quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Sábado 10/11/2018

Sábado, 10 de novembro de 2018


“Árvores são poemas que a terra escreve para o céu. Nós as derrubamos e as transformamos em papel para registrar todo nosso vazio." (Khalil Gibran)




EVANGELHO DO DIA
Lc 16,9-15


O Senhor esteja convosco
Ele está no meio de nós!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas
Glória a vós Senhor!


E eu vos digo: Granjeai amigos com as riquezas da injustiça; para que, quando estas vos faltarem, vos recebam eles nos tabernáculos eternos.
Quem é fiel no mínimo, também é fiel no muito; quem é injusto no mínimo, também é injusto no muito.
Pois, se nas riquezas injustas não fostes fiéis, quem vos confiará as verdadeiras?
E, se no alheio não fostes fiéis, quem vos dará o que é vosso?
Nenhum servo pode servir dois senhores; porque, ou há de odiar um e amar o outro, ou se há de chegar a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.
E os fariseus, que eram avarentos, ouviam todas estas coisas, e zombavam dele.
E disse-lhes: Vós sois os que vos justificais a vós mesmos diante dos homens, mas Deus conhece os vossos corações, porque o que entre os homens é elevado, perante Deus é abominação.



Palavras da salvação
Glória a vós Senhor!




MEDITANDO O EVANGELHO
José Salviano


Os líderes judaicos haviam desfigurado tanto o judaísmo de Moisés que chegaram a construir sua própria escala de valores a qual era tão absurda, tão egoísta e hipócrita que irritava muito a pessoa de Jesus.
        A decla­ração de Jesus de que uma pessoa não podia servir a Deus e ao dinheiro provocou discussão e zombaria por parte dos fariseus na platéia. Eles eram conhecidos  como os "que gostavam do dinheiro" e obviamente achavam que podiam combinar o culto de Deus e a busca das riquezas. Jesus acusou-os de tentar provar sua justiça aos olhos dos homens, talvez dando esmolas. Desprezavam Jesus por­que seu ensinamento sobre o assunto era rigoroso e "irreal" demais; Jesus contestou afirmando que a escala de valores deles era desprezível aos olhos de Deus.
        Os três vv. seguintes parecem quebrar a fluên­cia do texto. São ditos sobre a Lei, compilados de diversos lugares nas fontes de Lucas (Me 10,1 1- 12; Mt 11,12-13; 5,18-32; 19,9). Por que o evangelista inseriu aqui esses ditos, antes de voltar ao tema da riqueza? A ligação encontra-se no desa­fio a todo ensinamento moral de Jesus sugerido na reação sarcástica dos fariseus. A Lei de Moisés é a norma; Jesus não tem de apresentar sua própria lei e responde que a lei e os profetas têm sido a norma e, mesmo agora que ele está proclamando o Reina­do de Deus, continuam em vigor. Mas o ensinamento do Reino revela inferências do ensinamento tradi­cional que não eram reconhecidas.
        O caminho para o Reino está aberto também aos fariseus, mas não será a fuga da observância indicada pelo desprezo deles. A Lei tem validade permanente, mas Jesus tem autoridade para inter­pretá-la corretamente.
        Prezados irmãos. O que o evangelho hoje está dizendo para nós? Para mim, para você, para os ricos, para os pobres...
        Não creio que Jesus estava crucificando os ricos. Ele sempre usava um palavreado forte, extremista, como cortar a mão direita que te leva ao pecado. É claro que Jesus disse essa verdade, motivado pela maneira de pensar dos fariseus em relação ao dinheiro e a Deus. É claro, também como sabemos que é muito difícil servir a Deus e ao dinheiro. Porque para um desses lados vamos pender ou inclinar, como disse o próprio Mestre. Mas assim como Ele disse que para Deus nada é impossível, nunca podemos afirmar que quem tem dinheiro está condenado. Mas é bom tomarmos cuidado, porque realmente fica muito complicado ou difícil ser rico e engajado na fé, na liderança de comunidades etc. Conheci alguns jovens muito ricos participando e liderando movimento de jovens, alguns eram muito caridosos, mais todos eles vez por outra deixavam escapar o seu olhar de superioridade, e de "eu me basto a mim mesmo pelo dinheiro que possuo", revelado na arrogância muitas vezes difícil de disfarçar.
        Tirando isso, eram bons meninos, cujos pais ajudavam muito financeiramente a paróquia, e faziam questão de fazerem isso de forma anônima.
        Seja rico, mas seja caridoso, e acima de tudo ajude a Igreja. Assim seja.





