Domingo,
25 de novembro de 2018
" Há três tipos de
pessoas: As que te ajudam em tempos difíceis, as que te deixam em tempos
difíceis, e as que te colocam em tempos difíceis . A escolha é sua ! "
EVANGELHO DO DIA
Jo
18,33b-37
O Senhor esteja
convosco
Ele está no meio de
nós!
Proclamação do
Evangelho de Jesus Cristo segundo João
Glória a vós Senhor!
Naquele tempo,
33bPilatos chamou Jesus e perguntou-lhe: “Tu és o rei dos judeus?” 34Jesus
respondeu: “Estás dizendo isto por ti mesmo ou outros te disseram isto de mim?”
35Pilatos falou: “Por
acaso sou judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes te entregaram a mim. Que
fizeste?”
36Jesus respondeu: “O
meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas
lutariam para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui”.
37Pilatos disse a
Jesus: “Então tu és rei?”
Jesus respondeu: “Tu o
dizes: eu sou rei. Eu nasci e vim ao mundo para isto: para dar testemunho da
verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz”.
Palavras da salvação
Glória a vós Senhor!
MEDITANDO O EVANGELHO
Padre
Antonio Queiroz
Deus
não é Deus dos mortos, mas dos vivos.
Neste Evangelho, nós temos a cena dos saduceus
apresentando a Jesus o caso da mulher de sete maridos, como um argumento
contrário à ressurreição dos mortos.
Mas
eles entendiam errado a ressurreição; pensavam que os que acreditam nela
afirmam que no céu nós viveríamos igualzinho aqui na terra, isto é, teríamos de
comer, de beber, de dormir, teríamos também o casamento...
Jesus
explica que, após a nossa morte, o nosso corpo será glorificado; não
morreremos, mais e seremos iguais aos anjos. Os homens não terão esposas nem as
mulheres terão maridos.
Nós
não sabemos em detalhes como será a nossa vida após a morte, e nem precisamos
saber agora. Basta conhecermos o caminho para chegarmos ao Céu, que é Jesus e o
seu Evangelho, presentes na Igreja.
Quando
participamos da Santa Missa, ou rezamos o terço, nós dizemos, na profissão de
fé: “Creio na ressurreição da carne”. O Prefácio da Missa dos mortos diz assim:
“Com a morte, a vida não é tirada, mas transformada. Desfeito o nosso corpo
mortal, nos é dado nos céus um corpo imperecível”. Não será outro corpo, será
este mesmo que temos, mas transformado, glorificado.
Jesus
falava que ia ressuscitar (Cf Mc 8,31ss; 9,31ss), e sempre pregava que todos
nós ressuscitaremos. Como é bom saber que a nossa vida é eterna, que tivemos um
começo, mas não teremos fim! A fé na ressurreição nos dá forças para enfrentar
as dificuldades, e até o risco de vida. Os homens podem matar o corpo, mas a
alma, nunca.
Jesus
ressuscitou algumas pessoas (Lázaro, o filho da viúva de Naim...) para nos mostrar
que tem poder e conhecimento sobre a vida após a morte. Apesar de esses
milagres terem sido completamente diferentes da ressurreição dele e nossa, pois
Lázaro e o filho da viúva simplesmente retornaram à vida terrena e mortal. Mas
os milagres valeram para provar o poder de Jesus sobre a morte e sobre o que
acontece depois.
Jesus,
com a sua ressurreição, derrotou a morte. Ela continua existindo, mas perdeu a
sua força. “A morte foi tragada pela vida; onde está, ó morte, a tua vitória?
Onde está, ó morte, o teu aguilhão?” (1Cor 15,54-55). Isso nos dá uma alegria e
uma coragem invencíveis!
Deus
não é Deus dos mortos, mas dos vivos. Toda a Bíblia apresenta Deus como Deus da
vida, e que faz do homem e da mulher seus amigos, como fez com os três citados
por Jesus: Abraão, Isac e Jacó. Se Deus fez aliança com eles, podia deixá-los
desaparecerem para sempre? Nunca! Esse é o argumento de Jesus.
A
ressurreição foi sendo revelada aos poucos. No começo, o Povo de Deus não
conhecia essa verdade. Mas tinha uma vaga consciência dela, baseado justamente
no argumento acima: Deus ama o ser humano, quer que ele ou ela viva e não
desapareça, e pode fazer isso. Portanto o faz.
Por
isso que exageravam a duração da vida dos justos, por exemplo, de Matusalém,
que viveu 969 anos (Cf Gn 5,27). Jesus veio e revelou a verdade completa: Deus
não só prolonga a vida humana, ele a tornou eterna. “Eu sou a ressurreição e a
vida. Quem crê em mim viverá eternamente”.
“Eu
vim para que todos tenham vida, e a tenham em abundância.” Uma vida em
abundância não pode acabar logo. Na luta pela vida, nós descobrimos o rosto de
Deus, pois ele é o Deus da vida, o Deus que quer vida, e vida plena para todos.
A
ressurreição nossa é obra de Deus, fruto do seu poder. É ele que nos tomará e
nos transformará. O mesmo Deus que um dia nos criou, nos recriará. A ciência
não consegue entender nem explicar esse mistério. Ele é sobrenatural. O livro
de Jó é um argumento a favor da ressurreição. Esse livro mostra que a
ressurreição é um mistério, mas sem ela a vida seria um absurdo.
A
nossa melhor atitude diante das realidades futuras é jogar-nos nas mãos de
Deus, como fez Jesus, antes de morrer: “Pai, em tuas mãos entrego o meu
espírito”. Nós não sabemos como será, mas Deus, nosso bom Pai, sabe, e isso nos
basta.
