quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Domingo 11/11/2018

Domingo, 11 de novembro de 2018

"Aqui, no meu coração e na minha vida, não importa muito quem entrou. Importa, na verdade, quem ficou."



EVANGELHO DO DIA
Mc 12,38-44

O Senhor esteja convosco
Ele está no meio de nós!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos
Glória a vós Senhor!


E, ensinando-os, dizia-lhes: Guardai-vos dos escribas, que gostam de andar com vestes compridas, e das saudações nas praças,
E das primeiras cadeiras nas sinagogas, e dos primeiros assentos nas ceias;
Que devoram as casas das viúvas, e isso com pretexto de largas orações. Estes receberão mais grave condenação.
E, estando Jesus assentado defronte da arca do tesouro, observava a maneira como a multidão lançava o dinheiro na arca do tesouro; e muitos ricos deitavam muito.
Vindo, porém, uma pobre viúva, deitou duas pequenas moedas, que valiam meio centavo.
E, chamando os seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que esta pobre viúva deitou mais do que todos os que deitaram na arca do tesouro;
Porque todos ali deitaram do que lhes sobejava, mas esta, da sua pobreza, deitou tudo o que tinha, todo o seu sustento.



Palavras da salvação
Glória a vós Senhor!




MEDITANDO O EVANGELHO
José Salviano



Esta viúva pobre deu mais do que todos os outros.
O Evangelho de hoje tem duas partes. Na primeira, Jesus nos alerta sobre o perigo da hipocrisia, que consiste em darmos uma aparência de bons e santos, sendo que na verdade não somos. Esse pecado está em quase todos nós. Escondemos os nossos defeitos e publicamos as nossas virtudes.
É conhecida a expressão “santo de pau oco”. Eram imagens ocas que os portugueses enchiam de ouro do Brasil para levar clandestinamente para Portugal. Imagine as cenas no navio: a pessoa com muita “devoção” ao santo, mas na verdade o culto era ao ouro que estava lá dentro.
Hoje em dia, se visitarmos as cidades históricas de Minas Gerais, vamos ver muitos santos e santas nas igrejas. Mas são imagens que enganam, porque o escultor só faz a cabeça e os braços do santo. O resto, que fica escondido debaixo da roupa, não existe. Se levantamos a roupa do santo, vemos apenas uma haste de madeira, sustentando a cabeça e os braços. Todos nós somos um pouco “santos de pau oco”. Mas de Deus ninguém esconde nada!
Na segunda parte do Evangelho, vemos a cena da viúva colocando no cofre do Templo duas moedinhas que não valiam quase nada e Jesus elogiando o gesto dela.
Jesus fala: “Esta viúva pobre deu mais do que todos os outros que ofereceram esmolas. Todos deram do que tinham de sobra, enquanto ela, na sua pobreza, ofereceu tudo aquilo que possuía para viver”.
Aquela viúva mostrou uma fé que não é qualquer um que tem: Dar para Deus ou para o próximo aquilo que necessita para viver. Só faz isso quem tem muita fé e confiança em Deus.
Ela nos lembra o gesto de Jesus, que não tinha onde reclinar a cabeça, no entanto, passou a vida fazendo o bem e servindo a todos e todas. Até que, no fim, deu-se a si mesmo. Quando celebramos a Eucaristia, comemos a carne e bebemos o sangue de Jesus. Que este alimento, que comemos todos os domingos, nos ajude a ser como a viúva, como Jesus, cada um de nós traduzindo o gesto para o nosso jeito original.
Quem ama a Deus, confia nele, e não mede os sacrifícios que faz por ele. Aliás, nem vê seus gestos como sacrifício. A viúva amava muito a Deus, por isso confiava nele e sabia que não ia passar fome sem aquelas moedas.
As outras pessoas “deram do que tinham de sobra”. Sinal que colocavam a própria segurança, não em Deus, mas no dinheiro. Por isso que os ricos são ricos, e por isso que existe fome no mundo. As pessoas buscam avidamente acumular bens. É uma avidez que só aumenta. Quanto mais tem mais quer.
Vemos que a mensagem que Jesus nos dá neste Evangelho vai muito além de oferta em dinheiro. Isto foi apenas uma ocasião. Podemos nos perguntar: a viúva foi imprudente? É certo alguém fazer isso que ela fez, dar a Deus tudo o que possui para viver? É certo ajudarmos um necessitado, usando para isso um tempo não livre, ou um bem do qual vamos precisar? A cena da viúva de Sarepta (1ª Leitura) é uma resposta de Deus a essas perguntas.
Também parábola do bom samaritano (Lc 10,25-37) vai na mesma linha. O samaritano não calculou nada, quando desceu do cavalo e socorreu o ferido que viu na beira da estrada.
Todo gesto de amor verdadeiro inclui a doação da nossa vida; do contrário é egoísmo disfarçado em amor. Até um simples dar uma moeda ao mendigo que nos pede, só será amor verdadeiro se estiver embutida no gesto uma entrega total nossa a Deus, presente naquele mendigo.
“Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por quem ama” (Jo 15,13). E Jesus, que falou essa frase, nos deixou o exemplo com a sua própria vida.
“Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus, e tudo o mais vos será dado por acréscimo.” Aí está o caminho da felicidade, da realização pessoal e do sentido da vida que todos nós buscamos.
Aquela viúva certamente tinha alegria e descontração, ao passo que aqueles outros estavam tensos e preocupados. É o que acontece quando seguimos e quando não seguimos o plano de Deus.
Havia, certa vez, um camelô que armava sua barraca na velha praça, e vendia bugigangas. Ele não fazia propaganda de seu negócio e até parecia que não “regulava bem”. Algumas pessoas o pagavam com moedas falsas e outras, simplesmente, não pagavam, garantindo que já o tinham feito. Ele aceitava suas palavras. A todos acolhia com a mesma bondade e o mesmo sorriso.
Ao aproximar-se a hora da morte, ele pediu a Deus: “Ao longo da vida aceitei muitas moedas falsas das pessoas, mas nem uma só eu as julguei em meu coração. Simplesmente supus que não sabiam o que faziam. Por favor, ó Deus, agora é a minha vez de ser julgado. Também sou moeda falsa e espero ser julgado com misericórdia...”
No acerto final, ele ouviu do Juiz: “Como é possível julgar alguém que nunca julgou os outros?” E no dia seguinte, ele brilhava como um diamante em meio aos bem-aventurados. Agora é moeda verdadeira, cunhada pelo próprio Deus.
Pobreza e misericórdia precisam, necessariamente, andar juntas. Todos somos pecadores e, por isso, logicamente, precisamos da misericórdia do Pai. Ele é infinitamente misericordioso. Mais ainda, ele possibilita que nós mesmos escolhamos a maneira de julgamento: “Com a mesma medida que julgardes, sereis julgados”. Não é suficiente julgar com misericórdia, Jesus vai além: “Não julgueis”.
Que não sejamos hipócritas, isto é, moedas falsas, apresentando-nos como verdadeiras..
Maria Santíssima, quando foi ajudar a prima Isabel, que estava grávida, ficou lá três meses. Se ela fosse calculista, certamente teria voltado antes para casa, ou nem teria ido, já que ela também estava grávida, e do próprio Messias. Se ela fosse calculista, também não estaria ao pé da cruz, junto do Filho, devido ao perigo que isso representava para ela. Mãe do belo amor, rogai por nós. Que dirijamos os nossos atos pelo amor, que nos leva, às vezes, ao heroísmo.
Esta viúva pobre deu mais do que todos os outros.




