.
Misture numa tigela 6
gemas, 500 g de leite condensado e 100 g da pasta de pistache. Acrescente o
leite quente e mexa bem com um batedor de arame (fouet) até ficar homogêneo.
Junte 100 g de pistache granulado. Despeje a mistura na forma para pudim com a
calda de caramelo. Coloque em banho-maria na boca do fogão por 1 hora e 10
minutos.
Retire do fogo, deixe
amornar e leve à geladeira por no mínimo 4 horas ou até firmar. Retire da
geladeira e sirva em seguida com a calda fria.
Farofa de Espinafre e Bacon do Chef
Ingredientes
2 colheres (sopa) de
óleo
2 dentes de alho picados
½ maço de espinafre
cozido e picado
1 fio de óleo
200g de bacon picado
1 cebola pequena picada
1 ½ xícara de farinha de
mandioca
sal e pimenta-do-reino
moída a gosto
2 colheres (sopa) de
paçoca esfarelada
salsinha e cebolinha
picadas a gosto
Modo de
Preparo
Numa frigideira aqueça o
óleo e doure o alho.
Acrescente o espinafre e
refogue até secar a água que solta. Retire o espinafre da frigideira e reserve.
Na mesma frigideira
adicione 1 fio de óleo e refogue o bacon até ficar dourado. Acrescente a cebola
e mexa por alguns minutos até dourar. Adicione a farinha, acerte o sal e a
pimenta-do-reino moída e misture por alguns minutos em fogo baixo para que a
farinha fique sequinha e crocante. Adicione a paçoca e misture bem. Junte o
espinafre refogado, a salsinha, a cebolinha e sirva como acompanhamento.
TOQUE DO RAVIOLI - A
paçoca casa com qualquer farofa.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Acho que
foi o Hemingway quem disse que olhava cada coisa à sua volta como se a visse
pela última vez. Pela última ou pela primeira vez? Pela primeira vez foi outro
escritor quem disse. Essa idéia de olhar pela última vez tem algo de
deprimente. Olhar de despedida, de quem não crê que a vida continua, não admira
que o Hemingway tenha acabado como acabou.
Se eu
morrer, morre comigo um certo modo de ver, disse o poeta. Um poeta é só isto:
um certo modo de ver. O diabo é que, de tanto ver, a gente banaliza o olhar. Vê
não-vendo. Experimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver.
Parece fácil, mas não é. O que nos
cerca, o
que nos é familiar, já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina
é como um vazio.
Você sai
todo dia, por exemplo, pela mesma porta. Se alguém lhe perguntar o que é que
você vê no seu caminho, você não sabe. De tanto ver, você não vê. Sei de um
profissional que passou 32 anos a fio pelo mesmo hall do prédio do seu
escritório. Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo porteiro. Dava-lhe bom-dia
e às vezes lhe passava um recado ou uma correspondência. Um dia o porteiro
cometeu a descortesia de falecer.
Como era
ele? Sua cara? Sua voz? Como se vestia? Não fazia a mínima idéia. Em 32 anos,
nunca o viu. Para ser notado, o porteiro teve que morrer. Se um dia no seu
lugar estivesse uma girafa, cumprindo o rito, pode ser também que ninguém desse
por sua ausência. O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem. Mas há sempre
o que ver. Gente, coisas, bichos. E vemos? Não, não vemos.
Uma
criança vê o que o adulto não vê. Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo
do mundo. O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que, de fato, ninguém vê.
Há pai que nunca viu o próprio filho. Marido que nunca viu a própria mulher,
isso existe às pampas. Nossos olhos se gastam no dia-a-dia, opacos. É por aí
que se instala no coração o monstro da indiferença.
UM ABENÇOADO DIA PRA
VOCÊ...
E até que nos
encontremos novamente,
que Deus lhe guarde
serenamente
na palma de Suas mãos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário