Sábado, 13 de Janeiro de
2018
“A vida feliz
consiste na tranqüilidade da mente.” Cícero
EVANGELHO DE HOJE
Mc 2,13-17
— O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
— PROCLAMAÇÃO do
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos
— Glória a vós, Senhor!
E tornou a sair para o
mar, e toda a multidão ia ter com ele, e ele os ensinava.
E, passando, viu Levi,
filho de Alfeu, sentado na alfândega, e disse-lhe: Segue-me. E, levantando-se,
o seguiu.
E aconteceu que, estando
sentado à mesa em casa deste, também estavam sentados à mesa com Jesus e seus
discípulos muitos publicanos e pecadores; porque eram muitos, e o tinham
seguido.
E os escribas e
fariseus, vendo-o comer com os publicanos e pecadores, disseram aos seus
discípulos: Por que come e bebe ele com os publicanos e pecadores?
E Jesus, tendo ouvido
isto, disse-lhes: Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão
doentes; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores ao arrependimento.
Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz
(In Memorian)
Eu não vim para chamar justos, mas sim pecadores.
Este
Evangelho nos trás três coisas:
1) A
vocação de Levi, que é o Apóstolo e evangelista S. Mateus.
2)
Escândalo e crítica dos doutores da Lei por Jesus comer junto com pessoas de má
fama.
3) A
resposta explicativa de Jesus.
Os
doutores da Lei eram como os nossos atuais catequistas. Eles seguiam as
tradições farisaicas e sempre criticavam Jesus, porque ele não as seguia. Eles
se julgavam os donos da fé do povo, e não servos, como devia ser. Jesus foi
ousado, porque convidou para ser Apóstolo um pecador público, no pensar dos
doutores da Lei e dos fariseus.
O cobrador
de impostos era, entre os judeus, uma pessoa banida religiosa e socialmente,
por colaborar com um governo estrangeiro e por ter as mãos manchadas com o
dinheiro sujo, fruto do suborno, da extorsão e da usura. Como viviam em “estado
de pecado”, eram considerados excluídos da salvação de Deus e sem possibilidade
de conversão.
Além dos
cobradores de impostos, também as prostitutas, os bandidos e os leprosos eram
considerados pecadores públicos e banidos da sociedade judaica. Era justamente
no meio dessa turma que Jesus vivia. E ele explica: não veio para chamar os
justos, mas sim os pecadores. Mas esta atitude de Jesus batia de frente com o
pensar da elite religiosa e social do seu país. “Por que ele come com
cobradores de impostos e pecadores?”
Jesus
ouviu a reclamação feita aos discípulos e deu a resposta clara, que é um dos
princípios básicos da religião que ele veio fundar: “Não são as pessoas sadias
que precisam de médico, mas sim as doentes”. A Comunidade cristã não pode
tornar-se um grupo fechado em si mesmo. É preciso abrir as janelas para ver os
que mais precisam da graça de Cristo, e depois abrir as portas para ir ao
encontro deles. Pois “Eu não vim para chamar justos, mas sim pecadores”.
A palavra
“justos” aqui tem um sentido irônico. São aqueles que se julgam perfeitos, e
por isso se negam a fazer qualquer mudança de comportamento. Uma pessoa assim
não abre o coração para a Palavra de Deus, pois Deus não tem mais nada a dizer
a ela, já chegou ao topo da montanha da vida cristã. São pessoas que “engolem
um camelo e pensam que é um mosquito”.
Como é bom
reconhecer os próprios pecados, e em seguida acreditar na misericórdia de Deus,
que ama os pecadores! “O justo cai sete vezes por dia”. O que acontece conosco
é que não temos o costume de, à noite, procurar descobrir os pecados que
cometemos durante o dia, por pequenos que sejam, e nos arrepender deles. Todo
pecado é pecado, independente do tamanho, se é grande ou pequeno.
Cristo
desce até o mundo dos pecadores, não para ficar ali, mas para subir com eles na
libertação do pecador, mostrando que Deus o ama, e ama muito.
Para
entrarmos no Reino de Deus, fundado por Jesus, precisamos ser como Deus Pai,
que manda o sol e a chuva sobre todos, maus e bons, juntos e injustos.
