quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Sábado 24/11/2018

Sábado, 24 de novembro de 2018


"As pessoas são solitárias porque constroem paredes ao invés de pontes."




EVANGELHO DO DIA
Lc 20,27-40


O Senhor esteja convosco
Ele está no meio de nós!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas
Glória a vós Senhor!


E, chegando-se alguns dos saduceus, que dizem não haver ressurreição, perguntaram-lhe,
Dizendo: Mestre, Moisés nos deixou escrito que, se o irmão de algum falecer, tendo mulher, e não deixar filhos, o irmão dele tome a mulher, e suscite posteridade a seu irmão.
Houve, pois, sete irmãos, e o primeiro tomou mulher, e morreu sem filhos;
E tomou-a o segundo por mulher, e ele morreu sem filhos.
E tomou-a o terceiro, e igualmente também os sete; e morreram, e nào deixaram filhos.
E por último, depois de todos, morreu também a mulher.
Portanto, na ressurreição, de qual deles será a mulher, pois que os sete por mulher a tiveram?
E, respondendo Jesus, disse-lhes: Os filhos deste mundo casam-se, e dão-se em casamento;
Mas os que forem havidos por dignos de alcançar o mundo vindouro, e a ressurreição dentre os mortos, nem hão de casar, nem ser dados em casamento;
Porque já não podem mais morrer; pois são iguais aos anjos, e são filhos de Deus, sendo filhos da ressurreição.
E que os mortos hão de ressuscitar também o mostrou Moisés junto da sarça, quando chama ao Senhor Deus de Abraão, e Deus de Isaque, e Deus de Jacó.
Ora, Deus não é Deus de mortos, mas de vivos; porque para ele vivem todos.
E, respondendo alguns dos escribas, disseram: Mestre, disseste bem.
E não ousavam perguntar-lhe mais coisa alguma.


Palavras da salvação
Glória a vós Senhor!




