domingo, 13 de junho de 2021

Segunda-feira 14/06/2021

 Segunda-feira, 14 de junho de 2021

 

“A esperança não murcha, ela não cansa, também como ela não sucumbe a crença. Vão-se sonhos nas asas da descrença, voltam sonhos nas asas da esperança.” (Augusto dos Anjos)

 

 

 

EVANGELHO DE HOJE

Mt 5,38-42

 

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus

— Glória a vós, Senhor!

                                                                             

 

"Ouvistes que foi dito: 'Olho por olho e dente por dente!' Ora, eu vos digo: não ofereçais resistência ao malvado! Pelo contrário, se alguém te bater na face direita, oferece-lhe também a esquerda! Se alguém quiser abrir um processo para tomar a tua túnica, dá-lhe também o manto! Se alguém te forçar a acompanhá-lo por um quilômetro, caminha dois com ele! Dá a quem te pedir, e não vires as costas a quem te pede emprestado.

 

 

 

Palavra da Salvação

Glória a vós Senhor

 

 

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

Alexandre Soledade

 

Alexandre Soledade

 

Bom dia!

Desde criança meus avós me puseram no karatê para ajudar a controlar o potencial destrutivo que todos temos. A sabedoria dos meus dois velhos me propiciou grandes ensinamentos.

Como disse, a intenção não era que eu aprendesse a me defender ou a bater em alguém, mas que tivesse controle sobre um dos lobos que temos dentro de nós, Aprendi que lutando que não se faz nada motivado pela vingança ou pela raiva. Ao tentar revidar um golpe tomado deixávamos a “guarda” sempre aberta para apanhar e sofrer ainda mais.

 

Faixas vão se passando e você vai entendendo que um golpe levado deve gerar um aprendizado e não a vontade de vingança. Onde se encaixa no evangelho de hoje? “(…) Mas eu lhes digo: não se vinguem dos que fazem mal a vocês“.

Semana passada falávamos dos cabelos brancos que ganhamos por tentar viver além dos nossos problemas os da responsabilidade dos que correm da responsabilidade; falamos dos cabelos grisalhos que surgem da raiva, do comodismo, da sobrecarga, da intolerância, da falsidade, (…), mas estranhamente Jesus e os escritos contidos na bíblia nos convidam a não revidar com as mesmas armas e sim com a sabedoria e a paciência.

Nas provações do dia-a-dia Deus nos pede CALMA!

“(…) humilha teu coração, espera com paciência, dá ouvidos e acolhe as palavras de sabedoria; não te perturbes no tempo da infelicidade, sofre as demoras de Deus; dedica-te a Deus, espera com paciência, a fim de que no derradeiro momento tua vida se enriqueça. Aceita tudo o que te acontecer. Na dor, permanece firme; na humilhação, tem paciência. Pois é pelo fogo que se experimentam o ouro e a prata, e os homens agradáveis a Deus, pelo cadinho da humilhação. Põe tua confiança em Deus e ele te salvará; orienta bem o teu caminho e espera nele. Conserva o temor dele até na velhice. Vós, que temeis o Senhor, esperai em sua misericórdia, não vos afasteis dele, para que não caiais; vós, que temeis o Senhor, tende confiança nele, a fim de que não se desvaneça vossa recompensa. Vós, que temeis o Senhor, esperai nele; sua misericórdia vos será fonte de alegria. Vós, que temeis o Senhor, amai-o, e vossos corações se encherão de luz”. (Eclesiástico 2, 2-10)

Olhar o ensinamento que surgiu no monte, por completo ou em partes é maravilhoso, mas devemos admitir que humanamente é duro de se cumprir. Nossa fraqueza pede pra avançar sobre o agressor, mas Jesus sugere que contornemos; nossa fragilidade deseja revidar, mas a sabedoria nos convida a respirar e contar até dez, vinte, trinta, quarenta…

A mensagem do monte difere em muito da filosofia de Auguste Comte – o positivista. A mensagem de Jesus nos propõe não a passividade da subserviência do escravo, do oprimido, do rendido, mas pensar alternativas que contornem e continuem a caminhar. A política de Jesus nos pede que não “ENTREMOS NO JOGO” dos que vivem esse mundo.

 

Irmãos e irmãs brigam por cargos, locais em destaque, poder, (…); mas bem que poderiam deslocar esse potencial para coisas boas e construtivas. E nós também! Ao invés da réplica, da noite mal dormida pensando na resposta que daremos ao que nos magoou, Ele nos convida a continuar andando.

