Terça-feira, 23 de Janeiro de 2018
“Aquele que diz uma mentira não calcula a pesada carga que põe em cima de si, pois terá de inventar uma infinidade delas para sustentar a primeira.” (Alexander Pope)
EVANGELHO DE HOJE
Mc 3,31-35
— O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos
— Glória a vós, Senhor!
Então chegaram a mãe e os irmãos de Jesus. Ficando do lado de fora, mandaram alguém chamá-lo.
Havia muita gente assentada ao seu redor; e lhe disseram: "Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e te procuram".
"Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos? ", perguntou ele.
Então olhou para os que estavam assentados ao seu redor e disse: "Aqui estão minha mãe e meus irmãos!
Quem faz a vontade de Deus, este é meu irmão, minha irmã e minha mãe".
Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz ( In Memorian)
Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.
Neste Evangelho, Jesus, aproveitando o aviso de que sua mãe e familiares queriam falar com ele, anuncia-nos a prioridade que deve ter o Reino de Deus, inclusive sobre os vínculos familiares. Não há, aí, nenhum menosprezo por sua mãe, Maria, nem desinteressa pela sua família. O uso lingüístico hebreu e aramaico aplicava o termo “irmãos” aos primos e parentes próximos.
Vemos aí um eco daquelas outras palavras de Cristo: “Se alguém vem a mim, mas não me prefere a seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs, e até à sua própria vida, não pode ser meu discípulo” (Lc 14,26).
Jesus, ao proclamar familiar seu todo o que cumpre a vontade de Deus, muito longe de rejeitar a sua própria mãe Maria, está exaltando-a; porque ela foi a primeira que cumpriu a vontade de Deus na sua vida, com o seu “faça-se” inicial e definitivo. Cristo, ao abrir o círculo do parentesco com ele, fundado nos valores do Reino que são superiores aos laços da carne e do sangue, está afirmando a união perfeita que existe entre ele e sua mãe, por dois motivos: os vínculos de sangue e a convergência sem discrepância no espírito do Reino.
A Família de Deus, que tem o seu fundamento na obediência a Deus, tem prioridade sobre os laços de sangue. Jesus demonstrou isso também quando seus pais o encontraram no Templo, depois de o procurarem durante três dias: “Por que me procuráveis? Não sabíeis que eu devo estar naquilo que é de meu pai?” (Lc 2,49). Em outras palavras, Jesus lhes falou que a sua condição filial a Deus Pai e a sua obediência a ele deve prevalecer sobre a autoridade e os laços familiares. “Eis que venho, ó Pai, para fazer a vossa vontade” (Hb 10,7).
O desapego de Jesus em relação à sua família natural é “teológico”,mais que afetivo.
O Evangelho relativiza a instituição familiar no tocante à resposta da pessoa a Deus. O homem e a mulher, a criança e o jovem, abrem-se mediante a fé a outras relações que superam as meramente familiares, do mesmo modo que, na sua evolução social, os adolescentes e jovens se abrem a outras influências extrafamiliares: cultura, estudos, idéias, amizades...
Isso não contradiz a vocação familiar de educadora da fé. Que “a família cristã proclame em voz bem alta os valores do Reino”, como escola de fé que é para a vida (Concilio Vaticano II, LC 35).
Pe. Orlando de Morais foi o primeiro redentorista brasileiro da Província de S. Paulo. Ele era goiano, nascido na cidade de Bonfim – GO. Trabalhava no Santuário Nacional de N. Sra. Aparecida. Um santo homem de Deus. Nunca teve boa saúde. Foi nomeado bispo, mas recusou por motivo de saúde.
Sua doença se agravou. Dia 07/12/1924, pressentindo que a morte já estava próxima, arrastou-se até o quarto do Superior, Pe. Francisco Wand, e pediu-lhe a bênção para morrer. Pe. Francisco lhe disse: “Nem hoje nem amanhã, que é dia de festa e de muito trabalho. Espere um pouco”. Nove dias depois, dia 16/12/1924, ele voltou ao quarto do Superior, pedindo novamente a licença “para viajar”. Pe. Francisco respondeu: “Agora sim”. Pe. Orlando voltou a seu quarto e entrou em agonia, vindo a falecer horas depois.
Poucos dias antes da sua morte, Pe. Francisco, que bem conhecia a virtude do seu súdito, pediu-lhe que, chegando ao Céu, lhe mandasse um conto de Réis, para pagamento de uma conta urgente da Basílica. Após o enterro, uma senhora desconhecida apresentou-se no convento, entregando ao Superior uma rosa feita com cinco notas de duzentos mil Réis cada.
Felizes os pais do Pe. Orlando, em Bonfim – GO, que lhe transmitiram a fé e a santidade!
Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.
COMPORTAMENTO
Assertividade: compreenda a importância de saber como dizer NÃO
Por Revista Pazes
Você precisa ser claro, é importante aprender como dizer não, caso contrário, perderíamos o controle de nossas vidas. Nós estaríamos cheios de fúria por não fazer o que realmente queremos. Talvez alguém possa pensar que dizer “não” é ser uma pessoa ruim e que estamos sendo desagradáveis. Mas é necessário saber como estabelecer limites e não ceder a manipulações emocionais e chantagens.
