domingo, 14 de janeiro de 2018

Segunda-feira 15/01/2018

Segunda-feira, 15 de Janeiro de 2018



“Para compreender as pessoas devo tentar escutar o que elas não estão dizendo, o que elas talvez nunca venham a dizer.” (John Powell)





EVANGELHO DE HOJE
Mc 2,18-22


O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos
— Glória a vós, Senhor!



Ora, os discípulos de João e os fariseus jejuavam; e foram e disseram-lhe: Por que jejuam os discípulos de João e os dos fariseus, e não jejuam os teus discípulos?
E Jesus disse-lhes: Podem porventura os filhos das bodas jejuar enquanto está com eles o esposo? Enquanto têm consigo o esposo, não podem jejuar;
Mas dias virão em que lhes será tirado o esposo, e então jejuarão naqueles dias.
Ninguém deita remendo de pano novo em roupa velha; doutra sorte o mesmo remendo novo rompe o velho, e a rotura fica maior.
E ninguém deita vinho novo em odres velhos; doutra sorte, o vinho novo rompe os odres e entorna-se o vinho, e os odres estragam-se; o vinho novo deve ser deitado em odres novos.



Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.






MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz ( In Memorian)


O noivo está com eles.
Este Evangelho começa com uma pergunta feita a Jesus, por que os seus discípulos não jejuam, e a resposta dele: “Os convidados de um casamento poderiam, por acaso, fazer jejum, enquanto o noivo está com eles?” Em seguida, Jesus esclarece ainda mais, através de duas comparações: do remendo de pano novo em roupa velha, e do vinho novo colocado em odres velhos.
Para os judeus, o jejum era prática fundamental da religião, ao ponto de os mais piedosos jejuarem até duas vezes por semana, a fim de acelerar a chegada do Messias e do Reino de Deus. Já os discípulos de Jesus pouco jejuavam; mais ou menos como fazemos hoje.
Jesus explica o motivo da diferença: durante uma festa de casamento, os amigos dos noivos evidentemente não jejuam, enquanto os noivos estão com eles. Jesus é o noivo, no casamento de Deus com a humanidade, com o novo Povo de Deus. Jesus usa a imagem vetero testamentária dos esponsais de Deus com o povo. E se coloca como Deus, como realmente é.
“Mas vai chegar o tempo em que o noivo será tirado do meio deles; aí, então, eles vão jejuar.” Isto é, sofrerão perseguições e dificuldades, tristeza e desolação.
E Jesus esclarece com as duas comparações, curtas e claras: ninguém põe remendo de pano novo numa roupa velha, porque a peça nova repuxa e rasga a roupa, deixando a rasgão ainda maior. Igualmente, ninguém põe vinho novo em odres velhos, porque o vinho novo ainda está em processo de fermentação e estoura os odres velhos que são mais fracos.
As parábolas sublinham a incompatibilidade da nova situação religiosa criada por Jesus, com as velhas instituições e prescrições da religião judaica, representadas, aqui, na prática do jejum. Jesus não veio mudar só a “casca” do velho estilo religioso, veio mudar profunda e radicalmente. Não é possível “costurar” a religião judaica com a cristã; a única saída é deixar de lado a religião judaica e abraçar de corpo e alma a Boa Nova de Jesus.
De fato, Cristo não se empenhou em reformar a sinagoga e o velho culto. Antes, fundou o novo Povo de Deus, que é a Santa Igreja. Isto é bem esclarecido por Jesus em Mt 5,20-6,18: “Ouvistes o que foi dito aos antigos... Eu, porém vos digo...” A religião de Jesus está fundamentada mais no coração da pessoa do que na obediência às leis exteriores. A sua lei é o amor, a fraternidade, a justiça, a fé... virtudes que cada um de nós concretiza no dia-a-dia da vida. O novo Templo é a sua pessoa e a Comunidade cristã. “Acaso não sabeis que sois templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” (1Cor 3,16). Frente aos sacrifícios de animais da antiga aliança, surge o novo sacrifício de si mesmo, realizado na cruz e atualizado constantemente na Eucaristia e na vida dos cristãos.
Temos de nos deixar transformar pelo Espírito, que nos transforma em vinho novo, para alegria de Deus e vida do mundo.
“Todo mundo sabe que sois uma carta de Cristo, redigida por nosso intermédio, escrita não com tinta, mas com o Espírito de Deus vivo gravado não em tábuas de pedra, mas em tábuas que são corações humanos” (2Cor 2,3).
S. Bernardo era um monge que viveu na França, no Séc. XII. Sua mãe faleceu cedo, ficando o pai com sete filhos.
Quando Bernardo era adolescente, foi para o convento. Logo os irmãos começaram a ir também.
Por fim, sobrou o pai e o mais novo, chamado Nivaldo. Um dia, o pai disse para o Nivaldo: “Filho, eu estou com vontade de ir também para o convento. Por isso, eu deixo de presente para você todos os nossos bens: esta casa com tudo o que está dentro dela, as nossas terras... tudo. Concorda?”
Nivaldo respondeu: “Bonito, hein pai! Vocês escolhem o céu e deixam a terra para mim? Querias! Eu também vou. O senhor pode dar fim em tudo isso”. De fato, Nivaldo tinha razão, porque o Céu é mais importante que a terra.
“Aí, então, eles vão jejuar.” O nosso jejum principal é a prática das virtudes cristãs, inclusive o desapego dos bens da terra, como Nivaldo.
Como Jesus disse para Marta: “Marta, Marta! Tu te preocupas e andas agitada com muitas coisas. No entanto, uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada” (Lc 10,41-42).
Que Maria Santíssima nos ajude a abandonar o homem velho e nos deixar embriagar pelo vinho novo que é a Boa Nova de Jesus.
O noivo está com eles.




