Segunda-feira, 16 de abril
de 2018
"Os vasos vazios são os que fazem mais
barulho"(William Shakespeare)
EVANGELHO DE HOJE
Jo 6,22-29
— O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
— PROCLAMAÇÃO do
Evangelho de Jesus Cristo, segundo João
— Glória a vós, Senhor!
Depois que Jesus saciara
os cinco mil homens, seus discípulos o viram andando sobre o mar. 22No dia
seguinte, a multidão que tinha ficado do outro lado do mar constatou que havia
só uma barca e que Jesus não tinha subido para ela com os discípulos, mas que
eles tinham partido sozinhos.
23Entretanto, tinham
chegado outras barcas de Tiberíades, perto do lugar onde tinham comido o pão
depois de o Senhor ter dado graças. 24Quando a multidão viu que Jesus não
estava ali, nem os seus discípulos, subiram às barcas e foram à procura de
Jesus, em Cafarnaum.
25Quando o encontraram
no outro lado do mar, perguntaram-lhe: “Rabi, quando chegaste aqui?” 26Jesus
respondeu: “Em verdade, em verdade, eu vos digo: estais me procurando não
porque vistes sinais, mas porque comestes pão e ficastes satisfeitos.
27Esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece
até a vida eterna, e que o Filho do homem vos dará. Pois este é quem o Pai
marcou com seu selo”. 28Então perguntaram: “Que devemos fazer para realizar as
obras de Deus?” 29Jesus respondeu: “A obra de Deus é que acrediteis naquele que
ele enviou”.
Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz (In Memorian)
Esforçai-vos
não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida
eterna.
Este
Evangelho é a introdução ao discurso sobre o pão da vida, que Jesus fez.
Preparando o povo para acreditar que ele tinha realmente poder de dar a sua
carne como comida e o seu sangue como bebida, Jesus faz o milagre da
multiplicação dos pães e depois caminha sobre as águas.
E Jesus
reclama do pouco interesse do povo pela Boa Nova, e do demasiado interesse pelo
pão material: “Estais me procurando não porque vistes sinais, mas porque
comestes pão e ficastes satisfeitos. Esforçai-vos não pelo alimento que se
perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna”.
Como
sempre acontece com toda multidão, o povo alimentado por Jesus até à saciedade,
com cinco pães e dois peixes, queria um deus de uso e consumo, um deus que
sirva os nossos interesses e necessidades, um deus comercial que oferece e
distribui os seus dons ao capricho do pedido. Este é o deus de muitas religiões
criadas por pessoas humanas, que querem encerrar Deus nos limites dos ritos e
das leis culturais, procurando servir-se da divindade em vez de a servi-la e
adorá-la.
Por isso o
povo mereceu essa advertência de Jesus: “Esforçai-vos não pelo alimento que se
perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna”.
E o povo
pergunta: “Que devemos fazer para realizar as obras de Deus? Jesus responde: A
obra de Deus é que acrediteis naquele que ele enviou”. Os mestres da Lei
apresentavam uma série de obras que agradavam a Deus. Jesus resume: agrada a
Deus quem acredita nele, o enviado de Deus. Claro, uma fé levada à prática,
acompanhada do seguimento de Jesus e da prática do seu Evangelho. A fé não basta
para se salvar; mas também não basta o bom comportamento, é preciso a fé do
jeito que Jesus ensinou. As boas obras são decorrências da fé. Este é o
“alimento que permanece até a vida eterna”.
Quando foi
tentado no deserto, Jesus falou: “Não só de pão vive o homem, mas de toda
palavra que sai da boca de Deus”. E em outro lugar ele disse também: “Buscai em
primeiro lugar o Reino de Deus e sua justiça, e tudo o mais vos será dado por
acréscimo”.
Comparando
a nossa vida com uma canoa, ela tem dois lemes: de um lado a fé e do outro as
obras. Que não nos esqueçamos de nenhum desses dois lemes, para que a nossa
canoa possa ir para frente e nos levar à vida eterna.
O
“alimento que permanece até a vida eterna” é sintetizado por Jesus na
Eucaristia. “Quem come a minha carne tem a vida eterna”.
De fato, o
encontro com Jesus transforma a pessoa. Basta ver Maria Madalena, os discípulos
de Emaús, a samaritana, Zaqueu... Na Eucaristia nós nos encontramos com o mesmo
Jesus, com a mesma força que ele tinha naquele tempo.
A
transformação que a Eucaristia exerce em nós é lenta, mas eficaz; é como o
fermento na massa. Ela é bem simbolizada naquele pão e água que o profeta Elias
comeu no deserto, e depois teve forças para viajar quarenta dias e quarenta
noites (IRs 19,4-8). O profeta estava sendo perseguido por seus inimigos, fugiu
para o deserto e lá ficou vários dias sem comer nem beber. Aí ele rezou e Deus
o fez dormir. Quando ele acordou, havia ao seu lado um pão e uma jarra de água.
Comeu e bebeu e assim teve forças para continuar a sua caminhada. Elias
representa a nós cristãos que estamos atravessando o deserto da vida. Como
disse Jesus: “Quem come deste pão, jamais terá fome”.
Certa vez,
um homem foi internado em um hospital para ser operado das amígdalas. Ele
estava triste, preocupado, nervoso e deprimido, devido ao medo da cirurgia.
