Quinta-feira,
01 de novembro de 2018
“Que os desafetos não me
afetem e os afetos não me faltem.”
EVANGELHO DO DIA
Lc
13,31-35
O Senhor esteja convosco
Ele está no meio de nós!
Proclamação do Evangelho de
Jesus Cristo segundo Lucas
Glória a vós Senhor!
Naquele mesmo dia chegaram uns
fariseus, dizendo-lhe: Sai, e retira-te daqui, porque Herodes quer matar-te.
E respondeu-lhes: Ide, e dizei
àquela raposa: Eis que eu expulso demônios, e efetuo curas, hoje e amanhã, e no
terceiro dia sou consumado.
Importa, porém, caminhar hoje,
amanhã, e no dia seguinte, para que não suceda que morra um profeta fora de
Jerusalém.
Jerusalém, Jerusalém, que
matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes quis eu
ajuntar os teus filhos, como a galinha os seus pintos debaixo das asas, e não
quiseste?
Eis que a vossa casa se vos
deixará deserta. E em verdade vos digo que não me vereis até que venha o tempo
em que digais: Bendito aquele que vem em nome do Senhor.
Palavras da salvação
Glória a vós Senhor!
MEDITANDO O EVANGELHO
Alexandre
Soledade
Bom
dia!
Em um
momento de oração que tive essa semana, algo vinha muito forte no meu pensar:
Por que é que as pessoas estão preferindo deixar de acreditar? A pergunta até
sugere que seja em Deus, mas vai muito além… Seria ação e reação?
Vemos
jornais, revistas, internet; assistimos o avançar da violência e como reação
nos trancamos em casa, suspeitamos de tudo e de todos e de “brinde” ganhamos os
primeiros sinais depressivos, do pânico, do medo…
Vamos
para o trabalho e tristemente nos deparamos com um trânsito que se esqueceu de
ser defensivo e passou a ser ofensivo. Pessoas que tem em seu poder uma arma de
ataque chamada carro, ônibus, moto, (…); se tem a impressão que saem de suas
casas, trabalho, (…) pensando em descontar suas insatisfações (financeiras,
familiares, sentimentais) no primeiro que lhe cruzar o caminho. Como reação
surge uma nova forma de tratamento: a de trânsito.
Conheço
pessoas que se transformam ao volante. Pessoas que pararam de acreditar e agora
respondem com violência a violência. Um grande verdade: somos frutos de como
respondemos ao mundo.
Ser
cristão dentro da igreja é muito fácil
Por
que será que paramos de acreditar? Questionamos o trabalho e a vida pessoal dos
professores dos nossos filhos, pelo baixo rendimento de suas notas; não
queremos acreditar na nossa culpa e nossa falta de tempo em ensiná-los, em
cobrá-los, em cortar regalias, (…) Ficamos depressivos então pelo fato de não
conseguirmos encarar o que virá, pois não acreditamos mais que temos a
competência para isso. Que nosso orgulho nos fez ser “diferentes” de nossos
pais e agora não consigo segurar, pois tive medo de dizer não, não faça, não
pode, não deixo, (…)
“(…)
Mas eu preciso seguir o meu caminho hoje, amanhã e depois de amanhã”.
Nesse
momento tão crucial é que sentimos a falta de ter uma espiritualidade madura;
quando invejamos a fé daqueles que parecem compenetrados e impassíveis enquanto
o mundo, para nós parece que esta sendo arrancado do chão.
Essa
mesma frase de Jesus soa tão bem para aqueles que não perdoamos ou para àqueles
que fui juiz, promotor, testemunha e também jurado. Pessoas que não vivem
porque não as deixamos viver. Maridos e esposas que deixaram seus lares, mas
não foram (e talvez nunca sejam) perdoados; pessoas que se arrependeram dos
erros pediram para voltar, foram aceitos, mas nunca perdoados de fato; vizinhos
que um dia foram quase irmãos e por uma panela emprestada, um carro novo
invejado, por um emprego disputado, (…) a amizade e a fraternidade foram pro espaço;
pessoas que ouviram o que não queriam; uma critica desmedida que não conseguem
viver pela raiva (ou seria ódio) que guardam… Ruminam até hoje.
Novamente:
“(…) Mas eu preciso seguir o meu caminho hoje, amanhã e depois de amanhã”.
Temos
que enfrentar nossos medos e a nós mesmos de vez em quando. Precisamos combater
como diz uma história popular, um lobo que insiste em viver dentro de nós e que
se ainda tem força é porque o alimentamos.
“(…) Renunciai à vida passada, despojai-vos do
homem velho, corrompido pelas concupiscências enganadoras. Renovai sem cessar o
sentimento da vossa alma, e revesti-vos do homem novo, criado à imagem de Deus,
em verdadeira justiça e santidade”. (Efésios 4,22-24)
Precisamos
voltar a acreditar, parar de nos esconder; de alimentar o mal que habita em
nós, seguir o nosso caminho e enfrentar nossa cruz por mais pesada que seja.
Um
imenso abraço fraterno.
MUNDO ANIMAL
Como
lidar com cachorros que sentem luto
Seja
humano ou animal, todos sentimos a ausência de alguém que já se foi. “Apesar de
um ser um conceito humano, os cães sentem sim algo como se fosse o luto”,
afirma o adestrador da Cão Cidadão, Adriano Mariscal.
Esse
comportamento pode se manifestar de diversas maneiras, mas, de forma geral, é
possível identificar mudanças de comportamento no seu cãozinho que podem
indicar que o seu pet está sentindo a falta de um amiguinho (humano ou de
pelos) que já se foi. “Os cães apresentam sinais como falta de apetite, apatia
e até param de brincar ou ficam procurando a pessoa ou animal que se foi”,
informa Adriano.
