Segunda-feira, 14 de junho de 2021
“A esperança não murcha, ela não cansa, também como ela não sucumbe a
crença. Vão-se sonhos nas asas da descrença, voltam sonhos nas asas da
esperança.” (Augusto dos Anjos)
EVANGELHO DE HOJE
Mt 5,38-42
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus
— Glória a vós, Senhor!
"Ouvistes que foi dito: 'Olho por olho e dente por dente!' Ora, eu
vos digo: não ofereçais resistência ao malvado! Pelo contrário, se alguém te
bater na face direita, oferece-lhe também a esquerda! Se alguém quiser abrir um
processo para tomar a tua túnica, dá-lhe também o manto! Se alguém te forçar a
acompanhá-lo por um quilômetro, caminha dois com ele! Dá a quem te pedir, e não
vires as costas a quem te pede emprestado.
Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade
Alexandre Soledade
Bom dia!
Desde criança meus avós me puseram no karatê para ajudar a controlar o
potencial destrutivo que todos temos. A sabedoria dos meus dois velhos me
propiciou grandes ensinamentos.
Como disse, a intenção não era que eu aprendesse a me defender ou a
bater em alguém, mas que tivesse controle sobre um dos lobos que temos dentro
de nós, Aprendi que lutando que não se faz nada motivado pela vingança ou pela
raiva. Ao tentar revidar um golpe tomado deixávamos a “guarda” sempre aberta
para apanhar e sofrer ainda mais.
Faixas vão se passando e você vai entendendo que um golpe levado deve
gerar um aprendizado e não a vontade de vingança. Onde se encaixa no evangelho
de hoje? “(…) Mas eu lhes digo: não se vinguem dos que fazem mal a vocês“.
Semana passada falávamos dos cabelos brancos que ganhamos por tentar
viver além dos nossos problemas os da responsabilidade dos que correm da
responsabilidade; falamos dos cabelos grisalhos que surgem da raiva, do
comodismo, da sobrecarga, da intolerância, da falsidade, (…), mas estranhamente
Jesus e os escritos contidos na bíblia nos convidam a não revidar com as mesmas
armas e sim com a sabedoria e a paciência.
Nas provações do dia-a-dia Deus nos pede CALMA!
“(…) humilha teu coração, espera com paciência, dá ouvidos e acolhe as
palavras de sabedoria; não te perturbes no tempo da infelicidade, sofre as
demoras de Deus; dedica-te a Deus, espera com paciência, a fim de que no
derradeiro momento tua vida se enriqueça. Aceita tudo o que te acontecer. Na
dor, permanece firme; na humilhação, tem paciência. Pois é pelo fogo que se
experimentam o ouro e a prata, e os homens agradáveis a Deus, pelo cadinho da
humilhação. Põe tua confiança em Deus e ele te salvará; orienta bem o teu
caminho e espera nele. Conserva o temor dele até na velhice. Vós, que temeis o
Senhor, esperai em sua misericórdia, não vos afasteis dele, para que não
caiais; vós, que temeis o Senhor, tende confiança nele, a fim de que não se
desvaneça vossa recompensa. Vós, que temeis o Senhor, esperai nele; sua
misericórdia vos será fonte de alegria. Vós, que temeis o Senhor, amai-o, e
vossos corações se encherão de luz”. (Eclesiástico 2, 2-10)
Olhar o ensinamento que surgiu no monte, por completo ou em partes é
maravilhoso, mas devemos admitir que humanamente é duro de se cumprir. Nossa
fraqueza pede pra avançar sobre o agressor, mas Jesus sugere que contornemos;
nossa fragilidade deseja revidar, mas a sabedoria nos convida a respirar e
contar até dez, vinte, trinta, quarenta…
A mensagem do monte difere em muito da filosofia de Auguste Comte – o
positivista. A mensagem de Jesus nos propõe não a passividade da subserviência
do escravo, do oprimido, do rendido, mas pensar alternativas que contornem e
continuem a caminhar. A política de Jesus nos pede que não “ENTREMOS NO JOGO”
dos que vivem esse mundo.
Irmãos e irmãs brigam por cargos, locais em destaque, poder, (…); mas
bem que poderiam deslocar esse potencial para coisas boas e construtivas. E nós
também! Ao invés da réplica, da noite mal dormida pensando na resposta que
daremos ao que nos magoou, Ele nos convida a continuar andando.