Precisamos libertar-nos dos preconceitos de classe, de cor, de raça ou de
qualquer outro. Que deixemos de dividir o povo entre bons e maus, entre os que
podemos cumprimentar e os que não podemos, entre os que devemos amar e os que
não devemos. Que aprendamos que todo ser humano, no fundo, é bom, porque foi
criado por Deus. E é esse “fundo bom” que devemos olhar em primeiro lugar nas
pessoas.
Como é bom
ser misericordioso, isto é, amar uma pessoa que vive de forma errada! Não
amamos o erro, mas a pessoa. Afinal, nós também somos pecadores. Um dia Jesus
reclamou daqueles que vêem um cisco no olho do irmão, e não vêem a trave no
próprio olho. Se olharmos sinceramente para nós mesmos, com certeza seremos
mais misericordiosos para com os que erram.
Certa vez,
um menino visitava sua tia, e esta o repreendeu por contar uma mentira. A tia o
advertiu: “Você sabe o que acontece com meninos que dizem mentiras?” “Não, tia.
O que acontece?”, ele perguntou.
“Bem”,
disse ela, “existe um homem que mora na lua, de cor esverdeada, que tem só um
olho, que desce no meio da noite e voa de volta para a lua levando os meninos
que dizem mentiras. Lá eles são espancados com varas pelo resto de sua vida.
Você ainda dirá mentiras?”
Aí está o
grande erro daquela tia: querer motivar alguém a não dizer mentiras, através de
uma mentira, e daquelas cabeludas!
Se
quisermos condenar os pecadores, caímos no mesmo erro, porque também somos
pecadores.
Maria
Santíssima não exclui nenhum de nós, seus filhos e filhas, porque essa é uma
virtude própria da mãe. Pelo contrário, os que levam vida errada são os que
mais estão presentes nas orações e preocupações da mãe. Que nossa Mãe Maria nos
ajude a imitar o seu Filho
Eu não vim para chamar justos, mas sim pecadores.
CASA, LAR E FAMÍLIA
Estudo revela que o segredo de um
relacionamento bem-sucedido não é sexo, é este outro ingrediente
Esse
ingrediente é bem inesperado mas ele é ESSENCIAL.
Stael Ferreira Pedrosa
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Segundo a psicóloga
Terri Orbuch, a privacidade em um relacionamento é muito mais importante para a
felicidade do casal que uma boa vida sexual. Será? Desde sempre se sabe que os
casais que se amam não conseguem ficar separados um do outro e fazem tudo
juntos, não é mesmo?
Mas, segundo um estudo
feito nos Estados Unidos intitulado "The Early Years of Marriage
Project" (Projeto Anos iniciais do casamento), isso só se aplica ao início
da relação. Após algum tempo os casais não devem mais viver como gêmeos
siameses.
O projeto em que Terri
está envolvida acompanhou 373 casais desde 1990.
Desses casais, 46% já
são divorciados e 29% disseram que o motivo da separação é que eles não tinham
"privacidade ou tempo para si" durante o relacionamento. E dos casais
que disseram que eram infelizes, 11,5% disseram que era por falta de espaço,
enquanto apenas 6% eram devido à vida sexual.
Por que precisamos de
espaço?
A razão pela qual o
espaço é tão importante para um relacionamento é que, de acordo com a
psicóloga, os casais que mantêm seus próprios amigos e interesses se sentem
mais felizes e menos entediados. Ter um tempo para si ou passar algum tempo
sozinho lhes dá a possiblidade de processar os próprios pensamentos, cultivar
seus passatempos e relaxar, sem ter que se preocupar com outra pessoa.
Já para o psicólogo John
Aiken, a ideia de que passar o tempo todo com seu parceiro é sinal de amor,
está errada e pode ser prejudicial ao relacionamento. Para John "passar
tempo separados é muito saudável e mantém o frescor da relação. Além disso,
serve de incentivo à manutenção da individualidade pessoal, mesmo enquanto
casal, bem como a independência e resiliência."
Segundo o estudo, é a
falta desse espaço pessoal que leva o casal a cansar-se de estar com a mesma
pessoa. Claro que tudo isso depende também da personalidade de cada um, pois as
pessoas diferem em sua necessidade de espaço. Algumas precisam mais e outras menos.
No entanto, todos precisam e é uma maneira de renovar sua relação e evitar o
tédio.
Para aqueles que
precisam desesperadamente de mais espaço na sua relação aqui estão as
recomendações de Terri Orbuch:
Não se sinta culpado por
querer ter seu espaço. Se você quer é porque você precisa disso. Então,
aproveite seu tempo.