MEDITANDO O EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz



Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos.
 Neste Evangelho, nós temos a cena dos saduceus apresentando a Jesus o caso da mulher de sete maridos, como um argumento contrário à ressurreição dos mortos.
Mas eles entendiam errado a ressurreição; pensavam que os que acreditam nela afirmam que no céu nós viveríamos igualzinho aqui na terra, isto é, teríamos de comer, de beber, de dormir, teríamos também o casamento...
Jesus explica que, após a nossa morte, o nosso corpo será glorificado; não morreremos, mais e seremos iguais aos anjos. Os homens não terão esposas nem as mulheres terão maridos.
Nós não sabemos em detalhes como será a nossa vida após a morte, e nem precisamos saber agora. Basta conhecermos o caminho para chegarmos ao Céu, que é Jesus e o seu Evangelho, presentes na Igreja.
Quando participamos da Santa Missa, ou rezamos o terço, nós dizemos, na profissão de fé: “Creio na ressurreição da carne”. O Prefácio da Missa dos mortos diz assim: “Com a morte, a vida não é tirada, mas transformada. Desfeito o nosso corpo mortal, nos é dado nos céus um corpo imperecível”. Não será outro corpo, será este mesmo que temos, mas transformado, glorificado.
Jesus falava que ia ressuscitar (Cf Mc 8,31ss; 9,31ss), e sempre pregava que todos nós ressuscitaremos. Como é bom saber que a nossa vida é eterna, que tivemos um começo, mas não teremos fim! A fé na ressurreição nos dá forças para enfrentar as dificuldades, e até o risco de vida. Os homens podem matar o corpo, mas a alma, nunca.
Jesus ressuscitou algumas pessoas (Lázaro, o filho da viúva de Naim...) para nos mostrar que tem poder e conhecimento sobre a vida após a morte. Apesar de esses milagres terem sido completamente diferentes da ressurreição dele e nossa, pois Lázaro e o filho da viúva simplesmente retornaram à vida terrena e mortal. Mas os milagres valeram para provar o poder de Jesus sobre a morte e sobre o que acontece depois.
Jesus, com a sua ressurreição, derrotou a morte. Ela continua existindo, mas perdeu a sua força. “A morte foi tragada pela vida; onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?” (1Cor 15,54-55). Isso nos dá uma alegria e uma coragem invencíveis!
Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos. Toda a Bíblia apresenta Deus como Deus da vida, e que faz do homem e da mulher seus amigos, como fez com os três citados por Jesus: Abraão, Isac e Jacó. Se Deus fez aliança com eles, podia deixá-los desaparecerem para sempre? Nunca! Esse é o argumento de Jesus.
A ressurreição foi sendo revelada aos poucos. No começo, o Povo de Deus não conhecia essa verdade. Mas tinha uma vaga consciência dela, baseado justamente no argumento acima: Deus ama o ser humano, quer que ele ou ela viva e não desapareça, e pode fazer isso. Portanto o faz.
Por isso que exageravam a duração da vida dos justos, por exemplo, de Matusalém, que viveu 969 anos (Cf Gn 5,27). Jesus veio e revelou a verdade completa: Deus não só prolonga a vida humana, ele a tornou eterna. “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim viverá eternamente”.
“Eu vim para que todos tenham vida, e a tenham em abundância.” Uma vida em abundância não pode acabar logo. Na luta pela vida, nós descobrimos o rosto de Deus, pois ele é o Deus da vida, o Deus que quer vida, e vida plena para todos.
A ressurreição nossa é obra de Deus, fruto do seu poder. É ele que nos tomará e nos transformará. O mesmo Deus que um dia nos criou, nos recriará. A ciência não consegue entender nem explicar esse mistério. Ele é sobrenatural. O livro de Jó é um argumento a favor da ressurreição. Esse livro mostra que a ressurreição é um mistério, mas sem ela a vida seria um absurdo.
A nossa melhor atitude diante das realidades futuras é jogar-nos nas mãos de Deus, como fez Jesus, antes de morrer: “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito”. Nós não sabemos como será, mas Deus, nosso bom Pai, sabe, e isso nos basta.
Como que é gratificante saber que vamos ressuscitar! Saber que Deus nos ama tanto, que nos criou eternos! Ele não quer separar-se de nós nunca. “Tu não me abandonarás no túmulo, e viverei à tua direita para sempre” (Sl 16).
Entretanto, a fé na ressurreição nos leva a sermos prudentes e vigilantes, pois não sabemos o dia nem a hora. "O que adianta a alguém ganhar o mundo inteiro, se perde a própria vida?" (Mt 16,26). “Não ajunteis para vós tesouros na terra” (Mt 6,19).
Certa vez, a muitos anos atrás, um operário e um cavaleiro se encontraram numa estação de trem. Os dois se apresentaram, conversaram e compraram as passagens na mesma cabine, porque aquele trem tinha cabines para duas pessoas. O trem chegou e eles embarcaram.
Na estação seguinte, entrou também um padre. Ao verem o padre passar no corredor, o cavaleiro comentou, com um ar de desprezo: “Para que serve um padre?” Como quem diz: O padre não serve para nada.
O operário não respondeu. Lá na frente, quando o trem atravessava uma grande floresta, o operário disse ao cavaleiro: “Estamos sós. Ninguém nos vê nem nos ouve. O que você faria se eu o estrangulasse agora, lhe tomasse todo o seu dinheiro e, aproveitando uma curva, pulasse esta janela?”
Pálido de medo, o cavaleiro respondeu: “Você se engana, eu não trago dinheiro comigo”. “Mentira” retrucou o operário. “Você tem aí trinta mil Reais. Eu o vi pegar no banco.”
“Você cometeria dois crimes: homicídio e roubo”, disse o cavaleiro.
“Homicídio e roubo nada significam para quem não crê em Deus. Se eu pensasse como você, e não fizesse isso agora, eu seria um bobo. Mas você não tenha medo, porque eu fui educado por padres, e eles me ensinaram os dez mandamentos: não furtar, não matar etc. E me ensinaram que existe uma vida eterna após a morte, com o Céu para os bons e o inferno para os maus. Entendeu agora para que serve o padre?”
Certamente aquele cavaleiro até se esqueceu do cavalo!
A nossa vida não termina na morte, por isso vamos preparar-nos bem para o que vem depois!
A ressurreição é o prêmio de Deus aos justos. Maria Santíssima era tão santa que foi elevada por Deus ao céu em corpo e alma. Que ela nos ajude a vivermos de acordo com essa gratificante verdade da ressurreição.
Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos.





