Segunda-feira, 24 de janeiro de 2022
“Quase sempre a maior ou a menor felicidade depende do
grau de decisão de ser feliz (Abraham
Lincoln)
EVANGELHO DE HOJE
Mc 3,22-30
— O Senhor
esteja convosco.
— Ele está
no meio de nós.
—
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Marcos
— Glória a
vós, Senhor!
Alguns
mestres da Lei, que tinham vindo de Jerusalém, diziam:
- Ele está
dominado por Belzebu, o chefe dos demônios. É Belzebu que dá poder a este homem
para expulsar demônios.
Então Jesus
chamou todos e começou a ensiná-los por meio de parábolas. Ele dizia:
- Como é
que Satanás pode expulsar a si mesmo? O país que se divide em grupos que lutam
entre si certamente será destruído. Se uma família se divide, e as pessoas que
fazem parte dela começam a lutar entre si, ela será destruída. Se o reino de
Satanás se dividir em grupos, e esses grupos lutarem entre si, o reino não
continuará a existir, mas será destruído.
- Ninguém
pode entrar na casa de um homem forte e roubar os seus bens, sem primeiro
amarrá-lo. Somente assim essa pessoa poderá levar o que ele tem em casa.
- Eu afirmo
a vocês que isto é verdade: os pecados que as pessoas cometem ou as blasfêmias
contra Deus poderão ser perdoados. Mas as blasfêmias contra o Espírito Santo
nunca serão perdoadas porque a culpa desse pecado dura para sempre.
Jesus falou
assim porque diziam que ele estava dominado por um espírito mau.
Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Pe. Antonio Queiroz
É o noivo que recebe a noiva. O amigo do noivo enche-se de
alegria.
Este último dia do tempo litúrgico do Natal trás o último
testemunho de João Batista a respeito de Jesus, antes de ser encarcerado por
Herodes. Estamos no comecinho da vida pública de Jesus, tempo em que João
Batista já era muito conhecido e querido do povo do que Jesus.
A missão do precursor era dar testemunho da Luz, que é
Jesus. Mas ele não era a Luz (Cf Jo 1). Isto João Batista fez em toda a sua
vida. Aqui, ele rebate logo a possível inveja entre seus discípulos e o
crescimento da popularidade de Jesus.
Usando uma bela comparação, João define Jesus como o noivo
que se casa com a humanidade, e ele é o amigo do noivo, que ajudou a preparar o
casamento, e agora se alegra ao vê-lo realizado.
Como se não bastasse a belíssima comparação, João ainda
fala: “Esta é a minha alegria, e ela é completa. É necessário que ele cresça e
eu diminua”. Que modelo de profeta! Enquanto Cristo cresce no meio do povo, o
profeta vai diminuindo, mas super feliz. A Liturgia expressou bem estas
palavras de João Batista, colocando o seu nascimento no dia em que a terra está
mais distante do sol – 24 de junho – e o nascimento de Jesus no dia em que a
terra está mais próxima: 25 de dezembro.
Frequentemente a Bíblia compara a Nova Aliança de Deus com
a humanidade com um casamento. O Senhor foi traído pelos homens, quebrando o
amor comprometido que tinham com ele. Mas ele busca a reconciliação da esposa
infiel, que si prostituiu buscando outros “deuses”. “Eu te desposarei em
matrimônio perpétuo” (Os 2,21).
Jesus usa esta mesma imagem várias vezes. Na parábola do
banquete, Jesus é o filho do rei, o noivo da festa de casamento (Mt 22,1ss). Ao
explicar por que os seus discípulos não jejuavam, Jesus fala: “Acaso os
convidados do casamento podem jejuar enquanto o noivo está com eles?” (Mc
2,19).
Nós cristãos, quando exercemos a nossa missão profética,
somos esse amigo do noivo, que prepara o casamento do povo com Deus. Quando o
casamento acontece, nós ficamos de lado, mas muito felizes por ver as pessoas
unidas com Deus. Nós nem queremos que as pessoas fiquem agarradas a nós. “É
necessário que ele cresça e eu diminua”.
Quantos “casamentos” acontecem, preparados e articulados
pelos amigos de Cristo! Os cristãos líderes não querem o povo em torno deles,
mas unidos a Cristo através da sua Igreja. Que aprendamos de João Batista a ser
bons líderes cristãos!
O capítulo seguinte (Jo 4) trás um caso parecido. A
samaritana encontra-se com Jesus no Poço de Jacó, fica entusiasmada por ele, vai
até a cidade e conta para o povo que lá no Poço está um homem maravilhoso que,
na opinião dela, é o Messias. Os habitantes da cidade vão até o Poço e
confirmam o que ela disse. Convidam Jesus para ficar na cidade e passar a
noite. Jesus aceita. No outro dia, eles falam para a samaritana: “Já não é por
causa daquilo que contaste que cremos nele, pois nós mesmos ouvimos e sabemos
que este é verdadeiramente o Salvados do mundo” (Jo 4,42). Isto significa que
eles deixam a samaritana de lado e se reúnem diretamente em torno de Jesus.
