Quarta-feira, 19 de janeiro de 2022
“Ou nós encontramos um caminho, ou abrimos um.” (Aníbal)
EVANGELHO DE HOJE
Mc 3,1-6
— O Senhor
esteja convosco.
— Ele está
no meio de nós.
—
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Marcos
— Glória a
vós, Senhor!
Naquele
tempo, 1Jesus entrou de novo na sinagoga. Havia ali um homem com a mão seca.
2Alguns o observavam para ver se haveria de curar em dia de sábado, para
poderem acusá-lo. 3Jesus disse ao homem da mão seca: “Levanta-te e fica aqui no
meio!” 4E perguntou--lhes: “É permitido no sábado fazer o bem ou fazer o mal?
Salvar uma vida ou deixá-la morrer?” Mas eles nada disseram. 5Jesus, então,
olhou ao seu redor, cheio de ira e tristeza, porque eram duros de coração; e
disse ao homem: “Estende a mão”. Ele a estendeu e a mão ficou curada. 6Ao
saírem, os fariseus com os partidários de Herodes, imediatamente tramaram,
contra Jesus, a maneira como haveriam de matá-lo.
Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Pe. Antonio Queiroz
É permitido no sábado fazer o bem ou fazer o mal?
Este Evangelho
narra a cura do homem que tinha a mão seca. Jesus entrou na sinagoga e viu o
doente lá no canto da sinagoga. Como era sábado, alguns observavam para ver se
ele ia curar o homem no sábado, pois, segundo a tradição deles, era proibido.
Jesus falou para o homem: “Levanta-te e fica aqui no meio”.
Em seguida perguntou ao povo: “É permitido no sábado fazer o bem ou fazer o
mal? Salvar uma vida ou deixá-la morrer?”
A lei do descanso sabático foi criada para beneficiar o
povo. Portanto, no sábado é permitido fazer o bem e curar uma pessoa doente! Entretanto,
devido a essa cura, já tramaram a morte de Jesus.
O nosso saudoso Papa João Paulo II, na preparação para o
jubileu do ano 2000, apresentou esta frase de Jesus: “Levanta-te e fica aqui no
meio”, como a nossa missão do terceiro milênio.
Jesus chamou o homem para o espaço central da sinagoga
porque ele estava na beira da parede, separado do povo, humilhado, pois sua
doença era considerada castigo de Deus. Jesus fez um gesto de inclusão, o
contrário do que a sociedade atual faz: exclusões de diversos tipos e pelos
mais diversos motivos.
Em vários outros momentos, Jesus procurou incluir quem
estava excluído: no encontro com a samaritana, com a mulher adúltera, com
Zaqueu, com o cego de Jericó...
Olhando os 2009 anos de presença da Santa Igreja no mundo,
e os 509 anos no Brasil, vemos que ela fez muitos gestos de inclusão. Basta
olhar as Santas Casas do Brasil que foram criadas pela Igreja, o trabalho dos
vicentinos, das pastorais sociais, todo o trabalho missionário e de
evangelização que tira o povo da marginalização religiosa...
Mas ainda existem entre nós, infelizmente, muitas
exclusões: desemprego e subemprego, prostituição, hospitais cheios de leitos
vazios, esperando os ricos, enquanto o povo do bairro não tem atendimento
médico...
Queremos pedir perdão a Deus, e continuar fazendo o mesmo
convite de Jesus: “Levanta-te e fica aqui no meio”, mesmo que soframos ameaças
como ele sofreu.
Assim nós atender ao apelo do Papa João Paulo II, já que
temos a graça de viver no terceiro milênio: venha para o centro da vida, saia
da margem da sociedade, vença a exclusão!
Queremos fazer virar verdade as palavras do Profeta
Isaías: “Não haverá mais crianças que vivam apenas alguns dias, nem velhos que
morram antes dos cem anos. Construirão casas, e nelas habitarão. Plantarão
vinhas, e colherão seus frutos. Ninguém vai construir para outro morar, nem
plantar para outro comer. E todos serão abençoados por Deus. O lobo e o
cordeiro pastarão juntos, e o leão comerá capim junto com o boi” (Is 65,20-25).
Se olharmos a História da Igreja, veremos que todos os
santos e santas fizeram isso, incluíram os excluídos.
Jesus nos faz um apelo missionário. Ao chamar para o
centro esse homem de mão ressequida, ele nos convida a participarmos da festa
da inclusão. É sempre assim: quando alguém procura incluir uma pessoa
marginalizada, esse seu gesto se torna um convite a todos os marginalizadores a
se converterem, passando a incluir as pessoas na sociedade, em vez de
excluí-las. O certo é colocar a pessoa em primeiro lugar, a vida acima dos bens
materiais e das leis, como fez Jesus em relação à lei do sábado.
A nossa sociedade atual tem muitos valores, mas tem também
malandragens terríveis. Por exemplo, o disfarce. Vale para ela o que disse o
Profeta Jeremias: “Vós tratais com negligência as feridas do meu povo, e
dizeis: ‘Está indo tudo bem’; quando, na verdade, está indo tudo mal” (Jr
6,14). Como é importante as nossas Comunidades serem luz no meio dessa geração!
