quarta-feira, 9 de julho de 2025

DIÁRIO DE QUINTA-FEIRA 10/07/2025

 

Quinta-feira, 10/07/2025

 

“No final, não nos lembraremos das palavras dos nossos inimigos, mas do silêncio dos nossos amigos.” (Martin Luther King)

 

 

EVANGELHO DE HOJE

Mt 10,7-15

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus

— Glória a vós, Senhor!

 

 

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 7"Em vosso caminho, anunciai: 'O Reino dos Céus está próximo'. 8Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. De graça recebestes, de graça deveis dar!

9Não leveis ouro nem prata nem dinheiro nos vossos cintos; 10nem sacola para o caminho, nem duas túnicas nem sandálias nem bastão, porque o operário tem direito a seu sustento. 11Em qualquer cidade ou povoado onde entrardes, informai-vos para saber quem ali seja digno. Hospedai-vos com ele até a vossa partida.

12Ao entrardes numa casa, saudai-a. 13Se a casa for digna, desça sobre ela a vossa paz; se ela não for digna, volte para vós a vossa paz. 14Se alguém não os receber, nem escutar vossa palavra, saí daquela casa ou daquela cidade, e sacudi a poeira dos vossos pés. 15Em verdade vos digo, as cidades de Sodoma e Gomorra serão tratadas com menos dureza do que aquela cidade, no dia do juízo".

 

 

Palavra da Salvação

Glória a vós Senhor.               

 

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

Alexandre Soledade

 

 

Bom dia!

Aonde está o reino de Deus? Aonde e por onde já o procuramos? Li certa vez numa camiseta a seguinte frase: “dinheiro não é tudo, é 100%”. Vai saber se é mesmo?

 “(…) Porque nada trouxemos ao mundo, como tampouco nada poderemos levar. Tendo alimento e vestuário, contentemo-nos com isto. Aqueles que ambicionam tornarem-se ricos caem nas armadilhas do demônio e em muitos desejos insensatos e nocivos, que precipitam os homens no abismo da ruína e da perdição. Porque a raiz de todos os males é o amor ao dinheiro. Acossados pela cobiça, alguns se desviaram da fé e se enredaram em muitas aflições”. (I Timóteo 6, 7-10)

O que é o dinheiro se não temos a paz para gastá-lo?

Precisamos muito do dinheiro para pagar nossas contas e manter nosso padrão de vida e a nossa qualidade de vida, mas ele não nos visita, não nos consola, não nos alegra no dia da tristeza. Vi certa vez na internet um homem que ganhou milhões de dólares na loteria, no entanto hoje tenta recuperar o velho emprego de gari.

Assistindo um documentário do History Channel sobre o paradeiro da arca da aliança os pesquisadores e arqueólogos não descartam a possibilidade que ela, por ser feita de madeira possa ter se desmanchado com o tempo, sobrando apenas o ouro que a revestia.

A arca carregava as tábuas da Lei, que eram de pedra, onde Moisés apresentou ao povo os dez mandamentos. Poderia então tamanho tesouro virado pó junto com a madeira? O que havia de mais precioso lá, as tábuas ou a mensagem?

Do êxodo até os dias atuais, em que momento de nossas vidas não usamos como referência os dez mandamentos? Na criação dos nossos filhos eles estão, nos direitos e deveres públicos eles estão lá também, no entanto o ouro não está.

Precisamos nos empenhar ainda mais a levar a mensagem de um reino de Deus que “paira” sobre nós, mas que insistimos em não ver. Que o dinheiro, as posses, os bens devem ser os adornos e não a vestimenta. Que a busca da felicidade não pode estar condicionada a se acertar na loteria, em ser milionário, (…).

Quem nunca sonhou estar de férias no caribe, na Europa, em Nova York com toda a família, num hotel de luxo numa praia paradisíaca digna de um filme de Hollywood? Como sonhar é bom! Por que então não acrescentamos nesses sonhos que temos a paz, o sorriso de nossos filhos, a presença dos nossos amigos? O ouro pode estar também na realidade que vivemos, esteja acontecendo num fundo de um quintal ou numa laje sem cobertura.

