Terça-feira,15/07/2025
"Só
é lutador quem sabe lutar consigo mesmo."
[Carlos Drummond de Andrade]
EVANGELHO DE HOJE
Mt 11,20-24
— O
Senhor esteja convosco.
—
Ele está no meio de nós.
—
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus
—
Glória a vós, Senhor!
Então
Jesus começou a acusar as cidades onde tinha feito muitos milagres. Ele fez
isso porque os seus moradores não haviam se arrependido dos seus pecados. Jesus
disse:
- Ai
de você, cidade de Corazim! Ai de você, cidade de Betsaida! Porque, se os
milagres que foram feitos em vocês tivessem sido feitos nas cidades de Tiro e
de Sidom, os seus moradores já teriam abandonado os seus pecados há muito
tempo. E, para mostrarem que estavam arrependidos, teriam vestido roupa feita
de pano grosseiro e teriam jogado cinzas na cabeça! Pois eu afirmo a vocês que,
no Dia do Juízo, Deus terá mais pena de Tiro e de Sidom do que de vocês,
Corazim e Betsaida. E você, cidade de Cafarnaum, acha que vai subir até o céu?
Pois será jogada no mundo dos mortos! Porque, se os milagres que foram feitos
aí tivessem sido feitos na cidade de Sodoma, ela existiria até hoje. Pois eu
afirmo a vocês que, no Dia do Juízo, Deus terá mais pena de Sodoma do que de
você, Cafarnaum.
Palavra
da Salvação
Glória
a vós Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz
No dia do julgamento, Tiro e Sidônia serão tratadas com menos dureza do
que vós.
Neste Evangelho, Jesus censura várias cidades onde fez a maioria dos
seus milagres e elas não se converteram. As cidades que ele coloca na frente
delas – Tiro, Sidônia e Gomorra – são conhecidas do povo como locais de
perdição e pecado. A advertência vale direto para nós, pois desde crianças
ouvimos a Palavra de Deus e tivemos conhecimento dos mandamentos.
As cidades censuradas – Coradzim, Betsaida e Cafarnaum – foram os povos
mais evangelizados por Jesus, e onde ele mais fez milagres. Inclusive ele morou
em Cafarnaum, durante um tempo, na casa de Pedro. O povo dessas cidades será
julgado com mais severidade porque, quando ouvimos a Palavra de Deus, nós nos
tornamos responsáveis por ela, o que não acontecia antes de a ouvirmos.
Portanto, ouvir a Palavra de Deus é coisa séria! Imagine hoje, com os meios de
comunicação, quantas contas temos a pagar!
Quanta gente nos ensinou o Evangelho, alguns talvez até já morreram!
Nossos pais e avós, catequistas, padres, agentes de pastoral... Pessoas que
deram a vida por nós! Claro que Deus vê tudo isso e espera de nós a conversão.
A conversão, mais que um ato isolado, é um modo de viver que envolve a nossa
vida toda. Ela teve um momento forte, mas, como o pecador ronda sempre em volta
de nós como um leão (1Pd 5,8), a conversão deve ser traduzida em pequenos atos
diários, como reação ao mal, busca do bem e emprego dos meios de perseverança
deixados por Jesus: Eucaristia, oração, caridade, penitência...
“Caríssimo, exorto-te a reavivar
o dom que Deus te deu” (2Tm 1,6). Temos uma facilidade incrível em ver o cisco
no olho do irmão e não ver a trave que está no nosso olho.
Deus chamou o povo hebreu de “gente de cabeça dura” (Ex 33,3). “Este
povo é de cabeça dura!” (Dt 9,13). Que Deus não diga isso a nosso respeito!
Quem tem cabeça dura escuta mil vezes uma lição e não aprende.
“Procurai o senhor enquanto é
possível encontrá-lo. Chamai por ele agora que está perto” (Is 55,6). E Deus
continua: “O meu pensamento não é o pensamento vosso, vossos caminhos não são
os caminhos meus. Tanto quanto o céu está acima da terra, assim estão os meus
caminhos acima dos vossos” (Is 55,9).
Neste mês, entre outros, celebramos S. Camilo de Lélis. Ele nasceu na
Itália, em 1550. Quando adolescente, os pais faleceram e ele se viu sozinho no
mundo. Entregou-se à vida devassa e ao vício do jogo. Ficou doente e, sem
dinheiro, foi recolhido num hospital de caridade, em Roma. A convivência com os
religiosos e os bons conselhos que lhe davam fizeram com que Camilo mudasse de
vida. Depois de curado, continuou trabalhando no próprio hospital, como
enfermeiro. Ele via Jesus Cristo em cada doente. Sua preferência era pelos mais
pobres e por aqueles que eram rejeitados, devido ao mau cheiro ou por medo de
contágio.
