Terça-feira, 01 de junho de 2021
“Nunca queira ser um rei, seja apenas o
amigo dele.”
EVANGELHO DE HOJE
Mc 12,13-17
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Marcos
— Glória a vós, Senhor!
Naquele tempo, 13as autoridades mandaram alguns fariseus e alguns
partidários de Herodes, para apanharem Jesus em alguma palavra. 14Quando
chegaram, disseram a Jesus: "Mestre, sabemos que tu és verdadeiro, e não
dás preferência a ninguém. Com efeito, tu não olhas para as aparências do
homem, mas ensinas, com verdade, o caminho de Deus. Dize-nos: É lícito ou não
pagar o imposto a César? Devemos pagar ou não?"
15Jesus percebeu a hipocrisia deles, e respondeu: "Por que me
tentais? Trazei-me uma moeda para que eu a veja". 16Eles levaram a moeda,
e Jesus perguntou: "De quem é a figura e inscrição que estão nessa
moeda?" Eles responderam: "De César".
17Então Jesus disse: "Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus
o que é de Deus". E eles ficaram admirados com Jesus.
Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade
Bom dia!
No site da CNBB é apresentada a seguinte reflexão inicial: “(…) Dois
pontos nos são sugeridos pelo Evangelho de hoje. O primeiro é: por que nos aproximamos
de Jesus? Condenamos as autoridades porque mandaram pessoas até Jesus para o
apanharem em alguma palavra, mas muitas vezes nos aproximamos de Jesus para a
satisfação de nossos interesses pessoais e não para o encontro pessoal com
aquele que é nosso Deus e que nos ama com amor eterno”.
O que pertence a Deus em nossa vida, no nosso dia-a-dia, no nosso
trabalho, no serviço comunitário que prestamos? Qual é o motivo que nos tem
atraído a sua presença? Da hora que levanto, tomo meu café da manhã (quando
tenho tempo ou condição) e chego ao trabalho, em que momento tenho para dar a
Deus o que é Dele?
Quem vai a missa aos domingos cumpre uma doce obrigação de todo
católico; quem clama ao seu santo nome através da oração ou do louvor não deixa
de ser ouvido, mas quais são os reais motivos que me levam a missa e quais são
os motivo que aumentam minha vontade de rezar? Um cristão não á reconhecido
pelo que pede e tão pouco por estar na missa, num grupo ou pastoral e sim, se
tenta, a cada dia, ser uma pessoa melhor, que resiste cada vez mais
eficientemente às tentações, que conhece suas limitações, mas não as usa como
escudo para continuar errando…
Cristão verdadeiro é o que retira o véu dos seus olhos e começa a
entender que o que há de Deus em mim é muito maior que qualquer coisa que eu
possa conquistar ou comprar.
“(…) Mas, todas as vezes que o
coração se converte ao Senhor, o véu é tirado. Pois o Senhor é o Espírito, e
onde está o Espírito do Senhor, aí está a liberdade. Todos nós, porém, com o
rosto descoberto, refletimos a glória do Senhor e, segundo esta imagem, somos
transformados, com uma glória cada vez maior, pelo Espírito do Senhor”. (II
Coríntios 3, 16-18)
O esforço, a dedicação, a força de vontade fazem parte das armas dos
cristãos. Isso entra em conflito com a preguiça, a apatia e a fraqueza na
vontade de lutar. Quantos de nós exercemos nossa perseverança ao rezarmos nosso
terços no caminho do trabalho dentro do ônibus apertado, no entanto quando
vamos de carro ao serviço, no conforto, o espaço reservado do terço é ficar
pendurado no retrovisor? Quantos de nós sentamos do lado de uma pessoa na missa
pra poder acompanhar juntos as leituras da missa, mas tendo uma bíblia em casa,
não dedicamos nem cinco minutos diários para lê-la?
Ser cristão dentro da igreja é fácil. E no domingo também, mas a
proposta de Santo Inácio de Antioquia é que possamos viver a semana como se
fosse uma extensão do domingo. Dar a Deus o domingo, por uma hora é fácil, mas
será que temos essa mesma vontade ao desligarmos a TV no horário do Big Brother
ou de outros programas que poderiam ser substituídos por uma boa leitura, um
bom filme, uma conversa em família?
