quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

Quinta-feira 20/01/2022

 Quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

 

“Não foi de um salto que os grandes homens chegaram às culminâncias do êxito; mas, sim, trabalhando e velando enquanto os outros dormiam.” (James Allen)

 

 

EVANGELHO DE HOJE

Mc 3,7-12

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Marcos

— Glória a vós, Senhor!

                                                                             

 

Naquele tempo, 7Jesus se retirou para a beira do mar, junto com seus discípulos. Muita gente da Galileia o seguia. 8E também muita gente da Judeia, de Jerusalém, da Idu­méia, do outro lado do Jordão, dos territórios de Tiro e Sidônia, foi até Jesus, porque tinham ouvido falar de tudo o que ele fazia. 9Então Jesus pediu aos discípulos que lhe providenciassem uma barca, por causa da multidão, para que não o comprimisse.

10Com efeito, Jesus tinha curado muitas pessoas, e todos os que sofriam de algum mal jogavam-se sobre ele para tocá-lo. 11Vendo Jesus, os espíritos maus caíam a seus pés, gritando: “Tu és o Filho de Deus!” 12Mas Jesus ordenava severamente para não dizerem quem ele era.

 

 

Palavra da Salvação

Glória a vós Senhor

 

 

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

Pe. Antonio Queiroz

 

Os espíritos maus gritavam: “Tu és o Filho de Deus!” Mas Jesus ordenava severamente para não dizerem quem ele era.

 Este Evangelho narra que grandes multidões, vinda de toda a Palestina, se reuniam em torno de Jesus. Isto é um prelúdio da fundação de Igreja, o novo Povo de Deus, que Jesus iniciará logo a seguir, com a instituição dos doze Apóstolos. A presença de pagãos, gente de Tiro e Sidônia, indicam a universalidade da Igreja.

O assédio da multidão, comprimindo Jesus, indica que o que o povo queria não era tanto ouvir a Boa Nova para se converter, mas receber milagres. Este não é o ambiente propício para se revelar que Jesus é o Messias, pois haveria o perigo de um mal-entendido, identificando o Messias com um simples curandeiro, tão distante do Messias sofredor. O próprio significado dos milagres corria o perigo de ser distorcido, pois estes eram feitos em função do Reino de Deus, não simplesmente cura por cura.

Por isso Cristo não se entusiasma com o fervor popular, e até “pediu aos discípulos que lhe providenciassem uma barca, por causa da multidão, para que não o comprimisse..., pois as pessoas jogavam-se sobre ele para tocá-lo”, atitudes que cheiram fanatismo e delírio.

Marcos cita frequentemente a presença de demônios, porque eles são os únicos que descobrem que Jesus é o Messias, pois percebem que Jesus não se dobra às suas armadilhas e está acima deles, podendo assim destruir a influência deles sobre o povo.

O Reino de Deus é mais eficácia que triunfalismo. O nosso desafio, nas Comunidades cristãs, é passar de uma multidão gregária para um Povo de Deus consciente, que confia, não tanto em seus líderes, mas na força da própria união e organização, com Cristo no meio.

Certa vez, um pai de família bem idoso, que estava às portas da morte, chamou seus filhos e disse-lhes: “Vão e tragam-me cada um, uma vara”.

Quando os filhos trouxeram as varas, o pai as ajuntou-as num só feixe, e disse aos filhos: “Quero ver qual de você quebra este molho, sem desatar as varas”.

O mais velho tentou fazê-lo, mas não conseguiu. O mais novo, de pulso forte, colocou o feixe no joelho, mas nem assim conseguiu. Assim, todos tentaram, mas não conseguiram quebrar o feixe de varas.

Então o pai desatou o molho e, tomando as varas uma por uma, quebrou todas, apesar da sua fraqueza.

Depois explicou a lição aos filhos: “Se vocês forem unidos como essas varas, ninguém os vencerá. Se viverem separados, serão facilmente vencidos”.

A Comunidade é povo unido; a multidão são pessoas separadas, apesar de estarem uma ao lado da outra. Que formemos Comunidades unidas, conscientes, organizadas e de muita fé.

Que Maria Santíssima, a Mãe da família de Nazaré e da Igreja, nos faça cada vez mais membros conscientes de nossa Comunidade.

Os espíritos maus gritavam: “Tu és o Filho de Deus!” Mas Jesus ordenava severamente para não dizerem quem ele era.

 

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO

 

Poucas pessoas conseguiram definir tão bem os caminhos do amor como Rubem Alves, numa fábula surpreendente, cujos personagens são: uma pipa e uma flor.

A história começa com algumas considerações de um personagem que deduzimos ser um velho sábio.

Ele observa algumas pipas presas aos fios elétricos e aos galhos das árvores e afirma que é triste vê-las assim, porque as pipas foram feitas para voar.

Acrescenta que as pessoas também precisam ter uma pipa solta dentro delas para serem boas.

Mas aponta um fator contraditório: para voar, a pipa tem que estar presa numa linha e a outra ponta da linha precisa estar segura na mão de alguém.

Poder-se-ia pensar que, cortando a linha, a pipa pudesse voar mais alto, mas não é assim que acontece.

Se a linha for cortada, a pipa começa a cair.

Em seguida, ele narra a história de um menino que confeccionou uma pipa.

Ele estava tão feliz, que desenhou nela um sorriso.

Todos os dias, ele empinava a pipa alegremente.

A pipa também se sentia feliz e, lá do alto, observava a paisagem e se divertia com as

outras pipas que também voavam.

Um dia, durante o seu vôo, a pipa viu lá embaixo uma flor e ficou encantada, não com a beleza da flor, porque ela já havia visto outras mais belas, mas alguma coisa nos olhos da flor a havia enfeitiçado. Resolveu, então, romper a linha que a prendia à mão do menino e dá-la para a flor segurar. Quanta felicidade ocorreu depois!

A flor segurava a linha, a pipa voava; na volta, contava para flor tudo o que vira. Acontece que a flor começou a ficar com inveja e ciúme da pipa. Invejar é ficar infeliz com as coisas que os outros têm e nós não temos; ter ciúme é sofrer por perceber a felicidade do outro quando a gente não está perto. A flor, por causa desses dois sentimentos, começou a pensar: se a pipa me amasse mesmo, não ficaria tão feliz longe de mim... Quando a pipa voltava de seu vôo, a flor não mais se mostrava feliz, estava sempre amargurada, querendo saber com quem a pipa estivera se divertindo. A partir daí, a flor começou a encurtar a linha, não permitindo à pipa voar alto. Foi encurtando a linha, até que a pipa só podia mesmo sobrevoar a flor.

Esta história, segundo conta o autor, ainda não terminou e está acontecendo em algum lugar neste exato momento.

Há três finais possíveis para ela:

 

 

1 - A pipa, cansada pela atitude da flor, resolveu romper a linha e procurar uma mão menos egoísta.

2 - A pipa, mesmo triste com a atitude da flor, decidiu ficar, mas nunca mais sorriu.

3 - A flor, na verdade, era um ser encantado. O encantamento quebraria no dia em que ela visse a felicidade da pipa e não sentisse inveja nem ciúme.

 

Isso aconteceu num belo dia de sol e a flor se transformou numa linda borboleta e as duas voaram juntas.

 

 

 

 

 

UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...

 

E até que nos encontremos novamente,

que Deus lhe guarde serenamente

na palma de Suas mãos.

 

 

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