sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Sábado 27/01/2019

Sábado, 27 de Janeiro de 2018



“A gente vive esperando que as coisas mudem, que as pessoas mudem...Até que um dia, a gente muda e percebe que nada mais precisa ser mudado!.”




EVANGELHO DE HOJE
Mc 4,35-41


— O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos
— Glória a vós, Senhor!



E, naquele dia, sendo já tarde, disse-lhes: Passemos para o outro lado.
E eles, deixando a multidão, o levaram consigo, assim como estava, no barco; e havia também com ele outros barquinhos.
E levantou-se grande temporal de vento, e subiam as ondas por cima do barco, de maneira que já se enchia.
E ele estava na popa, dormindo sobre uma almofada, e despertaram-no, dizendo-lhe: Mestre, não se te dá que pereçamos?
E ele, despertando, repreendeu o vento, e disse ao mar: Cala-te, aquieta-te. E o vento se aquietou, e houve grande bonança.
E disse-lhes: Por que sois tão tímidos? Ainda não tendes fé?
E sentiram um grande temor, e diziam uns aos outros: Mas quem é este, que até o vento e o mar lhe obedecem?



Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.






MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz ( In Memorian)



Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?
Este Evangelho, da tempestade acalmada, traz para nós dois ensinamentos: sobre Jesus Cristo e sobre a Igreja.
Sobre Jesus Cristo, o episódio revela-nos que o milagre é realizado por Jesus para confirmar a fé dos seus discípulos n’ele. “Por que estais assustados? Ainda não tendes fé?” Para a fé em Jesus se orienta também a pergunta final dos discípulos: “Quem é este homem, que até o vento e o mar lhe obedecem?” A resposta nos vem automaticamente: “Este homem é Deus”, pois só Deus pode dominar a natureza.
A Igrejas é representada na barca, com Jesus e os disc
ípulos dentro. A barca é a Comunidade cristã, atravessando o mar revolto da vida. Se a barca não afunda, é porque Jesus vai com ela. Ainda que, por um momento, pensemos que Deus dorme, deixando-nos sozinhos no meio do perigo. Deus não dorme, mas ele não tem pressa. A pressa é própria do ser humano que é mortal e que não tem muito poder. Deus é eterno e tem todo o poder, por isso não tem pressa. Nós não vamos marcar hora para Deus fazer as coisas. O nosso nervosismo, por não receber logo ajuda de Deus, é sinal de pouca fé.
Quando a Igreja de Jesus é perseguida, quando sucessivas dores nos visitam, quando o mal parece triunfar, vem-nos espontaneamente a pergunta: “Senhor, não te importas que nos afundemos?” Se esse nosso grito é oração, tudo bem. Mas se é desconfiança na providência divina, é falta de fé. Neste caso, merecemos a correção de Jesus: “Por que sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?”
“Vamos para a outra margem!” Jesus nos manda jogar-nos no mar e fazer a travessia de uma vida “velha” para uma vida nova, tanto para nós, como para a nossa família, Comunidade e bairro. O Reino de Deus, que está na outra margem, precisa ser construído e, com Jesus na barca, isso é possível sem perigo nenhum.
“Começou a soprar uma ventania muito forte e as ondas se lançavam dentro da barca, de modo que a barca já começava a se encher.” Esta ventania e mar agitado representam os tropeços, as dificuldades e as tentações que encontramos na vida, inclusive as nossas paixões pecaminosas.
“Jesus estava na parte de trás, dormindo. Os discípulos o acordaram e disseram: Mestre, estamos perecendo e tu não te importas?” Esta “sesta”de Jesus representa também a aparente ausência de Deus que sentimos em nossa vida. Devido à nossa pouca fé e ao pecado, muitas vezes não percebemos os sinais da presença de Deus na nossa vida. Na verdade, somos nós mesmos que nos ausentamos dele, e depois jogamos a culpa nele, dizendo que ele nos abandonou. “Estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (Mt 28,20). Deus nunca dorme. Mas ele só intervém na nossa vida se pedirmos. Deus respeita a nossa liberdade. Se queremos lutar sozinho, ele não faz nada. Daí a importância da oração.
Todos os cristãos, mais cedo ou mais tarde, encontram fortes tempestades na vida. E o temporal vem justamente quando nos parece que Deus dorme, sendo que na verdade nós é que nos ausentamos dele. Se o “acordarmos” e lhe pedirmos ajuda, com certeza chegaremos à outra margem, que é uma fé mais firme e clara e um mundo mais justo e fraterno..
“Jesus ordenou ao vento e ao mar: ‘Silêncio! Cala-te!’ O vento cessou e houve uma grande calmaria.” Deus tem um poder infinito, ele vence as forças do mal, venham de onde vierem: demônio, doença, morte...
“Por que sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?” Precisamos ter fé em Deus. A fé supera o medo e a dúvida. Uma das expressões mais repetidas por Jesus nos Evangelhos é: “Não temais medo”.
“Os discípulos diziam uns aos outros: Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?” Que nunca precisemos fazer esta pergunta, pois sabemos quem é este homem. É o próprio Deus encarnado, que tem poder sobre todas as forças da natureza, pois foi ele quem a criou. Ele consegue transformar qualquer tempestades em bonança (Cf Sl 106 (105), 9ss). Na verdade, Jesus já se apresentou largamente. Nós é que, por nosso descaso, ainda não o reconhecemos.
Certa vez, um homem pulou de pára-quedas. Mas este era novo, e ele n sabia abri-lo. Puxa aqui, puxa ali, nada. Nisto viu um rapaz subindo nos ares. Gritou para ele: “Você entende de pára-quedas?” O outro respondeu: “Não. E você entende de explosão de caldeira?”
Como que um ia ajudar o outro, se os dois não sabiam resolver nem o próprio problema?
Na travessia do mar da vida, se acontecer alguma tempestade, vamos logo pedir ajuda para Deus, a quem até o vento e o mar obedecem.
“Feliz aquela que acreditou” (Lc 1,45), disse Isabel à Mãe de Jesus. Que ela nos ajude a ter tanta fé, que nunca precisemos perguntar: “Quem é este...?” Santa Maria, rogai por nós!
Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?





