Quinta-feira
24/07/2025
“No
amor - Se você está sem nenhum...Sorria! O sorriso nos torna mais atraentes.”
EVANGELHO DE HOJE
Mt
13,10-17
— O
Senhor esteja convosco.
—
Ele está no meio de nós.
—
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus
—
Glória a vós, Senhor!
Naquele
tempo, 10Jesus estava ensinando numa sinagoga, em dia de sábado. 11Havia aí uma
mulher que, fazia dezoito anos, estava com um espírito que a tornava doente.
Era encurvada e incapaz de se endireitar. 12Vendo-a, Jesus chamou-a e lhe
disse: “Mulher, estás livre da tua doença”. 13Jesus pôs as mãos sobre ela, e
imediatamente a mulher se endireitou e começou a louvar a Deus.
14O
chefe da sinagoga ficou furioso, porque Jesus tinha feito uma cura em dia de
sábado. E, tomando a palavra, começou a dizer à multidão: “Existem seis dias
para trabalhar. Vinde, então, nesses dias para serdes curados, não em dia de
sábado”.
15O
Senhor lhe respondeu: “Hipócritas! Cada um de vós não solta do curral o boi ou
o jumento, para dar-lhe de beber, mesmo que seja dia de sábado? 16Esta filha de
Abraão, que Satanás amarrou durante dezoito anos, não deveria ser libertada
dessa prisão, em dia de sábado?” 17Esta resposta envergonhou todos os inimigos
de Jesus. E a multidão inteira se alegrava com as maravilhas que ele fazia.
Palavra
da Salvação
Glória
a vós Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade
Bom dia!
Existem coisas que nos incomodam tanto que até irritam como, por
exemplo, alguém falar algo que estou fazendo que não está correto, que ao mesmo
tempo sei que estou errado, mas não quero escutar. Conseguiu entender? “(…)
Vocês ouvirão, mas não entenderão; olharão, mas não enxergarão nada. Pois a
mente deste povo está fechada: Eles taparam os ouvidos e fecharam os olhos. Se
eles não tivessem feito isso, os seus olhos poderiam ver, e os seus ouvidos
poderiam ouvir; a sua mente poderia entender, e eles voltariam para mim, e eu
os curaria”!
Mesmo querendo meu bem, essa pessoa que me interpela passa a ser vista
inconscientemente como um agressor. Defendemo-nos naturalmente e basicamente de
forma gestual torcemos a boca, olhamos para o lado, começo a escrever algo para
não prestar a atenção, saio do local e vou beber água, fujo […]. Procuro fazer
de tudo pra não ter que me conflitar comigo mesmo.
Engraçado é que a pessoa pode nem ter dito meu nome e tão pouco sugerido
ou apontado pra mim, mas aquela sensação que brota da sua exortação revela um
eu que não quero que as máscaras caiam.
De duas uma, OU ME DEFENDO OU ACOLHO. Se optar pela defesa posso
contra-atacar com frases duras procurando defeitos no agressor, fato comum
entre marido e mulher quando um perde a razão e passa a procurar algo no
passado que o faça sair vencedor (uma briga antiga, uma falta do passado,…
Apesar disso eu preciso aprender a filtrar e evitar esse “contra-ataque”.
Exemplo: alguém que está insatisfeito com sua vida, com seu trabalho,
com que ganha, o que não tem, (…) e sai de casa para um estádio, uma festa, pra
descontar sua própria insatisfação “naquele carinha alegre que nem sei por que
ele está feliz”. Quantos acidentes de trânsito poderiam ser evitados se não
levássemos os problemas de casa pra buzina?
