Domingo, 22 de abril de
2018
"Nunca oro
suplicando cargas mais leves, mas ombros mais fortes".(Phillips Brooks)
EVANGELHO DE HOJE
Jo 10,11-18
— O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
— PROCLAMAÇÃO do
Evangelho de Jesus Cristo, segundo João
— Glória a vós, Senhor!
Eu sou o bom Pastor; o
bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas.
Mas o mercenário, e o
que não é pastor, de quem não são as ovelhas, vê vir o lobo, e deixa as
ovelhas, e foge; e o lobo as arrebata e dispersa as ovelhas.
Ora, o mercenário foge,
porque é mercenário, e não tem cuidado das ovelhas.
Eu sou o bom Pastor, e
conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido.
Assim como o Pai me
conhece a mim, também eu conheço o Pai, e dou a minha vida pelas ovelhas.
Ainda tenho outras
ovelhas que não são deste aprisco; também me convém agregar estas, e elas
ouvirão a minha voz, e haverá um rebanho e um Pastor.
Por isto o Pai me ama,
porque dou a minha vida para tornar a tomá-la.
Ninguém ma tira de mim,
mas eu de mim mesmo a dou; tenho poder para a dar, e poder para tornar a
tomá-la. Este mandamento recebi de meu Pai.
Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz
(In Memorian)
O bom
pastor dá a vida por suas ovelhas.
Hoje, o
quarto domingo da Páscoa, chamado o Domingo do Bom Pastor, nós celebramos o Dia
Mundial de Oração pelas Vocações Sacerdotais e Religiosas. No Evangelho, Jesus
se apresenta como o Bom Pastor que dá a vida por suas ovelhas. A parábola está
dividida em três partes, e continua amanhã e depois.
A
comparação é muito viva, porque seus ouvintes eram, na maioria, pastores. Jesus
é o nosso Bom Pastor e nós somos as suas ovelhas. Ele cuida de nós com carinho,
inclusive carregando nas costas as ovelhas que se afastam do rebanho (Lc
15,1-10). Deus ama você por inteiro, isto é, com as suas falhas e tudo. Por
isso que ele vai atrás de você, quando você peca. Não só vai atrás mas, com
carinho põe você nas costas e traz de volta para o rebanho. Como é bom sabermos
disso! Faz-nos felizes e alegres, em meio às lutas da vida.
“O
mercenário, quando vê o lobo chegar, abandona as ovelhas e foge, e o lobo as
ataca e devora. Pois ele é apenas mercenário e não se importa com as ovelhas.”
Nós cristãos nos preocupamos com as ovelhas desgarradas, que estão à mercê dos
mercenários, pessoas que têm outros interesses que não são o bem das ovelhas.
Queremos trazer todas para o rebanho do Bom Pastor, pois assim elas estarão
protegidas e se salvarão.
Redil é o
curral de ovelhas. Ele geralmente é grande e cabem muitos rebanhos, que passam
a noite juntos para se defenderem dos animais predadores. Quando começa o dia,
é só o pastor chamar que as suas ovelhas vêm.
“Conheço
as minhas ovelhas e elas me conhecem.” Deus nos deu um dom, chamado “sensus
fidelium”. A tradução literal é: O sentido dos fiéis. São Clemente traduzia
esse dom chamando-o de “nariz católico”: Os cristãos têm um “faro” pelo qual
percebem se uma pessoa está falando em nome da Igreja de Jesus Cristo, ou não.
“Tenho
ainda outras ovelhas que não são deste redil: também a elas devo conduzir.”
“Jesus viu uma grande multidão e encheu-se de compaixão por eles, porque eram
como ovelhas que não têm pastor” (Mc 6,34). Era por isso que Jesus não parava,
vivia pregando a Palavra de Deus, curando os doentes e fazendo todo tipo de bem
ao povo. Ele sabia que o povo está sujeito a milhares de mercenários e de
lobos, que não se interessam pelas ovelhas e querem apenas aproveitar-se delas.
Nesta
parábola do Bom Pastor, Jesus vê a sociedade divida em quatro grupos: 1) As
ovelhas, isto é, o povo em geral. 2) Os lobos são os exploradores do povo. 3)
Os mercenários são aqueles que só cumprem o que está mandado, pensando não no
povo, mas no seu salário ou nos seus interesses. 4) E felizmente existem os
bons pastores que continuam o trabalho de Jesus, cuidando bem das ovelhas e
indo atrás das ovelhas afastadas. Pena que estes são poucos! “A colheita é
grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi, pois, ao Senhor da colheita que
envie trabalhadores para sua colheita!” (Mt 9,37-38). O desejo de Jesus é que
haja “um só rebanho e um só pastor”. Este é também o nosso desejo e a nossa
luta.
Certa vez,
Jesus estava andando com os Apóstolos e anoiteceu. Noite muito escura, de modo
que não podiam mais andar. Pedro foi até uma casa e bateu. Veio o dono da casa
e ele lhe disse: “A gente queria um pouso. É possível?” O homem falou: “Sim.
Nós damos um jeito”. Pedro ficou meio sem graça e disse: “Acontece que eu não
estou sozinho. Há mais doze ali na estrada”. O homem assustou-se, mas pensou um
pouco, conversou com a esposa e respondeu: “Mande-os entrar aqui. A gente dá um
jeito”. Pedro chamou o grupo, eles entraram e lavaram os pés enquanto a dona da
casa preparava algo para comerem. Eles comeram e foram dormir. No outro dia,
agradeceram e foram embora.
Muitos
anos se passaram e aquele dono da casa morreu. Quando foi chegando à porta do
céu, encontrou doze parentes seus que estavam tristes, porque S. Pedro não os havia
deixado entrar. Disse-lhes que o lugar deles era o inferno. Então falaram para
o homem que acabava de chegar: “A gente estava esperando você, porque sabíamos
que você vinha logo. Converse lá, dê um jeito”.
O homem
aproximou-se da porta, S. Pedro olhou a ficha dele e disse: “Sua ficha é
pesada. Seu lugar seria o inferno. Mas você acolhia os peregrinos. E, como
Jesus disse: ‘Eu era peregrino e me acolheste, por isso venha para o Reino’,
você está admitido. Pode entrar”.
Nesta hora
o homem falou: “Mas eu não estou sozinho. Tenho mais doze ali atrás!” Pedro
olhou bem para ele e se lembrou da hospedagem lá na terra. Emocionado, usou a
mesma frase que o homem havia usado para ele: “Pode chamar todos eles; a gente
dá um jeito”. Assim todos entraram no céu e fizeram a festa, a festa que não
tem mais fim.
Os
peregrinos são como ovelhas desgarradas. Precisamos acolhê-los.
Neste Dia
Mundial de Oração pelas Vocações Sacerdotais e Religiosas, peçamos a Maria
Santíssima, a Mãe da Igreja, que interceda por nós junto do seu Filho, para que
tenhamos muitas e santas vocações!
O bom
pastor dá a vida por suas ovelhas.
VÍDEO DA SEMANA
Mario Sergio Cortella • Educação,
Infância e Consumo
MOMENTO DE REFLEXÃO
Uma oração
em cada dedo
1. O
Polegar é o mais próximo de você. Então comece a orar por aqueles que lhe são
mais próximos. Eles são os mais facilmente lembrados. Orar por nossos entes
queridos é "uma doce obrigação"!
2. O seguinte é o dedo indicador. Ore por
aqueles que ensinam, instruem e curam. Isso inclui mestres, professores,
médicos e padres. Eles necessitam de apoio e sabedoria para indicar a direção
correta aos outros. Mantenha-os em suas orações sempre presentes.
3.
O próximo dedo é o mais alto. Ela nos lembra dos nossos líderes. Ore
para que a presidenta, congressistas, empresários e gestores. Essas pessoas
dirigem os destinos de nossa nação e orientam a opinião pública. Eles precisam
da orientação de Deus.
4. O quarto dedo é o nosso dedo anelar.
Embora muitos fiquem surpresos, é o nosso dedo mais fraco, como pode dizer
qualquer professor de piano. Ele deve lembrar-nos a rezar para os fracos, com
muitos problemas ou prostrados pela doença. Eles precisam da sua oração dia e
noite. Nunca é demais para orar por eles. Você também deve se lembrar de orar
pelos casamentos.
5. E finalmente o nosso dedo mindinho, o
dedo menor de todos, que é a forma como devemos nos ver diante de Deus e dos
outros. Como a Bíblia diz que "os últimos serão os primeiros". Seu dedo
mindinho deve lembrá-lo de orar por você. Quando você estiver orado para os
outros quatro grupos, suas próprias necessidades estarão na perspectiva
correta, e você poderá rezar melhor pelas suas necessidades.
BISPO BERGOGLIO (PAPA FRANCISCO)
(Livre
tradução do espanhol: Pe. Helder José, C.Ss.R.)
UM ABENÇOADO DIA PRA
VOCÊ...
E até que nos
encontremos novamente,
que Deus lhe guarde
serenamente
na palma de Suas mãos.
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