domingo, 2 de janeiro de 2022

Domingo 02/01/2022

 Domingo, 02 de janeiro de 2022

 

Existem mais tolos do que espertos no mundo, caso contrário os espertos não teriam o suficiente para viver. (Samuel Butler)­

 

 

 

EVANGELHO DE HOJE

Mt 2,1-12

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus

— Glória a vós, Senhor!

                                                                             

 

Depois que Jesus nasceu em Belém da Judéia, nos dias do rei Herodes, magos vindos do Oriente chegaram a Jerusalém

 

e perguntaram: "Onde está o recém-nascido rei dos judeus? Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo".

 

Quando o rei Herodes ouviu isso, ficou perturbado, e com ele toda a Jerusalém.

 

Tendo reunido todos os chefes dos sacerdotes do povo e os mestres da lei, perguntou-lhes onde deveria nascer o Cristo.

 

E eles responderam: "Em Belém da Judéia; pois assim escreveu o profeta:

 

‘Mas tu, Belém, da terra de Judá, de forma alguma és a menor entre as principais cidades de Judá; pois de ti virá o líder que, como pastor, conduzirá Israel, o meu povo’ ".

 

Então Herodes chamou os magos secretamente e informou-se com eles a respeito do tempo exato em que a estrela tinha aparecido.

 

Enviou-os a Belém e disse: "Vão informar-se com exatidão sobre o menino. Logo que o encontrarem, avisem-me, para que eu também vá adorá-lo".

 

Depois de ouvirem o rei, eles seguiram o seu caminho, e a estrela que tinham visto no Oriente foi adiante deles, até que finalmente parou sobre o lugar onde estava o menino.

 

Quando tornaram a ver a estrela, encheram-se de júbilo.

 

Ao entrarem na casa, viram o menino com Maria, sua mãe, e, prostrando-se, o adoraram. Então abriram os seus tesouros e lhe deram presentes: ouro, incenso e mirra.

 

E, tendo sido advertidos em sonho para não voltarem a Herodes, retornaram a sua terra por outro caminho.

 

 

 

Palavra da Salvação

Glória a vós Senhor

 

 

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

Pe. Antonio Queiroz

 

Viemos do Oriente adorar o Rei.

 

Hoje celebramos com alegria a solenidade da Epifania do Senhor, palavra que significa manifestação. Os magos tinham cores diferentes, representando todos os povos. Um era branco, outro negro e o terceiro pardo. Aquela criança que nasceu tão humilde numa gruta, é o rei não só de Israel, mas de todas as nações.

 

Os presentes oferecidos à criança são uma retribuição pelo grande presente que a humanidade recebeu: a redenção. Eles têm também sentido simbólico, indicando as características daquela criança:

 

1) O ouro é o rei dos metais; Jesus é o rei dos reis. Oferecer ouro a Jesus é reconhecê-lo como o Senhor da nossa vida. Somos de Deus. “Eu te chamo pelo nome, tu és meu”(Is 43,1).

 

2) O incenso é usado para o culto a Deus; Jesus é Deus. Oferecer-lhe incenso é reconhecer a sua divindade. Os magos voltaram felizes, porque têm agora onde adorar. “Onde está o teu tesouro aí está o teu coração” (Mt 6,21).

 

3) A mirra é uma resina que tem duas propriedades: perfumar e evitar o apodrecimento. Por isso untavam os defuntos com essa resina. Indica que Jesus vai terminar sua vida terrena sendo assassinado, mas este não será o seu fim. Nenhum sofrimento é o fim. Unido com Jesus, todo sofrimento torna-se um trampolim. Nós também queremos dar presentes a Jesus.

 

“Retornaram para a sua terra, seguindo outro caminho.” Deus protege seus filhos e filhas, e lhes indica outro caminho, se necessário. “Não perdereis um só fio de cabelo.”

 

“Ao saber disso, o rei Herodes ficou perturbado.” Jesus veio transformar; quem está preso ao mal e não quer ser transformado, persegue Jesus ou seus discípulos. A Comunidade cristã é a continuação de Jesus na terra. Ela tem a mesma missão e também a mesma sorte dele; uns a acolhem, outros perseguem. “Vede, eu vos envio como ovelhas para o meio de lobos. Sede, portanto, prudentes como as serpentes e simples como as pombas” (Mt 10,16).

 

O nosso testemunho produz dois efeitos contrários, como aconteceu com a notícia do nascimento de Jesus: uns se alegram e outros se inquietam. A presença do Reino de Deus alegra os que amam a verdade e suscita ódio aos que vivem na mentira. “Teus filhos vem de longe...” (Is 60,1-6). O Reino de Deus representa uma ameaça aos que se opõem a ele. Desses a estrela se esconde.

 

A viagem da vida tem uma estrela que nos guia. E nós também somos chamados a ser estrelas, indicando às pessoas onde está Cristo. “Vós sois a luz do mundo”. Nós agradecemos a Deus todas as pessoas que ele mandou para nos indicar o caminho dele e da santa Igreja: nossos pais, nossa catequista, o pároco, a avó... E queremos ir em frente, fazendo o mesmo.

 

Certa vez, um pai e seu filho de onze anos foram pescar em um lago. A temporada de pesca só começaria no dia seguinte, mas pai e filho saíram no fim da tarde para pegar apenas peixes cuja captura estava liberada.