Não estou dizendo que assistir TV é ruim, mas não posso reclamar se meu
tempo é aproveitado sem verificar o que é prioritário. Tem gente que não vai a
escola por causa do fim de uma novela que reprisará no sábado; gente que
endividada, não aceita um determinado emprego por orgulho ou pelo que vão
pensar, gente que mente tanto que nem mesmo ela sabe o que é verdade em sua vida…
É isso que vemos na primeira leitura. Um homem de Deus, cego pelo
orgulho, que recusa ajuda e duvida até mesmo dos seus
“(…) Quando entrou em minha casa, o cabrito começou a balar. Chamei
minha mulher e perguntei-lhe: ‘De onde vem este cabrito? Não terá sido roubado?
Devolve-o a seus donos, pois não temos o direito de comer coisa alguma
roubada’. Ela respondeu-me: ‘É um presente que me foi dado além do salário’.
Mas não acreditei nela e insisti que o devolvesse aos patrões, ficando bastante
contrariado por causa disso. Ela então replicou: ‘Onde estão as tuas esmolas?
Onde estão as tuas obras de justiça? Vê-se bem em ti o que elas são”. (Tobias
2, 13-14)
Esse orgulho e vaidade que também cativamos também não são de Deus.
Cativemos o que é de Deus. Esforcemo-nos para abandonar o que não é Dele.
Um imenso abraço fraterno!
MOMENTO DE REFLEXÃO
O
anfiteatro estava lotado, a platéia com impaciência aguardava para escutar a
palavra daquele grande conferencista que percorria Brasil e exterior com seu verbo fácil, empolgando pessoas e
oferecendo campo para a motivação de grandes empresas.
Suas
palestras eram muito concorridas e, não raro, muita gente havia sido
beneficiada pelo seu magnífico conhecimento. Gente, aliás, de todo o mundo:
Paris, Estocolomo, Rio de Janeiro, Oslo...
Era
um homem universal...
O
mestre de cerimônias, enfim, anunciou sua presença, e quando ele
adentrou o recinto, a platéia não pôde sufocar um “OOOHHHH”!
O
grande conferencista se apresentava para aquele anfiteatro ávido para escutar
suas palavras envolventes, trajado de camisa regata, bermuda surfista e chinelo
de dedo.
Definitivamente
quebrara o protocolo.
Espanto
geral, misto de decepção e surpresa.
Algumas
pessoas coçavam a cabeça, outras se retiravam decepcionadas com as roupas por
ele usadas.
Cochichos
no salão. Alguns comentavam sobre seu atrevimento, outros diziam estar ele com
o desconfiômetro desligado. Outro, ainda, perguntavam-se o que um orador de seu
gabarito fazia no auditório trajado de surfista.
Com
um sorriso maroto de quem havia alcançado seus objetivos, o grande palestrante
saudou a platéia e iniciou sua fala:
Meus
amigos, superemos três tendências que nos limitam a visão clara e objetiva dos
fatos:
— 1º
Quebremos paradigmas, óbvio que obedecendo sempre o bom senso, entretanto, não podemos nos atar a modelos e deixar
de dar asas a nossa capacidade de criar,
de fugir do convencional, de ousar na estrada da vida, de ter novas idéias.
Felizes daqueles que sabem ousar, pois
da vida, de ter novas idéias, participam da vida sempre embalados por
ideais e vontade de viver...
— 2º
Vamos nos despir de todo e qualquer preconceito, pois eles nos colocam uma
lente embaçada impedindo-nos de enxergar
com clareza as coisas. Quem cultiva idéias preconcebidas da vida, do mundo e das pessoas, não se abre às novas perspectivas,
porquanto, já esta com opinião formada e
disposto a não mudar.
— 3º
Lancemos nossos olhos além das aparências, quem deixou se impressionar pela maneira como estou trajado, certamente
observou apenas a superfície e perdeu a essência de nosso bate papo desta noite. As aparências
muitas vezes não correspondem com a realidade, portanto, procuremos sempre
olhar “além do horizonte”.
Após
hora e meia de apresentação, acenando para o público que o aplaudia em pé, nosso grande conferencista se despediu e foi
embora com sua camisa regata, bermuda surfista e chinelo de dedo.
Wellington
Balbo - Bauru - SP
UM
ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que
nos encontremos novamente,
que Deus
lhe guarde serenamente
na palma
de Suas mãos.
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