Domingo, 28 de Janeiro
de 2018
“Três passos para conquistar os seus sonhos: Querer,
tentar e nunca desistir!”
EVANGELHO DE HOJE
Mc 1,21-28
— O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
— PROCLAMAÇÃO do
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos
— Glória a vós, Senhor!
Entraram em Cafarnaum e,
logo no sábado, indo ele à sinagoga, ali ensinava.
E maravilharam-se da sua
doutrina, porque os ensinava como tendo autoridade, e não como os escribas.
E estava na sinagoga
deles um homem com um espírito imundo, o qual exclamou,
Dizendo: Ah! que temos
contigo, Jesus Nazareno? Vieste destruir-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus.
E repreendeu-o Jesus,
dizendo: Cala-te, e sai dele.
Então o espírito imundo,
convulsionando-o, e clamando com grande voz, saiu dele.
E todos se admiraram, a
ponto de perguntarem entre si, dizendo: Que é isto? Que nova doutrina é esta?
Pois com autoridade ordena aos espíritos imundos, e eles lhe obedecem!
E logo correu a sua fama
por toda a província da Galiléia.
Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz (
In Memorian)
Ensinava como quem tem autoridade.
Este
Evangelho narra a cura de um possesso. O fato aconteceu durante uma reunião do
povo na sinagoga. Estamos no comecinho da vida pública de Jesus e, como pouca
gente o conhecia, ele aproveitava as reuniões nas sinagogas para anunciar a
realizar a Boa Nova.
O povo ficava
admirado com a forma com que Jesus falava; era com autoridade, não como os
chefes religiosos, que eram inseguros e falavam sem muita convicção, repetindo
opiniões de vários autores, de forma enfadonha. Jesus, ao contrário, transmitia
segurança no que falava.
Jesus
curava os doentes que pediam; curava também os que não pediam; e curava até os
que o atacavam, como este caso. O homem era “possuído por um espírito mau”,
isto é, ele se deixava levar pelas forças do mal e praticava ações más.
Diariamente
nós nos encontramos com as forças que se opõem à verdade e escravizam as
pessoas. Essas forças estão reunidas em um só comando: o demônio. Aparentemente
cada um faz o mal por sua própria conta. Mas, na realidade, todos os que
praticam o mal estão a disposição de um só comando, que é o demônio. Ele age ou
diretamente ou através daqueles que ele já conquistou e que criaram as
organizações e estruturas do mal. Muitas vezes, ele age também dentro de nós,
usando as raízes do pecado original que ficaram em nós.
Na maioria
das vezes o demônio procura dissimular a sua presença e ação e, enquanto
ninguém ameaça as suas posições, ele vai tomando conta da sociedade, levando-a
à corrupção, à injustiça, à violência, ao pecado. Quanta gente é possuída pelo
espírito mau e não percebe!
Esse nosso
inimigo não dorme, e vê com antecedência quem são os que podem debilitar o seu
império e, mal começam a agir, o demônio levanta-se contra eles aquelas pessoas
que ele já conquistou: os medíocres, aqueles que foram mal sucedidos em alguma
coisa. Por isso que, mal Jesus começava a falar, algum “possesso” já se
levantava contra ele, mesmo dentro da casa de oração.
Este foi
apenas o primeiro enfrentamento de Jesus com o espírito mau. Haverá muitos
outros, até o dia em que toda a sociedade judia se levantará e matará o Filho
de Deus.
Ao ouvir
Jesus, e perceber que ele podia afastar o mal dos ouvintes, o homem atacou a
Jesus, tentando fazer com que ele parasse de falar. Mas deu o contrário, o
possesso é que foi curado. Não é o homem mau que Jesus ataca, mas sim o
espírito mau que está nele. O pobre homem, Jesus continua amando.
O possesso
se contradisse. Pela forma de atacar, ele acabou confessando que Jesus é
realmente o Messias: “Que queres de nós, Jesus de Nazaré? Vieste para nos
destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus”. Também hoje, Deus nos
defende quando somos atacados e até vira ao contrário o ataque, transformando
em testemunho a favor do Reino de Deus.
Jesus é “o
Santo”; ele está acima de todas as forças do mal, as visíveis e as invisíveis.
Nós cristãos precisamos desmascarar as maldades escondidas e disfarçadas da
sociedade pecadora. Seremos atacados, mas compensa; afinal, Deus estará conosco
e a vitória é certa.
Mas para
isso precisamos ter fé convicta e não ficar inseguros diante das estruturas de
pecado e dos homens e mulheres pecadores. Nós apenas emprestamos a nossa voz ao
Espírito Santo.
“Então o
espírito mau sacudiu o homem com violência, deu um grande grito e saiu.” O mal
não sai das pessoas de graça. Ele dá o troco, fazendo a sua última maldade para
a pobre pessoa que, até há pouco, era possuída por ele.
Certa vez,
foi anunciado que o diabo deixaria o seu trabalho e por isso queria vender suas
ferramentas. A data e o local da venda foram anunciados.
Quando
chegou o dia, muita gente foi lá para ver que ferramentas o diabo usa. Logo que
chegavam, viam as ferramentas expostas de uma maneira atraente, para despertar
o interesse dos compradores. Estavam ali a malícia, o ódio, a luxúria, a
inveja, o ciúme, a mentira, a fraude, a lisonja... Ali estavam todos os
instrumentos do mal que o diabo usa. Cada ferramenta tinha o seu preço afixado.
