domingo, 29 de abril de 2018

Sábado 21/04/2018

Sábado, 21 de abril de 2018


"Seremos felizes quando pudermos tornar felizes os que amamos".(Gibran Kahlil Gibran)


EVANGELHO DE HOJE
Jo 6,60-69


O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João
— Glória a vós, Senhor!



Muitos dos que seguiam Jesus, diziam: "Aquilo que ele diz é difícil de aceitar! Quem é que pode ouvir semelhante coisa?" Jesus notou que os seus discípulos murmuravam por causa das suas palavras e disse-lhes: "Ofendem-se com as minhas palavras? Que hão-de dizer, então, se virem o Filho do Homem voltar ao lugar de onde veio? O que dá a vida é o Espírito de Deus. Sem ele, o homem nada consegue. As palavras que eu vos disse são espírito e vida. Mas alguns de vocês ainda não acreditam." De facto, Jesus sabia desde o princípio quais eram os que não acreditavam nas suas palavras, e sabia também quem era aquele que o havia de atraiçoar. E então acrescentou: "Por isso é que eu vos dizia que ninguém pode vir a mim se o Pai o não trouxer." Desde aí muitos dos que seguiam Jesus abandonaram-no e deixaram de andar com ele. Então Jesus perguntou aos doze discípulos: "Também vocês me querem abandonar?" Respondeu-lhe Simão Pedro: "Senhor, a quem havemos de seguir? Só tu tens palavras de vida eterna, e nós já acreditamos e sabemos que és o Messias enviado por Deus."


Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.




MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz (In Memorian)


A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna.
Este Evangelho nos trás a última parte do discurso de Jesus sobre a Eucaristia, o pão da vida. Havia uma grande multidão ouvindo-o, entusiasmada por causa da multiplicação dos pães acontecida minutos antes. Alguns queriam até fazê-lo rei.
Mas quando Jesus disse que ia dar um alimento muito melhor do que aquele pão: a sua carne como comida e o seu sangue como bebida, os ouvintes se escandalizaram. Nós não somos antropófagos! disseram entre si. “Esta palavra é dura. Quem consegue escutá-la?
Jesus procurou explicar, mostrando que ele tem poder para fazer isso: “Isso vos escandaliza? E quando virdes o Filho do Homem subindo para onde estava antes? O Espírito é que dá vida, a carne não adianta nada. As palavras que vos falei são Espírito e vida”. Quer dizer, Deus pode tudo e faz coisas inacreditáveis.
Apesar da explicação, “a partir daquele momento, muitos discípulos voltaram atrás e não andavam mais com Jesus. Então Jesus disse aos doze: Vós também vos quereis ir embora? Simão Pedro respondeu: A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna”. Em outras palavras, Pedro disse: Nós também não entendemos o que o Senhor falou, e nós também achamos um absurdo comer a sua carne e beber o seu sangue. Mas, o mundo lá fora é pior ainda. Preferimos ficar com o Senhor.
Nós somos convidados a dar o passo de Pedro: A quem iremos, Senhor? Com o Senhor é difícil, mas fora, no mundo, é muito pior. Por isso prefiro ficar com o Senhor. Muitos ficam no meio do caminho; como a sua fé é fraca, seguem apenas mais ou menos. Mas Deus prefere pessoas definidas, mesmo que seja contra ele.
Se dermos o passo da fé mesmo sem entender direito, como fez S. Pedro, Deus entra na nossa vida e nos transforma, inclusive firmando a nossa fé. Por isso hoje queremos dizer a Jesus: eu estou com o Senhor, creio em tudo o que o Senhor disse e ensinou, mesmo sem entender tudo. Creio porque sei que o Senhor é o próprio Deus encarnado.
Após a consagração, na Missa, o padre fala: “Eis o mistério da fé”. A Eucaristia é o cerne da fé. Nela, acreditamos na Palavra de Jesus, sem ver nem entender. “No Calvário se escondia tua divindade, mas aqui também se esconde tua humanidade; creio em ambas e peço, como o bom ladrão, no teu Reino, eternamente, tua salvação” (Canto: Deus de amor).
Não vamos cair na tentação de dizer que na Eucaristia o pão “simboliza” o corpo de Cristo e vinho “simboliza” o seu sangue. Não simboliza apenas, mas é realmente. Jesus está ali, vivo, em seu corpo, sangue, alma e divindade. E está todinho, tanto na hóstia como no vinho consagrados. Por isso que após a Consagração nós não chamamos pão e vinho, mas Corpo e Sangue de Cristo. Se fosse símbolo só, Jesus teria chamado de volta a multidão que se retirava, e explicado melhor. Teria dito, por exemplo: “Não, gente, não é que vou lhes dar a minha carne para vocês comerem! É um símbolo!...” Mas ele não fez isso. Pelo contrário, disse para os Apóstolos: “Vocês também não querem ir embora?” Isso significa que a sua presença na Eucaristia é real e total, e que esta é uma verdade fundamental da nossa fé.
Havia certa vez um rapaz que estava desempregado. Ele procurava emprego em toda parte e não encontrava. Um dia, foi a um zoológico e perguntou se havia uma vaga. O chefe lhe disse: “Nós não temos vagas. O nosso quadro de funcionários está completo. Mas o nosso gorila morreu, e ele era a grande diversão da criançada. Se você quiser imitar um gorila, podemos lhe arrumar as roupas próprias”. O rapaz topou. Afinal, estava desempregado e precisa ganhar um dinheirinho.
Vestiu a roupa apropriada, colocou a máscara... ficou igualzinho a um gorila. Depois entrou na jaula e começou a andar, pular e fazer micagens, como um gorila. As crianças se divertiam.
Uma hora, ele olhou para cima e viu uma gangorra e um trapézio. Pensou: Ah! O gorila usava isto. Vou usar também. Subiu e começou a gangorrar pra lá e pra cá. Mas uma hora ele exagerou na gangorra, desequilibrou-se e foi cair dentro da jaula do leão. Pensou: Agora estou frito! O leão vai me devorar. Começou a tremer e a chorar.
O leão veio na direção dele, chegou perto do seu ouvido e disse baixinho: “Fique calado, senão nós dois perdemos o emprego!”
“A quem iremos, Senhor?” Este mundo é cercado de mentiras e falsidades; preferimos ficar com Jesus, o nosso caminho, verdade e vida. Alimentados por ele, seremos agentes de transformação.
Que Maria Santíssima, o primeiro sacrário do Corpo de Cristo, nos ajude a não só acreditar na Eucaristia, mas a transformar a Eucaristia em vida e a nossa vida em Eucaristia.
A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna.