Mas,
quando isso acontece, o que se pode fazer para ajudar o seu cachorro a superar
essa perda?
A
distração é uma forma muito eficaz de ajudar o seu cão a superar o ‘luto’. “A
melhor forma de ajudá-lo é levá-lo para passear, fornecer brinquedos novos,
comidas novas e até trazer um novo pet para casa, com a intenção de substituir
a atenção que o outro dava”, aconselha o adestrador.
A
decisão de adotar um novo bichinho nessas horas assusta muitas pessoas,
simplesmente porque levanta diversos questionamentos, mas, principalmente, qual
é a hora de certa de adotar um novo pet. “Não existe uma receita de bolo. Eu
diria que não é a hora certa e sim, o jeito certo”, reforça Adriano.
A
presença de um novo companheiro pode ser muito benéfica para o cãozinho de casa
– cabe a você realizar essa adaptação da maneira correta. “Os novos
companheiros devem ser apresentados, se possível, em um local neutro. O ideal é
que se retire brinquedos e potes de comida que podem gerar disputas.”
Também
deve-se atentar para a personalidade do pet mais velho de casa – se ele for
muito agitado, deve-se buscar um novo cão mais ativo; se ele for mais calmo, o
ideal é buscar um novo companheiro de personalidade mais tranquila, como, por
exemplo, cães adultos em abrigos. “Realizar atividades em grupo e criar
associações positivas são fundamentais para uma boa adaptação entre os
cachorros. Sempre que um chegar, o outro ganha mais carinho e atenção, dessa
forma cria-se uma relação positiva pela presença do outro”, finaliza.
Com
muita paciência e dedicação, é possível ajudar seu pet a superar esse momento
difícil e aprender a conviver com um novo parceiro, que poderá acompanhá-lo nas
brincadeiras e bagunças do dia a dia. Além disso, dê muito amor e carinho para
ambos, pois é o que precisam para superar a falta daqueles que já não se
encontram aqui. Boa sorte!
MOMENTO DE REFLEXÃO
Certa
vez, na Babilônia, viveu um pobre e modesto alfaiate chamado Enedim, homem inteligente
e trabalhador, que não perdia a esperança de vir a ser rico.
Um
dia, parou na porta de sua humilde casa, um velho mercador da fenícia, que
vendia uma infinidade de objetos extravagantes.
Por
curiosidade, Enedim começou a examinar as bugigangas oferecidas, quando
descobriu, entre elas, uma espécie de livro de muitas folhas, onde se viam
caracteres estranhos e desconhecidos.
Era
uma preciosidade aquele livro, afirmava o mercador, e custava apenas três
dinares!
Enedim
negociou e acabou comprando o livro por apenas dois dinares.
Logo
que ficou sozinho, Enedim tratou de examinar, sem demora, o bem que havia
adquirido.
Qual
não foi sua surpresa quando conseguiu decifrar, na primeira página, a seguinte
legenda: "o segredo do tesouro de Bresa."
Que
tesouro seria esse?
Enedim
recordava vagamente de já ter ouvido qualquer referência a ele, mas não se
lembrava onde, nem quando.
Mais
adiante decifrou: "o tesouro de Bresa, enterrado pelo gênio do mesmo nome
entre as montanhas do Harbatol, foi ali esquecido, e ali se acha ainda, até que
algum homem esforçado venha encontrá-lo."
Muito
interessado, o esforçado tecelão dispôs-se a decifrar todas as páginas daquele
livro, para apoderar-se de tão fabuloso tesouro.
Mas,
as primeiras páginas eram escritas em caracteres de vários povos, o que fez com
que Enedim estudasse os hieróglifos egípcios, a língua dos gregos, os dialetos
persas e o idioma dos judeus.
Em
função disso, ao final de três anos Enedim deixava a profissão de alfaiate e
passava a ser o intérprete do rei, pois não havia na região ninguém que
soubesse tantos idiomas estrangeiros como ele.
Passou
a ganhar muito mais e a viver em uma confortável casa.
Continuando
a ler o livro encontrou várias páginas cheias de cálculos, números e figuras.
Para
entender o que lia, estudou matemática com os calculistas da cidade e, em pouco
tempo, tornou-se grande conhecedor das transformações aritméticas.
Graças
aos novos conhecimentos, calculou, desenhou e construiu uma grande ponte sobre
o rio Eufrates, o que fez com que o rei o nomeasse prefeito da Cidade.
Ainda
por força da leitura do livro, Enedim estudou profundamente as leis e
princípios religiosos de seu país, sendo nomeado primeiro-ministro daquele
reino, em decorrência de seu vasto conhecimento.
Passou
a viver em suntuoso palácio e recebia visitas dos príncipes mais ricos e
poderosos do mundo.
Graças
a seu trabalho e ao seu conhecimento, o reino progrediu rapidamente, trazendo
riquezas e alegria para todo seu povo.
No
entanto, ainda não conhecia o segredo de Bresa, apesar de ter lido e relido
todas as páginas do livro.
Certa
vez, teve a oportunidade de questionar um venerando sacerdote a respeito
daquele mistério, que sorrindo esclareceu:
- O
tesouro de Bresa já está em seu poder Enedim, pois graças ao livro você
adquiriu grande saber, que lhe proporcionou os invejáveis bens que possui.
Afinal, Bresa significa saber e Harbatol quer dizer trabalho.
Um
abençoado dia pra você
E
até que nos encontremos novamente
Que
Deus lhe guarde serenamente
Na
palma de suas mãos.
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