CASA, LAR E FAMÍLIA


Converse com seus filhos como se eles fossem pessoas mágicas, amáveis e sábias
Texto do site Éres Mama

Converse com seus filhos como se eles fossem pessoas mágicas, seres feitos de bondade, dotados de humildade e de uma respeitosa sabedoria. Porque, desse modo, eles vão agir assim, ao invés de ouvir e seguir suas recomendações à força. Eles vão se transformar em adultos especiais que darão forma a cada uma dessas sementes que você plantou.
Muitas mamães e muitos papais sabem que nem sempre é fácil inculcar nos próprios filhos esses valores que nos definem e que, em essência, configuram essa nobreza digna e respeitosa com a qual conseguem ser felizes e também transmitir felicidade. Como sempre afirmamos nessa página, poucas coisas têm mais importância do que servir de exemplo. No entanto, há um aspecto que não podemos nunca perder de vista na criação dos pequenos.
Falamos sobre a necessidade de ser agentes, pessoas que proporcionam esse aprendizado que vem das emoções e que é capaz de moldar mentes e corações. María Montessori disse uma vez que “é preciso semear boas ideias nas crianças, pois mesmo que elas não entendam no momento, o passar dos anos vai se encarregar de decifrá-las e fazê-las florescer no coração dos pequenos”.
Tal arte, tal arquitetura educativa e maravilhosa precisa de todas as nossas energias, do nosso tempo e da nossa intencionalidade. No entanto, é um esforço cotidiano no qual vale a pena investir nossa vida, nossos sonhos e nossa esperança. Explicamos como fazer isso.
Seu filho é um ser mágico. Faça-o ver, sentir e acreditar que é especial
Fazer uma criança acreditar que é especial não é fazer com que ela pense que é melhor que as outras pessoas. É permitir que ela enxergue o mundo com segurança, sabendo que é amada, que é capaz de lutar por seus sonhos, de ter voz no mundo, de dotar dia a dia sua autoestima de uma estrutura interna forte e valiosa.
Saiba quais são as simples estratégias e atos cotidianos que vão nos permitir conseguir atingir esse crescimento interior, de se sentir valioso e especial:
Atribua valor e importância para cada coisa que seu filho disser, reforce de forma positiva aquilo que ele fizer corretamente e evite criticar ou punir os erros dele. Quando ele fizer algo errado, ajude-o a melhorar transmitindo sua confiança.
Valorize-o em público.
Potencialize a imaginação do seu filho. Ofereça oportunidades de aprendizado, nas quais ele possa se divertir, nas quais possa se conectar com o ambiente, com aquilo que o rodeia e com você também.
A humildade e a amabilidade, duas raízes que você deve fazer crescer nos seus filhos
Educar nossos filhos na humildade, em primeiro lugar vai permitir que eles aprendam a lidar melhor com a frustração. Demonstrar desde cedo a necessidade de dividir, de não se achar mais importante que ninguém, de considerar as outras pessoas vai fazer com que, pouco a pouco, essa época compreendida entre os 2 e os 6 anos de idade, caracterizada pelo egocentrismo infantil, seja menos intensa e mais aberta às outras pessoas.
Ser amável não é apenas uma questão de civilidade, é um valor com o qual se pode crescer como pessoa e que, por sua vez, está vinculada à humildade. Nessa dimensão, nós também devemos servir de exemplo no dia a dia. Não podemos nos esquecer também de que a amabilidade se demonstra por meio da linguagem, do tom de voz, do modo com que nossos filhos nos veem lidar com as outras pessoas.
Para inculcar a amabilidade nos nossos filhos, não hesite em seguir esses conselhos:
Ensine-os a dizer “obrigado” e a entender o efeito que essa palavra produz no dia a dia.
Ensine-os a dividir, a esperar pela sua vez, a respeitar prazos, a perceber que o seu, e o meu, também pode ser “o nosso”.
Permita que ele entre em contato desde cedo com outras crianças. Essa interação com seus iguais vai ajudá-lo a aprender a dividir, a entrar em contato com outras ideias, outros gostos, outras preferências…
Seu filho é sábio, transmita amor por meio do aprendizado
Uma criança curiosa é uma criança receptiva. Uma criança que se sente livre para interagir, para perguntar, para se aproximar de nós com suas dúvidas, com seus interesses e seus comentários é uma criança que se diverte aprendendo. Devemos potencializar esse valor, o valor da curiosidade.
É claro que nem todas as crianças aprendem no mesmo ritmo, cada criança tem seus próprios interesses e apresenta determinadas aptidões e potenciais. No entanto, todas as crianças são sábias. Elas possuem uma capacidade inata de interagir com o mundo, de idealizar, de ver as coisas a partir de uma perspectiva que nós, como adultos, deixamos para trás.
Devemos reforçar esse dom, essa nobreza e essa magia que as permite desfrutar das coisas com uma intensidade excepcional. Uma criança que se sente confortável, que recebe apoio dos pais, que se sente amada e valorizada como é, e pelo que pode fazer, vai ser uma criança que se diverte aprendendo e que vai continuar aumentando seu potencial.
Não hesite em lembrar ao seu pequeno tesouro, todos os dias, que ele é mágico, sábio, humilde e uma pessoa muito especial.

