Sábado, 05 de junho de 2021
“Definições de estupidez: Conhecer a
verdade, ouvir a verdade, ver a verdade, e ainda acreditar na mentira.”
EVANGELHO DE HOJE
Mc 12,38-44
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Marcos
— Glória a vós, Senhor!
Uma grande multidão escutava com prazer o que Jesus ensinava. Ele dizia
ao povo:
- Cuidado com os mestres da Lei! Eles gostam de andar para lá e para cá,
usando capas compridas, e gostam de ser cumprimentados com respeito nas praças;
preferem os lugares de honra nas sinagogas e os melhores lugares nos banquetes.
Exploram as viúvas e roubam os seus bens; e, para disfarçarem, fazem orações
compridas. Portanto, o castigo que eles vão sofrer será pior ainda!
Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Pe. Antônio Queiroz CSsR
Esta viúva pobre deu mais do que todos os outros.
O Evangelho de hoje tem duas partes. Na primeira, Jesus nos alerta sobre
o perigo da hipocrisia, que consiste em darmos uma aparência de bons e santos,
sendo que na verdade não somos. Esse pecado está em quase todos nós. Escondemos
os nossos defeitos e publicamos as nossas virtudes.
É conhecida a expressão “santo de pau oco”. Eram imagens ocas que os
portugueses enchiam de ouro do Brasil para levar clandestinamente para
Portugal. Imagine as cenas no navio: a pessoa com muita “devoção” ao santo, mas
na verdade o culto era ao ouro que estava lá dentro.
Hoje em dia, se visitarmos as cidades históricas de Minas Gerais, vamos
ver muitos santos e santas nas igrejas. Mas são imagens que enganam, porque o
escultor só faz a cabeça e os braços do santo. O resto, que fica escondido
debaixo da roupa, não existe. Se levantamos a roupa do santo, vemos apenas uma
haste de madeira, sustentando a cabeça e os braços. Todos nós somos um pouco
“santos de pau oco”. Mas de Deus ninguém esconde nada!
Na segunda parte do Evangelho, vemos a cena da viúva colocando no cofre
do Templo duas moedinhas que não valiam quase nada e Jesus elogiando o gesto
dela.
Jesus fala: “Esta viúva pobre deu mais do que todos os outros que
ofereceram esmolas. Todos deram do que tinham de sobra, enquanto ela, na sua
pobreza, ofereceu tudo aquilo que possuía para viver”.
Aquela viúva mostrou uma fé que não é qualquer um que tem: Dar para Deus
ou para o próximo aquilo que necessita para viver. Só faz isso quem tem muita
fé e confiança em Deus.
Ela nos lembra o gesto de Jesus, que não tinha onde reclinar a cabeça,
no entanto, passou a vida fazendo o bem e servindo a todos e todas. Até que, no
fim, deu-se a si mesmo. Quando celebramos a Eucaristia, comemos a carne e
bebemos o sangue de Jesus. Que este alimento, que comemos todos os domingos,
nos ajude a ser como a viúva, como Jesus, cada um de nós traduzindo o gesto
para o nosso jeito original.
Quem ama a Deus, confia nele, e não mede os sacrifícios que faz por ele.
Aliás, nem vê seus gestos como sacrifício. A viúva amava muito a Deus, por isso
confiava nele e sabia que não ia passar fome sem aquelas moedas.
As outras pessoas “deram do que tinham de sobra”. Sinal que colocavam a
própria segurança, não em Deus, mas no dinheiro. Por isso que os ricos são
ricos, e por isso que existe fome no mundo. As pessoas buscam avidamente
acumular bens. É uma avidez que só aumenta. Quanto mais tem mais quer.
Vemos que a mensagem que Jesus nos dá neste Evangelho vai muito além de
oferta em dinheiro. Isto foi apenas uma ocasião. Podemos nos perguntar: a viúva
foi imprudente? É certo alguém fazer isso que ela fez, dar a Deus tudo o que
possui para viver? É certo ajudarmos um necessitado, usando para isso um tempo
não livre, ou um bem do qual vamos precisar? A cena da viúva de Sarepta (1ª
Leitura) é uma resposta de Deus a essas perguntas.
Também parábola do bom samaritano (Lc 10,25-37) vai na mesma linha. O
samaritano não calculou nada, quando desceu do cavalo e socorreu o ferido que
viu na beira da estrada.
Todo gesto de amor verdadeiro inclui a doação da nossa vida; do
contrário é egoísmo disfarçado em amor. Até um simples dar uma moeda ao mendigo
que nos pede, só será amor verdadeiro se estiver embutida no gesto uma entrega
total nossa a Deus, presente naquele mendigo.
“Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por quem ama” (Jo
15,13). E Jesus, que falou essa frase, nos deixou o exemplo com a sua própria
vida.
“Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus, e tudo o mais vos será dado
por acréscimo.” Aí está o caminho da felicidade, da realização pessoal e do
sentido da vida que todos nós buscamos.
Aquela viúva certamente tinha alegria e descontração, ao passo que
aqueles outros estavam tensos e preocupados. É o que acontece quando seguimos e
quando não seguimos o plano de Deus.
