Quinta-feira, 25 de Janeiro de 2018
“Amar é reciclar quando muitos descartariam.”
EVANGELHO DE HOJE
Mc 16,15-18
— O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos
— Glória a vós, Senhor!
15 E disse-lhes: Ide por todo omundo, pregai o evangelho a toda criatura.
16 Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.
17 E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas;
18 Pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porãoas mãos sobre os enfermos, e os curarão.
Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz ( In Memorian)
Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho.Hoje nós celebramos com alegria a festa da Conversão de S. Paulo apóstolo. Ele nasceu em Tarso, na Cilícia, que pertence à atual Turquia. Na primeira Leitura da Missa de hoje, o próprio Paulo narra a sua conversão:
“Eu sou judeu, nascido na Cilícia, mas fui criado aqui nesta cidade de Jerusalém. Como discípulo de Gamaliel, fui instruído em todo o rigor da Lei de nossos antepassados, tornando-me zeloso da causa de Deus”. Persegui até a morte aqueles que seguiam este Caminho, prendendo homens e mulheres.
Disso são minhas testemunhas o Sumo Sacerdote e todo o conselho dos anciãos. Eles deram-me cartas de recomendação... Fui para Damasco, a fim de prender todos (os cristãos) que encontrasse e trazê-los para Jerusalém, a fim de serem castigados.
Ora, aconteceu que na viagem, de repente uma grande luz que vinha do céu brilhou ao redor de mim. Caí por terra e ouvi uma voz que me dizia: ‘Saulo, Saulo, por que me persegues?’ Eu perguntei: ‘Quem és tudo, Senhor?’ Ele me respondeu: ‘Eu sou Jesus, o Nazareno, a quem tu estás perseguindo’. Então perguntei: ‘Que devo fazer, Senhor?’ O Senhor me respondeu: ‘Levanta-te e vai para Damasco. Ali te explicarão tudo o que deves fazer’.
Como eu não podia enxergar, por causa do brilho daquela luz, cheguei a Damasco guiado pela mão dos meus companheiros. Um certo Ananias veio encontrar-me e disse: ‘Saulo, meu irmão, recupera a vista!’ No mesmo instante recuperei a vista e pude vê-lo. Ele então me disse: ‘O Deus de nossos antepassados escolheu-te para conheceres a sua vontade, veres o Justo e ouvires a sua própria voz. Porque tu será a sua testemunha diante de todos os homens. E agora, o que estás esperando? Levanta-te, recebe o batismo e purifica-te dos teus pecados, invocando o nome dele”.
Daí par frente, tudo o que Paulo fez partiu dessa experiência de ser amado por Jesus. Ele disse: “Eu vivo, mas não eu: é Cristo que vive em mim” (Gal 2,20). Ele tinha convicção de que Cristo morreu por amor a ele. Portanto a sua fé era uma experiência de amor.
Paulo era um homem forte e combativo, que soube manejar a espada da palavra. “Apesar de ter sofrido maus tratos e ultrajes em Filipos... o nosso Deus nos deu coragem e segurança para vos anunciar o seu Evangelho... Aliás, sabeis muito bem que nunca bajulamos ninguém, nem fomos movidos por alguma ambição disfarçada” (1Ts 2,2.5).
Para ele, a verdade era por demais grande e sagrada, e não a sacrificava por nada. A verdade que ele descobriu no encontro com o Ressuscitado merecia, por ela, toda luta, toda perseguição, todo sofrimento. Mas o que mais o motivava era a certeza de ser amado por Jesus.
S. Paulo era um homem livre. Para ele, o que vale é o amor. “Ama, e faze o que queres” (Santo Agostinho). Quem ama a Cristo como Paulo amava, pode realmente fazer o que quiser, porque o amor liga a nossa vontade à vontade de Cristo.
No caminho de Damasco, Cristo fala a Paulo: “Por que me persegues?” Jesus se identifica com a Igreja. Ele se tornou carne, e a Igreja continua sendo a sua carne. A partir dessa experiência, Paulo vê a Igreja como Corpo de Cristo. Servir à Igreja é servir a Cristo.
Veja o que Paulo disse sobre o testemunho: “Não te envergonhes de testemunhar a favor de Nosso Senhor Jesus Cristo... pois Deus nos chamou com uma vocação santa, não em atenção às nossas obras, mas por causa do plano salvífico e da sua graça, que nos foi dada no Cristo Jesus” (2Tm 1,8-9).
Paulo era um homem coerente com as suas idéias. Instruído por seu professor Gamaliel, ele achava que o cristianismo era um mal. Por isso o perseguiu. E como não sabia fazer nada mais ou menos, perseguiu a Igreja de corpo e alma. Quando, iluminado por Cristo, percebeu que o cristianismo era um bem, dedicou-se, também de corpo e alma, a esta nova religião. O mundo precisa de gente assim, que põe em prática as suas convicções, sejam elas quais forem. Há pessoas que acreditam em um caminho, mas seguem outro. A esses Cristo quer “vomitá-los de sua boca”.
Havia, certa vez, um rapaz q estava levando vida errada. O pai lhe dava conselhos, mas pouco adiantava. Um dia, o pai conseguiu convencê-lo a ir conversar com o avô, que era um homem sensato, carregado de experiência e sabedoria e muito respeitado pelo neto. O moço obedeceu e foi.