Texto traduzido e adaptado do site Texto do site Éres Mama, com a devida autorização.







MOMENTO DE REFLEXÃO


Há muito tempo, num Reino distante, havia um Rei que nao acreditava na bondade de Deus.
Tinha, porém, um súdito que sempre lhe lembrava dessa verdade, em todas situaçoes dizia:
"Meu Rei, nao desanime, porque Deus é bom!" Um dia, o Rei saiu para caçar juntamente com seu súdito, e uma fera da floresta atacou o Rei.

O súdito conseguiu matar o animal, porém nao evitou que sua Majestade perdesse o dedo mínimo da mao direita.
O Rei, furioso pelo que havia acontecido, e sem mostrar agradecimento por ter sua vida a salvo pelos esforços de seu servo, perguntou a este:
"E agora, o que você me diz?
Deus é bom?
Se Deus fosse bom eu nao teria sido atacado, e nao teria perdido o meu dedo.
" O servo respondeu:
"Meu Rei, apesar de todas essas coisas, somente posso dizer-lhe que Deus é bom, e que mesmo isso, perder um dedo, é para seu bem!
" O Rei, indignado com a resposta do súdito, mandou que fosse preso, e na sela mais escura e mais fétida do calabouço. Após algum tempo, o Rei saiu novamente para caçar e aconteceu dele ser atacado, desta vez por uma tribo de índios que vivia na selva. Estes índios eram temidos por todos, pois sabia-se que faziam sacrifícios humanos para seus deuses. Mal prenderam o Rei, passaram a preparar, cheios de júbilo, o ritual do sacrifício. Quando já estava tudo pronto, e o Rei já estava diante do altar, o sacerdote indígena, ao examinar a vítima, observou furioso: "Este homem nao pode ser sacrificado, pois é defeituoso! Falta-lhe um dedo!" E o Rei foi libertado.
Ao voltar para o palácio, muito alegre e aliviado, libertou seu súdito e pediu que viesse em sua presença. Ao ver o servo, abraçou-o afetuosamente dizendo-lhe: "Meu Caro, Deus foi realmente bom comigo! Você já deve estar sabendo que escapei da morte justamente porque nao tinha um dos dedos. Mas ainda tenho em meu coraçao uma grande dúvida:" Se Deus é tao bom, porque permitiu que você fosse preso da maneira como foi...logo você que tanto o defendeu!?" O servo sorriu e disse:
"Meu Rei, se eu estivesse junto contigo nessa caçada, certamente seria sacrificado em teu lugar, pois não me falta dedo algum!"







Um abençoado dia pra você



E até que nos encontremos novamente
Que Deus lhe guarde serenamente
Na palma de suas mãos.



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