CASA, LAR E FAMÍLIA



Pais: Missão de Amor e Responsabilidade.
Leomélia de Carvalho.


Sou portadora de Luxação Congênita Bilateral dos quadris, detectada tardiamente. Quando comecei a andar minha mãe achava que eu tinha o "andar de pato Donald". O pediatra, na época, ignorou o que ela falava e não deu a menor importância. Como eu era muito danada brincava de dia e, por ter dores, chorava de noite.

Então minha mãe resolveu pedir a opinião de um outro médico que sugeriu que ela procurasse um ortopedista. Prosseguindo com todos os exames necessários, foi detectado, então, meu problema. Nessa época, meus pais tinham uma boa situação financeira e optaram por iniciar meu tratamento no Rio de Janeiro, pois somos do Ceará, onde meus pais vivem até hoje.

Com dois anos e seis meses fiz minha primeira cirurgia nas duas pernas: uma ficou bem mas a outra, teimosa, continuou apresentando problemas. Problemas estes que me fizeram passar por mais quatro cirurgias e que obrigavam minha mãe a sair de sua casa e de perto de seu marido para estar comigo, durante meses e meses, entre o Rio de Janeiro e São Paulo (onde fiz as duas últimas cirurgias).

Foi uma infância diferente, mas para os outros pois pra mim estava tudo sempre bem... Na sala de minha casa, além do sofá e cadeiras, havia uma cama onde eu passava o dia inteiro a fim de não ficar trancada no quarto e não participar do movimento da casa, falava minha mãe. Quando dava ia ao colégio onde assistia aula em cima das carteiras, pois o gesso não me deixava sentar. Quando não era possível, minha mãe passava horas e horas comigo para que eu aprendesse com ela o que meus colegas estariam aprendendo na Escola.

Hoje minha mãe conta que, estando longe de casa, as vezes tinha vontade de me jogar pela janela e depois se jogar também... Mas sempre pensava que aquilo tudo iria acabar e aí desistia. E assim foi; quando eu estava aprendendo a andar fazia mais uma cirurgia e, entre muita natação e fisioterapia, tive que aprender a andar várias vezes...

Para minha mãe, eu tinha que ser a melhor aluna da classe, a mais inteligente, a mais desinibida e em hipótese alguma eu podia me sentar numa cadeira de rodas, nem segurar muletas. Para ela, a dúvida de que se um dia eu andaria sozinha, nunca existiu, para ela era só questão de tempo.

Uma vez, eu engessada do dedão do pé até abaixo dos seios, deitada na cama, ganhei de Natal uma bicicleta, "é para quando você estiver andando, minha filha, e tem que ser sem rodinhas!" dizia meu pai. Lembrando e analisando esses fatos vejo hoje que realmente pra eles nunca houve nenhuma dúvida de que eu teria uma vida completamente normal.