CASA, LAR E FAMÍLIA



O DESAFIO DE CUIDAR DE PAIS IDOSOS


No início da vida, o bebê conta com a proteção e os cuidados dos pais biológicos, de algum familiar ou de pais adotivos. O ser humano depende disso para sobreviver e se desenvolver física, emocional, afetiva e socialmente. Somos gregários, interdependentes, gostamos do contato com outras crianças quando pequenos, formamos grupos na adolescência, buscamos um companheiro ou companheira e desejamos formar uma família. Ou optamos por seguir sem formar uma família, mas de qualquer forma, em condições normais, seguimos unidos a amigos, colegas profissionais ou grupos de interesses comuns.

Muitas pessoas, na idade adulta, mantêm laços estreitos com suas famílias de origem, seja por amor, por necessidade ou por um senso de dever e solidariedade. O fato é que os pais envelhecem enquanto estamos ainda numa fase produtiva e atuante, e precisam dos cuidados e da atenção dos filhos: os papéis se invertem.

Os pais têm suas tábuas de valores que já não são mais os nossos próprios. O idoso tem manias, mais dificuldade de aceitar novas formas de viver e resistência em concordar que seus filhos possam seguir sem depender de seus conselhos."O idoso tem manias, mais dificuldade de aceitar novas formas de viver e resistência em concordar que seus filhos possam seguir sem depender de seus conselhos."

Alguns se predispõem a uma certa abertura para absorver e acompanhar a evolução social, mas outros não: como rochas, eles se recusam a sair do lugar. Como crianças birrentas, eles se arvoram o direito de viver a vida como bem entendem, ainda que isso provoque desconforto e embates no seio familiar. Tudo isso pode fazer parte da difícil aceitação do processo de envelhecer, especialmente quando o idoso foi uma pessoa ativa, um profissional atuante ou o "cabeça" da família. E, por isso, perder sua independência e autonomia pode ser muito doloroso.