CASA, LAR E FAMÍLIA


Japão, 30 mil suicídios por ano: riqueza, tecnologia, mas… Vazio na alma?
(Revista Pazes)


Bispo do país atribui as causas à falta de sentido existencial, conectada à profunda carência de espiritualidade e religiosidade.
Uma análise do período compreendido entre 1998 e 2010 apontou que mais de 30 mil pessoas se suicidaram no Japão em cada ano desse intervalo, taxa que, aproximadamente, continua se aplicando até o presente. Cerca de 20% dos suicídios se devem a motivos econômicos e 60% a motivos relacionados com a saúde física e a depressão, conforme recente pesquisa do governo.
O assunto é abordado pelo bispo japonês dom Isao Kikuchi em artigo divulgado pela agência AsiaNews. Ele observa que o drama se tornou mais visível a partir de 1998, “quando diversos bancos japoneses se declararam falidos, a economia do país entrou em recessão e o tradicional ‘sistema de emprego definitivo’ começou a colapsar”.
Durante os 12 anos seguintes, uma média superior a 30 mil pessoas por ano tirou a própria vida num país rico e avançado. O número, alarmante, é cinco vezes maior que o de mortes provocadas anualmente por acidentes nas rodovias.

Riqueza, tecnologia e… vazio na alma
Rodeados por riquezas materiais de todo tipo, os japoneses têm tido graves dificuldades em encontrar esperança no próprio futuro: perderam esperança para continuar vivendo, avalia o bispo.

Paradoxo: após histórica tragédia nacional, suicídios diminuíram

Um sinal de mudança, embora pequeno, foi registrado por ocasião do trágico terremoto seguido de tsunami que causou enorme destruição em áreas do Japão no mês de março de 2011: a partir daquele desastre, que despertou grande solidariedade e união no país, o número de suicídios, de modo aparentemente paradoxal, começou a diminuir. Em 2010 tinham sido 31.690. Em 2011, foram 30.651. Em 2012, 27.858. Em 2013, 27.283. A razão da diminuição não é clara, mas estima-se que uma das causas esteja ligada à reflexão sobre o sentido da vida que se percebeu entre os japoneses depois daquela colossal calamidade.

Motivos para o suicídio

Dom Isao recorda a recente pesquisa do governo que atrela 20% dos suicídios a motivos econômicos, enquanto atribui 60% a fatores de saúde física e depressão. Para o bispo, os estopins do suicídio são complexos demais para se apontar uma causa geral. No entanto, ele considera razoável e verificável afirmar que uma das razões do fenômeno é a falta de sentido espiritual na vida cotidiana dos japoneses.
O prelado observa que a abundância de riquezas materiais e o acesso aos frutos de um desenvolvimento tecnológico extraordinário são insuficientes para levar ao enriquecimento da alma. A sociedade japonesa focou no desenvolvimento material e relegou a espiritualidade e a religiosidade a um plano periférico da vida cotidiana, levando as pessoas a se isolarem e se sentirem vazias, sem significado existencial. E é sabido que o isolamento e o vazio de alma estão entre as principais causas do desespero que, no extremo, leva a dar fim à própria vida.




MOMENTO DE REFLEXÃO


Convidado a fazer uma preleção sobre a crítica, o conferencista
compareceu ante o auditório superlotado, sobraçando pequeno fardo.
Após cumprimentar os presentes, retirou os livros e a jarra d'água de sobre
a mesa, deixando somente a toalha branca.
Em silêncio, acendeu poderosa lâmpada, enfeitou a mesa com dezenas de
pérolas que trouxera no embrulho, várias dúzias de flores colhidas de
corbelhas próximas. Logo após, apanhou da sacola diversos "biscuits" de
inexprimível beleza, representando motivos edificantes, e enfileirou-os com
graça.
Em seguida, situou na mesa um exemplar da Bíblia Sagrada em capa
dourada. Depois, com o assombro de todos, colocou uma pequenina lagartixa
num frasco de vidro.
Só então comandou a palavra, perguntando:
- Que vedes aqui, meus irmãos?
E a assembléia respondeu, em vozes discordantes:
- Um bicho! - Um lagarto horrível! - Uma larva! - Um pequeno monstro!
Esgotados breves momentos de expectação, o pregador considerou:
- Assim é o espírito da crítica destrutiva, meus amigos! Não enxergastes o
forro de seda lirial, nem as flores, nem as pérolas, nem as preciosidades,
nem a Bíblia Sagrada, nem a luz faiscante que acendi. . Vistes apenas a
diminuta lagartixa...
E concluiu:
- Nada mais tenho a dizer...





Um abençoado dia pra você



E até que nos encontremos novamente
Que Deus lhe guarde serenamente
Na palma de suas mãos.



Nenhum comentário:

Postar um comentário