A persistência e paciência de minha mãe é que não eram normais, e as vezes chegava até a ser dura, o que para ela deveria ser muito difícil... Quando pedia alguma coisa ela falava: "- Vá você mesma buscar, segure nas paredes e nos móveis, se você cair, me chame que vou te levantar." E assim o tempo passou...

Nunca minhas coleguinhas de colégio me trataram mal (e olha que eu usava um aparelho na perna inteira e botas), e minha alegria e modo de agir também nunca me deixaram sentir-me constrangida em fazer qualquer coisa. Tive uma adolescência deliciosa, fazia curso de inglês: fazia questão de ir de ônibus sozinha e minha mãe, com o coração na mão, nunca impediu; ia às festinhas, ao Shopping, tinha até paquerinhas.

Com 16 anos tive meu primeiro namorado, que andava comigo como se estivesse carregando um troféu, fez com que eu me sentisse uma mulher realmente igual a todas as outras. Depois dele houve outros, mas ele me marcou muito pelo jeito que me tratava. Aos 18 anos, tirei minha carteira de habilitação, passei por uma bateria de testes e consegui visto para dirigir carros normais sem adaptação. Aos poucos minha vida se tornava uma vida comum, igual a todas as meninas da minha idade e só eu e minha família sabíamos o gostinho especial de tudo isso!

Cresci e amadureci. Como nunca perdi nenhum ano na Escola, acabei o Científico com 17 anos. Mais tarde, passei no vestibular em terceiro lugar e entrei na Faculdade de Administração de Empresas, me formei aos 25 anos. Nessa época, um pouco antes de me formar, tive dificuldade em conseguir estágios e empregos. Depois de muito correr atrás, um dia acordei e vi que tal dificuldade se devia a minha perna. Aquilo me incomodou, mas sempre tive na cabeça que, como existem pessoas más também existem pessoas boas e que com empresas não seria diferente...

E não foi! Dias antes da minha formatura recebi um telefonema falando que havia sido aprovada para um projeto de treinamento pra futuros Gerentes na maior rede de Drugstores (em número de lojas) do Brasil. E assim conquistei meu primeiro emprego. Só eu e Deus sabíamos o que ele representava pra mim... Acho que uma grande conquista após uma vida inteira de pequenas conquistas. Alguma coisa me fazia ter certeza que ia dar tudo certo!

Hoje, após quatro anos e meio de formada estou em uma outra rede, novamente de Drogarias. Por causa desse novo emprego, tive que mudar-me de Fortaleza para Belo Horizonte. Vim sozinha, não tinha parentes nem amigos aqui, só tinha uma imensa vontade de vencer e de conquistar mais um desafio com a coragem que minha mãe me passou a vida inteira!

Com quase dois anos morando em Belo Horizonte, tenho me adaptado bem, também conquistei um companheiro e vivemos juntos. É uma pessoa que me trata como meus pais faziam e de certa forma acho que também tem orgulho de estar ao meu lado. Filhos? Ainda é cedo, preciso estudar ainda mais... mas não estão fora dos meus planos, aliás é mais um outro sonho que correrei atrás daqui a algum tempo.

Gostaria de destacar em meu depoimento a importância de que, sermos tratados iguais deve começar EM CASA. É isso que vai fazer a diferença. Os pais têm nas mãos a possibilidade de decidir se vão ajudar a fazer de seus filhos com deficiência, pessoas fortes, donas de seus destinos ou pessoas fracas, medrosas e sem destinos! Todas as pessoas, inclusive nós, somos frutos de nossa criação e de nossa vontade, nosso futuro depende disso!

Senhores pais, não façam de seus filhos pessoas fracas, tenham com eles a atenção e o carinho necessários, mas exijam deles também. Como podemos cobrar da sociedade a não discriminação se ela, na maioria das vezes, começa no lar?





MOMENTO DE REFLEXÃO



Um velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo de água e bebesse.
- Perguntou ao jovem: Qual é o gosto?
- Ruim - disse o jovem.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.
Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago.
Então o velho disse:
- Beba um pouco dessa água.

Enquanto a água escorria do queixo do jovem o Mestre perguntou:
- Qual é o gosto?
- Bom! Muito bom, disse o jovem.
- Você sente o gosto do sal? - perguntou o Mestre.
- Não disse o jovem.
O Mestre então, sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse:

- A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta: dar mais valor ao que você tem do que ao que você perdeu. Em outras palavras: é deixar de ser copo, para tornar-se um lago.





UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...


E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.

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