Se recebermos de coração aberto a paz ela será convidada a ficar, com dinheiro ou sem dinheiro! “(…) Que a paz esteja nesta casa! Se as pessoas daquela casa receberem vocês bem, que a saudação de paz fique com elas”.

O que me impressiona é nossa vontade de construir patrimônio e se esquecer dos alicerces que de fato nos sustentam para poder usufruir da conquista. E quanto a questão de onde estaria o reino de Deus… Se de fato as tábuas viraram pó é bem provável que elas até hoje estão no ar, ao nosso redor, sobre nós, sobre os irmãos…

Encontrou? A mensagem sobrevive ao tempo. É ela o verdadeiro patrimônio contido na arca da aliança.

Fecho esse texto com a reflexão proposta pelo site da CNBB, para esse mesmo texto, no ano passado:

 “(…) A vida de quem é discípulo de Jesus consiste em fazer as obras do reino de Deus para manifestar a sua presença no meio dos homens. É deixar de lado as suas próprias obras para que, como enviado por Jesus, realize as obras de Deus. Para que isso seja possível, o discípulo de Jesus não deve colocar a sua confiança nos bens materiais, mas em Deus, que tudo proverá para que a sua obra seja coroada de êxito. Com essa confiança em Deus, o discípulo de Jesus deve procurar estar atento a tudo o que acontece ao seu redor, para que não perca nenhuma chance de fazer o bem aos que necessitam dele e possa ser, também, um promotor da paz”.

A exemplo de São Barnabé, nos empenhamos em levar a notícia que muda a vida verdadeiramente. O que levar? o que é importante.

Um imenso abraço fraterno.

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO

 

 

Poucas coisas são tão pesadas quanto as palavras e emoções que carregamos dentro de nós. São coisas que não podemos colocar no chão para descansar um pouco e pegar depois, com forças renovadas. Elas nos seguem e, por que não dizer, nos perseguem.

As vezes nos sentimos pequeninos sim. As vezes queremos não dizer nada, estar simplesmente nos braços de alguém e fechar os olhos e outras, gostaríamos de gritar nossa dor, nossa revolta e deixar que as lágrimas façam caminho no nosso rosto.

Mas nos calamos... por que reconhecer nossa fragilidade diante de outra pessoa é expor-se, entregar-se a ela, na nudez da alma. E por pudor, medo, vergonha ou orgulho, não queremos isso.

Portanto, a fragilidade não está em mostrar-se frágil. Só os fortes são capazes de reconhecer suas fraquezas para melhor lidar com elas. Ser forte é desenvolver a capacidade de lidar com as emoções, que corroem o ser como uma doença incurável.

Desabafar é abrir as portas do coração e as janelas da alma. Deixar sair o ar fechado e entrar o sol. É soltar palavras e acolher alívio; é partir para o grande voo da liberdade que todo mundo anseia.

Mas, claro, é preciso sabedoria para se saber onde vamos. Não podemos sair por aí proclamando a todo mundo que temos situações mal resolvidas dentro de nós. Temos que escolher cuidadosamente as pessoas que são capazes de nos receber com maturidade, sem julgamentos.

Há pessoas que nos fazem crescer. Os grandes amigos estão incluídos nessa categoria. A eles então nossas portas podem ser abertas e as palavras poderão fluir, até que nos sintamos mais leves.

E há ainda e, principalmente, Aquele que mesmo conhecendo nosso íntimo melhor ainda que nós, aceita e pede que nosso coração se abra.

Ele nos pega nos braços, seca nossas lágrimas e nos carrega no colo. Ele nos leva até a praia e nos  apresenta o raiar do dia e o pôr-do-sol...  nos diz que a natureza também dorme, acorda e chora às vezes, mas que assim é a vida e que o importante mesmo é continuar de pé, buscando um mundo melhor.

Letícia Thompson      contact@leticiathompson.net

 

 

 

 

 

 

 

 

 

UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ!

 

E até que nos encontremos novamente,

que Deus lhe guarde serenamente

na palma de Suas mãos.

 

 

 

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