quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Sábado 03/11/2018

Sábado, 03 de novembro de 2018


ESPERTEZA é quando você acredita só em metade do que ouve.
GENIALIDADE é quando você sabe em qual metade ACREDITAR!





EVANGELHO DO DIA
Lc 14,1.7-11


O Senhor esteja convosco
Ele está no meio de nós!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas
Glória a vós Senhor!


Num certo sábado, Jesus foi a casa dum dos chefes dos fariseus para comer com ele, e todos observavam o que Jesus fazia. Ao reparar como alguns convidados escolhiam os lugares de honra à mesa, Jesus disse isto: "Quando alguém te convidar para um casamento, não te sentes no lugar principal, porque pode acontecer que tenha sido convidado alguém mais importante do que tu. Então, aquele que convidou os dois terá que te dizer: "Dá o lugar a este." Ficarás depois envergonhado quando tiveres de procurar o último lugar. Por isso, quando fores convidado, senta-te no último lugar, e assim quando vier o que te convidou, dirá: "Amigo, passa para um lugar mais honroso." Nessa altura, ficarás muito honrado diante de todos os que estiverem contigo à mesa. Pois todo aquele que se engrandece será humilhado, e todo o que se humilha será engrandecido."



Palavras da salvação
Glória a vós Senhor!




MEDITANDO O EVANGELHO
Pe. Antônio Queiroz CSsR


Quem se eleva, será humilhado e quem se humilha, será elevado.
Jesus notou que, nas festas, as pessoas ocupavam os primeiros lugares. Então contou a parábola dos convidados ao banquete, ensinando que, nos banquetes de festa, ocupemos os últimos lugares.
Essa humildade tem a ver com o banquete no Reino de Deus, que é para os humildes, como cantou Maria no magnificat: “derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes”. A simplicidade e a humildade constituem uma opção básica do discípulo que vive na fraternidade do Reino.
Humildade provém do latim “humilis”, que por sua vez deriva de “húmus” = terra. Humildade é estar ao nível do solo e se mover sem sair dali. “A humildade é a verdade” (Sta. Teresa). Ela é a verdade “somos pó e ao pó voltaremos”.
“Se me glorifico a mim mesmo, a minha glória não vale nada. Quem me glorifica é meu Pai” (Jo 8,54).
“Quem quiser ser o primeiro entre vós, seja o escravo de todos” (Mc 10,43).
“Aprendei de mim que sou manso e humilde coração, e encontrareis descanso” (Mt 11,29).
“Haja entre vós o mesmo sentir e pensar que no Cristo Jesus... Ele humilhou-se, fazendo-se obediente até a morte – e morte de cruz!” (Fl 2,5-8). Quantos problemas e pecados acontecem, por falta de humildade!
“Deus resiste aos soberbos, mas dá a sua graça aos humildes” (Tg 4,6).
Há humildes passivos e humildes ativos. Passivos são os que são humilhados pelos outros, mas sem que busquem o rebaixamento. Ativos são os que se fazem humildes por opção pessoal, como o convidado que se senta no último lugar. E há também a humildade de anzol: sabendo que o povo gosta de pessoas humildes, a pessoa se humilha só para obter honras e glórias.
A humildade sincera é indispensável para a vida em Comunidade.
Havia, certa vez, um homem que era bom, e muito humilde. Ele gostava de fazer o bem para as pessoas, mas não queria de modo algum chamar a atenção para si mesmo.
Um dia, seu Anjo da Guarda lhe apareceu e disse: “Deus quer que você seja um instrumento dele para distribuir o seu amor às pessoas. O Senhor me mandou perguntar-lhe de que jeito você quer distribuir as bênçãos de Deus. Quer o dom da palavra? O dom de escritor? Um dom artístico?...
O homem pensou... e disse ao anjo: “Eu tenho medo de, recebendo esses dons que você citou, o povo começar a atribuir a mim os benefícios e deixar Deus de lado. Tenho medo também de eu me envaidecer e pensar que eu é que sou o tal. Por isso, diga ao Senhor que eu gostaria que ele abençoasse a minha sombra. Porque, como a sombra fica atrás de mim, as pessoas que receberão as bênçãos não verão o meu rosto nem eu verei o rosto delas nem saberei que benefícios receberam.
E assim aconteceu. Quando aquele homem passava, a sua sombra, atrás dele, atraía as melhores graças para o povo: saúde, inteligência, paz, conversão dos pecadores, emprego, reconciliação etc.
E ninguém ficou sabendo que esses benefícios vinham através da sombra daquele homem. E nem o homem via, pois ele já havia passado.
Vamos também procurar fazer o bem, mas com humildade, atribuindo tudo a Deus.
Maria Santíssima era uma pessoa humilde. Ela nunca se promoveu a si mesma. E, quando se referiu a si mesma, chamou-se de escrava: “Eis aqui a escrava do Senhor”. Que Nossa Senhora nos ajude a ser cada vez mais humildes.
Quem se eleva, será humilhado e quem se humilha, será elevado.