“(…) Deponde, pois, toda malícia, toda astúcia, fingimentos, invejas e
toda espécie de maledicência Como crianças recém-nascidas desejai com ardor o
leite espiritual que vos fará crescer para a salvação, se é que tendes
saboreado quão suave é o Senhor (Sl 33,9). Achegai-vos a ele, pedra viva que os
homens rejeitaram, mas escolhida e preciosa aos olhos de Deus; e quais outras
pedras vivas, vós também vos tornais os materiais deste edifício espiritual, um
sacerdócio santo, para oferecer vítimas espirituais, agradáveis a Deus, por
Jesus Cristo. Por isso lê-se na Escritura: Eis que ponho em Sião uma pedra
angular, escolhida, preciosa: quem nela puser sua confiança não será confundido
(Is 28,16)“. (I Pedro 2, 1-6)
Não paguemos o mal com o mal. Não nos deixemos confundir!
Um imenso abraço fraterno!
MOMENTO DE REFLEXÃO
Eu
poderia suportar todos os males que a vida me impusesse, menos uma coisa: a
cegueira. Isso jamais eu poderia aguentar.
Estas
foram palavras do famoso novelista e dramaturgo americano, Booth Tarkington,
vencedor do premio Pulitzer.
Cada
um de nós poderia então questionar: dos males, das provas da vida, qual seria
aquela ou aquelas que não suportaríamos?
Todos
temos limites e medos o certo. Então, até quando, ou, até o que podemos, cada
um de nós, suportar?
O Sr
Tarkington viveu uma experiência muito especial neste sentido.
Um
dia, quando já estava com seus sessenta e poucos anos, olhou o tapete que
cobria o assoalho.
As
cores estavam confusas, opacas. Não podia distinguir o desenho.
Foi
a um especialista. Soube então da trágica verdade: estava perdendo a vista. Um
olho já estava quase inutilizado; o outro seguia o mesmo caminho.
Acontecera-lhe
o que ele mais temia.
E
como foi que Tarkington reagiu diante do pior dos desastres? Será que pensou:
Aí está! Eis o fim de minha vida...
Não,
absolutamente. Para sua própria surpresa, sentiu-se quase alegre. Lançou mão
até mesmo do seu senso de humor.
Pequenas
manchas flutuantes perturbavam-lhe a visão, passavam-lhe pelos olhos e impediam-no
de ver.
Contudo,
quando a maior delas passava pelos olhos, costumava dizer:Olá! Lá está o vovô
de novo! Para onde será que vai nesta bela manhã?
De
que modo poderia o destino dominar tal Espírito? A resposta é: não poderia de
maneira nenhuma.
Quando
a cegueira total o envolveu, ele comentou: Verifiquei que podia suportar a
perda de meus olhos exatamente como o homem pode suportar qualquer outra coisa.
Se
perdesse todos os meus cinco sentidos, sei que poderia viver dentro da minha
mente, pois é através do cérebro que vemos, e é nele que também vivemos, quer
saibamos disso ou não.
Na
esperança de recuperar a vista, submeteu-se, nos anos seguintes, a mais de doze
operações, delicadas, incômodas.
Revoltou-se,
por acaso, contra isso? Não. Sabia que isso precisava ser feito. Compreendia
que não lhe era possível escapar de tal contingência. Aceitava tudo com extrema
dignidade.
Recusou
o quarto particular que lhe reservaram no hospital e foi para uma enfermaria
comum, onde pudesse estar em companhia de outras pessoas que também sofriam
reveses.
Quando
teve que se submeter às repetidas operações, procurava se lembrar do quanto era
afortunado: é maravilhoso! é maravilhoso ver-se como a ciência pode agora
realizar operações numa coisa tão delicada quanto os olhos humanos!
Muitos
outros, passando por tudo que ele passou, teriam se transformado em trapos
humanos e desistido de tudo, porém, Tarkington mostrou que é possível, que é
sempre possível suportar o inevitável.
Suportar
o inevitável significa ter resignação, esta aceitação do coração ao que a vida
nos impôe pelas leis naturais do Universo.
Sabendo
que Deus é soberanamente justo e bom, e que Suas Leis são perfeitas, não há o
que temer.
Os
fardos que carregamos sempre são proporcionais ``a nossa capacidade de
suportá-los.
Os
fardos sempre nos fazem mais fortes, mais esclarecidos e maduros, quando
suportados com resignação e coragem.
UM
ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que
nos encontremos novamente,
que Deus
lhe guarde serenamente
na palma
de Suas mãos.
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