O pai telefonou ao seu pai, pedindo que desse uns conselhos para o neto. Quando ele chegou, os avós o receberam muito bem, depois o avô o convidou para ir ao fundo do quintal. Lá havia dois cães amarrados. Um era super bravo e o outro era amigo, e até gostava de ser acariciado. O avô então disse: “Como você vê, um desses cachorros é mau e o outro é bom. Qual dos dois vencerá? O rapaz, sem entender direito a pergunta, arriscou: “Acho que é o manso, não é?” O avô, que já esperava a resposta, discordou e justificou. Ele disse: “Não, meu filho. Vencerá aquele que for melhor alimentado.”
A partir da comparação, o avô falou sobre os diversos alimentos, intelectuais, morais e religiosos. Precisamos recebê-los, se quisermos ter um futuro feliz.
A conversão de S. Paulo foi instantânea, porque foi uma graça especial de Deus. Mas a nossa conversão não é assim. Ela é lenta e vai depender dos alimentos que dermos para o “homem velho” e o “homem novo” que está dentro de nós.
“Quando se completou o tempo previsto, Deus enviou seu Filho, nascido de uma mulher... e assim todos nós recebemos a dignidade de filhos de Deus” (Gal 4,4-5). Era assim que Paulo via o papel da Virgem Maria no plano da salvação. Que ela e ele nos ajudem a amar muito a Cristo e a ser suas testemunhas.
Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho.
MUNDO ANIMAL
Como apresentar um cão a um gato?
Por Patrícia Oliveira, adestradora e franqueada da Cão Cidadão
Hoje em dia, nos lares das pessoas, é comum encontrarmos cães e gatos convivendo, mas nem sempre de maneira harmoniosa. Apesar de serem popularmente considerados inimigos, essa convivência pode sim se tornar muito tranquila e eles podem se tornar bons amigos.
A sociabilização entre esses animais é possível e deve começar assim que o novo integrante chega à família, mas sempre de forma cautelosa para que nenhum dos dois se assuste ou machuque o outro. Entretanto, a família precisa entender que não pode ter pressa e que essa aproximação deve sempre ser supervisionada. O ideal é que no início o cão sempre esteja preso a uma coleira com guia e a uma distância onde os dois se sintam confortáveis em permanecer.
Os felinos devem estar sempre em algum lugar onde se sintam confortáveis, seja uma caixa de transporte ou em algum lugar em que ele possa subir para se sentir em segurança. Em uma casa onde existe essa convivência é ideal que os donos se preocupem em ter lugares altos para que os gatos possam subir, já que será instintivo ele subir ou escalar para tentar se proteger quando se sentir ameaçado.
Não se esqueça de que recompensá-los com carinho ou petiscos é fundamental nessa fase, já que queremos que os dois associem a presença um do outro com coisas boas. Aos poucos, quando sentir confiança e segurança, você pode tentar aproximá-los sempre respeitando os limites de cada animal. Eles precisam estar confortáveis e calmos.
A verdade é que os donos cumprem um papel muito importante durante esse período de apresentação e de adaptação. Entender como eles se comunicam o que é importante para cada um dos animais se sentir confortável e não forçar situações desagradáveis é um grande primeiro passo para criar uma relação harmoniosa entre essas duas espécies
MOMENTO DE REFLEXÃO
Rudolf Steiner, pai da Antroposofia, disse que:
"As borboletas são flores que se desprenderam da terra... E que as flores são borboletas que a terra apreendeu..."
Seja como for, se as flores marcam a primavera, as borboletas são seu símbolo maior.
São quatro fases da mesma vida: ovo, lagarta, crisálida e borboleta.
Enquanto ovo, é princípio vivo, puro. Representa a potencialidade do ser, guardada dentro de um invólucro de heranças parentais.- É fundamental para desenvolver a solidez das bases estruturais do indivíduo. Mas num determinado momento, torna-se necessário romper com essa capa de proteção, para caminhar sobre as próprias pernas.
A lagarta tem o aprendizado da terra, do rastejar, das coisas que se processam lentamente. -Simboliza os cuidados com o mundo físico, com os aspectos materiais que compõem a existência cotidiana. Pode ser o lado pesado da vida.
A crisálida é o encapsular para gestar. - É como se retornasse ao estágio do ovo, mas só que por escolha pessoal. É criar um casulo para si mesmo, como forma de conectar-se com seus sentimentos, sua interioridade e seus próprios desejos.
E, finalmente, as asas libertam a borboleta! - Mas, para se chegar à borboleta, é preciso superar o conforto e a comodidade do “já conhecido”... É preciso deixar morrer o velho e partir ao encontro das possibilidades em aberto, sem certezas, sem garantias.
A borboleta é a lição viva de que tudo é passageiro.
Assim também somos nós...
Uns vivem para sempre no ovo...
Outros jamais passam de lagarta...
E tem gente que vive gestando um sonho, um ideal, mas sem nada realizar...
Ainda existem aqueles que, com esforço, se libertam, ganham asas e voam leves! Pousam aqui e ali, no colorido das flores, e só de existir fazem a vida mais bela!
Identifique em que fase você está e observe como fazer para processar a sua metamorfose.
Viver é cumprir fase por fase. Desapegar-se do antigo e entregar-se ao novo até ser capaz de voar.
Desperte e tente uma nova forma! Deixe acontecer em você esse misterioso processo de se abrir para florescer!
Deixe aparecer suas asas, suas melhores cores, seu vôo!
Ana Ester Nogueira
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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