Havia, certa vez, uma linda jovem índia chamada Zulu.
Naquela aldeia, todas as moças usavam colares. Mas o colar da Zulu era
diferente, muito mais bonito que os colares das outras meninas. Por isso, as
outras tinham ciúme dela.
Um dia, quando Zulu passeava na beiro do rio, encontrou-se
com o grupo de moças, e estas lhe disseram que haviam jogado os seus colares no
rio, como oferta a Deus. E pediram que ela também fizesse o mesmo. Ela atendeu,
e jogou o seu colar no rio. Então as outras começaram a rir, tirando seus
colares dos bolsos, e foram embora contentes.
A jovem caminhava triste pela margem do rio, quando ouviu
uma voz dentro de si mesma que lhe dizia: “Atira-te à água!” No mesmo instante,
ela se jogou no rio. No fundo do rio, encontrou uma gruta, dentro da qual havia
uma velhinha cheia de feridas de aspecto repugnante.
“Beije minhas feridas”, disse a velha. Zulu hesitou um
pouco, mas acabou beijando as feridas da velhinha, que logo ficou completamente
curada. A mulher disse: “Em retribuição à minha cura, farei com que você se
torne invisível às feras”.
Na mesma hora, a jovem escutou a voz de um dragão que
gritava: “Quero carne! Quero carne!” Passou ao lado de Zulu e, como não a viu,
foi-se embora. Então a mulher deu à jovem um novo colar, muito mais bonito que
aquele que ela havia jogado no rio.
Zulu voltou à aldeia. Quando as outras moças a viram,
ficaram surpresas e lhe perguntaram onde havia encontrado aquele colar tão
bonito. Ela contou que foi uma velhinha que vivia numa gruta no fundo do rio,
que lhe dera. As jovens foram correndo ao rio e mergulharam. Encontraram a
gruta e dentro dela a velhinha cheia de feridas, que lhes disse: “Beijem minhas
feridas!” As moças sentiram repulsa e se recusaram a satisfazer o desejo da
velhinha.
Nesse momento, ouviram a voz de um dragão, gritando:
“Quero carne! Quero carne!” E como o dragão podia enxergá-las, devorou-as.
Foi a humildade de Zulu, beijando as feridas da velhinha,
que salvou a sua vida. Como profetas de Cristo, queremos ser humildes e nunca
nos promover a nós mesmos.
Maria Santíssima, através do seu hino Magníficat,
mostrou-se uma humilde profetiza. Que ela e João Batista nos ajudem a cumprir
bem a nossa missão profética.
É o noivo que recebe a noiva. O amigo do noivo enche-se de
alegria.
MOMENTO DE REFLEXÃO
O aço de melhor qualidade é aquele que é submetido a tratamentos
extremos de intenso calor e frio.
Os operários de uma cutelaria aquecem as lâminas das facas para em
seguida forjá-las.
Depois as aquecem novamente e as colocam dentro de um recipiente com
água gelada. O objetivo disso é dar-lhes
a forma e a têmpera adequadas.
Nessas fábricas, é normal haver uma pilha de lâminas rejeitadas.
Elas estão ali porque não suportaram o processo da forja. Algumas
delas revelaram pequenos defeitos ao serem amoladas.
Outras não agüentaram o tratamento dado ao aço. Nossa alma também é aquecida na fornalha da
aflição, colocada na água gelada das tribulações e nas pedras de amolar das
adversidades e dos transtornos.
Algumas pessoas terminam esse tratamento preparadas para um serviço
mais elevado.
Outras se mostram inadequadas.
Só servem para as tarefas mais inferiores.
Você deseja estar entre as forças que trabalham para um mundo melhor?
Não fique quieto quando o DEUS estiver forjando sua vida. "Chega
disso!" diz a faca para o cuteleiro. "Você já me levou ao fogo muitas
vezes! Quer acabar com minha vida?" E outra vez o artesão a leva ao fogo
até deixá-la embranquecida pelo calor. "Pare de me martelar!" insiste
ela. “Já me martelou o suficiente!".
Todavia ele continua a forjá-la.
"Não me ponha nessa água gelada, não!” Uma hora você me põe na fornalha;
e em seguida, na água gelada.
Isso mata qualquer um!".
Entretanto o processo continua. "Não me ponha nessa pedra de
amolar, não! Vai me arranhar tanto que acabará me matando!". E o cuteleiro
a submete à pedra até se dar por satisfeito. Olhemos para essa lâmina agora.
Podemos dobrá-la quase que totalmente, mas ela sempre volta à posição normal.
Seu polimento é tal que parece de prata! Está dura como um diamante e corta
como uma espada fina! Ela foi forjada, temperada e polida. Agora tem um alto valor!
Aquietemo-nos quando formos submetidos ao fogo da fornalha. Deixemos que o
Espírito Santo nos molde e nos dê polimento.
“Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio
daquele que nos amou”.
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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