Você pode aprender algo
novo: todas as coisas novas que você aprender irão adicionar algo novo à sua
vida e ao seu relacionamento.
Converse de maneira
sensível com seu parceiro. Não diga "Preciso de espaço", ou seu
parceiro vai pensar que você não está feliz ao lado dele ou que ele lhe está
sufocando. Diga algo como: "Quero fazer um curso de culinária", por
exemplo, assim você direciona a sua necessidade de espaço a você e não ao outro.
Não guarde segredo sobre
o que se passou com você no período em que o amado não estava presente. Divida
com seu parceiro tudo o que você fez, isso gera confiança - chave para um
relacionamento saudável.
Assim como nos dedicamos
às pessoas que amamos, devemos dedicar tempo a nós mesmos. Isso nos ajuda a
descansar, relaxar, rever nossos planos e metas, atualizar nossas mentes e
perseguir nossos interesses - inclusive o de ter mais tempo para nossos
companheiros.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Conta-se
que por volta do ano 250 a.C., na china antiga, um príncipe estava às vésperas
de ser coroado imperador e de acordo com a lei, ele deveria se casar.
Sabendo
disso, ele resolveu fazer uma disputa entre as moças da corte ou quem quer que
se achasse digna de sua proposta.
No dia
seguinte, o príncipe anunciou que receberia, numa celebração especial, todas as
pretendentes e lançaria um desafio.
Uma velha
senhora, serva do palácio há muitos anos, ouvindo os comentários sobre os
preparativos, sentiu uma leve tristeza, pois sabia que sua jovem filha nutria
um sentimento de profundo amor pelo príncipe. Ao chegar em casa e relatar o
fato à jovem, espantou-se ao saber que ela pretendia ir à celebração, e indagou
incrédula:
- Minha
filha, o que você fará lá? Estarão presentes todas as mais belas e ricas moças
da corte. Tire essa idéia insensata da cabeça, eu sei que você deve estar
sofrendo, mas não transforme o seu sofrimento em loucura.
- Não
querida mãe, não estou sofrendo e muito menos louca, eu sei que jamais poderei
ser a escolhida, mas é a minha oportunidade de ficar pelo menos alguns momentos
perto do príncipe. Isso já me torna feliz.
À noite, a
jovem chegou ao palácio. Lá estavam, de fato, todas as mais belas moças, com as
mais belas roupas, com as mais finas joias e com as mais determinadas
intenções. Então, finalmente o príncipe anunciou o desafio:
- Darei a
cada uma de vocês, uma semente. Aquela que, dentro de seis meses, me trouxer a
mais bela flor, será escolhida minha esposa e futura imperatriz.
A proposta
do príncipe não fugiu às profundas tradições daquele povo, que valorizava muito
a especialidade de cultivar algo. O tempo passou e a doce jovem, cuidava com
muita paciência e ternura a sua semente, pois sabia que se a beleza da flor
surgisse na mesma extensão de seu amor, ela não precisava se preocupar com o
resultado.
A jovem
usara de todos os métodos que conhecia, mas nada havia nascido. Por fim, os
seis meses haviam passado e nada havia brotado. Consciente de seu esforço e
dedicação, a moça comunicou a sua mãe que, independentemente das circunstâncias
retornaria ao palácio, na data e hora combinadas, pois não pretendia nada além
de mais alguns momentos na companhia do príncipe.
Na hora
marcada estava lá, com seu vaso vazio, bem como todas as outras pretendentes,
cada uma com uma flor mais bela do que a outra. Ela estava admirada, nunca
havia presenciado tão bela cena.
Finalmente
chega o momento esperado e o príncipe observa cada uma das pretendentes com
muito cuidado e atenção. Após passar por todas, uma a uma, ele anuncia o
resultado e indica a bela jovem, filha da serva do palácio, como sua futura
esposa.
As pessoas
presentes tiveram as mais inesperadas reações.
Então,
calmamente o príncipe esclareceu:
- Foi a
única que cultivou a flor que a tornou digna de ser uma imperatriz. A flor da
honestidade. Pois todas as sementes que entreguei eram estéreis.
Se para
vencer, estiver em jogo a sua honestidade, perca. Você será sempre um vencedor!
UM ABENÇOADO DIA PRA
VOCÊ...
E até que nos
encontremos novamente,
que Deus lhe guarde
serenamente
na palma de Suas mãos.
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