Ao chegar
ao quarto, com a sua mala, viu na cama ao lado outro homem internado. Este
percebeu logo o nervosismo do colega e começou a animá-lo dizendo palavras
bonitas de alegria e de esperança.
A certa
altura, o recém chegado perguntou a ele: “E você, por que está aqui?” Ele
respondeu: “Amanhã serei operado do coração”.
A
Eucaristia é um alimento mais forte do que nós que, ao contrário dos outros
alimentos, nos transforma nele. Quem comunga sempre é capaz de enfrentar os
maiores problemas, sofrimentos e perigos com tranqüilidade, como fez Jesus. As
nossas tristezas e alegrias são bastante subjetivas; mais do que dos fatos em
si, esses sentimentos decorrem da maneira como vemos os fatos.
Maria foi
a pessoa humana que mais amou a Jesus. Que ela nos ensine a amá-lo hoje,
presente na Eucaristia.
Esforçai-vos
não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida
eterna.
MOTIVAÇÃO NO TRABALHO
Injustiça?
Recebi de uma assinante
do Motivação & Sucesso a seguinte história que passo adiante:
João trabalhava em uma
empresa há muitos anos. Funcionário sério, dedicado, cumpridor de suas
obrigações e, por isso mesmo, já com seus 20 anos de casa. Um belo dia, ele procura o dono da empresa para
fazer uma reclamação:
- Patrão, tenho trabalhado durante estes 20
anos em sua empresa com toda a dedicação, só que me sinto um tanto injustiçado.
O Juca, que está conosco há somente três anos, está ganhando mais do que eu.
O patrão escutou atentamente e disse:
- João, foi muito bom você vir aqui. Antes de
tocarmos nesse assunto, tenho um problema para resolver e gostaria da sua
ajuda. Estou querendo dar frutas como sobremesa ao nosso pessoal após o almoço.
Aqui na esquina tem uma quitanda. Por favor, vá até lá e verifique se eles têm
abacaxi.
João, meio sem jeito, saiu da sala e foi
cumprir a missão.
Em cinco minutos estava de volta.
- E aí, João?
- Verifiquei como o senhor mandou. O moço tem
abacaxi.
- E quanto custa?
- Isso eu não perguntei, não.
- Eles têm quantidade suficiente para atender
a todos os funcionários?
- Também não perguntei isso, não.
- Há alguma outra fruta que possa substituir o
abacaxi?
- Não sei, não...
- Muito bem, João. Sente-se ali naquela
cadeira e me aguarde um pouco.
O patrão pegou o telefone e mandou chamar o
Juca.
Deu a ele a mesma orientação que dera a João:
- Juca, estou querendo dar frutas como
sobremesa ao nosso pessoal após o almoço. Aqui na esquina tem uma quitanda. Vá
até lá e verifique se eles têm abacaxi, por favor.
Em oito minutos o Juca voltou.
- E então? - indagou o patrão.
- Eles têm abacaxi, sim, e em quantidade
suficiente para todo o nosso pessoal; e se o senhor preferir, tem também
laranja, banana e mamão. O abacaxi é vendido a R$1,50 cada; a banana e o mamão
a R$1,00 o quilo; o melão R$ 1,20 a unidade e a laranja a R$ 20,00 o cento, já
descascado. Mas como eu disse que a compra seria em grande quantidade, eles
darão um desconto de 15%. Aí aproveitei e já deixei reservado. Conforme o
senhor decidir, volto lá e confirmo - explicou Juca.
Agradecendo as informações, o patrão
dispensou-o.
Voltou-se para o João, que permanecia sentado
ao lado, e perguntou-lhe:
- João, o que foi mesmo que você estava me
dizendo?
- Nada sério, não, patrão. Esqueça. Com licença.
E o João deixou a sala...
Tem muita gente assim.
Acomodada, que não faz absolutamente nada além do que foi estritamente pedido
ou solicitado. São pessoas que acham "que já fazem demais" e
sentem-se os eternos injustiçados. Num mercado competitivo como o do mundo
atual, quem for melhor, quem se esforçar mais, quem se interessar realmente
pelo que faz, é óbvio, que vai galgar postos no ambiente de trabalho. Não se
restrinja, não se limite, amplie seus horizontes. Só assim você vai se destacar
e ter sucesso na sua vida profissional. Pense nisso. Sucesso!
MOMENTO DE REFLEXÃO
Certa vez,
uma viúva pobre e mãe de quatro filhos pequenos, foi de manhã à padaria comprar
um litro de leite.
Ela disse
ao o dono da padaria: “Por favor, meus filhos estão com fome e eu não tenho
dinheiro agora. O senhor me vende um litro de leite? Daqui a uma semana eu vou
receber um dinheiro e pagarei”.
O homem
lhe disse friamente: “Desculpe, minha senhora, mas nós aqui não vendemos
fiado”.
E foi logo
atender outra senhora. Esta lhe disse: “Eu quero um litro de leite tipo B, para
dar aos o meu cachorro”. Com um sorriso, o dono da padaria lhe vendeu o leite e
ela voltou para casa, enquanto a viúva saía de mãos vazias.
Maria
Santíssima, através do seu hino Magnificat, mostrou-se indignada com esse tipo
de sociedade. No Reino de Deus, quem vai voltar de mãos vazias é a dona do
cachorro, disse ela.
UM ABENÇOADO DIA PRA
VOCÊ...
E até que nos encontremos
novamente,
que Deus lhe guarde
serenamente
na palma de Suas mãos.
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