MOTIVAÇÃO NO TRABALHO


Lá vem martelada!
Professor Marins


"Todo mundo martela para baixo, um prego que se sobressai" (ditado japonês)

 Parece incrível, mas as pessoas não conseguem suportar o sucesso alheio. Por menor que seja esse sucesso. É só alguém ter algum sucesso pessoal ou profissional e lá vem "martelada".

 Tenho visto coisas incríveis. Pessoas que gastam tempo e energia para prejudicar alguém que tenha algum sucesso. Chegam mesmo a usar recursos consideráveis para montar uma armadilha ou criar uma cilada ou inventar uma estória que possa prejudicar, denegrir, manchar a honra de quem está  trabalhando com dedicação e comprometimento e por isso tendo sucesso pessoal e profissional.

 Embora essa seja uma realidade universal, às vezes tenho a tendência de pensar que o brasileiro é um pouco pior nesse aspecto. Quando é um estrangeiro que tem sucesso, tudo bem. Quando é um empresário estrangeiro que compra uma empresa brasileira, tudo bem. Porém quando um brasileiro tem sucesso, parece que tudo se transforma em pecado, proibido e logo se buscam as "verdadeiras razões" – sempre escusas – para esse sucesso. Essa pessoa de sucesso será sempre acusada de ter crescido por meios ilícitos no Brasil. E fazem verdadeira devassa na vida da pessoa para encontrar alguma coisa, em algum tempo, por mais passado que seja, que possa diminuir o seu valor. E para isso valem mentiras e meias-verdades.

 Veja a imprensa. Quando é uma denúncia, lá está o nome da empresa em letras garrafais e manchetes em rádio e TV. Mas quando é um elogio, o nome da empresa não pode ser citada. É sempre "uma empresa do ramo tal....". Elogiar parece ser proibido aos brasileiros no Brasil. Mas todo elogio a empresas estrangeiras tem citação completa, com nome e endereço. Assim é o caso da AmBev, por exemplo, que por ser de brasileiros, ninguém se conforma com seu tamanho, potencial de crescimento, etc. Se fosse uma empresa estrangeira comprando uma brasileira – tudo bem. Ninguém iria acusar alguém de qualquer coisa. Mas onde já se viu "brasileiros" tendo sucesso!? Não pode!

 Essa inveja atávica do brasileiro desmotiva nossos empresários e empreendedores que têm que ser uns quase-anônimos para não despertar a ira invejosa das pessoas. Nos EUA, por exemplo, o sucesso é louvado, festejado e tomado como modelo pelas pessoas. Aqui o sucesso é um pecado mortal e o pecador será sempre condenado ao fogo do inferno astral de ter que viver se defendendo e precavido contra armadilhas, intrigas e mentiras.

 Será que ter sucesso no Brasil é tão errado? Por que admitimos o sucesso num estrangeiro e não num brasileiro? Será que todo mundo que tem sucesso no Brasil é realmente um charlatão, mentiroso, ladrão, desonesto, corrupto?

 Nesta semana, pense nisso.
 Boa Semana. Sucesso!




MOMENTO DE REFLEXÃO



Você sabe amar? Eu estou aprendendo!
Estou aprendendo a aceitar as pessoas, mesmo quando elas me desapontam.
Quando fogem do ideal que tenho para elas, quando me ferem com palavras ásperas ou ações impensadas.
É difícil aceitar as pessoas assim como elas são, não como eu desejo que elas sejam.
É difícil, muito difícil, mas estou aprendendo.
Estou aprendendo a amar.
Estou aprendendo a escutar, escutar com os olhos e ouvidos, escutar com a alma e com todos os sentidos.
Escutar o que diz o coração, o que dizem os ombros caídos, os olhos, as mãos irrequietas.
Escutar a mensagem que se esconde entre as palavras corriqueiras, superficiais; descobrir a angústia disfarçada, a insegurança mascarada, a solidão encoberta.
Penetrar o sorriso fingido, a alegria simulada, a vangloria exagerada.
Descobrir a dor de cada coração.
Aos poucos, estou aprendendo a amar.
Estou aprendendo a perdoar. Pois o amor perdoa, lança fora as mágoas, e apaga as cicatrizes que a incompreensão e insensibilidade gravaram no coração ferido. O amor não alimenta mágoas com pensamentos dolorosos. Não cultiva ofensas com lástimas e autocomiseração. O amor perdoa e esquece, extingue todos os traços de dor no coração.
Passo a passo estou aprendendo a perdoar, a amar.
Estou aprendendo a descobrir o valor que se encontra dentro de cada vida, de todas as vidas. Valor soterrado pela rejeição, pela falta de compreensão, carinho e aceitação, pelas experiências vividas ao longo dos anos.

Estou aprendendo a ver nas pessoas a sua alma e as possibilidades que Deus lhe deu.
Estou aprendendo. Mas como é lenta a aprendizagem.
Como é difícil amar. Todavia, tropeçando, errando, estou aprendendo.
Aprendendo a pôr de lado as minhas próprias dores, meus interesses, minha ambição, meu orgulho quando estes impedem o bem-estar e a felicidade de alguém.
Como é duro amar. Eu estou aprendendo.
E você? Sabe amar?

(João Adolfo)




UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...


E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.




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