Quarta-feira, 09 de junho de 2021
“Para conhecermos os amigos é necessário passar pelo sucesso e pela
desgraça. No sucesso, verificamos a Quantidade e, na desgraça a, Qualidade.”
EVANGELHO DE HOJE
Mt 5,17-19
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus
— Glória a vós, Senhor!
- Não pensem que eu vim para acabar com a Lei de Moisés ou com os
ensinamentos dos Profetas. Não vim para acabar com eles, mas para dar o seu
sentido completo. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: enquanto o céu e a
terra durarem, nada será tirado da Lei - nem a menor letra, nem qualquer
acento. E assim será até o fim de todas as coisas. Portanto, qualquer um que
desobedecer ao menor mandamento e ensinar os outros a fazerem o mesmo será
considerado o menor no Reino do Céu. Por outro lado, quem obedecer à Lei e
ensinar os outros a fazerem o mesmo será considerado grande no Reino do Céu.
Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Pe. Antônio Queiroz CSsR
Não vim para abolir a Lei, mas para dar-lhe pleno cumprimento.
Neste Evangelho, Jesus nos fala a respeito do valor e da importância das
Leis do Antigo Testamento para nós hoje.
O “pleno cumprimento” da Lei consiste principalmente na maneira correta
de obediência. Obedecer corretamente a uma lei é procurar descobrir e praticar
a intenção do legislador, o que ele tinha em mente ao promulgá-la. É o que
chamamos espírito da lei. Isso vai muito além da obediência literal, que só vê
o que a lei diz em si, sem considerar o seu sentido mais profundo.
No caso da Bíblia, as leis do Antigo e do Novo Testamento vieram do
mesmo autor, que é Deus, nosso Pai amoroso. Suas palavras são as de um Pai que
só quer o bem dos filhos e filhas. Também nós devemos receber essas leis com
amor de filhos e filhas. “Não és mais escravo, mas filho; e, se és filho, és
também herdeiro; tudo isso por graça de Deus” (Ef 4,7). Somos de dentro da casa
de Deus, somos sua família. Assim que devemos ver as Leis dele.
Quando amamos uma pessoa, nós lemos no coração dela o que suas palavras
não conseguem expressar. Precisamos fazer o mesmo com Deus. Jesus fez isso, em
relação às Leis do Antigo Testamento.
As palavras do Evangelho de hoje são o começo de um discurso de Jesus,
no qual ele apresenta cinco exemplos, para mostrar como que as Leis do Antigo
Testamento devem ser vistas por nós hoje:
1) “Não matarás.” Deus está dizendo que não quer que façamos o mal ao
próximo, e sim o bem. Isso começa com pequenos gestos, como tratar o nosso
irmão com raiva.
2) “Não cometer adultério.” No fundo, é respeitar a família, e não
desrespeitar o matrimônio nem com um olhar.
3) “Não jurarás falso.”. No fundo, é ser verdadeiro, falar sempre a
verdade e nunca enganar ninguém e nunca colocar Deus como nossa testemunha.
“Seja o vosso sim, sim, e o vosso não, não”.
4) “Olho por olho, dente por dente.” Significa não se deixar levar pelo
espírito de vingança ou pela ganância. Se alguém nos tomar a capa, vamos
entregar-lhe também a túnica. Se alguém nos der um tapa, vamos virar-lhe a
outra face.
5) “Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo.” Com esta Lei, Moisés
cortou noventa por cento do ódio que havia entre as pessoas, e introduziu um
controle. No fundo, o que Deus queria era que amássemos a todos, até os nossos
inimigos. “Assim vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus; pois ele
faz nascer o seu sol sobre maus e bons e faz cair a chuva sobre juntos e
injustos” (Mt 5,45).
E Jesus termina o discurso com uma frase chave que resume tudo: “Sede
perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito” (Mt 5,48). Aí está a grande
meta da nossa vida: que sejamos parecidos com Deus Pai, pois o filho se parece
com o pai.
Ser cristão é obedecer aos mandamentos de Deus. “Isto eu peço a Deus:
que o vosso amor cresça ainda, e cada vez mais, em conhecimento e em toda
percepção, para discernirdes o que é melhor. Assim estareis puros e sem nenhuma
culpa para o dia de Cristo...” (Fl 1,9-10).
Ser santo consiste em amar a Deus e amar o próximo como Deus ama. O amor
vem de dentro, o amor tudo transforma. Ele brota da nossa liberdade, não de
leis externas. Jesus nos libertou da lei. Mas é uma libertação que nos leva a
viver para os outros. “Ame, e faça o que você quiser... Se a verdade nos faz
livres, o amor nos faz escravos” (Santo Agostinho).
A propaganda cria em nós o desejo de comprar coisas, de substituir a
geladeira, o fogão, a máquina de lavar... A necessidade muitas vezes é
ilusória, tornando-nos escravos do dinheiro e das lojas que vendem a prestação.
As lojas não querem vender à vista, porque o lucro, ou melhor, o roubo delas é
menor. Os juros embutidos nas prestações são exorbitantes, mas o consumidor
dificilmente percebe isso. “Não podeis servir a Deus e ao dinheiro”.
Certa vez, um homem encontrou dentro de um baú dos seus tataravôs, entre
as bugigangas, uma moeda. Estava escurecida e desgastada pelo tempo. Ninguém da
família conhecia o seu valor.
O homem então levou a moeda a um economista. Este, após examiná-la, a
desprezou, dizendo que não valia mais nada.
Não conformado, o homem dirigiu-se a um especialista em raridades.
