Domingo
20/07/2025
“Vencer
a si próprio é a mais bela das vitórias.”
EVANGELHO DE HOJE
Lc
10,38-42
— O
Senhor esteja convosco.
—
Ele está no meio de nós.
—
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas
—
Glória a vós, Senhor!
E
muitas pessoas tinham vindo visitar Marta e Maria para as consolarem por causa
da morte do irmão. Quando Marta soube que Jesus estava chegando, foi
encontrar-se com ele. Porém Maria ficou sentada em casa. Então Marta disse a
Jesus:
- Se
o senhor estivesse aqui, o meu irmão não teria morrido! Mas eu sei que, mesmo
assim, Deus lhe dará tudo o que o senhor pedir a ele.
- O
seu irmão vai ressuscitar! - disse Jesus.
Marta
respondeu:
- Eu
sei que ele vai ressuscitar no último dia!
Então
Jesus afirmou:
- Eu
sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem
vive e crê em mim nunca morrerá. Você acredita nisso?
-
Sim, senhor! - disse ela. - Eu creio que o senhor é o Messias, o Filho de Deus,
que devia vir ao mundo.
Palavra
da Salvação
Glória
a vós Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade
Bom dia!
No Evangelho de Lc 10,38-42 (Jesus visita Marta e Maria) narrava a
inquietação de uma irmã (MARTA) contrapondo-se com a contemplação amorosa da
outra (MARIA). É fato que apenas Lucas e João narram passagens em que essa duas
mulheres cruzam a vida de Jesus, mas é sabido também que nos poucos momentos
que Jesus buscou o descanso, era na casa delas e de seu amigo Lázaro que Jesus
encontrava um abrigo seguro.
Reparem, é outro momento e outra situação.
Naquela narrada em Lc 10,38-42,
vemos uma Marta atribulada com os afazeres e Maria prostrando-se aos pés do
Senhor. Muita gente para nessa reflexão, mas convido a reparar o que aconteceu
no evangelho de hoje: Dessa vez foi Marta que buscou ao Senhor enquanto Maria
ficou a parte. “(…) Quando Marta soube que Jesus estava chegando, foi
encontrar-se com ele. Porém Maria ficou sentada em casa“.
Um dia pode ser totalmente diferente do outro… Lembremo-nos: outro
momento, outra situação.
Quantas pessoas de fé e testemunho de vida certo dia foram surpreendidas
pela apatia da sensação de impotência em virtude de um fato, uma situação, uma
tragédia? Quantas tempestades surgiram “do nada” sucumbindo até mesmo aqueles
que já se consideravam maduros na fé? Maria, aquela que um dia se pôs aos pés
do Senhor em contemplação, vivia talvez um dia sem esperança.
Saibam que esse deve ser um dos motivos que levam muitas pessoas de fé a
abandonar tudo que um dia acreditaram, construíram e pregaram a viver uma vida
ermitã pelo mundo. Na dor esquecemos os processos naturais da vida e as leis
que regem a natureza.
Lázaro, mais adiante é ressuscitado por Jesus, mas inevitavelmente um
dia morreria. Assim como hoje sou curado por Deus, um dia, retornando aos velhos
hábitos ou com o avançar dos dias e dos anos, fatalmente voltariam os problemas
respeitando assim a fisiologia natural do nosso envelhecimento. Lembre-se que
Jesus sempre nos faz voltar melhor após encontrá-lo.
O que Marta encontrou em meio à dor da perda do seu irmão? A PAZ!
Enquanto Maria demonstrava o abatimento natural daquele que perdeu uma
batalha, Marta, a que não parava, dessa vez fez a escolha certa e também não
lhe foi retirada “(…) Se o senhor estivesse aqui, o meu irmão não teria morrido!
Mas eu sei que, mesmo assim, Deus lhe dará tudo o que o senhor pedir a ele”.
Portanto se o momento de agora é diferente do seguinte é importante
entender que existem altos e baixos que deverão ser encarados com naturalidade
e perseverança na fé. Dificilmente ficaremos o tempo inteiro no monte
(contemplativo, na graça, flutuando) e também o tempo inteiro na planície
(aridez, tibieza, secura), se conseguimos ver isso passaremos a entender que os
tropeços são inerentes ao ato de caminhar, mas cada um é livre pra escolher por
onde e que terreno deseja aprender a fazê-lo.
Um dia após o outro, mas em todos, independentemente se ensolarado ou
chuvoso, rendamos graças a Deus e Nele busquemos forças e um espírito
perseverante. Davi entendeu profundamente esse pensamento.
“(…) É em vós, Senhor, que procuro meu refúgio; que minha esperança não
seja para sempre confundida. Por vossa justiça, livrai-me, libertai-me;
inclinai para mim vossos ouvidos e salvai-me. Sede-me uma rocha protetora, uma
cidadela forte para me abrigar: e vós me salvareis, porque sois meu rochedo e
minha fortaleza. Meu Deus, livrai-me das mãos do iníquo, das garras do inimigo
e do opressor, porque vós sois, ó meu Deus, minha esperança. Senhor, desde a
juventude vós sois minha confiança. Em vós eu me apoiei desde que nasci, desde
o seio materno sois meu protetor; em vós eu sempre esperei. Tornei-me para a
turba um objeto de admiração, mas vós tendes sido meu poderoso apoio. Minha
boca andava cheia de vossos louvores, cantando continuamente vossa glória. Na
minha velhice não me rejeiteis, ao declinar de minhas forças não me
abandoneis”. (Salmo 70, 1-9)
Santa Marta, ensina-nos a ver vida, a esperança e a chance e esquecer a
morte, o desânimo e o fim.
Um imenso abraço fraterno.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Há
mulheres que dedicam suas vidas inteiramente aos filhos, esquecendo-se
completamente de si.
Quando
os filhos tornam-se adultos, elas cobram dos filhos o desamparo que elas
sentem.
Este
tipo de mãe é aquele que tem uma quantidade de amor para dar. É como se tivesse
uma bacia d’água, e com o passar dos anos fosse pegando a água com a caneca e
dando aos seus filhos.
No
final da vida a bacia está seca.
Esta
mãe torna-se triste, vazia, sentindo-se abandonada e sem rumo, e começa a
cobrar dos filhos o “amor” que ela lhes deu, exigindo que eles encham a bacia
d’água novamente, pois foram eles que a secaram.
O
amor não é limitado, o amor é fonte.
O
melhor seria que, ao invés de pegar a água da bacia, ela fosse buscar esta água
de uma enorme cachoeira que jorra dela mesma.
Este
é o amor real, ilimitado e sem cobranças. Ela sente-se viva e feliz de ver seus
filhos crescidos e prontos para o mundo, sentindo-se ainda amparada pela mesma
fonte que a nutriu.
A
criança sempre retribui, na hora, o amor que lhe é dado, pelo sorriso, pela
expressão de felicidade e confiança. Ela
não fica em débito.
O
adulto é que, às vezes, na sua visão mercantilista, vê no filho um investimento
futuro, esperando devolução com juros.
Texto extraído do Livro: Liberdade de Ser / Autora:
Eliane de Araujoh
UM
ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ!
E
até que nos encontremos novamente,
que Deus
lhe guarde serenamente
na
palma de Suas mãos.
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