quarta-feira, 2 de junho de 2021

Quinta-feira 03/06/2021

 Quinta-feira, 03 de junho de 2021

 

“Lutar é viver. Se a luta aos fracos abate, aos fortes e aos bravos só pode exaltar.” (Gonçalves Dias)

 

 

 

EVANGELHO DE HOJE

Mc 14,12-16.22-26

 

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Marcos

— Glória a vós, Senhor!

                                                                             

 

No primeiro dia da Festa dos Pães sem Fermento, em que os judeus matavam carneirinhos para comemorarem a Páscoa, os discípulos perguntaram a Jesus:

- Onde é que o senhor quer que a gente prepare o jantar da Páscoa para o senhor?

Então Jesus enviou dois discípulos com a seguinte ordem: - Vão até a cidade. Lá irá se encontrar com vocês um homem que estará carregando um pote de água. Vão atrás desse homem e digam ao dono da casa em que ele entrar que o Mestre manda perguntar: "Onde fica a sala em que eu e os meus discípulos vamos comer o jantar da Páscoa?" Então ele mostrará a vocês no andar de cima uma sala grande, mobiliada e arrumada para o jantar. Preparem ali tudo para nós.

Enquanto estavam comendo, Jesus pegou o pão e deu graças a Deus. Depois partiu o pão e o deu aos discípulos, dizendo:

- Peguem; isto é o meu corpo.

Em seguida, pegou o cálice de vinho e agradeceu a Deus. Depois passou o cálice aos discípulos, e todos beberam do vinho. Então Jesus disse:

- Isto é o meu sangue, que é derramado em favor de muitos, o sangue que garante a aliança feita por Deus com o seu povo. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: nunca mais beberei deste vinho até o dia em que beber com vocês um vinho novo no Reino de Deus.

Então eles cantaram canções de louvor e foram para o monte das Oliveiras.

 

 

 

Palavra da Salvação

Glória a vós Senhor

 

 

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

Padre Antonio Queiroz

 

Isto é o meu corpo. Isto é o meu sangue.

Hoje é com muita alegria que celebramos a solenidade de Corpus Christi. O Evangelho narra como que foi a Última Ceia de Jesus com os discípulos, na qual ele instituiu a Eucaristia.

“Isto é o meu corpo... Isto é o meu sangue.” Participar da Eucaristia é unir-nos com Jesus numa grande união, de corpo e de espírito.

Para quem participa da Santa Missa e comunga, vale aquela comparação que está no Salmo primeiro: “É como uma árvore plantada à beira d’água, que dá fruto no devido tempo. Suas folhas nunca murcham” Agora, se um cristão ou cristã não participa da Missa nem recebe a Eucaristia, logo se tornará uma folha seca agitada pelo vento, uma ovelha sem pastor, um peixe fora d’água. A pessoa fica sub-nutrida na fé, fica fraca e cai na primeira tentação que aparecer. Afoga-se num copo d’água. É esse o tipo de católico que as seitas costumam pegar e acabar de desligar de uma vez da Igreja Católica, a Igreja que Jesus fundou.

“Porque há um só pão, nós todos somos um só corpo, pois todos participamos desse único pão” (1Cor 10,16-17). A Eucaristia nos une não só com Cristo mas também entre nós. E se alguém se afastar da Eucaristia, aos poucos vai se desligando também da Comunidade cristã. Antigamente o padre consagrava um pão só, que na hora da Comunhão era repartido. Hoje, por motivos práticos, o pão já vem em pedacinhos, que chamamos de Hóstias. Mas o sentido continua o mesmo, pois todos comungamos juntos, participando de uma mesa só.

A Eucaristia é também remédio de eternidade, ela é antídoto para não morrermos espiritualmente. Quem recebe a Eucaristia não morre, mas vive eternamente.

No Evangelho, Jesus fala: “Isto é o meu sangue, o sangue da aliança, que é derramado em favor de muitos”. E na Missa, logo após a consagração, nós dizemos: “Anunciamos Senhor a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde Senhor Jesus”. A Eucaristia está intimamente relacionada com a morte e ressurreição de Jesus.

“No primeiro dia dos Ázimos, quando se imolava o cordeiro pascal...” Assim começa o Evangelho de hoje. Esta celebração da páscoa judaica era a comemoração da libertação do Egito, passando (páscoa) pelo Mar Vermelho. A Eucaristia é a nossa páscoa, a celebração da nossa libertação da escravidão do pecado, passando para uma vida nova, como filhos queridos e Deus e membros da sua família.

Antes de instituir a Eucaristia, Jesus lavou os pés dos discípulos, para nos mostrar que a Eucaristia está ligada ao amor, amor humilde e prático, manifestado através do serviço.

Na Igreja primitiva, a celebração eucarística chamava-se “partir do pão”, para lembrar que devemos partilhar do nosso pão, como Jesus repartiu o seu corpo. O nome Missa, que damos à Eucaristia, nos lembra que ela nos envia em missão. Antigamente, as últimas palavras do padre na Missa era: “Ite, missa este”, que significam: ide, terminou a celebração e começa a vossa missão.