CASA, LAR E FAMÍLIA

“As crianças obedecem quem elas admiram.”
Por Gabriel M Salomão para o Lar Montessori


Todas as famílias já se perguntaram em algum momento: por que meu filho não me obedece? Às vezes, a criança obedece a professora, mas não aos pais, às vezes, só a um dos pais e não ao outro, e em alguns casos as crianças obedecem de vez em quando, mas não sempre. Existe uma explicação para isso, e um jeito de mudar. Maria Montessori respondeu essas perguntas e explicou como o adulto pode se tornar digno da obediência da criança, em seu melhor livro, Mente Absorvente.

No livro, Montessori explica que a obediência se desenvolve em três níveis, e que só no terceiro a criança consegue obedecer de verdade. Vamos conhecer os três níveis agora, e entender como ajudar a criança em cada um deles.



1. Primeiro Nível da Obediência
As crianças que estão no primeiro nível da obediência obedecem de vez em quando, mas não obedecem sempre. A obediência exige que a criança abra mão do que ela gostaria de fazer, para executar o que outra pessoa pediu. No primeiro nível, a criança obedece quando a sua vontade e a da pessoa que pediu são iguais, ou, mais raramente, quando tem sucesso em suplantar a sua vontade pela do outro.

É muito fácil para um adulto se incomodar com a falta de constância na obediência da criança. “Se ela consegue me obedecer de vez em quando, por que não sempre? Ela só faz as coisas quando quer!“, é o que pensa o adulto. E ele não sabe que está correto, mas que sua raiva está mal colocada. Por enquanto, a criança ainda não amadureceu o suficiente para abrir mão de sua vontade pela vontade do outro. Nesse período, precisamos ter paciência e continuar a oferecer para ela um excelente ambiente, um comportamento adulto paciente e útil, e escolhas.



2. Segundo Nível da Obediência
O segundo nível da obediência me parece ser o mais crítico de todos. Nele, a criança tem muito mais sucesso em suprimir a sua vontade e executar a vontade do outro. Ela está suficientemente desenvolvida para obedecer com muita frequência. Mesmo assim, de vez em quando falha, porque afinal de contas ela tem vontades, e por vezes vai se opor à nossa vontade.

Nesse período, quase todos os adultos param, e vivem uma disputa eterna com as crianças, que pode durar muitos anos. Como sabem que a criança é capaz de obedecer, os adultos usam todas as ferramentas que têm para chegar à obediência. Castigos e prêmios surgem com força aqui, e não desaparecem mais. Recompensas, chantagens, barganhas, tudo aparece nesse período, para conquistar a obediência da criança. Geralmente não funciona. Mas mesmo quando funciona, tudo o que essas ferramentas fazem é impedir a criança de chegar ao terceiro nível.



3. Terceiro Nível da Obediência
No terceiro nível da obediência acontece a mágica de Montessori. A criança deixa de obedecer porque é capaz, e passa a obedecer porque deseja e sente prazer. No terceiro nível, a criança se mostra quase ansiosa para receber orientações e seguí-las com o máximo de perfeição. Mas não são todos os adultos que chegam a esse ponto com suas crianças. Existe um adulto que a criança gosta de obedecer.

