Sábado, 29 de janeiro de 2022
“Aquilo que prende a atenção determina a ação.” (William
James)
EVANGELHO DE HOJE
Mc 4,26-34
— O Senhor
esteja convosco.
— Ele está
no meio de nós.
—
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Marcos
— Glória a
vós, Senhor!
Naquele
tempo, 26Jesus disse à multidão: “O Reino de Deus é como quando alguém espalha
a semente na terra. 27Ele vai dormir e acorda, noite e dia, e a semente vai
germinando e crescendo, mas ele não sabe como isso acontece.
28A terra,
por si mesma, produz o fruto: primeiro aparecem as folhas, depois vem a espiga
e, por fim, os grãos que enchem a espiga. 29Quando as espigas estão maduras, o
homem mete logo a foice, porque o tempo da colheita chegou”.
30E Jesus
continuou: “Com que mais poderemos comparar o Reino de Deus? Que parábola
usaremos para representá-lo? 31O Reino de Deus é como um grão de mostarda que,
ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes da terra. 32Quando é
semeado, cresce e se torna maior do que todas as hortaliças, e estende ramos
tão grandes, que os pássaros do céu podem abrigar-se à sua sombra”.
33Jesus
anunciava a Palavra usando muitas parábolas como estas, conforme eles podiam
compreender. 34E só lhes falava por meio de parábolas, mas, quando estava
sozinho com os discípulos, explicava tudo.
Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Pe. Antonio Queiroz
É a menor de todas as sementes e se torna maior do que
todas as hortaliças.
Neste Evangelho, Jesus nos conta duas parábolas: a da
semente que cresce sozinha e a do grão de mostarda. Elas são complementares. O
Reino de Deus, cuja expressão maior é a santa Igreja, a qual se concretiza em
nossas Comunidades cristãs, é parecido com uma semente de mostarda. Nos dois há
um contraste entre a pequenês e fraqueza em seu início e a sua força
transformadora e de crescimento. A Comunidade é assim, graças ao Espírito Santo
que a assiste.
As nossas Comunidades geralmente são pequenas, em
comparação com a população do bairro onde ela vive. Seus membros são na maioria
gente fraca, simples, pobre e de pouco estudo. Mas a sua influência é enorme.
Com o próprio Jesus foi assim. Ele era pobre, seus
Apóstolos eram na maioria simples pescadores, mas essa sementinha de mostarda
tornou-se uma grande árvore que hoje cobre a face da terra. Na humilde gruta de
Belém, jaz, colocado em cima de um pouco de palha, o grão de mostarda que,
morrendo, deu muito fruto
(Cf Jo 12,24).
Precisamos ter fé, acreditar na força da graça de Deus, e
não desanimar ou querer queimar etapas, por exemplo, entrando no esquema do
mundo pecador, que coloca a eficácia (o resultado) acima do testemunho (o
exemplo de vida). Não podemos ser lobo no meio de lobos, ou revidar quando
alguém nos bate numa face ou rouba a nossa capa.
Nós sabemos que o reino da Besta Fera (Cf Ap 13,1ss) está
agindo no mundo e luta para implantar outro reino. Esse reino tem,
aparentemente, uma força enorme, e cresce rápido. Ao ver isso, a Comunidade
cristã é tentada a usar os mesmos recursos que a Besta usa: O poder, o dinheiro
e até a corrupção, deixando de lado o testemunho. Outras Comunidades são
tentadas ao desânimo, perdem a alegria e o entusiasmo próprios dos cristãos.
No Reino de Deus, o testemunho está acima da eficácia, e o
modo como fazemos as coisas está acima dos resultados. E o que Jesus quis com
essas duas parábolas foi dar-nos ânimo, confiança, esperança e perseverança na
nossa luta pelo Reino de Deus. Devemos ter paciência histórica, acreditando na
força de Deus, que transforma o que é pequeno e fraco, em grande e forte.
Afinal, com Deus ninguém pode.
“Não tenhais medo, pequenino rebanho, pois foi do agrado
do vosso Pai dar a vós o Reino. Vendei vossos bens e daí esmola. Fazei para vós
bolsas que não se estraguem, um tesouro no céu que não se acabe” (Lc 12,32-33).
Quem tem poder não tem pressa; a pressa é própria de quem
não tem o controle total dos acontecimentos, por isso é inseguro e quer ver
logo os resultados. Quanta gente não persevera na Comunidade, ou numa pastoral,
porque não vê resultados imediatos!
