Quinta-feira,
03/07/2025
“O
cofre do Banco contém apenas dinheiro. Frustrar-se-á quem pensar que nele
encontrará riqueza.” (Carlos Drumond de Andrade)
EVANGELHO DE HOJE
Jo
20,24-29
— O
Senhor esteja convosco.
—
Ele está no meio de nós.
—
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João
—
Glória a vós, Senhor!
Tomé,
chamado Dídimo, que era um dos doze, não estava com eles quando Jesus veio.
25Os outros discípulos contaram-lhe depois: "Vimos o Senhor!" Mas
Tomé disse-lhes: "Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não
puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não
acreditarei". 26Oito dias depois, encontravam-se os discípulos novamente
reunidos em casa, e Tomé estava com eles. Estando fechadas as portas, Jesus
entrou, pôs-se no meio deles e disse: "A paz esteja convosco".
27Depois disse a Tomé: "Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende
a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel". 28Tomé
respondeu: "Meu Senhor e meu Deus!" 29Jesus lhe disse: "Acreditaste,
porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!"
Palavra
da Salvação
Glória
a vós
Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade
Bom dia!
Como sou lembrado? Como é que somos vistos? Isso importa para mim? Chega
ao ponto de me incomodar? Será que meus erros passados pesam ainda sobre meus
ombros?
Costumo dizer que o diabo é o melhor paparazzo que existe. Ele sempre está
presente quando fazemos grandes ou pequenas burradas. Ele “tira” fotos dos
nossos deslizes em todas as posições e ângulos possíveis esperando o momento
certo – quando bate em meu coração o desejo do arrependimento puro e sincero.
Queremos voltar a caminhar, fazer, portanto o que é correto (…) então
ele “revela” as “fotos” dos nossos equívocos em nossa mente. É um mini
flashback. Lembramos de tudo nos mínimos detalhes e envergonhados, fugimos do
perdão. Quem nunca passou por isso? As “fotos” uma após outra “se revelam” em
nossa mente e a tristeza toma o lugar da vontade de voltar.
Não sei bem, mas surge então um dos nossos mecanismos de defesa (ou
seria de agressão?): passo a avalizar e julgar também os outros! -“Eu sei que
fiz”, mas ele (a) também não é santo (a) porque fez isso e isso (…). Fazemos
muito isso sem pensar.
O que isso tem a ver com Tomé? Como ele é lembrado? A ele é dado o
estigma da incredulidade. O engraçado que esse mesmo homem, em meio à dúvida
dos apóstolos, sugere que todos acompanhem Jesus à Jerusalém e, se for o caso,
morram com Ele. Não lembramos Tomé por isso e sim pela sua fraqueza!
“(…) A isso Tomé, chamado Dídimo,
disse aos seus condiscípulos: Vamos também nós, para morrermos com ele”. (João
11, 16)
Pedro é lembrado pela tríplice negação, por não ter conseguido andar
sobre as águas, por ter cortado a orelha de Malco, mas José Prado Flores
apresenta uma perspectiva interessante desse apóstolo: Ele foi o único que teve
coragem de TENTAR caminhar nas águas; de fato Ele negou, mas ele estava lá,
onde estavam os outros? Pedro agride o soldado, pois reconhecia aquele ato
infundado como um ato contra o filho de Deus, sendo ele o primeiro a reconhecer
isso. E nós como somos lembrados? Como nos lembramos dos que nos acompanham?
É, pois tão difícil fazer o caminho de volta, reconhecendo seus próprios
erros e terrível encontrar alguém se pondo num trono de vaidade e soberba a
apontar nossos defeitos que o paparazzo já fez questão de revelar! Nesse
momento alguém pede apenas uma chance! O perdão não deve ser negado ou
condicionado. O resgate da confiança, sim vai depender dos próximos atos, mas
não devemos negar o perdão.
“(…) É por isso que o Senhor está
desejoso de vos perdoar; é por isso que ele se ergue para vos poupar; porque o
Senhor é um Deus justo; ditosos aqueles que nele esperam”. (Isaias 30, 18)
Começamos a viver uma convocação do papa Bento XVI – o ano sacerdotal.
