Sexta-feira, 19 de
Janeiro de 2018
“Nosso problema
é que precisamos muito pouco para ser felizes, mas muita experiência para
compreender isso.” (Rafael Vidac)
EVANGELHO DE HOJE
Mc 3,13-19
— O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
— PROCLAMAÇÃO do
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos
— Glória a vós, Senhor!
Jesus subiu a um monte e
chamou a si aqueles que ele quis, os quais vieram para junto dele.
Escolheu doze,
designando-os como apóstolos, para que estivessem com ele, os enviasse a pregar
e tivessem autoridade
para expulsar demônios.
Estes são os doze que
ele escolheu: Simão, a quem deu o nome de Pedro;
Tiago, filho de Zebedeu,
e João, seu irmão, aos quais deu o nome de Boanerges, que significa filhos do
trovão;
André; Filipe;
Bartolomeu; Mateus; Tomé; Tiago, filho de Alfeu; Tadeu; Simão, o zelote,
e Judas Iscariotes, que
o traiu.
Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz (
In Memorian)
Chamou os
que ele quis, para que ficassem com ele e para enviá-los.
Este
Evangelho narra o chamado dos doze Apóstolos, palavra de origem grega que
significa “enviados”. O número doze evoca as doze tribos de Israel.
O texto
começa dizendo que Jesus “subiu ao monte”. É uma expressão com reminiscências
bíblicas muito marcantes. Os montes da Bíblia, mais que acidente topográfico,
são lugares de teofania, isto é, de presença, revelação e ação de Deus. Por
exemplo, o monte Sinai, o monte Horeb, o monte das bem-aventuranças, o da
transfiguração... Este citado no Evangelho de hoje se tornou o monte da
investidura apostólica.
A intenção
de Jesus não foi criar um grupo separado do povo, mas guias para a Igreja, o
novo Povo de Deus, que ele começava a fundar.
“Chamou os
que ele quis.” A vocação é de iniciativa divina. Por que Deus chama a este e
não aquele ou aquela, é mistério que não entendemos. O certo é que, para uma
missão ou outra, todos somos chamados. E a gente só é feliz, vivendo na vocação
que Deus nos deu.
“Chamou-os
para que ficassem com ele e para enviá-los.” Primeiro, nós ficamos junto de
Jesus, a fim de aprender dele a Boa Nova do Reino de Deus. Aprender e viver.
Depois é que somos enviados. Foi o que aconteceu com esses Apóstolos. Só mais
tarde é que foram enviados a pregar. E mesmo depois de enviados, Jesus sempre
os chamava para um descanso, confraternização e oração juntos. Se não fazemos
isso, nós nos esvaziamos; ninguém dá o que não tem. “Como é bom, como é
agradável os irmãos viverem juntos!” (Sl 133,1).
“Deu-lhes
autoridade para expulsar demônios.” Ao enviá-los, Jesus os capacitou para a
missão, dando-lhes todos os recursos e condições necessárias para cumprirem bem
a tarefa.
Na lista
dos Apóstolos, aparece em primeiro lugar Pedro, que é o chefe, o centro de
unidade do grupo e de toda a Igreja. Judas Iscariotes aparece em último lugar
porque foi o traidor. É importante pensar bem, antes de assumir uma vocação,
porque precisamos perseverar até a morte, como fizeram os onze Apóstolos.
No grupo
dos Apóstolos havia grande diversidade de caracteres, de temperamentos, de
culturas, de mentalidades, de origem... São as diferenças que fazem a riqueza
de um grupo. A convivência se torna, às vezes, difícil, mas é preferível.
Consta-nos
que quatro deles eram pescadores: Pedro e André, Tiago e João. Mateus era
funcionário público. Simão, o zelota, foi membro da resistência aos romanos.
Filipe era um judeu aberto. Tiago era, ao contrário, muito conservador. E os
outros eram gente simples e desconhecida do povo. Nenhum foi influente na
sociedade nem intelectual. Como se vê, para realizar a sua obra, Jesus preferiu
gente que não tinha peso social, para que se manifestasse melhor a ação e a
força salvadora de Deus.
O Pe.
Pedro Donders viveu no Séc. XIX no Suriname. Ele era diretor espiritual de um
leprosário chamado Batávia, uma vila que abrigava quatrocentos doentes. Donders
conhecia a todos e era amigo deles.
Um dia, o
governo mandou que fossem retiradas da vila todas as crianças, para que não
fossem contaminadas.
Os pais
protestaram. Em toda parte, só se ouvia gritos e choro, e impediam a saída dos
seus filhos. Nem a polícia deu conta de retirá-los.
Pediram a
ajuda do Padre Donders. Ele reuniu os pais rebeldes e mostrou-lhes que se
tratava da saúde dos seus filhos. Depois, com bondade e acolhimento, procurou
ouvir cada um, resolvendo as dúvidas e esclarecendo. Resultado: o povo caiu em
si, acalmou-se e permitiu a saída das crianças.
Sobrou
apenas um senhor que havia fugido para o mato, prometendo se matar, se levassem
o seu filho. Donders foi atrás dele e o convenceu. O homem voltou e
entregou-lhe seu filho.
Donders é
redentorista e foi beatificado. É o bem-aventurado Pedro Donders.
Quando
Deus chama uma pessoa para determinada missão, capacita-a e dá-lhe todas as
condições para exercer bem a sua vocação.
