domingo, 27 de junho de 2021

Segunda-feira 28/06/2021

 Segunda-feira, 28 de junho de 2021

 

“Não há como se desvencilhar do nascer e do morrer, a única alternativa é procurar desfrutar muito bem do intervalo.”

 

 

EVANGELHO DE HOJE                              

Mt 8,18-22

 

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus

— Glória a vós, Senhor!

                                                                             

 

Naquele tempo, 18vendo uma multidão ao seu redor, Jesus mandou passar para a outra margem do lago. 19Então um mestre da Lei aproximou-se e disse: “Mestre, eu te seguirei aonde quer que tu vás”.

20Jesus lhe respondeu: “As raposas têm suas tocas e as aves dos céus têm seus ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça”. 21Um outro dos discípulos disse a Jesus: “Senhor, permite-me que primeiro eu vá sepultar meu pai”. 22Mas Jesus lhe respondeu: “Segue-me, e deixa que os mortos sepultem os seus mortos”.

 

 

 

Palavra da Salvação

Glória a vós Senhor

 

 

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

Pe.Antonio Queiroz

 

Segue-me!

Neste Evangelho, Jesus nos chama para segui-lo. Ele é sincero e franco conosco: não teremos vida fácil nem riquezas, e precisamos colocar em segundo lugar muitas coisas.

Jesus era pobre, nasceu na pobreza e sua vida toda foi assim. Ao nascer, teve como cama um coxo de animais, e ao morrer teve como cama a cruz. Na cruz, nem roupas ele tinha. Ali, tornou-se o mais pobre dos pobres da terra. “As raposas tem suas tocas e as aves dos céus têm seus ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça”. Para segui-lo, precisamos desapegar-nos dos bens materiais.

Jesus era um homem como nós: sentia fome, sede, cansaço, sentia a ingratidão... Mas ele rezava nas horas difíceis: “Jesus dirigiu ao Pai preces e súplicas com clamor e lágrimas. Embora sendo Filho de Deus, aprendeu a ser obediente através dos sofrimentos” (Hb 4,15). “De fato, temos um sumo sacerdote capaz de se compadecer de nossas fraquezas, pois ele mesmo foi provado como nós, em todas as coisas, menos no pecado” (Hb 5,7-8). Seguir a Jesus é fazer o mesmo.

Ele era alegre. Vibrava com flores, com a natureza e com gestos de bondade. Tinha um olhar cativante, que às vezes impressionava as pessoas. Transmitia tranqüilidade. Quando as crianças se reúnem em torno de uma pessoa, é sinal de que ela é tranqüila e acolhedora. As crianças gostavam de se reunir em torno de Jesus. Seguir a Jesus é fazer o mesmo.

O primeiro sentimento de Jesus ao ver alguém era de amor e de acolhimento. Foi o que ele fez com o jovem rico: “Olhou-o e o amou”, sem nem conhecer o rapaz. Quantas vezes nós falamos: “Não foi com a cara dele(a)”, sem nem conhecer!

Jesus sentia dó das pessoas: “Tenho pena deste povo que está com fome”. Em seguida, multiplicou os pães. Quando ele viu a viúva de Naim, acompanhando o enterro do seu filho único, teve dó dela. Foi lá, ressuscitou o seu e lhe entregou. Cada um faz o que pode pelo próximo que sofre. Jesus podia ressuscitar, ressuscitou. Nós podemos dizer uma palavra ou dar um abraço, damos. Seguir a Jesus é ser assim.

Jesus era uma pessoa agradecida; agradecia a Deus Pai continuamente. Como homem igual a nós, ele sentia a solidão. Foi o que ele mostrou no Jardim das Oliveiras: “Fiquem aqui e vigiem comigo” (Mt 26,37-38).

Houve momentos em que Jesus ficou com raiva, como aquele dia em que ele entrou no Templo e viu pessoas transformando a casa de Deus em um local de comércio.O seguimento de Jesus não nos impede de, de vez em quando, sentir indignação.

Jesus tinha amigos. Nos Evangelhos aparece a sua amizade com João Evangelista, com os irmãos Lázaro, Marta e Maria... E é interessante que ele quer ser nosso amigo: “Não vos chamo servos... mas amigos” (Jo 15,15). Ele quer ser seu amigo, você topa? Seguir a Jesus é tudo isso e muito mais. É o caminho mais feliz e gostoso do mundo.