Como
que é gratificante saber que vamos ressuscitar! Saber que Deus nos ama tanto,
que nos criou eternos! Ele não quer separar-se de nós nunca. “Tu não me
abandonarás no túmulo, e viverei à tua direita para sempre” (Sl 16).
Entretanto,
a fé na ressurreição nos leva a sermos prudentes e vigilantes, pois não sabemos
o dia nem a hora. "O que adianta a alguém ganhar o mundo inteiro, se perde
a própria vida?" (Mt 16,26). “Não ajunteis para vós tesouros na terra” (Mt
6,19).
Certa
vez, a muitos anos atrás, um operário e um cavaleiro se encontraram numa
estação de trem. Os dois se apresentaram, conversaram e compraram as passagens
na mesma cabine, porque aquele trem tinha cabines para duas pessoas. O trem
chegou e eles embarcaram.
Na
estação seguinte, entrou também um padre. Ao verem o padre passar no corredor,
o cavaleiro comentou, com um ar de desprezo: “Para que serve um padre?” Como
quem diz: O padre não serve para nada.
O
operário não respondeu. Lá na frente, quando o trem atravessava uma grande
floresta, o operário disse ao cavaleiro: “Estamos sós. Ninguém nos vê nem nos
ouve. O que você faria se eu o estrangulasse agora, lhe tomasse todo o seu
dinheiro e, aproveitando uma curva, pulasse esta janela?”
Pálido
de medo, o cavaleiro respondeu: “Você se engana, eu não trago dinheiro comigo”.
“Mentira” retrucou o operário. “Você tem aí trinta mil Reais. Eu o vi pegar no
banco.”
“Você
cometeria dois crimes: homicídio e roubo”, disse o cavaleiro.
“Homicídio
e roubo nada significam para quem não crê em Deus. Se eu pensasse como você, e
não fizesse isso agora, eu seria um bobo. Mas você não tenha medo, porque eu
fui educado por padres, e eles me ensinaram os dez mandamentos: não furtar, não
matar etc. E me ensinaram que existe uma vida eterna após a morte, com o Céu
para os bons e o inferno para os maus. Entendeu agora para que serve o padre?”
Certamente
aquele cavaleiro até se esqueceu do cavalo!
A
nossa vida não termina na morte, por isso vamos preparar-nos bem para o que vem
depois!
A
ressurreição é o prêmio de Deus aos justos. Maria Santíssima era tão santa que
foi elevada por Deus ao céu em corpo e alma. Que ela nos ajude a vivermos de
acordo com essa gratificante verdade da ressurreição.
Deus
não é Deus dos mortos, mas dos vivos.
VÍDEO DA SEMANA
Só
depende de MIM. PALESTRA por Leandro KARNAL COMPLETA [ Motivação ]
https://www.youtube.com/watch?v=E__4_-xPcNk&list=PLa8Us4g_9p8H7zvuwSWh6YNe1JFaH-2oT
MOMENTO DE REFLEXÃO
Saiu
de casa apressado, mal engoliu o café,
empurrou
as crianças no carro já em atraso,
seguiu
para a escola em desabalada carreira.
Não
ouviu na esquina de casa, os pássaros em suave melodia,
cumprimentando
o dia, alegrando os seus.
E
assim, passou e não viu Deus...
Seguiu
para o trabalho em meio ao trânsito complicado.
Xingou,
mordeu os lábios, roeu unhas e amaldiçoou o mundo.
Não
viu que o sol se firmou, que o céu clareou,
que
as nuvens formaram desenhos lindos.
Nem
deu tempo de dar adeus.
Passou
e mais uma vez, não viu Deus...
No
trabalho mal cumprimentou os colegas.
Sentou-se
atarefado, todo preocupado.
Tinha
trabalho em atraso.
Não
sabia por onde começar.
Não
reparou nas plantas ao lado.
Flores
caprichosamente escolhidas que enfeitavam aquele lugar,
como
delicados camafeus.
Mas
ele na sua ansiedade,
ainda
assim, não viu Deus...
Voltou
para casa cansado, extenuado.
Não
reparou nas pessoas e nem nos penteados.
Comeu
o que havia na mesa sem saborear.
Abriu
a boca apenas para reclamar.
Falta
isso, falta aquilo, quer sossego...
A
vida está passando por ele.
E
ele não percebe o tempo que passa.
Vai
remando contra a correnteza.
Sem
perceber nenhuma beleza.
E
para dormir de cabeça cheia,
faz-se
de vítima e pergunta:
-
Onde está Deus?
Se
não percebemos Deus nas pequenas coisas,
na
delicadeza dos passarinhos, no perfume das flores.
Se
não o encontramos no próximo que as vezes está tão perto.
Se
não o cumprimentamos no vizinho que mal conhecemos.
Se
não o levantamos caído no chão perto de nós.
Como
podemos perguntar por Ele se o deixamos passar.
Se
a vista está com traves enormes que nos impedem de enxergar?
Deus
não sai do seu lado!
Não
te abandona um só instante.
Só
não vai roubar o seu maior tesouro: a sua liberdade.
O
poder de escolher caminhos, direções e ações que formam a sua realidade.
Por
isso pare, pense, reflita.
Tudo
o que você anda colhendo é fruto do que anda plantando.
Crie
um jardim florido e as flores e frutas irão encher o balaio da sua vida.
Com
sabores adocicados e perfumes delicados.
Precisamos
de tão pouco para viver!
Porque
complicar?
Paulo
Roberto Gaefke
Um
abençoado dia pra você
E
até que nos encontremos novamente
Que
Deus lhe guarde serenamente
Na
palma de suas mãos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário