Terça-feira, 17 de abril
de 2018
"Se eu não tenho sobre mim próprio o direito de matar,
quem o concedeu à sociedade?"(Étienne Pivert de Senancour)
EVANGELHO DE HOJE
Jo 6,30-35
— O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
— PROCLAMAÇÃO do
Evangelho de Jesus Cristo, segundo João
— Glória a vós, Senhor!
Disseram-lhe, pois: Que
sinal, pois, fazes tu, para que o vejamos, e creiamos em ti? Que operas tu?
Nossos pais comeram o
maná no deserto, como está escrito: Deu-lhes a comer o pão do céu.
Disse-lhes, pois, Jesus:
Na verdade, na verdade vos digo: Moisés não vos deu o pão do céu; mas meu Pai
vos dá o verdadeiro pão do céu.
Porque o pão de Deus é
aquele que desce do céu e dá vida ao mundo.
Disseram-lhe, pois:
Senhor, dá-nos sempre desse pão.
E Jesus lhes disse: Eu
sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca
terá sede.
Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
José Salviano
Não foi
Moisés, mas meu Pai é que vos dá o verdadeiro pão do céu.
O
Evangelho de hoje tem duas partes. 1ª) Referência ao maná. 2ª) Jesus se revela
como o pão do céu.
A história
do maná é contada no Livro do Êxodo. O povo hebreu estava atravessando o
deserto e começou a passar fome, pois na região não havia alimentos. Então Deus
lhes mandou o maná. Veja o texto: “Pela manhã, havia uma camada de orvalho ao
redor do acampamento. Quando a camada de orvalho se evaporou, apareceram
pequenos flocos, como cristais de gelo, que eram muito gostosos de comer. Então
Moisés ordenou: ‘Cada um recolha apenas quatro litros e meio por pessoa, que é
o suficiente para um dia’. Os filhos de Israel assim fizeram. Uns recolhiam
mais, outros menos. Quando mediam as quantias, não sobrava para quem havia
recolhido mais, nem faltava para quem havia recolhido menos. Moisés então lhes
disse: ‘Ninguém guarde para o dia seguinte’. Alguns não deram ouvidos e
guardaram. Resultado: No dia seguinte o maná amanheceu com vermes e apodreceu.
Ficou com um mau cheiro tão forte, que ninguém conseguia ficar dentro da tenda”
(Ex 16,13-21).
Por isso
que no Pai Nosso rezamos: “O pão nosso de cada dia nos dai hoje”. Não amanhã,
mas apenas hoje. Amanhã será outro dia e Deus providenciará.
Na Igreja
Primitiva, alguns cristãos levavam ao pé da letra esta questão. No fim do dia,
as famílias limpavam a dispensa, distribuindo para os pobres tudo o que sobrou
do dia. E, de fato, pelo que se sabe, nenhum deles passou fome por isso.
“Eu sou o
pão da vida.” É a Eucaristia que sustenta a vida cristã, assim como o alimento
sustenta a nossa vida material. Sem a Eucaristia nós vamos ficando cada vez
mais subnutridos na fé e nas boas obras e não conseguimos vencer as tentações.
A pessoa fica como ovelha sem pastor, planta sem água, ou galho separado do
tronco e acaba se afogando num copo d’água. Por outro lado, quem recebe a Eucaristia
produz frutos como árvore à beira d’água; ama como Jesus amou, pensa como Jesus
pensou e vive como Jesus viveu.
O alimento
que comemos se transforma em nós. Na Eucaristia acontece o contrário; ela é
mais forte do que nós, por isso nós é que nos transformamos nela. De tal modo
que um dia poderemos dizer com S. Paulo: “Não sou mais eu que vivo, é Cristo
que vive em mim”.
Nós
cristãos, que vivemos neste mundo tão complicado, precisamos da Eucaristia para
seguir os mandamentos de Deus.
O pelicano
é uma ave aquática, de pescoço longo, que chega a medir três metros. Dizem que
a mãe é tão zelosa pelos filhotes que, não havendo com que alimentá-los, lhes
dá de seu próprio sangue. Por isso, o pelicano é um símbolo de Jesus
eucarístico que, para a nossa felicidade e saúde espiritual, nos serve o seu
próprio corpo e sangue.
Na hora da
Consagração, o padre fala: “Eis o mistério da fé”. A Eucaristia é um mistério
de fé porque não vemos nenhum sinal externo de Jesus, nem no pão nem no vinho
consagrados. Apesar disso, nós cremos, como diz o canto “Deus de amor nós te
adoramos”: “No Calvário se escondia tua divindade, mas aqui também se esconde
tua humanidade; creio em ambas e peço, como o bom ladrão, no teu Reino,
eternamente, tua salvação”.
Certa vez,
um homem ia viajar, para ficar fora de casa durante uns dois meses. Ele tinha
uma estátua de estimação e não quis deixá-la em casa, porque a sua casa não era
muito segura. Pediu então para um amigo guardá-la em sua casa.
Aconteceu
que um dia o amigo se descuidou, a estátua caiu e se quebrou! E agora? Ele
procurou na redondeza um restaurador de estátuas e não encontrou.