Devemos lembrar que esses idosos fazem parte de uma geração que não teve a oportunidade de entrar em contato com esse infinito universo de informações que temos hoje. Eles fazem parte de um grupo ainda preconceituoso com relação a terapias que promovem o autoconhecimento, aprenderam a viver sem muitos questionamentos, todavia não com menos problemas ou traumas. Mas nada disso significa que não seja trabalhoso, difícil e até mesmo muito desgastante acompanhar o declínio desses pais, muitas vezes intransigentes.

São inúmeras as formas de manifestar esse traço de personalidade e temperamento que esbarram na lógica e na paciência dos filhos. Vamos citar algumas:

se recusar a ir ao médico ou tomar remédios conforme a prescrição;
driblar o banho e os cuidados com a higiene;
não considerar a opinião dos outros;
se recusar a seguir determinada dieta;
insistir em realizar tarefas que coloquem sua segurança em risco, como usar facas afiadas na cozinha, trocar lâmpadas ou mesmo ir ao mercado atravessando ruas perigosas.
MAS COMO LIDAR COM A TEIMOSIA?
Obviamente tudo fica mais fácil quando a relação entre pais e filhos ao longo da vida foi permeada por uma convivência íntima e afetuosa. O diálogo calmo e sem imposições pode facilitar a aceitação da nova realidade do idoso. Ao invés de: "Mãe, você tem que tomar os remédios no horário", você pode tentar "Mãe, como nós podemos fazer para não perder a hora de tomar os remédios?". Ou ainda: "Pai, deixa eu esfregar suas costas e depois você esfrega as minhas, no banho? É difícil alcançar as costas sozinho!", ao invés de "Pai, nada de ficar sem banho!". Outra possibilidade: "Vamos colocar uma barra de apoio no banheiro para seu banho ficar mais fácil e seguro?", ao invés de "Vou instalar uma barra no banheiro para você não se arrebentar tomando banho". E assim, juntos, sem imposições frontais, pais e filhos podem encontrar soluções para as novas necessidades sem criar situações estressantes.

Explicar, argumentar demonstrando carinho e preocupação com o idoso, pode ser um caminho para quebrar a impressão que ele tem de estar sendo sempre criticado em tudo o que faz ou escolhe."Explicar, argumentar demonstrando carinho e preocupação com o idoso, pode ser um caminho para quebrar a impressão que ele tem de estar sendo sempre criticado em tudo o que faz ou escolhe."

A mesma paciência deve ser empregada quando um filho percebe que aquele tapete ou móvel vai colocar a segurança de seus pais em risco. Decidir sobre o que sempre foi deles, como a arrumação da casa, é invasivo, despersonaliza o ambiente e incomoda o idoso. Mas você conhece seus pais e saberá como falar para não desvalorizar os argumentos deles.

Quando os filhos saem de casa, os pais sentem essa perda. Ficam mais carentes de atenção e afeto e muitos costumam cobrar essa atenção de diversas formas. Como eles nem sempre identificam conscientemente que estão carentes, buscam chamar atenção pela teimosia. Assim, cabe aos filhos ter a sensibilidade de perceber esse movimento e procurar estar presente mais vezes no dia a dia dos pais e fazer alguma atividade juntos, como levar as compras, cozinhar ou distribuir tarefas possíveis para eles na arrumação da casa. Isso faz com que esses pais se sintam não apenas pertencendo ao universo dos filhos, como também resgata a autoestima deles. É nas atitudes que podemos demonstrar o amor e retribuir o zelo com o qual também fomos cuidados.

CUIDADOS COM IDOSOS

Existe ainda a realidade de muitos filhos que moram com os pais e cuidam de um ou ambos diariamente. Ainda que não morem na mesma casa, assumir sozinho a responsabilidade de cuidar de pais idosos pode ser muito desgastante e exaustivo até, principalmente para quem é filho único ou tem irmãos que moram longe.

Quem cuida não deve abdicar de sua vida pessoal. É preciso pedir ajuda, distribuir tarefas, compartilhar responsabilidades. Quando for possível, contratar um profissional para acompanhar o pai idoso pode ser uma solução. Mas quando essa possibilidade não é viável, conte com a ajuda de familiares e vizinhos, não apenas para os cuidados práticos, mas especialmente para cuidados afetivos: bater papo, assistir um programa de TV juntos, fofocar um pouco, ouvir as queixas, ser solidário.

