domingo, 29 de abril de 2018

Terça-feira 17/04/2018

Terça-feira, 17 de abril de 2018


"Se eu não tenho sobre mim próprio o direito de matar, quem o concedeu à sociedade?"(Étienne Pivert de Senancour)



EVANGELHO DE HOJE
Jo 6,30-35


O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João
— Glória a vós, Senhor!



Disseram-lhe, pois: Que sinal, pois, fazes tu, para que o vejamos, e creiamos em ti? Que operas tu?
Nossos pais comeram o maná no deserto, como está escrito: Deu-lhes a comer o pão do céu.
Disse-lhes, pois, Jesus: Na verdade, na verdade vos digo: Moisés não vos deu o pão do céu; mas meu Pai vos dá o verdadeiro pão do céu.
Porque o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo.
Disseram-lhe, pois: Senhor, dá-nos sempre desse pão.
E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede.


Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.




MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
José Salviano


Não foi Moisés, mas meu Pai é que vos dá o verdadeiro pão do céu.
O Evangelho de hoje tem duas partes. 1ª) Referência ao maná. 2ª) Jesus se revela como o pão do céu.
A história do maná é contada no Livro do Êxodo. O povo hebreu estava atravessando o deserto e começou a passar fome, pois na região não havia alimentos. Então Deus lhes mandou o maná. Veja o texto: “Pela manhã, havia uma camada de orvalho ao redor do acampamento. Quando a camada de orvalho se evaporou, apareceram pequenos flocos, como cristais de gelo, que eram muito gostosos de comer. Então Moisés ordenou: ‘Cada um recolha apenas quatro litros e meio por pessoa, que é o suficiente para um dia’. Os filhos de Israel assim fizeram. Uns recolhiam mais, outros menos. Quando mediam as quantias, não sobrava para quem havia recolhido mais, nem faltava para quem havia recolhido menos. Moisés então lhes disse: ‘Ninguém guarde para o dia seguinte’. Alguns não deram ouvidos e guardaram. Resultado: No dia seguinte o maná amanheceu com vermes e apodreceu. Ficou com um mau cheiro tão forte, que ninguém conseguia ficar dentro da tenda” (Ex 16,13-21).
Por isso que no Pai Nosso rezamos: “O pão nosso de cada dia nos dai hoje”. Não amanhã, mas apenas hoje. Amanhã será outro dia e Deus providenciará.
Na Igreja Primitiva, alguns cristãos levavam ao pé da letra esta questão. No fim do dia, as famílias limpavam a dispensa, distribuindo para os pobres tudo o que sobrou do dia. E, de fato, pelo que se sabe, nenhum deles passou fome por isso.
“Eu sou o pão da vida.” É a Eucaristia que sustenta a vida cristã, assim como o alimento sustenta a nossa vida material. Sem a Eucaristia nós vamos ficando cada vez mais subnutridos na fé e nas boas obras e não conseguimos vencer as tentações. A pessoa fica como ovelha sem pastor, planta sem água, ou galho separado do tronco e acaba se afogando num copo d’água. Por outro lado, quem recebe a Eucaristia produz frutos como árvore à beira d’água; ama como Jesus amou, pensa como Jesus pensou e vive como Jesus viveu.
O alimento que comemos se transforma em nós. Na Eucaristia acontece o contrário; ela é mais forte do que nós, por isso nós é que nos transformamos nela. De tal modo que um dia poderemos dizer com S. Paulo: “Não sou mais eu que vivo, é Cristo que vive em mim”.
Nós cristãos, que vivemos neste mundo tão complicado, precisamos da Eucaristia para seguir os mandamentos de Deus.
O pelicano é uma ave aquática, de pescoço longo, que chega a medir três metros. Dizem que a mãe é tão zelosa pelos filhotes que, não havendo com que alimentá-los, lhes dá de seu próprio sangue. Por isso, o pelicano é um símbolo de Jesus eucarístico que, para a nossa felicidade e saúde espiritual, nos serve o seu próprio corpo e sangue.
Na hora da Consagração, o padre fala: “Eis o mistério da fé”. A Eucaristia é um mistério de fé porque não vemos nenhum sinal externo de Jesus, nem no pão nem no vinho consagrados. Apesar disso, nós cremos, como diz o canto “Deus de amor nós te adoramos”: “No Calvário se escondia tua divindade, mas aqui também se esconde tua humanidade; creio em ambas e peço, como o bom ladrão, no teu Reino, eternamente, tua salvação”.
Certa vez, um homem ia viajar, para ficar fora de casa durante uns dois meses. Ele tinha uma estátua de estimação e não quis deixá-la em casa, porque a sua casa não era muito segura. Pediu então para um amigo guardá-la em sua casa.
Aconteceu que um dia o amigo se descuidou, a estátua caiu e se quebrou! E agora? Ele procurou na redondeza um restaurador de estátuas e não encontrou.
Então decidiu ele mesmo restaurar a estátua. Comprou as ferramentas e o material necessário e restaurou o objeto de arte. Ficou uma beleza. Quem a conhecia antes não conseguia descobrir onde foi quebrada.
Os vizinhos começaram então a levar estátuas quebradas e objetos de arte para que ele os restaurasse. As pessoas gostavam tanto do serviço daquele homem, que ele montou um atelier especializado em restaurações de estátuas e obras de arte.
Esse homem era um artista e não sabia. Precisou de um acidente para que ele descobrisse o seu talento. Jesus nos restaurou, e o fez com tanto amor que quis ficar entre nós para dar constante manutenção, e assim não quebrarmos mais a imagem de Deus que somos.
Peçamos a Maria Santíssima que nos ajude, não só a receber a Eucaristia, mas a ser Eucaristia para o mundo, a exemplo de Jesus.