Durante o ano santo de 1575, a peste encheu os hospitais de Roma, a
maioria gente pobre e sem nenhum recurso. Camilo desdobrava-se no atendimento a
eles. Um grupo de cristãos juntou-se a ele, e daí nasceram os camilianos,
religiosos, religiosas e leigos. S. Camilo faleceu dia 14/06/1614, com 64 anos
de idade.
Que São Camilo, junto com Maria Santíssima, a Imaculada e a Rainha de
todos os santos, intercedam por nós, para que sejamos também abertos aos bons
exemplos e aos conselhos das pessoas santas, e assim nos convertamos dia a dia.
No dia do julgamento, Tiro e Sidônia serão tratadas com menos dureza do
que vós.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Procuro,
faz tempo, entender o real significado de ‘saudades’. Quais as razões
implícitas no conteúdo desta palavra que é tão singular em nosso vocabulário? A
pergunta ficou no ar por muito tempo.
O
uso da meditação ajudou-me na primeira grande descoberta, quando percebi que
saudade deve ser diferente do sentimento de ausência.
Confesso
que para mim tudo o que se encaixava no conceito de falta significava saudade.
Grande equívoco, não é verdade?
Hoje
sei exatamente que ausência é a falta que jamais será preenchida, enquanto
saudade é a lembrança de algo ou alguém que marcou muito nossas vidas e que
poderá vir a se repetir. Diante disso, desta descoberta, jamais senti,
novamente, a saudade que dói; muito menos, permiti-me sentir a ausência de
alguém.
Meu
Mestre me ensinou que a ausência tem origem no apego. A matéria é apego. O
sentimento é saudade.
Apego
gera dependência e falta de iniciativa. Vários e-mails que recebo demonstram
que as pessoas não sabem conviver com o apego, que deve conter uma dose
consistente de dependência.
Nossa
felicidade jamais pode estar vinculada às pessoas que nos cercam, porque cada
uma vê e sente a vida pela ótica de sua evolução. Somos nós a projetar nos
outros o que esperamos que eles sejam. E isso é um grande equívoco.
Os
valores são individuais e ninguém consegue sentir a mesma coisa que o outro,
embora estejam vendo, vivendo, ou convivendo, com o mesmo cenário.
Não
há, portanto, regra que possa ser aplicada para se gerar a própria felicidade.
Como também não existe forma de se explicar a diferença entre saudade e apego.
Temos que descobrir, com esforço próprio, esta diferença, sentindo. Para sentir
é preciso isolar a matéria envolta no caso e simplesmente deixar que a emoção
aflore, sem forma e sem tempo.
Forma
e tempo são matéria. Na essência do Universo o tempo não conta. Quer um
exemplo? Quando você está absolutamente feliz com a companhia de alguém, o
passar do tempo é percebido? Não, né? Pois é. Fora deste planeta não há tempo.
Não temos necessidade de dormir. Dormir é físico. Não somos humanos,
simplesmente estamos humanos.
Não
há apego... Somos felizes.
Do
meu passado só admito sentir saudades. Quando percebo que é apego, procuro
execrar o sentimento.
Do
meu passado elimino todos os cenários que contemplam as dores. Elas são um
fardo muito pesado para ser carregado no presente. Elas, as dores, contaminam o
meu futuro. Não há como projetar uma boa vida se o passado negativo a
contamina.
A
morte ensina a dor do apego.
Se
seu apego tem dependência, elimine-o.
Se
sua saudade tem dor, elimine-a.
Se
sua vida não tem saudades, crie-as.
Viver
sem este sentimento é o mesmo que cozinhar sem sal... O sabor vai embora.
O
amor ensina a dor da saudade.
Viver
sem o passado ensina a crescer.
Como
você vai viver? A escolha é sua. Suas colheitas atuais dependem de suas
decisões tomadas no passado.
Não
se irrite, nem se culpe, só mude conceitos e valores. Culpa e irritação criam
doenças no corpo físico. Agindo assim irá alterar o fluxo de seus pensamentos e
atitudes. Obviamente será a seu favor.
Saul
Brandalise Jr
UM
ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ!
E
até que nos encontremos novamente,
que Deus
lhe guarde serenamente
na
palma de Suas mãos.
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