Quinta-feira, 17 de junho de 2021
“Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas
existe.”
(Oscar Wilde)
EVANGELHO DE HOJE
Mt 6,7-15
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus
— Glória a vós, Senhor!
Quando orardes, não useis de muitas palavras, como fazem os pagãos. Eles
pensam que serão ouvidos por força das muitas palavras. Não sejais como eles,
pois o vosso Pai sabe do que precisais, antes de vós o pedirdes. Vós, portanto,
orai assim: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o
teu Reino; seja feita a tua vontade, como no céu, assim também na terra. O pão
nosso de cada dia dá-nos hoje. Perdoa as nossas dívidas, assim como nós
perdoamos aos que nos devem. E não nos introduzas em tentação, mas livra-nos do
Maligno. De fato, se vós perdoardes aos outros as suas faltas, vosso Pai que
está nos céus também vos perdoará. Mas, se vós não perdoardes aos outros, vosso
Pai também não perdoará as vossas faltas.
Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade
Bom dia!
Gostaria de partilhar um texto que escrevi no ano passado, que creio que
ainda é profundamente reflexivo e atual…
(…)Deus nos conhece e isso é bem claro em nossas vidas. Antes mesmos de
nascermos ela já nos chamava pelo nome. O “Pai Nosso”, ou oração dominical,
sintetiza todo o Evangelho. Ele denota simplicidade e ao mesmo tempo
profundidade. Não são somente palavras, mas declarações diárias que Deus pode
entrar e fazer Seu reino em minha vida.
“(…). Quando dizemos Pai «nosso», reconhecemos, antes de mais nada, que
todas as suas promessas de amor, anunciadas pelos profetas, se cumpriram na
Nova e eterna Aliança no seu Cristo: nós tornámo-nos o «seu» povo e Ele é
doravante o «nosso» Deus. Esta relação nova é uma pertença mútua, dada
gratuitamente: é por amor e fidelidade (36) que temos de responder «à graça e à
verdade» que nos foram dadas em Cristo Jesus (37)”. (Catecismo da Igreja
Católica § 2787)
Ao pedir que Deus entre em nossas vidas, precisamos aprender a
“responder à graça e à verdade”, que se reportam aos nos dez mandamentos, em
especial no empenho em amar o próximo como a mim mesmo. É preciso ver que a
nossa contextualização ou entendimento de amar, muitas vezes se confunde ou é
banalizado. Entender o amor é ver algo profundo e pouco explicável. É talvez,
querer bem sem nada querer em troca.
Nosso coração, onde habita o amor poético, não é fechado as ações do
mundo e das pessoas que nos cercam. Ele possui brechas pequenas por onde gestos
pequenos de misericórdia, compaixão, esperança e temor de Deus passam
facilmente se devidamente lubrificados com o exercício do perdão.
“(…) Ora, e isso é temível, esta onda de misericórdia não pode penetrar
nos nossos corações enquanto não tivermos perdoado àqueles que nos ofenderam. O
amor, como o corpo de Cristo, é indivisível: nós não podemos amar a Deus, a
quem não vemos, se não amarmos o irmão ou a irmã, que vemos (121). Recusando
perdoar aos nossos irmãos ou irmãs, o nosso coração fecha-se, a sua dureza
torna-o impermeável ao amor misericordioso do Pai. Na confissão do nosso
pecado, o nosso coração abre-se à sua graça” (Catecismo da Igreja Católica §
2840)
O “Pai Nosso” mais que um conjunto de versos, é a evocação do próprio
Jesus ao Pai. É uma forma sintática de agradecer, reconhecer e aceitar a
vontade de Deus em nossas vidas. Reconhecer as vezes que não estamos ainda
prontos para perdoar quem nos feriu, mas que existe em mim, a vontade
verdadeira que um dia isso ocorra. Essa nossa eterna procura em sermos cada vez
melhores
“(…) Assim ganham vida as palavras do Senhor sobre o perdão, sobre este
amor que ama até ao extremo do amor (124). A parábola do servo desapiedado, que
conclui o ensinamento do Senhor sobre a comunhão eclesial (125), termina com
estas palavras: «Assim procederá convosco o meu Pai celeste, se cada um de vós
não perdoar a seu irmão do fundo do coração». É aí, de fato, «no fundo do
coração», que tudo se ata e desata. Não está no nosso poder deixar de sentir e
esquecer a ofensa; mas o coração que se entrega ao Espírito Santo muda a ferida
em compaixão e purifica a memória, transformando a ofensa em intercessão”.
(Catecismo da Igreja Católica § 2843)
Portanto, proclamar o “Pai Nosso” é trazer a nossa memória e ao nosso
dia-a-dia, o compromisso com o zelo com que é de Deus; é atestar que
concordamos e acreditamos em suas promessas; é afirmar que sou um dos que
seguem o Nazareno.
Um compromisso: Hoje no silencio do nosso quarto, pausadamente,
reafirmemos essa oração em nosso coração
“(…) Quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai
em segredo; e teu Pai, que vê num lugar oculto, recompensar-te-á”. (Mateus 6,
6)
Um imenso abraço fraterno!
MOMENTO DE REFLEXÃO
Temos
esta esperança como âncora da alma, firme e segura. Hebreus 6:19
Para
os cristãos, a âncora era um símbolo importante. Um símbolo de estabilidade e
segurança. Nos corredores das catacumbas, três símbolos eram vistos pintados
nas paredes: a pomba, como símbolo do Espírito Santo, o peixe (ICHTHUS, as
iniciais de “Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador”), e a âncora, símbolo da
esperança. A ideia que transparece é a de que, como cristãos, vamos enfrentar
problemas e tempestades na vida.
Marinheiros
e navegantes sempre lembravam uns aos outros antes de se lançarem ao mar: “Não
saia do porto sem levar uma âncora.”
A
vida cristã se assemelha em muito a um barco no meio do mar. Nela enfrentamos
períodos de bonança e tranquilidade. Enfrentamos tempestades grandes e
pequenas.
Às
vezes, somos tomados de surpresa com uma crise após outra, uma tempestade após
outra: é a perda do emprego, problema de saúde na família, desentendimento com
os filhos, conflitos com o cônjuge ou a hostilidade no ambiente de trabalho.
Você descobre que está à deriva.
John
Maxwell, autor de vários livros na área de liderança cristã, escreveu:
“A
esperança brilha mais quando a hora é mais escura. A esperança motiva quando o
desânimo aparece. [...] A esperança canta quando todas as melodias silenciaram.
[...] A esperança escuta respostas quando ninguém está falando. A esperança
supera os obstáculos quando ninguém está ajudando. A esperança enfrenta
dificuldades quando ninguém está se preocupando. A esperança sorri
confiantemente quando ninguém está sorrindo. A esperança tem as respostas
quando ninguém está perguntando. [...] A esperança ousa dar quando ninguém está
repartindo. A esperança traz a vitória quando todos estão perdendo.”
Edward
Mote, autor da letra do hino “Minha Esperança”, mostra como entendia a
esperança como âncora em meio às tribulações. Uma das estrofes diz: “Se não Lhe
posso a face ver, eu mesmo assim não vou temer, / Em cada transe a suportar,
vou sempre nEle confiar” (Hinário Adventista, nº 253).Onde está ancorada sua
fé? No meio da tormenta, quando ondas gigantes se levantam contra seu pequeno
barco, onde ancorar? Por que não lançar sua âncora nas firmes promessas da
Palavra de Deus, na riqueza de Sua graça, de Seu cuidado e amor?
UM
ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que
nos encontremos novamente,
que Deus
lhe guarde serenamente
na palma
de Suas mãos.
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