sábado, 15 de janeiro de 2022

Sábado 15/01/2022

 

Sábado, 15 de janeiro de 2022

 

É a nossa conduta verdadeira e não a nossa crença aparente que nos identifica com Deus e Os homens. (Dinamor)

 

 

EVANGELHO DE HOJE

Mc 2,13-17

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Marcos

— Glória a vós, Senhor!

                                                                             

 

Naquele tempo, 13Jesus saiu de novo para a beira mar. Toda a multidão ia a seu encontro, e Jesus os ensinava. 14Enquanto passava, Jesus viu Levi, o filho de Alfeu, sentado na coletoria de impostos, e disse-lhe: “Segue-me!” Levi se levantou e o seguiu.

15E aconteceu que, estando à mesa na casa de Levi, muitos cobradores de impostos e pecadores também estavam à mesa com Jesus e seus discípulos. Com efeito, eram muitos os que o seguiam.

16Alguns doutores da Lei, que eram fariseus, viram que Jesus estava comendo com pecadores e cobradores de impostos. Então eles perguntaram aos discípulos: “Por que ele come com cobradores de impostos e pecadores?”

17Tendo ouvido, Jesus respondeu-lhes: “Não são as pessoas sadias que precisam de médico, mas as doentes. Eu não vim para chamar justos, mas sim pecadores”.

 

 

Palavra da Salvação

Glória a vós Senhor

 

 

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

Padre Antonio Queiroz

 

Eu não vim para chamar justos, mas sim pecadores.

Este Evangelho nos trás três coisas:

1) A vocação de Levi, que é o Apóstolo e evangelista S. Mateus.

2) Escândalo e crítica dos doutores da Lei por Jesus comer junto com pessoas de má fama.

3) A resposta explicativa de Jesus.

Os doutores da Lei eram como os nossos atuais catequistas. Eles seguiam as tradições farisaicas e sempre criticavam Jesus, porque ele não as seguia. Eles se julgavam os donos da fé do povo, e não servos, como devia ser. Jesus foi ousado, porque convidou para ser Apóstolo um pecador público, no pensar dos doutores da Lei e dos fariseus.

O cobrador de impostos era, entre os judeus, uma pessoa banida religiosa e socialmente, por colaborar com um governo estrangeiro e por ter as mãos manchadas com o dinheiro sujo, fruto do suborno, da extorsão e da usura. Como viviam em “estado de pecado”, eram considerados excluídos da salvação de Deus e sem possibilidade de conversão.

Além dos cobradores de impostos, também as prostitutas, os bandidos e os leprosos eram considerados pecadores públicos e banidos da sociedade judaica. Era justamente no meio dessa turma que Jesus vivia. E ele explica: não veio para chamar os justos, mas sim os pecadores. Mas esta atitude de Jesus batia de frente com o pensar da elite religiosa e social do seu país. “Por que ele come com cobradores de impostos e pecadores?”

Jesus ouviu a reclamação feita aos discípulos e deu a resposta clara, que é um dos princípios básicos da religião que ele veio fundar: “Não são as pessoas sadias que precisam de médico, mas sim as doentes”. A Comunidade cristã não pode tornar-se um grupo fechado em si mesmo. É preciso abrir as janelas para ver os que mais precisam da graça de Cristo, e depois abrir as portas para ir ao encontro deles. Pois “Eu não vim para chamar justos, mas sim pecadores”.

A palavra “justos” aqui tem um sentido irônico. São aqueles que se julgam perfeitos, e por isso se negam a fazer qualquer mudança de comportamento. Uma pessoa assim não abre o coração para a Palavra de Deus, pois Deus não tem mais nada a dizer a ela, já chegou ao topo da montanha da vida cristã. São pessoas que “engolem um camelo e pensam que é um mosquito”.

