quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

Quarta-feira 05/01/2022

 Quarta-feira, 05 de janeiro de 2022

 

“Um pobre com amigos é muito mais rico do que um milionário solitário.”

 

 

 

EVANGELHO DE HOJE

Mc 6,45-52

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Marcos

— Glória a vós, Senhor!

                                                                             

 

Logo em seguida, Jesus insistiu com os discípulos para que entrassem no barco e fossem adiante dele para Betsaida, enquanto ele despedia a multidão.

Tendo-a despedido, subiu a um monte para orar.

Ao anoitecer, o barco estava no meio do mar, e Jesus se achava sozinho em terra.

Ele viu os discípulos remando com dificuldade, porque o vento soprava contra eles. Alta madrugada, Jesus dirigiu-se a eles, andando sobre o mar; e estava já a ponto de passar por eles.

Quando o viram andando sobre o mar, pensaram que fosse um fantasma. Então gritaram,

pois todos o tinham visto e ficam aterrorizados. Mas Jesus imediatamente lhes disse: "Coragem! Sou eu! Não tenham medo! "

Então subiu no barco para junto deles, e o vento se acalmou; e eles ficaram atônitos,

pois não tinham entendido o milagre dos pães. Seus corações estavam endurecidos.

 

 

Palavra da Salvação

Glória a vós Senhor

 

 

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

Alexandre Soledade

 

Bom dia!

 

Estudos revelam que Betsaida era uma colônia de pescadores de onde provavelmente Pedro, João e Felipe eram oriundos. Muito mais que um pequeno povoado, Betsaida era talvez uma região repleta de povos e, portanto culturas diferentes. Jesus apresentava essa terra a eles.

 

Imagino a situação em especial dos três apóstolos que retornavam a aquela localidade. Se trouxermos a mente o dizer popular “santo de casa não faz milagres” o que se poderíamos esperar daquela população quanto o retorno deles? Acolhimento? Esperança? Fé? Não!

 

Jesus também hoje nos envia na frente. Para alguns Ele destina, inicialmente, locais desconhecidos, mas para outros como Pedro, Felipe e João, a sua ou nossa própria comunidade, aqui represento o nosso trabalho, na minha escola, em minha casa. É verdade que já passam em nossos pensamentos o como seríamos (ou como somos) recebidos por eles, mas uma coisa fica meio que esquecida em virtude do medo – a mochila vazia com que parti, já não está tão vazia assim.

 

Imagine um (a) filho (a) que saiu de casa e foi fazer faculdade em outra região e que anos depois retorna a sua casa, já formado. Alguém conhecido desde criança que retorna.

 

Sim, aos nossos olhos já notamos as transformações nas feições e nos traços que o tempo e a maturidade lhe impuseram, mas somente quando o (a) ouvirmos falar é que saberemos o que carrega; pelas suas novas ações é que saberemos o quanto suas atitudes mudaram. Aqueles três apóstolos já haviam presenciado tantas coisas, aprendizados foram feitos e até bem pouco tempo viram cinco pães alimentar 5 mil. É impossível ser o mesmo que partiu.

 

Do projeto ao destino final de cada sonho poderemos encontrar dificuldades. Tempestades de pensamentos; ventos contrários que podem significar o medo e a resistência as novas responsabilidades que estão por vir, entretanto deve ficar um ensinamento: Em meio às tempestades, Jesus vem sempre sereno caminhado sobre as águas!

 

“(…) Respondeu-lhes Jesus: “TENDE FÉ EM DEUS. Em verdade vos declaro: todo o que disser a este monte: Levanta-te e lança-te ao mar, se não duvidar no seu coração, mas acreditar que sucederá tudo o que disser, OBTERÁ ESSE MILAGRE. Por isso vos digo: tudo o que pedirdes na oração, crede que o tendes recebido, e ser-vos-á dado”. (Marcos 11, 22-24)

 

O que isso tem haver com a epifania? Recorde que essa manifestação do poder de Deus sobre a física que conhecemos aconteceu pela não hesitação. Voltar a sua terra, a um povo tão descrente (remando contra os ventos e enfrentando o mar arredio) é muito além de um gesto heróico, mas de quem acredita no que fala. Dar de cara com os que nos conhecem poderá de fato revelar a epifania de Jesus em minha vida, pois para convencê-los teremos que ter muito mais que palavras… O nosso semblante deverá resplandecer a epifania.