A criança obedece com prazer os adultos que ela admira. A obediência que a maioria dos adultos conseguem vem da opressão, do medo, da recompensa, ou da troca. Mas a obediência que traz felicidade à criança não é essa. Ela obedece feliz quando obedece porque admira. Quem a criança admira?

O Adulto Admirável
O adulto que consegue compreender as necessidades da criança, organizar para ela um excelente ambiente, ter com ela um comportamento elegante, cuidadoso, amoroso e firme, que a ajuda a conquistar a própria independência e que respeita sua necessidade de trabalhar sozinha sem ser interrompida… Esse é o adulto admirável. A criança olha para esse adulto e pensa: “Ele é sábio. Ele me vê por dentro. Se eu seguir o que ele pede, posso me tornar alguém assim”, e a criança obedece não porque ela é menor e nós maiores, mas porque nós somos fascinantes e ela deseja se transformar em um adulto fascinante também.




Parar no segundo nível da obediência, como quase todo mundo faz, leva a um mundo de pessoas obedientes em excesso, que questionam pouco as regras absurdas de nosso mundo, e estão dispostas até mesmo a matar e morrer por obediência cega a líderes ruins. Pela felicidade de nossos filhos e pelo bem da humanidade, devemos saltar para o terceiro nível da obediência, em que a criança escolhe obedecer as pessoas que ela admira, quando as ordens são razoáveis.
Nem toda ordem deve ser obedecida. Nem todo adulto merece obediência, e a criança sabe disso. Se abrirmos mão dos castigos e dos prêmios, descobriremos de novo nossas crianças, e então, nos tornando adultos admiráveis, conquistaremos sua confiança, admiração e, se for bom para todos, sua obediência feliz.

Em Montessori não defendemos crianças disciplinadas, mas autodisciplinadas, não as que obedecem cegamente, mas as que podem escolher obedecer quando a vontade do outro é melhor que a sua, e vale a pena abrir mão da sua para seguir uma que é melhor e, sobretudo, admirável.



MOMENTO DE REFLEXÃO


Ao voltar de um exaustivo dia de caça, trazendo segura nos dentes uma pequena corça, a onça encontrou sua toca vazia. Imaginando que os filhotes estivessem nas imediações, pôs-se a procurá-los com diligência. Olhou e examinou cada canto, sem encontrá-los. Preocupada com a demora que se tornava séria, desesperou-se e tomada de pânico esgoelou-se em urros que encheram de espanto toda a floresta.
Uma anta decidiu indagar a respeito da ocorrência. Chegando junto à toca viu a onça desatinada e então, jeitosamente, procurou saber dela o que estava acontecendo.
Devoraram-me os filhotes! - gemeu a onça. Infames esses caçadores que cometeram friamente o maior de todos os crimes: mataram os meus filhos.
A anta conciliadora, porém franca, não deixou que a oportunidade se passasse sem que ela dissesse à onça certas verdades que embora dolorosas, careciam ser ouvidas por ela naquele momento.
Então lhe falou:
- Mas senhora onça, se analisar bem o fato, há de convir que suas acusações não procedem. Perdoe-me a franqueza, nessa hora de desespero. Respeito a sua dor, mas devo dizer-lhe que os caçadores fizeram apenas uma vez aquilo que a senhora pratica todos os dias. Não pode negar que vive sempre a comer os filhotes dos outros, não é verdade? Ainda agora mesmo acabou de abater um filhote de corsa.
Tomada de indignação, a onça arregalou os olhos como que espantada pela coragem e atrevimento da anta, falando com um ódio mortal:
- Oh, estúpida criatura! É isso que você tem a dizer para consolar o meu coração ferido pela dor? Com que direito você se atreve a comparar os meus filhos aos filhotes dos outros? E como pode comparar o meu sofrimento e desolação ao dos demais? É preciso considerar primeiro a minha posição, em relação à dos outros animais, para depois ponderar sobre a situação.
Foi nesse momento que um velho macaco, bem do alto do seu galho assistia ao diálogo, falou como quem está revestido de autoridade:
- Amiga onça, é sempre assim, a dor alheia só atinge aos sensíveis, jamais ao egoísta.






Um abençoado dia pra você



E até que nos encontremos novamente
Que Deus lhe guarde serenamente
Na palma de suas mãos.





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