Como é bom reconhecer os próprios pecados, e em seguida acreditar na misericórdia de Deus, que ama os pecadores! “O justo cai sete vezes por dia”. O que acontece conosco é que não temos o costume de, à noite, procurar descobrir os pecados que cometemos durante o dia, por pequenos que sejam, e nos arrepender deles. Todo pecado é pecado, independente do tamanho, se é grande ou pequeno.

Cristo desce até o mundo dos pecadores, não para ficar ali, mas para subir com eles na libertação do pecador, mostrando que Deus o ama, e ama muito.

Para entrarmos no Reino de Deus, fundado por Jesus, precisamos ser como Deus Pai, que manda o sol e a chuva sobre todos, maus e bons, juntos e injustos. Precisamos libertar-nos dos preconceitos de classe, de cor, de raça ou de qualquer outro. Que deixemos de dividir o povo entre bons e maus, entre os que podemos cumprimentar e os que não podemos, entre os que devemos amar e os que não devemos. Que aprendamos que todo ser humano, no fundo, é bom, porque foi criado por Deus. E é esse “fundo bom” que devemos olhar em primeiro lugar nas pessoas.

Como é bom ser misericordioso, isto é, amar uma pessoa que vive de forma errada! Não amamos o erro, mas a pessoa. Afinal, nós também somos pecadores. Um dia Jesus reclamou daqueles que vêem um cisco no olho do irmão, e não vêem a trave no próprio olho. Se olharmos sinceramente para nós mesmos, com certeza seremos mais misericordiosos para com os que erram.

Certa vez, um menino visitava sua tia, e esta o repreendeu por contar uma mentira. A tia o advertiu: “Você sabe o que acontece com meninos que dizem mentiras?” “Não, tia. O que acontece?”, ele perguntou.

“Bem”, disse ela, “existe um homem que mora na lua, de cor esverdeada, que tem só um olho, que desce no meio da noite e voa de volta para a lua levando os meninos que dizem mentiras. Lá eles são espancados com varas pelo resto de sua vida. Você ainda dirá mentiras?”

Aí está o grande erro daquela tia: querer motivar alguém a não dizer mentiras, através de uma mentira, e daquelas cabeludas!

Se quisermos condenar os pecadores, caímos no mesmo erro, porque também somos pecadores.

Maria Santíssima não exclui nenhum de nós, seus filhos e filhas, porque essa é uma virtude própria da mãe. Pelo contrário, os que levam vida errada são os que mais estão presentes nas orações e preocupações da mãe. Que nossa Mãe Maria nos ajude a imitar o seu Filho

Eu não vim para chamar justos, mas sim pecadores.

 

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO

 

Com pequenos gestos e poucos segundos podemos fazer alguém feliz. Experimente, tente....

Dê um beijo.

Um abraço.

Um passo em sua direção.

Aproxime-se sem cerimônia.

Dê um pouco de calor, do seu sentimento.

Sente-se perto e fique por algum tempo.

Não conte o tempo de se doar.

Liberte um imenso sorriso.

Rasgue o preconceito

Olhe nos olhos.

Aponte um defeito, com jeito.

Respeite uma lágrima.

Ouça uma história ou muitas, com atenção.

Escreva uma carta e mande.

Irradie simplicidade, simpatia, energia.

Num toque de três dedos, observe as “coincidências”.

Não espere ser solicitado, preste um favor.

Lembre-se de um caso.

Converse sério ou fiado.

Conte uma piada.

Ache graça.

Ajude a resolver um problema.

Pergunte: Por quê? Como vai?

Como tem passado?

Que tem feito de bom?

Que há de novo? E preste atenção.

Sugira um passeio, um bom livro, um bom filme.

Diga de vez em quando, desculpe, muito obrigado,

Não tem importância, que há de se fazer, dá-se um jeito.

Tente de alguma maneira ...

 

E não se espante se a pessoa mais feliz for você!!!

 

 

 

 

 

 

UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...

 

E até que nos encontremos novamente,

que Deus lhe guarde serenamente

na palma de Suas mãos.

 

 

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