 

É comum ver jogadores de futebol, cantores, artistas, pessoas famosas que após anos e anos de boemia e noitadas de repente se dão conta que andam sozinhos e remando contra os ventos… Jesus sereno anda sobre as águas e sobre eles!

 

Outro exemplo esta naquele que a vida e as más escolhas que teve lhe apresentaram vícios, sofrimento, angústia e solidão. Por estarem anos e anos “remando” já não tem mais forças, pararam no meio do mar da vida, já não são donos do seu destino, são passageiros desse barco que vão conforme a correnteza o leva. Sobre esse Jesus também quer chegar.

 

Não leremos sobre isso essa semana, mas todo esse “sofrimento” no mar da Galiléia pela salvação de um único homem do outro lado da praia. Alguém que deve ter tocado Jesus pela fé. Alguém que em suas orações clamava um milagre. “(…) Mas logo Jesus falou com eles, dizendo: – Coragem, sou eu! Não tenham medo”! Estou chegando! Já cheguei!

 

É para eles que devemos apresentar a vitória e a epifania reveladas em nossa vida

 

Mantenha a fé! Todo sofrimento tem um motivo do outro lado da praia. Seja a epifania.

 

Um Imenso abraço fraterno!

 

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO

 

No mínimo uma vez ao dia, nosso velho gato preto vem até um de nós, de uma forma que todos passamos a ver isso como um pedido especial. Não que ele queira ser alimentado ou que o deixem sair ou algo do gênero. Sua necessidade é de algo bem diferente.

 

Se você tem um colo acessível, ele saltará para ele; se não, é provável que permaneça ali, de pé, olhando-o suplicante, até que você libere seu colo para ele. Uma vez ali, ele começa a vibrar, quase antes de você afagar suas costas, coçar seu queixo e repetir várias vezes o quanto ele é um bom gatinho. Então, seu motor entra em rotação de verdade; ele se contorce para ficar confortável; ele se esparrama. De vez em quando, um de seus ronrons lhe foge ao controle e se transforma num ronco. Ele olha para você com olhos bem abertos de adoração e lhe dá aquela longa e demorada piscadela de confiança definitiva, própria dos gatos.

 

Depois de algum tempo, aos poucos, ele se aquieta. Se achar que pode, talvez fique no seu colo para uma soneca aconchegante. Mas é igualmente provável que salte para o chão e vá perambular por aí e cuidar dos seus afazeres. Em qualquer das hipóteses, ele está se sentindo bem.

 

Nossa filha coloca tudo isso numa frase simples: "Blackie precisa ser afagado".

 

 

Em nosso lar ele não é o único que tem essa necessidade: eu a compartilho e minha esposa também. Sabemos que essa necessidade não é exclusiva de nenhuma faixa etária. Ainda assim, uma vez que sou professor e pai, eu a associo especialmente aos jovens, com sua rápida e impulsiva necessidade de um abraço, de um colo quente, uma mão segura, uma coberta bem arrumada, não porque algo esteja errado, não porque algo precisa ser feito, apenas porque este é o seu jeito de ser.

Há uma porção de coisas que eu gostaria de fazer por todas as crianças. Se eu pudesse realizar apenas uma, seria esta: garantir a cada criança, em todos os lugares, pelo menos um bom afago todos os dias.

As crianças, como os gatos, precisam de tempo para serem afagadas.

 

Fred T. Wilhelms

 

 

 

 

 

 

UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...

 

E até que nos encontremos novamente,

que Deus lhe guarde serenamente

na palma de Suas mãos.

 

 

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