 

Veio a noite e, de repente, a vara do garoto se envergou, indicando que havia algo enorme no anzol. O pai olhava com admiração, enquanto o filho, habilmente, erguia o peixe da água. Era o maior peixe que ele já tinha visto. Sua pesca, porém, só era permitida na temporada. O pai e o filho olhavam para o peixe bonito, sua guelras para trás e para frente.

 

O pai então acendeu um fósforo e olhou para o relógio: pouco mais de vinte e duas horas. Ainda faltavam quase duas horas para a abertura da temporada. Disse ao menino: “Você tem de devolvê-lo, filho! Vai aparecer outro”. “Mas não tão grande quanto este”, disse a criança, choramingando.

 

O garoto olhou à volta do lago, não havia outros pescadores ou embarcações à vista. Voltou novamente a olhar para o pai. Mesmo sem ninguém por perto, pelo tom de voz do pai, ele sabia que a decisão era inegociável. Devagarinho, tirou o anzol da boca do peixe e o devolveu à água. O peixe movimentou-se rapidamente e desapareceu.

 

Isso aconteceu há trinta e quatro anos. Hoje o garoto é um arquiteto bem sucedido. Ele leva seus filhos para pescar no mesmo local. Sua intuição estava correta: nunca mais conseguiu pegar um peixe tão maravilhoso como o daquele dia.. Entretanto, sempre vê o mesmo peixe, sempre que depara com uma questão ética. Porque, como o pai lhe ensinou, a ética é simplesmente uma questão de certo ou errado. Agir corretamente quando se está sendo observado é uma coisa. A ética, porém, está em agir corretamente quando ninguém está nos observando

 

Essa conduta correta só é possível quando, desde criança, aprendeu-se a devolver o peixe à água. A ética é como uma moeda de ouro: tem valor em toda parte.

 

Epifania é manifestação de Cristo. A sociedade precisa conhecer a verdadeira face de Cristo: caminho, verdade, vida.

 

“Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe.” Naturalmente, Maria mostrou o Menino Jesus a eles. E mostrou sorrindo, como fazem todas as mães, ao mostrar seu bebê para uma visita. Este foi o momento exato da Epifania, o momento em que o Filho de Deus é apresentado ao mundo, representado naqueles magos. E Maria foi o instrumento usado por Deus para realizar esta primeira Epifania. Ela não só gerou Jesus, mas o mostrou e manifestou ao mundo.

 

Várias vezes Maria Santíssima mostrou: na apresentação no Templo, nas Bodas de Cana, e o mostrou em muitos outros momentos, evidentemente.

 

Aí está uma virtude de Maria, que podemos imitar: apresentar Jesus, pois ele é o grande amigo que as pessoas poderiam ter, se déssemos uma mãozinha.

 

O mundo atual padece de uma doença terrível: a noite do espírito, ou a ausência de Deus. Maria fez, e continua fazendo, a parte dela. E nós?... Não é Deus que se ausenta, mas as pessoas que se ausentam dele. Imagine um satélite girando no espaço, e que perde o contato com o centro espacial. Ele fica girando sem rumo, até cair, ou se desintegrar no espaço. É o que acontece com quem anda desconectado de Deus. Muitos são Epifania de Cristo pela própria vida.

 

Viemos do Oriente adorar o Rei.

 

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO

 

Por mais divergentes que sejam as crenças religiosas, celebrações e códigos de conduta pelo globo, o fim de um ano -independentemente da cultura que o demarca e de quando o faz- me parece ter um denominador comum pra todos nós. Ou características que, juntas, formam esse denominador. 1) A pieguice. 2) A necessidade de estar com aqueles de quem gostamos. Ah: 3) Hordas severamente alcoolizadas, confundindo tudo com Carnaval. (Se eu não estivesse no clima para emoções fortes em interação com os leitores, eu bem poderia ter deixado de fora o item 3), o detalhe universal da bebice; porque pieguice, sozinha, já me garantiria a cota suficiente de incompreensão natalina via e-mail e cartas de leitores que julgam esse tipo de comentário desrespeitoso e merecedor de pena. Ou ira.)

O essencial aqui, cinismo à parte, é: pode não ser a sua família. Algumas vezes não é. Pode não ser o grupo com quem passou o resto do ano brindando vitórias e encharcando derrotas madrugada adentro. Muitas vezes, certamente não é. Então, quem?

(...)

 

Melhor passar esta época do ano junto de quem a gente gosta. Fato, anotem aí. Mas passem bem a caneta-marcador em cima desta: mais importante ainda é estar junto de quem gosta da gente. (Exceções: assassinos seriais, amigos imaginários, chefes do tráfico, policiais/políticos corruptos.) Quem gosta da gente aparece quando estamos no hospital, na cama, na m..... Essa é a gente com quem você quer estar nesta época do ano e em todas as outras, essa é sua família, esses são seus amigos. O resto é enfeite de Natal.

 

Escrito por Cecilia Giannetti para Folha de São Paulo

 

 

 

 

 

 

UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...

 

E até que nos encontremos novamente,

que Deus lhe guarde serenamente

na palma de Suas mãos.

 

 

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