Jesus era uma pessoa simples. Seus exemplos eram sempre tirados da vida familiar e do trabalho: fermento, pastor, semeador, mulher que perde a moeda...

É interessante que Jesus não era atrelado aos tabus da sociedade. Não podia conversar com mulheres em público, ele conversava. Não podia tocar em leprosos, ele tocava.

Agora, Jesus era bastante severo com os grandes que oprimiam o povo, sem perdoar nem os sacerdotes daquele tempo. Vemos isso em todo o Evangelho. Ele se indignava especialmente quando via a exploração das pessoas mais simples e a trapaça. E era franco; o que ele tinha de dizer, falava na lata, sem medo de ninguém. Seguir a Jesus é ser assim. “Por que não és nem frio nem quente, estou para vomitar-te da minha boca”.

Ele foi um “sinal de contradição”, por isso sempre provocou atritos e criou situações desconfortantes para os opressores. Seguir a Jesus é isso.

Mais importante que tudo foi que Jesus ressuscitou. Tentaram acabar com ele, mas ele venceu. E o mesmo ele prometeu aos seus seguidores.

Certa vez, um casal de namorado estavam sentado num banco do jardim da cidade, à noite. A lua estava bonita. De repente uma nuvem cobriu a lua. Ele comentou: “Está vendo, Querida, o nosso amor é tão grande que até a lua se escondeu!” Aquelas palavras para a moça causaram o máximo de felicidade. Quase se derreteu de contentamento.

Logo eles se casaram, e o tempo foi passando. Um ano depois de casados, um dia lá estavam eles novamente naquela mesma praça, à noite, sentados no mesmo banco. E a lua estava novamente bonita. De repente, uma nuvem a cobriu. A esposa, que jamais se esquecera daquelas palavras, esperava um comentário dele, mas não veio. Então ela deu um toque, dizendo: “Bem, por que será que a lua se escondeu?” Ele, na hora: “O burra, você não está vendo que está armando chuva?”

O verdadeiro discípulo de Jesus cresce sempre no amor, sem jamais interromper os afetos do passado. “Nisto conhecerão todos que sois os meus discípulos: se vos amardes uns aos outros” (Jo 13,35).

É interessante lembrar que o corpo de Jesus foi Maria que lhe deu. Também, como qualquer criança, muito dos seus sentimentos ele aprendeu na família. Santa Maria e São José, rogai por nós.

Segue-me!

 

 

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO

 

Pergunto-me o que eu teria feito, tivesse eu estado no meio daquela multidão; teria falado algo por ele, em voz clara e alta?

Teria andado ao lado dele, descendo aquela suja estrada de pedra? Teria tentado firma-lo, quando tropeçou com sua carga?

Teria deixado-o apoiar-se em mim? Eu teria suportado seu peso? Poderia ter ajudado de algum jeito, facilitado seu grande penar?

Poderia ter dito palavras adequadas, confortado seu isolamento, compartilhado sua tristeza?

Pergunto-me se tivesse estado lá, teria acariciado seu rosto coberto de lágrimas, beijaria suas mãos ensangüentadas, e lavaria seus pés manchados de sangue?

Teria massageado seus ombros doloridos, teria passado loção em suas costas, tratado de suas feridas abertas e fornecido a água que lhe faltou?

Sei que eu não seria suficientemente bom para voluntariamente tomar o seu lugar, mas eu poderia ter lhe ajudado a suportar aquela cruz e secado o suor de seu querido rosto?

Teria passado meus braços ao redor de sua mãe e a abraçado contra meu peito? Poderia tê-la protegido da visão da atormentada morte de seu filho precioso?

Poderia ter ajudado a preparar seu corpo, e lavado-o com perfume? Pergunto-me se eu tivesse estado lá, teria esperado em seu túmulo?

Sem nenhuma dúvida naquela manhã de páscoa, eu teria gritado, "ELE ERGUEU-SE!" e sei que eu teria agradecido à meu Deus, pelo júbilo daquela ocasião.

A única coisa que eu poderia ter feito, suponho, se tivesse estado lá, seria declarar meu amor por Ele.

Mas... será que não estive?

 

Tradução de SergioBarros do texto de Virginia Ellis

 

 

 

 

 

UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...

 

E até que nos encontremos novamente,

que Deus lhe guarde serenamente

na palma de Suas mãos.

 

 

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