“(…) Deponde, pois, toda malícia, toda astúcia, fingimentos, invejas e toda espécie de maledicência Como crianças recém-nascidas desejai com ardor o leite espiritual que vos fará crescer para a salvação, se é que tendes saboreado quão suave é o Senhor (Sl 33,9). Achegai-vos a ele, pedra viva que os homens rejeitaram, mas escolhida e preciosa aos olhos de Deus; e quais outras pedras vivas, vós também vos tornais os materiais deste edifício espiritual, um sacerdócio santo, para oferecer vítimas espirituais, agradáveis a Deus, por Jesus Cristo. Por isso lê-se na Escritura: Eis que ponho em Sião uma pedra angular, escolhida, preciosa: quem nela puser sua confiança não será confundido (Is 28,16)“. (I Pedro 2, 1-6)

Não paguemos o mal com o mal. Não nos deixemos confundir!

Um imenso abraço fraterno!

 

 

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO

 

Eu poderia suportar todos os males que a vida me impusesse, menos uma coisa: a cegueira. Isso jamais eu poderia aguentar.

Estas foram palavras do famoso novelista e dramaturgo americano, Booth Tarkington, vencedor do premio Pulitzer.

Cada um de nós poderia então questionar: dos males, das provas da vida, qual seria aquela ou aquelas que não suportaríamos?

Todos temos limites e medos o certo. Então, até quando, ou, até o que podemos, cada um de nós, suportar?

O Sr Tarkington viveu uma experiência muito especial neste sentido.

Um dia, quando já estava com seus sessenta e poucos anos, olhou o tapete que cobria o assoalho.

As cores estavam confusas, opacas. Não podia distinguir o desenho.

Foi a um especialista. Soube então da trágica verdade: estava perdendo a vista. Um olho já estava quase inutilizado; o outro seguia o mesmo caminho.

Acontecera-lhe o que ele mais temia.

E como foi que Tarkington reagiu diante do pior dos desastres? Será que pensou: Aí está! Eis o fim de minha vida...

Não, absolutamente. Para sua própria surpresa, sentiu-se quase alegre. Lançou mão até mesmo do seu senso de humor.

Pequenas manchas flutuantes perturbavam-lhe a visão, passavam-lhe pelos olhos e impediam-no de ver.

Contudo, quando a maior delas passava pelos olhos, costumava dizer:Olá! Lá está o vovô de novo! Para onde será que vai nesta bela manhã?

De que modo poderia o destino dominar tal Espírito? A resposta é: não poderia de maneira nenhuma.

Quando a cegueira total o envolveu, ele comentou: Verifiquei que podia suportar a perda de meus olhos exatamente como o homem pode suportar qualquer outra coisa.

Se perdesse todos os meus cinco sentidos, sei que poderia viver dentro da minha mente, pois é através do cérebro que vemos, e é nele que também vivemos, quer saibamos disso ou não.

Na esperança de recuperar a vista, submeteu-se, nos anos seguintes, a mais de doze operações, delicadas, incômodas.

Revoltou-se, por acaso, contra isso? Não. Sabia que isso precisava ser feito. Compreendia que não lhe era possível escapar de tal contingência. Aceitava tudo com extrema dignidade.

Recusou o quarto particular que lhe reservaram no hospital e foi para uma enfermaria comum, onde pudesse estar em companhia de outras pessoas que também sofriam reveses.

Quando teve que se submeter às repetidas operações, procurava se lembrar do quanto era afortunado: é maravilhoso! é maravilhoso ver-se como a ciência pode agora realizar operações numa coisa tão delicada quanto os olhos humanos!

Muitos outros, passando por tudo que ele passou, teriam se transformado em trapos humanos e desistido de tudo, porém, Tarkington mostrou que é possível, que é sempre possível suportar o inevitável.

Suportar o inevitável significa ter resignação, esta aceitação do coração ao que a vida nos impôe pelas leis naturais do Universo.

Sabendo que Deus é soberanamente justo e bom, e que Suas Leis são perfeitas, não há o que temer.

Os fardos que carregamos sempre são proporcionais ``a nossa capacidade de suportá-los.

 

Os fardos sempre nos fazem mais fortes, mais esclarecidos e maduros, quando suportados com resignação e coragem.

 

 

 

 

 

UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...

 

E até que nos encontremos novamente,

que Deus lhe guarde serenamente

na palma de Suas mãos.

 

 

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