Terça-feira,
08/07/2025
"A
árvore, quando está sendo cortada, observa com tristeza que o cabo do machado é
de madeira." (Provérbio árabe)
EVANGELHO DE HOJE
Mt
9,32-38
— O
Senhor esteja convosco.
—
Ele está no meio de nós.
—
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus
—
Glória a vós, Senhor!
Naquele
tempo, 32apresentaram a Jesus um homem mudo, que estava possuído pelo demônio.
33Quando o demônio foi expulso, o mudo começou a falar. As multidões ficaram
admiradas e diziam: "Nunca se viu coisa igual em Israel". 34Os
fariseus, porém, diziam: "É pelo chefe dos demônios que ele expulsa os
demônios".
35Jesus
percorria todas as cidades e povoados, ensinando em suas sinagogas, pregando o
Evangelho do Reino, e curando todo o tipo de doença e enfermidade. 36Vendo
Jesus as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam cansadas e abatidas,
como ovelhas que não têm pastor. Então disse a seus discípulos: 37"A messe
é grande, mas os trabalhadores são poucos. 38Pedi pois ao dono da messe que
envie trabalhadores para a sua colheita!"25Quando a multidão foi afastada,
Jesus entrou, tomou a menina pela mão, e ela se levantou. 26Essa notícia
espalhou-se por toda aquela região.”
Palavra
da Salvação
Glória
a vós
Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade
Bom dia!
Início essa reflexão com um pensamento bem particular: os discípulos de
Jesus são conhecidos pelo amor uns aos outros e aos que mais precisam e por
eles superam as pressões e os entraves da vida em comunidade.
“(…) O discípulo nasce pelo
fascínio do encontro com Cristo e se desenvolve pela força da atração que permanece
na experiência de comunhão dos discípulos de Jesus. ‘A Igreja cresce, não por
proselitismo, mas ‘por atração: como Cristo atrai tudo para si com a força de
seu amor’. A Igreja atrai quando vive em comunhão, pois os discípulos de Jesus
serão reconhecidos se amarem uns aos outros como ele nos amou’“. (CNBB –
Documento 87, §89)
Vivemos tempos onde as pessoas não querem mais se responsabilizar umas
pelas outras. Tenho “compromissos cristãos” bem definidos, ou seja, participo
das celebrações e de uma pastoral ou movimento, ou ajudo nas festas ou ajudo no
recolhimento e entrega de materiais de primeira necessidade como roupas,
alimentos, (…). Graças a Deus, desses operários a igreja esta bem suprida, mas
novos campos precisam ser roçados (internet, livros, CDs, DVDs,…); novos campos
precisam ser cuidados (juventude, promoção humana, política, relações sociais,
comunicação…) e reconquistar campos abandonados (família, filhos, casamento,
amor ao próximo).
O operário que precisamos hoje na messe é extremamente capacitado por
Deus, mas muitas vezes pouco utilizado ou aproveitado por nós, às vezes por
mera vaidade ou “medo de perdermos o espaço”. Aos pastos repletos de lobos
Jesus envia os mais experientes ficando assim o cuidar do rebanho para os que
foram ensinados pelo pastor. Mas tenho uma pergunta: onde estão eles?
Muitos pararam no caminho em virtude das perseguições dos próprios
filhos de Deus que existem em toda comunidade. Pessoas que por imaturidade e
frustrações pessoais “abraçam” a igreja como local para realizarem suas
necessidades de ser reconhecido e poder “mandar” em alguém.
Não estou falando nenhuma coisa que não saibamos ou que não vivamos em
nossas comunidades; padres nos seminários sofrem com isso também. Não é um
conforto, mas se até Jesus teve que enfrentá-los, por que nós não teríamos?
A proposta da CNBB para o evangelho de hoje é bem nesse foco: Dizer para
cada um que pensou em desistir a continuar lutando pelo reino de Deus
“(…) Existem pessoas que vivem
chorando pelos cantos por causa das ofensas e calúnias das quais são vítimas no
trabalho evangelizador. O Evangelho de hoje nos mostra que não deve ser essa a
atitude dos discípulos de Jesus. Quando Jesus realiza a expulsão de um demônio,
é caluniado, pois afirmam que é pelo poder do mal que ele faz exorcismos. Jesus
simplesmente continua a sua caminhada, preocupando-se com o sofrimento e as
dores de todos os que encontra pelo caminho e fazendo o bem a todos, olhando a
todos com compaixão e preocupando-se porque são como ovelhas que não têm
pastor. Assim também devemos ser nós, não devemos viver preocupados com as calúnias
que nos são dirigidas, mas sim preocupados em fazer o bem”. (proposta do site
da CNBB)
Por que é que mesmo lendo isso ainda me calo, fujo ou desisto?
“(…) Quando Jesus viu a multidão,
ficou com muita pena daquela gente porque eles estavam aflitos e abandonados,
como ovelhas sem pastor”.
Se me calo, desisto ou “entrego os pontos” o mundo vai aos poucos parar
de ouvir meus valores, preceitos e no que acredito. Se parar de acreditar, de
denunciar, de aprender é sinal que o mundo conseguiu me mudar.
Não ligue para aqueles que ficam procurando defeitos no seu trabalho.
Faça sim uma reflexão permanente se algo do que falam é verdade, no entanto,
entendendo e verificando que o motivo da crítica é a inveja ou dor de cotovelo,
bata o pé e continue.
Rezemos para que os filhos de Deus não se persigam.
Um imenso abraço fraterno.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Certa
vez, um urso faminto perambulava pela floresta em busca de alimento. A época
era de escassez, porém, seu faro aguçado sentiu o cheiro de comida e o conduziu
a um acampamento de caçadores.
Ao
chegar lá, o urso, percebendo que o acampamento estava vazio, foi até à
fogueira ardendo em brasas e dela retirou uma panela de comida.
Quando
a tina já estava fora da fogueira, o urso a abraçou com toda sua força e enfiou
a cabeça dentro dela, devorando tudo. Enquanto abraçava a panela, começou a
perceber algo lhe atingindo.
Na
verdade, era o calor da tina. Ele estava sendo queimado nas patas, no peito e
por onde mais a panela encostava.
O
urso nunca havia experimentado aquela sensação e, então, interpretou as
queimaduras pelo seu corpo como uma coisa que queria lhe tirar a comida.
Começou
a urrar muito alto. E, quanto mais alto rugia, mais apertava a panela quente
contra seu imenso corpo. Quanto mais a tina quente lhe queimava mais ele
apertava contra o seu corpo e mais alto ainda rugia.
Quando
os caçadores chegaram ao acampamento, encontraram o urso recostado a uma árvore
próxima à fogueira, segurando a tina de comida.
O
urso tinha tantas queimaduras que o fizeram grudar na panela e, seu imenso
corpo, mesmo morto, ainda mantinha a expressão de estar rugindo.
Em
nossa vida, por muitas vezes, abraçamos certas coisas que julgamos ser
importantes.
Algumas
delas nos fazem gemer de dor, nos queimam por fora e por dentro, e mesmo assim,
ainda as julgamos importantes. Temos medo de abandoná-las e esse medo nos
coloca numa situação de sofrimento, de desespero. Apertamos essas coisas contra
nossos corações e terminamos derrotados por algo que tanto protegemos,
acreditamos e defendemos.
Tenha
a coragem e a visão que o urso não teve.
Solte
a panela!!!
UM
ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ!
E
até que nos encontremos novamente,
que Deus
lhe guarde serenamente
na
palma de Suas mãos.
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