quinta-feira, 17 de julho de 2025

DIÁRIO DE SEXTA-FEIRA 18/07/2025

 

Sexta-feira,18/07/2025

 

"A diferença entre um homem de sucesso e outro orientado para o fracasso é que um está aprendendo a errar, enquanto o outro está procurando aprender com os seus próprios erros." (Confúcio)

 

 

EVANGELHO DE HOJE

Mt 12,1-8

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus

— Glória a vós, Senhor!

 

 

Naquele tempo, num dia de sábado, Jesus passou pelas plantações de trigo. Seus discípulos estavam com fome e começaram a arrancar espigas para comer. Vendo isso, os fariseus disseram-lhe: "Olha, os teus discípulos fazem o que não é permitido fazer em dia de sábado!" Jesus respondeu: "Nunca lestes o que fez Davi, quando ele teve fome e seus companheiros também? Ele entrou na casa de Deus e todos comeram os pães da oferenda, que nem a ele, nem aos seus companheiros era permitido comer, mas unicamente aos sacerdotes? Ou nunca lestes na Lei, que em dia de sábado, no templo, os sacerdotes violam o sábado e não são culpados? Ora, eu vos digo: aqui está quem é maior do que o templo. Se tivésseis chegado a compreender o que significa, 'Misericórdia eu quero, não sacrifícios', não condenaríeis inocentes. De fato, o Filho do Homem é Senhor do sábado".

 

 

Palavra da Salvação

Glória a vós Senhor.               

 

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

Alexandre Soledade

 

Bom dia!

Uma interpretação possível desse texto nos faz lembrar situações comuns em nosso dia-a-dia: hipocrisia, falsos moralismos, pré-julgamentos e a inveja. Como nossa vida seria “tediosa” sem elas? (Risos). Quem nunca chorou ou se entristeceu por uma ou mais dessas situações?

Existem pessoas, (muitas vezes até nós mesmos) que perdem horas do seu dia semeando e colhendo essas plantinhas de desamor. Minha avó dizia que o que plantamos nasce, creio eu que na verdade o que plantamos nasce se adubarmos ou regarmos. Uma ideia, uma palavra mal colocada ou refletida, pode ser superada se não a levarmos para frente. Explicarei melhor (…)

Convido a lembrarmos da última vez que me irritei com algo ou alguém. Qual foi a razão? Será que conseguimos lembrar se foi algo que realmente merecia todo aquele alvoroço? Será que minha atitude condiz com que penso ou foi uma explosão movida por algo mais?

Jesus nos trouxe a Boa Nova como um alimento diário – um pão de cada dia. Esse pão é recheado de sabor, pois deriva de palavras de solidariedade, honestidade, compaixão, misericórdia, (…) São palavras doces que até na mais dura das exortações e mediante toda a tristeza que o arrependimento nos proporciona, não nos causa sofrimento. Essa tristeza que deriva do sentimento puro de arrepender-se gera em nós posteriormente a paz. No entanto as palavras que saem de nossa boca, quando recheadas de hipocrisia, falsos moralismos, pré-julgamentos e a inveja, colocam o ser mais seguro em situação de fragilidade.

 “(…) Pois a tristeza segundo Deus produz o arrependimento e, assim, leva à salvação. E isso ninguém lamentará! Mas a tristeza segundo o mundo produz a morte”. (II Coríntios 7, 10)

Conheci uma senhora que conseguia fazer com que qualquer conversa se tornasse angustiante. Ela sabia da “vida” de cada um e o que não conhecia, ela própria criava um enredo que até a própria Glória Peres se emocionaria (risos). A criação fértil daquele que procura ver o defeito em tudo, e em especial nas pessoas, é uma coisa incrível. E como o próprio nome já diz – fértil – torna-se um campo vasto para nascerem as sementes do desamor. Quantos de nós às vezes não somos assim. Às vezes não somos tão “férteis” como ela, mas regamos a plantinha, quando levamos a conversa pra frente

Jesus, não uma e nem duas vezes, enfrentou os férteis ou os que regavam a discórdia. Hoje os fariseus desse evangelho, podem ser todos os intolerantes, os egocêntricos, (…) que da boca brotam palavras lindas, mas o coração ainda não conheceu o amor e a compaixão.

Existem pessoas ao nosso redor que pedem uma nova oportunidade, uma chance, (…) que já demonstraram a mudança, a conversão, (…) não recebem uma chance nossa. Existem pessoas que coordenavam nossas equipes e pastorais e se afastaram, pois aconteceu uma gravidez não planejada; ou aquele (a) que se apaixonou, abandonou a casa, “amasiou”, largou e agora seus antigos amigos não o (a) recebem de volta.

Quantos casais acabaram seus relacionamentos de anos, pois um encontrou fora de casa à atenção que não recebia do (a) parceiro (a) e envergonhado resolveu voltar e não foi aceito, pois me questionei “o que os outros iriam falar”? Quantos pais bêbados num bar deixaram de ser trazidos pra casa, pois seus filhos têm vergonha dele? Quantas pessoas que por fragilidade aceitam namoros regrados a maus tratos, agressões, (…) com medo de ficar sozinho (a)?

Jesus queria a misericórdia e não o sacrifício! Amar, querer o bem, torcer por alguém, ajudar a levantar, (…) não devem ser encarados como sacrifício por ninguém. Se hoje amar, alguém que me odeia é um sacrifício, pelo menos queiramos o seu bem. Ocupemos nossos pensamentos com coisas que deem bons frutos. Não reguemos o mal.

 “(…) Quanto ao mais, irmãos, ocupai-vos com tudo o que é verdadeiro, digno de respeito ou justo, puro, amável ou honroso, com tudo o que é virtude ou louvável. Praticai o que de mim aprendestes e recebestes e ouvistes, ou em mim observastes. E o Deus da paz estará convosco”. (Filipenses 4, 8-9)

Um imenso abraço fraterno.

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO

 

De norte a sul, de leste a oeste, todo mundo quer ser feliz. Não é tarefa das mais fáceis. A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.

 

Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica, a bolsa Louis Vitton e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor… não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito.

 

É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Por que só podemos ser felizes formando um par, e não como ímpares? Ter um parceiro constante não é sinônimo de felicidade, a não ser que seja a felicidade de estar correspondendo às expectativas da sociedade, mas isso é outro assunto. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com três parceiros, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.

 

Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.

 

Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um game onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo.

Martha Medeiros

 

 

 

 

 

 

 

UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ!

 

E até que nos encontremos novamente,

que Deus lhe guarde serenamente

na palma de Suas mãos.

 

 

 

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