Algo que, nesse evangelho é devidamente apropriado. O padre ou presbítero é, em
bom coloquial, “gente como a gente”. Alguém que busca, como nós, fazer mais
coisas certas que não certas. E como é lembrado? Vejo alguém jogando futebol e
quero participar. O jogo tem regras, mas desejo que elas se adaptem a mim.
Advinha quem é o juiz do jogo?
Em algum momento já escutamos que a igreja não deixa isso, isso e isso
(…) mas é a regra da igreja, o que chamamos de tradição e deve ser respeitada.
Não é culpa do padre! Se levássemos a sério o casamento não casaríamos pôr fogo
de palha ou evento social (respeito as exceções particulares); se levássemos a sério
a catequese, creio eu que teríamos mais crianças e adultos com amor ao próximo,
pois temos católicos que vemos no batismo e depois no casamento.
Se levássemos mais a sério o Pai Nosso não teríamos perdido tantos
irmãos e irmãs para outras religiões e se lá estão bem e reconhecem a Deus:
Glória a Deus! Gostaria, sinceramente, que estivessem aqui em só rebanho, mas
“nossos dedos” os empurraram pra longe.
São Tomé sou eu, você, nós que no fim das nossas mazelas, reconhecemos
nossas fraquezas e dizemos: “(…) Meu Senhor e meu Deus”! Somos chamados a ver
as chagas do mundo dentre elas as nossas.
Um imenso abraço fraterno!
MOMENTO DE REFLEXÃO
Nosso
medo é nosso fardo, embora possa ser também nosso meio de defesa.
O
medo que gera a prudência é positivo e necessário.
Podemos
observar já em bebezinhos o medo de perder a mãe. Não sei se vocês já viram um
vídeo de um aborto onde o feto tenta desesperadamente de se agarrar à vida.
Nos
animais o medo faz com que se defendam. Nesse ponto prepara-os para um eventual
perigo.
O
medo é o sinal laranja que nos diz "atenção!"
Mas
esse pode ser também destrutivo, quando deixamos que tome conta da gente. Há
pessoas que se deixam levar por esse sentimento de tal forma que são incapazes
de tomar qualquer atitude. Elas se bloqueiam, se petrificam diante de situações
que temem e ficam sem ação. E fazendo isso, deixam de viver normalmente, são
atingidas em pleno peito pelo que tanto receiam.
Muitos
morrem do próprio temor. Tanto eles temem que acabam atraindo para si mesmos a
infelicidade. É o caso de pessoas que temem acidentes a tal ponto de
sentirem-se petrificadas diante de uma situação que poderiam facilmente evitar.
Ou doenças.
Nosso
cérebro é algo extraordinário. Ele coordena e comanda todo o nosso corpo e as
nossas ações. Exercitá-lo diariamente com nossos medos pode ser muito perigoso.
Nossas palavras têm poder e nossos pensamentos também.
Muitos
temem amar. Medo de decepções, de sofrimento. Preferem se fechar numa concha e
olhar o mundo através duma janela do que se abrir e se entregar ao inevitável.
Amor traz sofrimento sim. Mas quanta felicidade traz também, quanta agitação no
peito, quanto suspiro, quanto brilho nos olhos, quanta beleza!
É a
velha história do copo pelo meio: uns vêm meio cheio, outros meio vazio. E isso
faz uma grande diferença!
As
pessoas otimistas preferirão correr o risco e viverão plenamente todas as
coisas. As outras serão apenas passantes da vida, não viventes.
E o
medo é algo tão inerente ao ser humano que até mesmo quando se sente feliz,
sente medo. Medo que seja bom demais, que isso passe, que isso se perca. E no
auge da felicidade o medo se instala. E, se instalando, estraga tudo, nos
impede de viver o momento presente, tão divino. Como o ciúme, que corrói a alma
e relacionamentos e destrói minutos e horas que poderiam ser maravilhosos.
Jogamos fora nosso tempo a troco de nada.
Então
troque!
Troque
uma boa briga por um bom beijo! Troque a indiferença por um pouco de atenção!
Troque o medo pela ousadia (só o suficiente!)!
O pessimismo por uma gota de otimismo! Um aperto de mão por um gostoso
abraço! Um instante de inquietação por um segundo de oração. Uma maldição por
uma bênção!
Experimente
a vida!!!
Letícia
Thompson
UM
ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ!
E
até que nos encontremos novamente,
que Deus
lhe guarde serenamente
na
palma de Suas mãos.
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