Havia, certa vez, um camelô que armava sua barraca na velha praça, e
vendia bugigangas. Ele não fazia propaganda de seu negócio e até parecia que
não “regulava bem”. Algumas pessoas o pagavam com moedas falsas e outras,
simplesmente, não pagavam, garantindo que já o tinham feito. Ele aceitava suas
palavras. A todos acolhia com a mesma bondade e o mesmo sorriso.
Ao aproximar-se a hora da morte, ele pediu a Deus: “Ao longo da vida
aceitei muitas moedas falsas das pessoas, mas nem uma só eu as julguei em meu
coração. Simplesmente supus que não sabiam o que faziam. Por favor, ó Deus,
agora é a minha vez de ser julgado. Também sou moeda falsa e espero ser julgado
com misericórdia...”
No acerto final, ele ouviu do Juiz: “Como é possível julgar alguém que
nunca julgou os outros?” E no dia seguinte, ele brilhava como um diamante em
meio aos bem-aventurados. Agora é moeda verdadeira, cunhada pelo próprio Deus.
Pobreza e misericórdia precisam, necessariamente, andar juntas. Todos
somos pecadores e, por isso, logicamente, precisamos da misericórdia do Pai.
Ele é infinitamente misericordioso. Mais ainda, ele possibilita que nós mesmos
escolhamos a maneira de julgamento: “Com a mesma medida que julgardes, sereis
julgados”. Não é suficiente julgar com misericórdia, Jesus vai além: “Não
julgueis”.
Que não sejamos hipócritas, isto é, moedas falsas, apresentando-nos como
verdadeiras..
Maria Santíssima, quando foi ajudar a prima Isabel, que estava grávida,
ficou lá três meses. Se ela fosse calculista, certamente teria voltado antes
para casa, ou nem teria ido, já que ela também estava grávida, e do próprio
Messias. Se ela fosse calculista, também não estaria ao pé da cruz, junto do
Filho, devido ao perigo que isso representava para ela. Mãe do belo amor, rogai
por nós. Que dirijamos os nossos atos pelo amor, que nos leva, às vezes, ao
heroísmo.
Esta viúva pobre deu mais do que todos os outros.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Havia
mais terrenos baldios. E menos canais de televisão.
E
mais cachorros vadios. E menos carros na rua.
Havia
carroças na rua. E carroceiros fazendo o pregão dos legumes.
E
mascates batendo de porta em porta.
E
mendigos pedindo pão velho. Por que os mendigos não pedem mais pão velho?
A
Velha do Saco assustava as crianças. O saco era de estopa.
Não
havia sacos plásticos, levávamos sacolas de palha para o supermercado.
E
cascos vazios para trocar por garrafas cheias.
Refrigerante
era caro. Só tomávamos no fim de semana.
As
latas de cerveja eram de lata mesmo, não eram de alumínio.
Leite
vinha num saco. Ou então o leiteiro entregava em casa, em garrafas de vidro.
Cozinhava-se
com banha de porco. Toda dona-de-casa tinha uma lata de banha debaixo da pia.
O barbeador
era de metal, e a lâmina era trocada de vez em quando. Mas só a lâmina.
As
camas tinham suporte para mosquiteiro.
As
casas tinham quintais. Os quintais tinham sempre uma laranjeira, ou uma
pereira, ou um pessegueiro.
Comíamos
fruta no pé.
Minha
vó tinha fogão a lenha. E compotas caseiras abarrotando a despensa.
E
chimia de abóbora, e uvada, e pão de casa.
Meu
pai tinha um amigo que fumava palheiro.
Era
comum fumar palheiro na cidade; tinha-se mais tempo para picar fumo.
Fumo
vinha em rolo e cheirava bem.
O
café passava pelo coador de pano. As ruas cheiravam a café. Chaleira apitava.
O
que há com as chaleiras de hoje que não apitam?
As
lojas de discos vendiam long plays e fitas K7.
Supimpa
era ter um três-em-um: toca-disco, toca-fita e rádio AM (não havia FM).
Dizia-se
'supimpa', que significa 'bacana'. Pois é, dizia-se 'bacana', saca?
Os
telefones tinham disco. Discava-se para alguém. Depois, punha-se o aparelho no
gancho.
Telefone
tinha gancho. E fio.
Se o
seu filho estivesse no quarto dele e você no seu escritório, você dava um berro
pra chamar o guri, em vez de mandar um e-mail ou um recado pelo MSN.
Estou
falando de outro milênio, é verdade.
Mas
o século passado foi ontem! Isso tudo acontecia há apenas 20 ou 25 anos, não
mais do que o espaço de uma geração.
A
vida ficou muito melhor.
Tudo
era mais demorado, mais difícil, mais trabalhoso.
Então
por que engolimos o almoço? Então por que estamos sempre atrasados?
Então
por que ninguém mais bota cadeiras na calçada?
Alguém
pode me explicar onde foi parar o tempo que ganhamos?
Marcelo
Canellas
UM
ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que
nos encontremos novamente,
que Deus
lhe guarde serenamente
na palma
de Suas mãos.
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