Ao contrário dos outros alimentos, que se transformam em nós, a Eucaristia nos transforma no alimento que comemos, alimento que é mais forte que nós, Jesus Cristo. Ela vai nos transformando em Cristo, até podermos dizer com S. Paulo: “Não sou mais eu que vivo, é Cristo que vive em mim”. Quem comunga vai aos poucos vivendo a mesma vida de Jesus: Os mesmos sonhos, o mesmo pensamento, o mesmo ideal e, no fim, a mesma morte. É uma simbiose total.

“Irmãos, toda carne é como erva, e toda a sua glória é como a flor da erva: secou a erva, cai a sua flor. Mas a Palavra do Senhor permanece para sempre” (1Pd 1,22-25a). A carne é o nosso corpo, e a glória são as honras, a fama etc. O nosso corpo é frágil, ele morre. E quando ele vai, vai junto a nossa glória, honras, fama etc. O melhor mesmo é nos alimentarmos de Jesus, porque assim jamais morreremos.

Certa vez, um homem estava andando no mato, na beira de um riacho, e viu algo brilhando dentro da água. Não ligou e foi-se embora. Mais tarde, veio outro homem. Viu, entrou na água, pegou o objeto e viu que era uma uma pedra. Ele pensou: deve ser coisa à toa, senão não estaria aqui. Jogou-a novamente dentro do riacho e foi-se embora. Mais tarde, veio um terceiro homem. Ao ver a pedra, pegou-a e levou a um amigo que entendia do assunto. O amigo lhe disse: “É uma pedra de diamante, de altíssimo valor. Você está súper rico com esta pedra”.

Esta pedra de diamante é a Eucaristia. Pena que muitas vezes não lhe damos o devido valor, de modo que ela é celebrada ao lado da nossa casa e não participamos. Que a valorizemos como fez o terceiro homem com a pedra de diamante.

A primeira procissão de Corpus Christi aconteceu quando Maria visitou sua prima Isabel. Ali, o ostensório foi o corpo imaculado de Maria. E quando José e Maria levaram Jesus ao templo, o profeta Simeão disse a Maria: “Este menino será um sinal de contradição... E a ti uma espada de dor vai atravessar a tua alma”. O corpo e o sangue de Jesus, que comungamos, foi Maria que lhe deu. E ela participou também do sacrifício, por nós.

Vamos, nesta festa de Corpus Christi, fazer alguns pedidos a Jesus, pela intercessão de sua Mãe: Que amemos mais a Eucaristia; que ele nos mande muitos sacerdotes, para que a Eucaristia possa ser celebrada em todos os lugares do mundo onde houver um grupo de cristãos. E que não falte na mesa de todas as pessoas do mundo o alimento, o pão material.

Isto é o meu corpo. Isto é o meu sangue.

 

 

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO

 

Como amar essas flores tão desiguais a nós?

Ah, não inferiores, menos belas ou menos interessantes, mas desiguais mesmo.

Essas que dizemos branco e nos respondem preto, dizemos direita e nos mostram a esquerda, se melindram por qualquer coisinha a um ponto que nos parece impossível achar um lugar, mesmo apertadinho, dentro do nosso coração.

Talvez seja possível olhando para nosso interior, tirando a máscara,  lavando o rosto e reconhecendo nossas próprias imperfeições, que tanto tememos encontrar nos outros.

O que nos assusta nos outros não é o fato de serem que são, mas de nos  mostrarem quem somos.

É o mesmo quando achamos todos os defeitos de educação nos filhos dos outros e fechamos os olhos dentro da nossa própria casa.

Ou quando achamos soluções e somos bons conselheiros para os outros, mas nossas gavetas continuam cheias de coisas das quais não conseguimos nos livrar.

A honestidade de cada um de nós deveria ser vista primeiro e antes de todas as coisas diante do nosso espelho, num dia bem claro, onde todas as marcas são visíveis, todos os detalhes, perceptíveis.

Se somos capazes de nos amar apesar de tudo, somos capazes de amar os outros apesar de tudo.

 

As pessoas são quem são, elas possuem belezas que nem sempre mostram, dores que nunca percebemos, segredos ou temores escondidos no mais profundo da alma e defeitos que podem ser vistos e compreendidos...exatamente como nós!!!

Nós, que buscamos compreensão, atenção, tolerância, perdões e o amor dos outros, somos, no fim das contas, flores imperfeitas como tantas outras.

Mas mesmo as flores imperfeitas merecem seu dia de sol na terra, porque são imperfeitas, mas são e serão eternamente flores.

 

Letícia Thompson

 

 

 

 

 

 

UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...

 

E até que nos encontremos novamente,

que Deus lhe guarde serenamente

na palma de Suas mãos.

 

 

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