VÍDEO DA SEMANA


ATITUDES QUE FAZEM A DIFERENÇA ● Leandro Karnal









MOMENTO DE REFLEXÃO


Um avô e seu neto, caminhando pelo quintal, ora se agachando aqui, ora ali, em animada conversação, não é cena muito comum nos dias atuais.
O garoto, de 4 anos de idade, aprendia a cultivar e a cuidar das plantas com o exemplo do seu avô, que tinha tempo para o netinho sempre que este o visitava.
Era por isso que o pequeno Nícolas acariciava as mudinhas que havia plantado e dizia: "quem planta colhe, né vovô?"
Mas o avô não é habilidoso apenas no cultivo de plantas, é hábil também na arte de cultivar virtudes.
Entre uma conversa e outra, entre a carícia numa flor e uma erva daninha que arrancava, ele ia cultivando virtudes naquele coração infantil.
Ia ensinando que para obter frutos saborosos e flores perfumadas é preciso cuidado, dedicação, atenção e conhecimento.
E que, acima de tudo, é preciso semear, pois sem semeadura não há colheita.
O cuidado do pequeno Nícolas pelas plantas era fruto do ensinamento que recebeu desde pequenino, pois nem sempre foi assim.

Quando começou a engatinhar, suas mãozinhas eram ligeiras em arrancar tudo o que via pela frente, como qualquer bebê que quer conhecer o mundo pela raiz...
E, se não tivesse por perto alguém que lhe ensinasse a respeitar a natureza, talvez até hoje seu comportamento fosse o mesmo, como muitas crianças da sua idade ou até maiores.
Importante observar que as melhores e mais sólidas lições as crianças aprendem no dia-a-dia, com os exemplos que observam nos adultos.
É mais pela observação dos atos, do que pelos conselhos, que os pequenos vão formando seus caracteres.
Se a criança cresce em meio ao desleixo, ao descuido, às mentiras, ao desrespeito, vendo os adultos se agredindo mutuamente, ela aprenderá essas lições.
Assim, se temos a intenção de passar nobres ensinamentos a alguém, se faz necessário que prestemos muita atenção ao nosso modo de vida, às nossas ações diárias.
Como todo bom jardineiro, os educadores devem ser bons cultivadores de virtudes e valores.
Devem observar com cuidado as tendências dos filhos e procurar semear na alma infantil as sementes das quais surgem as virtudes, ao tempo em que as preservam das ervas-daninhas, das pragas, da seca e das enchentes. Sem esquecer o adubo do amor.
A alma da criança que cresce sem esses cuidados básicos por parte dos adultos, geralmente se torna campo tomado pelas ervas más dos vícios de toda ordem.
E, de todas as ervas más, as mais perigosas são o orgulho e o egoísmo, pois são as que dão origem às demais.
Por isso a importância dos cuidados desde cedo. E para se ter êxito nessa missão de jardineiro de almas, é preciso atenção, dedicação, persistência, determinação.
O campo espiritual exige sempre o empenho do amor do jardineiro para que possa produzir bons resultados.
E o empenho do amor muitas vezes exige alta dose de renúncia e de coragem. Coragem de renunciar aos próprios vícios para dar exemplos dignos de serem seguidos.
Os jardins da alma infantil são férteis e receptivos aos ensinamentos que percebem nas ações dos adultos.
Por essa razão vale a pena dedicar tempo no cultivo das virtudes, antes que as sementes de ervas-daninhas sejam ali jogadas, nasçam e abafem a boa semente.


Para que você seja um bom cultivador de almas, é preciso que tenha em sua sementeira interior as mudinhas das virtudes.
Somente quem possui pode oferecer. Somente quem planta, pode colher.
Pense nisso, e seja um cultivador de virtudes.


www.reflexao.com.br






Um abençoado dia pra você



E até que nos encontremos novamente
Que Deus lhe guarde serenamente
Na palma de suas mãos.




Nenhum comentário:

Postar um comentário