Certa vez, Frei Galvão estava pregando numa cidade, e um
homem resolveu dar de presente para ele três frangos. Pegou os frangos no seu
terreiro e os levou para a casa paroquial, onde o Frei Galvão estava hospedado.
Aconteceu que, ao entregá-los ao Frei, um dos frangos
escapou. O homem instintivamente deu um xingo, dizendo: “Frango do diabo!”
Correu, pegou o frango na rua e o trouxe. Mas Frei Galvão falou: “Eu só aceito
estes dois. Este aí não, porque você o deu para o diabo”.
Imagine a lição que o homem levou, ele que havia falado
aquilo sem nem perceber! Mas é o “bendito” costume de falar palavrões. Muita
gente de vez em quando se esquece de que foi batizado.
Ser profeta é um dos trabalhos mais bonitos de inclusão,
porque aproxima as pessoas de Deus, o qual nos faz felizes em qualquer situação
em que estivermos. Frei Galvão foi profeta não só para aquele senhor, mas para
todos os que viram a sua atitude.
E quando formos convidar alguém para o centro da vida,
convidemos também Maria Santíssima, porque ela é a nossa mãe, a nossa rainha, a
mais bela flor que o universo produziu.
É permitido no sábado fazer o bem ou fazer o mal?
MOMENTO DE REFLEXÃO
Havia numa aldeia um velho muito pobre, mas até reis o invejavam, pois
ele tinha um lindo cavalo branco. Reis ofereciam quantias fabulosas pelo
cavalo, mas o homem dizia:
-Este cavalo não é um cavalo para mim, é uma pessoa. E como se pode
vender uma pessoa, um amigo?
O homem era pobre, mas jamais vendeu o cavalo.
Numa determinada manhã, descobriu que o cavalo não estava na cocheira.
A aldeia inteira se reuniu e o povo disse:
-Seu velho estúpido! Sabíamos que um dia o cavalo seria roubado. Teria
sido melhor vendê-lo. Que desgraça!
-Não cheguem a tanto, retrucou o velho. Simplesmente digam que o
cavalo não está na cocheira. Este é o fato, o resto é julgamento. Se se trata
de uma desgraça ou de uma benção, não sei, porque este é apenas um julgamento.
Quem pode saber o que vai acontecer?
As pessoas riram do velho. Mas, quinze dias depois, de repente, numa
noite, o cavalo voltou. Ele não havia sido roubado, ele havia fugido para a
floresta. E não apenas isso, ele trouxera uma dúzia de cavalos selvagens
consigo.
Novamente, as pessoas se reuniram e disseram:
- Velho, você estava certo. Não se tratava de uma desgraça, na verdade
se tornou uma benção.
-Vocês estão se adiantando mais uma vez, disse o velho. Apenas digam
que o cavalo está de volta. Quem sabe se é uma benção ou não? Este é apenas um
fragmento. Se você lê apenas uma única palavra de uma sentença, como pode
julgar todo o livro?
Desta vez, as pessoas não podiam dizer muito, mas interiormente
acreditavam que ele estava errado. Doze lindos cavalos tinham vindo... O velho
tinha um único filho, que começou a treinar os cavalos selvagens. Apenas uma
semana mais tarde, ele caiu de um cavalo e fraturou as pernas.
As pessoas se reuniram e, mais uma vez, julgaram. Elas disseram:
-Você tinha razão, novamente. Foi uma desgraça. Seu único filho perdeu
o uso das pernas e na sua velhice ele seria seu único amparo. Agora você está
mais pobre do que nunca.
-Vocês estão obcecados por julgamento, ponderou o velho. Não se
adiantem tanto. Digam apenas que meu filho fraturou as pernas. Ninguém sabe se
isso é uma desgraça ou uma benção. A vida vem em fragmentos, mais que isso
nunca é dado.
Aconteceu que, depois de algumas semanas, o país entrou em guerra e
todos os jovens da aldeia foram forçados a se alistar. Somente o filho do velho
foi deixado para trás, pois recuperava-se das fraturas. A cidade inteira estava
chorando, lamentando-se, porque aquela era uma luta perdida e sabiam que a
maior parte dos jovens jamais voltaria. Elas vieram até o velho e disseram:
-Você tinha razão, velho - aquilo se revelou uma benção. Seu filho
pode estar aleijado, mas ainda está com você. Nossos filhos foram-se para
sempre.
-Vocês continuam julgando, retrucou o velho. Digam apenas que seus
filhos foram forçados a entrar para o exército e que meu filho não foi. Ninguém
sabe se isso é uma benção ou uma desgraça.
Quem julga fica obcecado com fragmentos, pula para as conclusões a
partir de coisas pequenas, deixa de crescer. Julgamento significa um estado
mental estagnado.
Observe sua vida fluindo!
Atenha-se somente aos fatos.
Evite os julgamentos.
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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