Muitos familiares acreditam que basta colaborar com alguma quantia em dinheiro para pagar um cuidador, e terão feito sua parte. Isso é um engano, já que a presença de pessoas queridas é um excelente remédio contra a solidão na velhice, nem que seja através de telefonemas diários. Quando um idoso se sente querido, ele certamente é menos teimoso, menos ranzinza e será mais cordial e compreensivo."Quando um idoso se sente querido, ele certamente é menos teimoso, menos ranzinza e será mais cordial e compreensivo."

É fundamental ter em mente, especialmente se o idoso for lúcido e puder decidir sobre sua vida, que a opinião dele a respeito de suas necessidades deve ser respeitada. Alguns preferem viver sozinhos, então é preciso dar condições para que isso ocorra, falando abertamente sobre determinados itens que não podem faltar no que diz respeito à segurança: ausência de tapetes na casa, barras no banheiro, deixar comidas prontas para evitar ao máximo o uso do fogão. Antes de considerar essa possibilidade como definitiva, é bom verificar junto à família quem pode acolher esse idoso e deixar que ele escolha em qual casa deseja morar. Passar o fim da vida de casa em casa por curtos períodos de tempo pode não ser uma boa opção para ele, que poderá se sentir um estorvo, dificilmente ficará à vontade e permanecerá sem referência de lar, a menos que ele mesmo manifeste o desejo de viver assim.

Todos vamos envelhecer e precisar de cuidados. Quanto mais saudável for a relação entre pais e filhos ao longo da vida, quanto mais intimidade, cumplicidade, respeito e afeto houver, mais facilmente essa transição se dará e o relacionamento será mais amigável.

As grandes brigas e estresses acontecem normalmente, porque quem cuida quer fazer valer sua opinião, seu jeito de arranjar as coisas, esquecendo que o idoso não é um incapaz a menos que tenha sido acometido por alguma doença que lhe tire o discernimento. Fundamentalmente ele quer ser considerado, se sentir incluído, não ser ridicularizado pelas limitações que a idade impõe. O idoso quer carinho, atenção, respeito e consideração. Isso é fundamental. Quando ele se sente suprido desse alimento emocional, tudo se torna mais fácil no trato. Mas quando não está emocionalmente nutrido, o lado difícil aparece com mais contundência e ele pode se tornar um ranzinza irrequieto ou entrar num estado depressivo.

Claro que existem situações mais ou menos delicadas ou difíceis, e certamente a tranquilidade dos relacionamentos depende da boa vontade de todos. O que se deve ter em mente é o dia de hoje. E quanto mais cada um puder dar o melhor de si procurando cultivar a paciência, o bom humor e a atenção às necessidades emocionais de nossos velhos, esse momento da vida não precisará parecer um fardo para quem cuida, nem um constrangimento para quem é cuidado.



MOMENTO DE REFLEXÃO



No começo do Séc. XIX, havia na França um adolescente de quinze anos, que era seminarista. Ele se chamava Pedro e tinha o apelido de Pedrinho.
Pedrinho estava achando os estudos muito difíceis, e a vida no seminário muito pesada. Deu-lhe a vontade de sair do seminário. Um dia, ele resolveu fugir. Arrumou sua malinha, ganhou a rua e estava voltando para a casa dos pais.
Logo na frente, encontrou-se com uma velhinha que lhe perguntou: “Pedrinho, para onde você vai com essa mala? Vai viajar?” Ele respondeu: “Eu vou-me embora. Os estudos estão muito difíceis e a vida do seminário está muito apertada”.
A velhinha perguntou: “Você já consultou Nossa Senhora? Já falou com a mãezinha do Céu?” “Não!” respondeu o menino.
Na hora, ele voltou, ajoelhou-se na frente de uma imagem de Nossa Senhora e rezou. Resultado: desistiu de ir embora, e ficou no seminário.
Foi ordenado padre, morou muitos anos na Oceania como missionário. Lá, foi sagrado bispo, e morreu mártir. É o nosso conhecido e querido São Pedro Chanel.
A oração, às vezes, nos faz mudar de rumo, de uma hora para outra. Maria ama muito a obra redentora do seu Filho. Não só ama, mas colabora. Ela está interessada em nos ajudar a perseverar na nossa vocação cristã.b



UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...


E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.




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