Basta que a semente seja jogada em terra boa e úmida, que
ela cresce por si mesma, e vai até os frutos. O homem “vai dormir e acorda,
noite e dia, e a semente vai germinando e crescendo, mas ele não sabe como isso
acontece. A terra, por si mesma, produz o fruto: primeiro aparecem as folhas,
depois vem a espiga e, por fim, os grãos que enchem a espiga”. Esta mesma força
vemos na ação da graça em nossas Comunidades.
Já o poder e a força do reino da Besta é como o sonho de
Nabucodonosor. Ele, em sonho, viu uma estátua “de terrível aparência. A cabeça
da estátua era de ouro maciço, o peito e os braços de prata, o ventre e as
coxas de bronze, as canelas de ferro e os pés eram parte de ferro e parte de
barro” (Dn 2,32-33). Bastou uma pedra cair nos pés da estátua, que eram de
barro, que ela caiu no chão e se espatifou.
Certa vez, um casal foi ao escritório da paróquia pedir o
batismo para o seu bebezinho, mas os dois não eram casados na Igreja. A
secretária tentava convencê-los a se casarem, falando-lhes da importância da
graça de Deus. Mas não estava conseguindo convencer os dois. Depois que o casal
saiu, para voltar mais tarde, o padre, que escutou uma parte da conversa, disse
para a secretária: “Filha, ninguém liga para a graça de Deus! Se você quer
convencê-los a se casarem, diga-lhes, por exemplo: ‘Se vocês não se casarem na
Igreja, vai constar na certidão de batismo da criança: 'Filho ilegítimo de
fulano e fulana'. Imaginem quando esta criança crescer e ler isso em sua
certidão de batismo! Poderá até pensar mal de vocês! Então é melhor vocês se
casarem agora.” Quando o casal voltou, foi só a secretária usar esse argumento
que os dois se convenceram e decidiram se casar Igreja.
Que pena! Nós cristãos valorizamos pouco o principal fator
que faz a semente de mostarda crescer, que é a graça de Deus!
Peçamos a Maria Santíssima, a Mãe da Igreja, que nos ajude
a perseverar no caminho de Deus, sem perder a esperança, mesmo que esse caminho
seja lento.
É a menor de todas as sementes e se torna maior do que
todas as hortaliças.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Muitas das grandes descobertas da humanidade surgiram na contramão dos
pensamentos que eram comuns na sua época. Os pioneiros dessas ideias tiveram
que quebrar paradigmas, enfrentar críticas conservadoras e passar por cima do
preconceito de muitas pessoas.
A maioria desses que resistiam à inovação só queriam que essas novas
descobertas não fossem verdadeiras, pela simples razão de que temiam as
mudanças – acomodados ao velho modo de pensar, não estavam dispostos a
empreender esforços para mudar.
No entanto, se Da Vinci tivesse se conformado com os conhecimentos da
sua época, se Galileu não tivesse a curiosidade de conhecer os astros, se
tantos outros homens brilhantes não tivessem a ousadia e a coragem de defender
suas ideias, provavelmente ainda estaríamos na idade medieval.
Porém, essa resistência ao novo ainda acontece, todos os dias.
Diariamente deixamos de lado pequenas coisas, porém coisas importantes, que
poderiam dar luz a certas situações, resolver muitos problemas, ou criar novas
maneiras de se fazer algo. Deixamos de lado e não levamos nossas ideias
adiante, apenas para manter a nossa posição cômoda, para manter o nosso
“bem-estar”, ou mesmo para não contrariar alguém.
O que precisamos realmente perceber é que, agindo dessa maneira, vamos
contra aquilo que acreditamos e deixamos de ser autênticos. Tudo devido ao
medo… Medo de mudar e das consequências que toda mudança traz.
Precisamos ter mais confiança em nós mesmos e investir com vontade
naquilo que acreditamos. Não podemos deixar que o medo se torne o nosso estilo
de vida.
Lógico que não devemos ser iguais a um passarinho que, ao tentar sair
de uma sala, bate a cabeça em uma vidraça até morrer, sem nem ao menos perceber
que alguns metros ao lado daquela janela há uma porta aberta.
É necessário ter a coragem de arriscar novos caminhos, bom senso para
analisar novas possibilidades e confiança em si mesmo, para seguir em frente e
superar os desafios. Assim, estaremos prontos para descobrir novos caminhos e
descobrir novos mundos e, acima de tudo, aprenderemos a lidar melhor com os
nossos medos.
Medo e confiança são duas forças que atuam em nossa vida, mas que nos
levam para caminhos opostos. Mas é você quem tem que decidir em qual dos dois
vai colocar a sua energia. No meu novo livro, A Coragem de Confiar, falo
exatamente sobre como desenvolver a confiança e superar o medo. O livro vai ser
lançado em setembro.
Roberto Shinyashiki
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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