Então
decidiu ele mesmo restaurar a estátua. Comprou as ferramentas e o material
necessário e restaurou o objeto de arte. Ficou uma beleza. Quem a conhecia
antes não conseguia descobrir onde foi quebrada.
Os
vizinhos começaram então a levar estátuas quebradas e objetos de arte para que
ele os restaurasse. As pessoas gostavam tanto do serviço daquele homem, que ele
montou um atelier especializado em restaurações de estátuas e obras de arte.
Esse homem
era um artista e não sabia. Precisou de um acidente para que ele descobrisse o
seu talento. Jesus nos restaurou, e o fez com tanto amor que quis ficar entre
nós para dar constante manutenção, e assim não quebrarmos mais a imagem de Deus
que somos.
Peçamos a
Maria Santíssima que nos ajude, não só a receber a Eucaristia, mas a ser
Eucaristia para o mundo, a exemplo de Jesus.
COMPORTAMENTO
Aprenda a não revidar, deixe que a
vida faça isso por você
Por Marcel Camargo –
Aprenda a não revidar,
deixe que a vida faça isso por você. E ela sempre fará, porque ninguém sai
dessa vida sem pagar a devida conta de seus atos. Quando o erro não é seu,
apenas relaxe.
Não é fácil mantermos a
calma quando existe alguém nos incomodando com maldade, agressividade,
falsidade ou tudo isso junto. Parece que a energia negativa da pessoa contamina
o ambiente e quem estiver por perto, fazendo com que todo mundo ao seu redor
fique se rebaixando ao seu nível. E isso não faz bem para ninguém.
Um dos maiores favores
que conseguiremos fazer para nós mesmos será conseguirmos ignorar, deixar
quieto, deixar pra lá. Silenciarmos, enquanto o outro espera que gritemos e nos
desequilibremos, tem uma incrível capacidade de neutralizar o peso que gente
ruim carrega para lá e para cá. Como ocorre com tudo nessa vida, o mal, ao não
encontrar reciprocidade, vai embora.
A vida anda difícil,
sobrecarregada, retirando-nos as forças, enquanto nos equilibramos em meio à
correria célere do cotidiano esmagador que nos preenche os dias. Poucos
conseguem obter real prazer enquanto se dedica ao trabalho, num ambiente em que
as pessoas estão se tornando cada vez mais complicadas. O mundo policia cada um
de nossos atos, cada palavra que falamos e escrevemos, aguardando algum
possível deslize que possa ser usado contra nós.
Com isso, confiamos
pouco no outro, quase não nos abrimos com as pessoas, por medo, insegurança e
cautela. E isso tudo vai se acumulando dentro da gente, tornando nossos passos
cada vez mais pesados e solitários. A gente acaba não aguentando tanto
sentimento represado dentro do peito e, muitas vezes, desconta em quem não
merece. A gente se isola e vive a solidão em meio a uma multidão solitária.
Isso contribui para que
laços afetivos não se firmem, ou seja, não construímos um relacionamento
verdadeiro com as pessoas. Assim, pouco nos importamos com os sentimentos do
outro, pouco nos colocamos no lugar de alguém, pouco nos importa que magoemos
as pessoas. Para muitos, o outro é apenas alguém que pode vir a ser
interessante, caso possa ser usado em seu favor de alguma forma.
Há, como se vê, uma
urgente necessidade de não propagar essa ausência de afeto que paira sobre nós,
não entrando no jogo de quem só quer disseminar discórdia. Aprenda a não
revidar, deixe que a vida faça isso por você. E ela sempre fará, porque ninguém
sai dessa vida sem pagar a devida conta de seus atos. Quando o erro não é seu,
apenas relaxe.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Certa vez,
numa faculdade, estava marcada uma prova para uma segunda-feira.
No final
de semana, quatro alunos saíram em um carro, para um passeio a outra cidade.
Gostaram do passeio e acabaram ficando por lá, também na segunda-feira, não
comparecendo na prova.
Na
terça-feira, antes de começar a aula, eles se dirigiram ao professor e
disseram: “Fizemos um passeio em tal cidade. Aconteceu que, na viagem de volta,
um pneu do carro furou e não tínhamos estepe nem havia borracharia perto. Foi
um imprevisto. Por isso não conseguimos chegar aqui em tempo para fazer a prova.
Pedimos ao senhor que a repita, só para nós”.
O
professor foi compreensivo e disse: “Sim. Vocês podem fazê-la amanhã após o
almoço”.
Eles
estudaram bastante. No outro dia, na hora marcada os quatro chegaram à
faculdade para fazer a prova. O professor os colocou, cada um em uma sala, e
passou pelas salas entregando a folha com as perguntas. Eram apenas duas:
Primeira,
valendo um ponto: Descreva a lei de Ohm. Os quatro haviam estudado a lei e
responderam com facilidade.
Segunda
pergunta, valendo nove pontos: Qual pneu do carro furou? Dançaram!
Mentira
tem perna curta.
UM ABENÇOADO DIA PRA
VOCÊ...
E até que nos encontremos
novamente,
que Deus lhe guarde
serenamente
na palma de Suas mãos.
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