COMPORTAMENTO


Aprenda a não revidar, deixe que a vida faça isso por você
Por Marcel Camargo –


Aprenda a não revidar, deixe que a vida faça isso por você. E ela sempre fará, porque ninguém sai dessa vida sem pagar a devida conta de seus atos. Quando o erro não é seu, apenas relaxe.

Não é fácil mantermos a calma quando existe alguém nos incomodando com maldade, agressividade, falsidade ou tudo isso junto. Parece que a energia negativa da pessoa contamina o ambiente e quem estiver por perto, fazendo com que todo mundo ao seu redor fique se rebaixando ao seu nível. E isso não faz bem para ninguém.

Um dos maiores favores que conseguiremos fazer para nós mesmos será conseguirmos ignorar, deixar quieto, deixar pra lá. Silenciarmos, enquanto o outro espera que gritemos e nos desequilibremos, tem uma incrível capacidade de neutralizar o peso que gente ruim carrega para lá e para cá. Como ocorre com tudo nessa vida, o mal, ao não encontrar reciprocidade, vai embora.

A vida anda difícil, sobrecarregada, retirando-nos as forças, enquanto nos equilibramos em meio à correria célere do cotidiano esmagador que nos preenche os dias. Poucos conseguem obter real prazer enquanto se dedica ao trabalho, num ambiente em que as pessoas estão se tornando cada vez mais complicadas. O mundo policia cada um de nossos atos, cada palavra que falamos e escrevemos, aguardando algum possível deslize que possa ser usado contra nós.

Com isso, confiamos pouco no outro, quase não nos abrimos com as pessoas, por medo, insegurança e cautela. E isso tudo vai se acumulando dentro da gente, tornando nossos passos cada vez mais pesados e solitários. A gente acaba não aguentando tanto sentimento represado dentro do peito e, muitas vezes, desconta em quem não merece. A gente se isola e vive a solidão em meio a uma multidão solitária.

Isso contribui para que laços afetivos não se firmem, ou seja, não construímos um relacionamento verdadeiro com as pessoas. Assim, pouco nos importamos com os sentimentos do outro, pouco nos colocamos no lugar de alguém, pouco nos importa que magoemos as pessoas. Para muitos, o outro é apenas alguém que pode vir a ser interessante, caso possa ser usado em seu favor de alguma forma.

Há, como se vê, uma urgente necessidade de não propagar essa ausência de afeto que paira sobre nós, não entrando no jogo de quem só quer disseminar discórdia. Aprenda a não revidar, deixe que a vida faça isso por você. E ela sempre fará, porque ninguém sai dessa vida sem pagar a devida conta de seus atos. Quando o erro não é seu, apenas relaxe.



MOMENTO DE REFLEXÃO



Certa vez, numa faculdade, estava marcada uma prova para uma segunda-feira.
No final de semana, quatro alunos saíram em um carro, para um passeio a outra cidade. Gostaram do passeio e acabaram ficando por lá, também na segunda-feira, não comparecendo na prova.
Na terça-feira, antes de começar a aula, eles se dirigiram ao professor e disseram: “Fizemos um passeio em tal cidade. Aconteceu que, na viagem de volta, um pneu do carro furou e não tínhamos estepe nem havia borracharia perto. Foi um imprevisto. Por isso não conseguimos chegar aqui em tempo para fazer a prova. Pedimos ao senhor que a repita, só para nós”.
O professor foi compreensivo e disse: “Sim. Vocês podem fazê-la amanhã após o almoço”.
Eles estudaram bastante. No outro dia, na hora marcada os quatro chegaram à faculdade para fazer a prova. O professor os colocou, cada um em uma sala, e passou pelas salas entregando a folha com as perguntas. Eram apenas duas:
Primeira, valendo um ponto: Descreva a lei de Ohm. Os quatro haviam estudado a lei e responderam com facilidade.
Segunda pergunta, valendo nove pontos: Qual pneu do carro furou? Dançaram!
Mentira tem perna curta.



UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...


E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.



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