Quando o especialista a viu, sua feição se mudou. Após examiná-la, disse ao
dono da moeda ser dono de uma peça de imenso valor, uma rara moeda de ouro, na
verdade, uma peça única.
Economia e vida. As pessoas são como essa moeda. Elas não podem ser
avaliadas apenas pelo seu valor econômico, isto é, pela capacidade de trabalhar
e de produzir. Toda pessoa é uma peça rara, única, de valor infinito.
Certa vez, um homem decidiu seguir Jesus Cristo para valer mesmo. Ele
praticava caridade, ajudava todo mundo, dizias boas palavras, fazia o bem de
manhã até a noite. O grande desejo dele era ir para o céu. Ninguém tinha dúvida
de que ela ia mesmo para o céu.
Um dia, ele morreu, chegou à porta do céu e aquele que o recebeu disse
que seu nome não constava na lista. Ele obedeceu direitinho e foi logo para o
inferno.
Dois dias depois, o capeta foi lá à porta do céu e reclamou: “Vocês me
mandaram um que está causando a maior desordem e anarquia. Está um caos lá no
inferno. Está todo mundo se falando, um olhando nos olhos do outro, se
abraçando e querendo bem, perdoando e falando de amor. Trate de tirá-lo de lá o
mais rápido possível”. O porteiro consultou a lista e viu que houve um engano.
Vamos viver tão bem a nossa fé, sendo caridosos fraternos e dando bons
exemplos que, mesmo se porventura houver um engano lá na porta do céu, nós não
o perderemos. Faça de tudo para o capeta não gostar de você.
Onde há amor, não há necessidade de lei. Maria Santíssima amava muito a
Deus, e lhe obedecia espontaneamente em tudo.
Não vim para abolir a Lei, mas para dar-lhe pleno cumprimento.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Há
muito desejava observar, às escondidas, o tratamento oferecido pelo meu amigo
George aos mendigos das redondezas. Todos falavam sobre o fato e eu não podia
imaginar o que realmente ocorria.
No
último fim de semana, fui à casa da minha amiga Linda Maria, que é vizinha de
George, e fiquei a espreitar pela janela do quarto de empregada que dá
diretamente para o quintal dele, local onde recebe e dá trato aos mendigos.
Por
volta do meio-dia, dois mendigos chegaram. Sujos, com feridas, cabelos
emaranhados... Fiquei aguardando George. Logo que viu os mendigos, pediu que
fossem se lavar no banheiro localizado no quintal. Ofereceu roupas limpas, toalhas,
sabonetes. Os homens aceitaram e foram ao banho sob a supervisão dele, que,
enquanto isso, com uma borracha d'água, ia lavando os chinelos cheios de lama
dos mendigos.
Na
hora do almoço, George arruma a mesa no quintal e oferece macarronada, guaraná
e frutas como sobremesa.
Da
janela, tudo observo. O que move George a cuidar com tanto carinho de mendigos
que retornam sempre do mesmo jeito, sem nenhuma mudança?
Fiquei
matutando...
Ouço
George dizer a eles: "Tenho uma surpresa pra vocês. Um pavê de chocolate!
Vou buscar agora na geladeira."
Deu
as costas, e pude ver um dos mendigos olhar para o outro, colocar a mão na
cabeça e com um dedo fazer rodas como a dizer "Ele é maluco!"
Não
sei exatamente o que pensar do George, nem dos mendigos. Arrisco-me a dizer que
deve ter esperança firme na reabilitação deles, daí seu empenho. Eles, por sua
vez, certos de que nunca sairão da mendicância e considerando inútil o esforço
de George, taxam-no carinhosamente de maluco.
É...
só encontrei mesmo essa explicação. A única que me pareceu coerente.
No
fundo, tudo isso me passa a certeza inabalável da bondade que existe nos
corações... Quantas vezes esses seres passam por nós e sequer lhes damos a
importância merecida.
George,
para muitos, é um ser excêntrico. Para mim, é um iluminado!
Não
resisti ao que vi, e no dia seguinte fui até a casa de George para falar sobre
seu trabalho e o quanto ficara impressionada com sua paciência e
desprendimento. Comentei que tinha ido visitar Linda Maria, pois o bebê já
estava com um ano e eu ainda não o conhecia, e por isso sequer tive tempo de ir
a sua casa. Expliquei, também, que havia observado tudo pela janela e que já
sabia desse trabalho dele.
George,
então, me disse que não deseja modificar os mendigos. Quer que eles vivam da
forma que melhor lhes convier. Se desejarem outra vida, um emprego, ele tentará
ajudar. Ainda perguntei se desejava convertê-los para alguma religião.
Respondeu que apesar de ter a dele, jamais iria levá-la aos mendigos, pois para
ele nenhuma religião se compararia ao Amor imenso que sente por esses irmãos
desvalidos. Que deixassem-no fazer o seu trabalho, porque ali, naquele momento,
sentia forte a presença do Criador. Isso bastava. Nada de conversões!
Vim
para casa refletindo.
Podemos
mudar o mundo, basta a vontade sincera e pura. O esforço, o respeito ao próximo
e o exercício do amor são as diretrizes para a grande renovação.
Que
comecemos essa revolução... dentro de nós.
Belvedere
Bruno
UM
ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que
nos encontremos novamente,
que Deus
lhe guarde serenamente
na palma
de Suas mãos.
Visite
nosso blog, você vai gostar
https://florescersempre2017.blogspot.com/
Para
comentários, sugestões ou cadastro de um amigo
Nenhum comentário:
Postar um comentário