Já reparou algumas pessoas dentro da igreja parecem estar sempre
insatisfeitas quando nossas coisas dão certo ou do jeito delas? Sempre tecem
comentários acres, secos e cheio de apontamentos aos defeitos. Imagine então no
tempo de Jesus? Um homem simples, de uma família simples que se “atrevia” a
ensinar as pessoas que o amor é maior que a lei. Que ao denunciar uma falta ou
erro insistia em dizer que nos amava e não nos agredia. Será que precisamos
reaprender a acolher os conselhos, sugestões e opiniões dos que nos querem ver
crescer e parar um pouco de sempre acreditar que estão pegando no meu pé?
“(…) Depois, é preciso ter em
grande consideração o bem comum. Amar alguém é querer o seu bem e trabalhar
eficazmente pelo mesmo. Ao lado do bem individual, existe um bem ligado à vida
social das pessoas: o bem comum. É o bem daquele ‘nós – todos’, formado por indivíduos,
famílias e grupos intermédios que se unem em comunidade social. Não é um bem
procurado por si mesmo, mas para as pessoas que fazem parte da comunidade
social e que, só nela, podem realmente e com maior eficácia obter o próprio
bem. Querer o bem comum e trabalhar por ele é exigência de justiça e de
caridade”. (§ 7 Carta Encíclica Caritas In Veritate – Bento XVI)
Não podemos nos fechar ao mundo, as correções, ao crescimento, (…) pode
gerar em nós uma falsa tranquilidade. Minha mãe diz “síndrome da Gabriela” ou
seja aquele (a) que teme tanto a correção que canta: “Eu nasci assim, vou viver
assim, vou morrer assim…”.
O coração é semelhante a uma casa com crianças pequenas, depois de um
tempo precisa de reformas, pintura, derrubar umas paredes, mais um quarto para
os hóspedes…
Abramos nosso coração às reformas!
Um imenso abraço fraterno
MOMENTO DE REFLEXÃO
Conta
uma lenda, que dois monges atravessam uma área deserta e diante de um rio
violento, avistaram uma linda jovem que tentava atravessá-lo sem sucesso. Um
dos monges, não sem dificuldades, atravessou o rio e colocando a mulher em suas
costas conseguiu atravessar o rio em segurança. A jovem abraçou-lhe agradecida
comovida com o seu gesto e seguiu seu caminho.
Retornando
a jornada, o outro monge que assistiu a tudo calado, repreendeu o amigo,
falando do contato carnal que houve com aquela jovem, da tentação de ter aquele
contato mais direto com uma mulher, o que era proibido pelas suas leis. E
durante um bom trecho do caminho, esse monge falou sobre a mulher e sobre o
pecado cometido até que aquele que ajudou a jovem na travessia falou:
-
Querido amigo, eu atravessei o rio com a jovem e lá eu a deixei, mas você ainda
continua carregando-a em seus pensamentos.
Assim,
todos sabem que Deus não nos dá fardos maiores que aqueles que podemos
suportar, e muitos dos nossos fardos já poderiam estar abandonados em outras
curvas da vida, mas nós em carregá-los. Levamos nossas dores e frustrações ao
extremo, dramatizamos demais, elevamos ao cubo cada dor, cada ofensa, cada
contrariedade e por isso, não conseguimos relaxar, perdoar ou mesmo ser feliz,
pois o peso que vamos acumulando em nossas costas são demais para qualquer
cristão.
Neste
dia especial, eu te convido a uma reflexão: quais são os fardos que você
continua carregando e que já não estão mais com você? Qual é a dor que você
anda revivendo e fazendo com que velhas feridas voltem a sangrar? Por que você
não consegue perdoar quem te magoou? Quantas oportunidades você anda deixando
para trás por estar amarrado ao passado?
Desarme-se!
Dos
velhos pensamento, do espírito, da revolta, da tristeza. Hoje é dia de desmontar o velho acampamento do
comodismo e seguir adiante na longa jornada que a vida apresenta. Quanto mais
leve a sua "mochila", mais fácil a subida rumo a felicidade.
Paulo
Roberto Gaefke
UM
ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ!
E
até que nos encontremos novamente,
que Deus
lhe guarde serenamente
na
palma de Suas mãos.
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