Saber dizer “não” é uma habilidade conhecida como “assertividade”. Quanto mais assertivos somos, maior a segurança que temos em nós mesmos. Como é uma pessoa assertiva? Bem, é alguém que sabe como expressar seus desejos de uma forma amável, respeitando quem está na frente deles e sempre sendo direto, nada de dar uma volta com desvios.
“Nem a submissão, nem a agressividade, o equilíbrio é a assertividade”.
-Riso Coma Walter-.
Contudo, isso não se trata de se tornar pessoas egoístas que ignoram as necessidades dos outros. Trata-se de saber como encontrar um equilíbrio entre dois extremos igualmente ruins: sempre diga sim e sempre diga não.
Os direitos dos outros são tão importantes quanto os nossos. É por isso que devemos aprender a ser assertivo e determinar quando devemos nos negar e em que momentos devemos dizer sim e aceitar o pedido dos outros. Trata-se de saber como defender nossos direitos, sem a intenção de lastimar ou prejudicar ninguém.
Como obter isso para dizer não de forma assertiva
A base de tudo é sentir que trazemos valor à sociedade e que devemos ser respeitados. Além disso, temos de ser claros sobre nossos fundamentos, nossa escala de valores para saber o que queremos fazer e o que outros não fazem. Conhecer-nos será necessário chegar a este ponto. Saber dizer “não” se torna impossível se não somos claros sobre nossos valores.
“É um grande mal não saber como dizer com resolução sim ou não”.
– De von Bismarck-
Devemos esquecer o medo e o sentimento de culpa quando pronunciamos uma negação em uma determinada situação. O medo deve ser superado da única maneira possível, enfrentando a situação que nos assusta. Fomos educados para agradar as outras pessoas, no entanto, tudo isso nos impede de sermos assertivos.
Quanto à culpa, é mais uma questão social que aprendemos. No entanto, se somos claros sobre nossos fundamentos, podemos saber como dizer “não” com uma base clara para o porquê, e isso aumentará a segurança que precisamos.
No momento em que apreciamos calmamente os nossos motivos, não agimos com pressa e tomamos uma decisão, não há espaço para a culpa, porque agimos com base em nossas convicções. Isso nos libertará de um ótimo peso.
Como são as pessoas pouco assertivas?
As pessoas que não são assertivas têm algumas características em comum que são facilmente identificáveis. Se você se sentir identificado com eles, é importante que você comece a agir. A falta de assertividade não faz você mais feliz, nem faz de você uma pessoa melhor antes dos outros, mas o faz alguém suscetível a manipulações.
Os indivíduos são caracterizados porque se distanciam de qualquer tipo de controvérsia. Ao mesmo tempo, eles precisam agradar, na medida em que o façam ao custo de seus próprios desejos e necessidades. Eles acreditam que, para serem aceitos, eles não podem recusar nada. No final, eles são manipulados para fazer coisas que não querem e que vão contra seus princípios. Sua motivação é o medo da rejeição e a falta de afirmação em suas próprias ideias.
“O estilo de comunicação único e saudável é a comunicação assertiva”.
-Jim Rohn–
É extremamente importante esclarecer que este é um perfil muito diferente para aqueles que decidem, conscientemente e voluntariamente, dedicar suas vidas a ajudar os outros, às vezes renunciando às suas próprias necessidades. Nesse caso, é uma escolha gratuita e pessoal, e, como resultado, a pessoa sente uma profunda satisfação e felicidade.
Pelo contrário, nos casos em que estamos lidando, as pessoas pouco assertivas sacrificam seu próprio bem-estar, com base em medos, inseguranças, etc. Algo que, em suma, não gera nada além de uma grande insatisfação pessoal.
Originalmente publicado no site La Mente és Maravilhosa, traduzido e adaptado pela equipe da Revista Pazes.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Um homem, em um pequeno vilarejo russo, estava observando a venda de um cavalo pelo preço incrivelmente baixo de 500 rublos.
Depois de concluída a venda, o homem se aproximou do vendedor e perguntou: “Este cavalo vale pelo menos 2.500 rublos! Como é possível que você o vendeu por tão pouco?”
O vendedor olhou-o com desprezo: “Seu tolo! Aquele cavalo está tão manco que daqui a duas quadras o homem vai ter de carregá-lo para casa nos ombros!”
O homem correu para o comprador e, quase sem fôlego, perguntou: “Você sabia que o cavalo que comprou está manco?”
O comprador gargalhou: “Tolo! É lógico que eu sabia. Ele está com um prego em seu casco. Logo que eu tirá-lo, terei um cavalo perfeito por apenas 500 rublos!”
Correndo de volta para o vendedor, o homem exclamou: “O cavalo está com um prego no casco! Logo que ele tirá-lo, o cavalo estará ótimo”.
O vendedor riu: “Você é um idiota maior do que eu pensava! Ninguém iria comprar um cavalo manco. Fui eu que coloquei o prego no casco para enganar o comprador!”
Quase sem fôlego, ele voltou ao comprador: “Você foi enganado! Ele colocou o prego no casco para enganá-lo!”
O comprador deu de ombros e falou: “Não importa. De qualquer maneira os rublos eram falsos também!”
Parece absurdo, mas é isso que acontece nos dias de hoje, uns querendo tirar vantagem dos outros.
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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