Andando
pela exposição, alguém encontrou, em um cantinho escuro, uma ferramenta. Ela
tinha aparência inofensiva e apresentava sinais de ser bastante usada. O preço
era altíssimo. O mais alto da exposição. E o nome da ferramenta: desânimo.
A pessoa
procurou o diabo e perguntou por que aquela ferramenta era tão cara. Ele
respondeu: “Porque ela me é muito útil. Os homens e as mulheres a aceitam
facilmente, pensando que ela é inofensiva. Eles nem percebem que ela pertence a
mim. E, depois que a acolhem, eu posso entrar dentro deles e agir à vontade,
colocando as outras ferramentas que eu tenho para levar as pessoas para o inferno.
Cruz
credo, não? Vamos tomar cuidado com o desânimo e nunca permitir que ele se
instale em nós.
Deus está
conosco, um amigo poderoso, zelando vinte e quatro horas pelo nosso bem e
salvação. Vamos ouvi-lo e viver “fortes na fé, alegres na esperança e solícitos
na caridade”.
Que Maria
Santíssima nos ajude, primeiro a não nos deixar levar pelos espíritos maus;
depois, a termos uma fé convicta, a fim de sermos um instrumento de Deus na
libertação dos que são possuídos pelas forças do mal.
Ensinava como quem tem autoridade.
VÍDEO DA SEMANA
Relações fraternas - Pe. Fábio de Melo
https://www.youtube.com/watch?v=sGSV62OGVpM&feature=em-u
MOMENTO DE REFLEXÃO
Havia numa
aldeia um velho muito pobre, mas até reis o invejavam, pois ele tinha um lindo
cavalo branco. Reis ofereciam quantias fabulosas pelo cavalo, mas o homem
dizia:
-Este
cavalo não é um cavalo para mim, é uma pessoa. E como se pode vender uma
pessoa, um amigo?
O homem
era pobre, mas jamais vendeu o cavalo.
Numa
determinada manhã, descobriu que o cavalo não estava na cocheira. A aldeia
inteira se reuniu e o povo disse:
-Seu velho
estúpido! Sabíamos que um dia o cavalo seria roubado. Teria sido melhor
vendê-lo. Que desgraça!
-Não
cheguem a tanto, retrucou o velho. Simplesmente digam que o cavalo não está na
cocheira. Este é o fato, o resto é julgamento. Se se trata de uma desgraça ou
de uma benção, não sei, porque este é apenas um julgamento. Quem pode saber o
que vai acontecer?
As pessoas
riram do velho. Mas, quinze dias depois, de repente, numa noite, o cavalo voltou.
Ele não havia sido roubado, ele havia fugido para a floresta. E não apenas
isso, ele trouxera uma dúzia de cavalos selvagens consigo.
Novamente,
as pessoas se reuniram e disseram:
- Velho,
você estava certo. Não se tratava de uma desgraça, na verdade se tornou uma
benção.
-Vocês
estão se adiantando mais uma vez, disse o velho. Apenas digam que o cavalo está
de volta. Quem sabe se é uma benção ou não? Este é apenas um fragmento. Se você
lê apenas uma única palavra de uma sentença, como pode julgar todo o livro?
Desta vez,
as pessoas não podiam dizer muito, mas interiormente acreditavam que ele estava
errado. Doze lindos cavalos tinham vindo... O velho tinha um único filho, que
começou a treinar os cavalos selvagens. Apenas uma semana mais tarde, ele caiu
de um cavalo e fraturou as pernas.
As pessoas
se reuniram e, mais uma vez, julgaram. Elas disseram:
-Você
tinha razão, novamente. Foi uma desgraça. Seu único filho perdeu o uso das
pernas e na sua velhice ele seria seu único amparo. Agora você está mais pobre
do que nunca.
-Vocês
estão obcecados por julgamento, ponderou o velho. Não se adiantem tanto. Digam
apenas que meu filho fraturou as pernas. Ninguém sabe se isso é uma desgraça ou
uma benção. A vida vem em fragmentos, mais que isso nunca é dado.
Aconteceu
que, depois de algumas semanas, o país entrou em guerra e todos os jovens da
aldeia foram forçados a se alistar. Somente o filho do velho foi deixado para
trás, pois recuperava-se das fraturas. A cidade inteira estava chorando,
lamentando-se, porque aquela era uma luta perdida e sabiam que a maior parte
dos jovens jamais voltaria. Elas vieram até o velho e disseram:
-Você
tinha razão, velho - aquilo se revelou uma benção. Seu filho pode estar
aleijado, mas ainda está com você. Nossos filhos foram-se para sempre.
-Vocês
continuam julgando, retrucou o velho. Digam apenas que seus filhos foram
forçados a entrar para o exército e que meu filho não foi. Ninguém sabe se isso
é uma benção ou uma desgraça.
Quem julga
fica obcecado com fragmentos, pula para as conclusões a partir de coisas
pequenas, deixa de crescer.Julgamento significa um estado mental estagnado.
Observe
sua vida fluindo!
Atenha-se
somente aos fatos.
UM ABENÇOADO DIA PRA
VOCÊ...
E até que nos
encontremos novamente,
que Deus lhe guarde
serenamente
na palma de Suas mãos.
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