Quando
Jesus subiu para o céu, os Apóstolos se sentiram muito confusos e até meio
perdidos. Maria Santíssima foi ficar com eles, aguardando a vinda do Espírito
Santo (Cf At 1,14). Que Maria nos ajude também a vivermos a nossa vocação,
especialmente nas horas difíceis.
Chamou os
que ele quis, para que ficassem com ele e para enviá-los.
CULINÁRIA
Maçã frita
Molho de
Caramelo
120g de açúcar (1 xícara
de chá + 2 colheres de sopa)
60ml de água (1/4 xícara
de chá)
120ml de creme de leite
fresco (1/2 xícara de chá)
Maçã
2 maçãs sem casca
30ml de suco de limão (2
colheres de sopa)
amido de milho para
empanar (+/- 1 xícara de chá)
açúcar com canela a
gosto
120ml de creme de leite
fresco batido em ponto de chantilly (1/2 xícara de chá)
Molho de
Caramelo
Numa frigideira, coloque
120 g de açúcar, 60 ml de água e leve ao fogo baixo até obter uma cor levemente
dourada (+/- 10 minutos). Acrescente 120 ml de creme de leite fresco e mexa até
dissolver todo o caramelo. Retire do fogo e reserve.
Modo de Preparo - Maçã
Corte 2 maçãs sem casca
em fatias finas e coloque numa tigela com 30 ml de suco de limão. Passe as
fatias de maçã no amido de milho e frite em óleo quente até dourar e ficar
crocante. Retire com uma escumadeira e escorra em papel absorvente. Em seguida,
passe no açúcar com canela.
Montagem
Numa tigela pequena,
coloque um pouco de chantilly, despeje um pouco de calda de caramelo e sirva
com as fatias de maçã fritas.
Molho holandês de limão
Ingredientes
3 unidades de gemas
batidas
50ml de suco de limão
50ml de água
200g de manteiga
derretida
1 unidade de limão em
raspas
sal e pimenta-do-reino
moída a gosto
Molho
Hollandaise de Limão
Numa tigela misture 3
gemas batidas com 50 ml de suco de limão e 50 ml de água e coloque em uma
panela com água fervente para cozinhar em banho-maria, mexendo com um batedor
de arame (fouet).
Adicione 200 g de
manteiga derretida em fio e continue mexendo até engrossar. Finalize com raspas
de 1 limão, sal e pimenta-do-reino moída a gosto. Retire do fogo e sirva.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Um amigo
meu conta um fato acontecido com seu pai quando caçava cervos nas florestas do
Oregon.
Carregando
o rifle no braço, seu pai caminhava por uma velha estrada que havia sido
invadida pelas árvores da floresta. A noite aproximava-se, e ele estava
pensando em retornar ao acampamento, quando ouviu um barulho em um arbusto.
Antes que ele tivesse tempo de apontar o rifle, um vulto marrom e branco
apareceu na trilha bem à sua frente.
Meu amigo
ri muito quando conta esta história.
— Tudo aconteceu
tão rápido que meu pai não teve tempo de pensar. Olhou para baixo e lá estava
um pequeno coelho selvagem marrom, cansado demais, enroscado em suas pernas,
entre as botas. O corpo inteiro do animalzinho tremia, mas ele continuou ali,
sem se mexer.
— Foi um
fato muito estranho. Os coelhos selvagens têm medo de gente, e é difícil alguém
vê-los.., e muito menos assim, agarrado nos pés...
— Enquanto
papai se refazia do susto, outro personagem entrou em cena. Mais adiante na
estrada, talvez a uns 200 metros, uma doninha saiu inesperadamente do meio do
arbusto. Ao ver meu pai e sua presa enroscada em suas pernas, ela parou apoiada
nas patas traseiras, ofegante, olhos vermelhos brilhando.
— Foi
então que meu pai compreendeu que estava presenciando um pequeno drama de vida
ou morte na floresta. O coelho selvagem, exausto pela perseguição, estava
apenas a alguns instantes da morte. Meu pai era sua última esperança de
refúgio.
Esquecendo-se
de seu medo e cautela naturais, o animalzinho enroscou-se instintivamente nele
para proteger-se dos dentes afiados do inimigo implacável.
O pai de
meu amigo não decepcionou o coelho. Apontou o rifle e atirou no chão, bem perto
da doninha, O animal deu um salto de mais de meio metro no ar e correu em
direção à floresta o mais rápido que pôde.
O coelho
continuou imóvel por alguns instantes, enroscado nas pernas do pai de meu amigo
enquanto o céu escurecia. O homem dirigiu-se carinhosamente ao coelho:
— Para
onde ela foi, criaturinha? Acho que ela não vai aborrecer você por uns tempos.
Parece que levou um grande susto hoje.
O coelho
afastou-se correndo de seu protetor rumo à floresta.
Para onde,
amado leitor, você corre em tempos de necessidade?
Para onde
você corre quando os predadores dos problemas, das preocupações e do medo o
perseguem?
Onde você
se esconde quando seu passado o persegue como um lobo implacável, querendo
destruí-lo?
Onde você
busca proteção quando as doninhas da tentação, da corrupção e do mal ameaçam
subjugá-lo?
A quem
você recorre quando sua energia está exaurida... quando a fraqueza mina seu
corpo e você não consegue mais fugir?
Você
recorre a seu Protetor, Àquele que permanece de braços abertos, aguardando sua
chegada para que você usufrua toda a segurança que Ele pode dar?
- Kay Arthur, Histórias Para o Coração.
UM ABENÇOADO DIA PRA
VOCÊ...
E até que nos
encontremos novamente,
que Deus lhe guarde
serenamente
na palma de Suas mãos.
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