domingo, 8 de abril de 2018

Sábado 07/04/2018

Sábado, 07 de abril de 2018



"Um grama de testemunho vale mais que uma tonelada de propaganda." (William W. Ayer)


EVANGELHO DE HOJE
 Mc 16,9-15


O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos
— Glória a vós, Senhor!



E Jesus, tendo ressuscitado na manhã do primeiro dia da semana, apareceu primeiramente a Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demônios.
E, partindo ela, anunciou-o àqueles que tinham estado com ele, os quais estavam tristes, e chorando.
E, ouvindo eles que vivia, e que tinha sido visto por ela, não o creram.
E depois manifestou-se de outra forma a dois deles, que iam de caminho para o campo.
E, indo estes, anunciaram-no aos outros, mas nem ainda estes creram.
Finalmente apareceu aos onze, estando eles assentados juntamente, e lançou-lhes em rosto a sua incredulidade e dureza de coração, por não haverem crido nos que o tinham visto já ressuscitado.
E disse-lhes: Ide por todo omundo, pregai o evangelho a toda criatura.


Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.





MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz (In Memorian)



Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho.
Este Evangelho narra três aparições de Jesus após a Ressurreição. Apareceu primeiro a Maria Madalena, que foi logo anunciar aos discípulos, mas estes não acreditaram nela. Apareceu aos discípulos de Emaús, que em seguida contaram aos demais discípulos, mas estes não deram crédito. Por fim, apareceu aos onze durante uma refeição e os repreendeu pela falta de fé.
E Jesus lhes dá a grande ordem: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura”.
Podemos pensar: Se o Espírito Santo não tivesse vindo em Pentecostes, teria sido muito difícil o projeto de Jesus ir para frente.
Nós precisamos apegar-nos firmemente com Deus pela oração, a fim de cumprirmos esta ordem de Jesus, que hoje continua soando em nossos ouvidos. Soa até com um ar de pedido de perdão, pois vinte e um séculos se passaram, e a Igreja de Jesus, una, santa, católica e apostólica, abrange no máximo trinta por cento da humanidade.
Um dos motivos é que cada um de nós deixa para os outros esse trabalho evangelizador. Os leigos deixam para os padres e as religiosas. Os padres e as religiosas deixam para os bispos, estes deixam para o Papa. Pronto, todo mundo lava as mãos como Pilatos, enquanto a cizânia vai tomando conta da lavoura de Deus. Sendo que o trabalho de anunciar o Evangelho é de todos nós, e Deus cria as oportunidades para isso.
A Comunidade cristã é uma semente lançada por Deus no meio do bairro. Ela é luz, sal, e fermento que deve transformar toda a massa.
“Eu vim trazer fogo à terra. E como gostaria que ele já estivesse aceso!” (Lc 12,49). É o fogo do amor que perdoa e que constrói a vida. Este amor que cada um de nós recebeu no batismo não pode ficar restrito ao nosso coração, mas devemos levá-lo aos outros. Jesus quer ver o mundo todo ardendo nesse fogo.
A missão evangelizadora é acompanhada da cruz, mas Jesus está junto e nos protegerá em tudo. Foi o que aconteceu com S. Paulo: “Cinco vezes, recebi dos judeus quarenta chicotadas menos uma; três vezes, fui batido com varas; uma vez, apedrejado; três vezes naufraguei; passei uma noite e um dia em alto mar; fiz inúmeras viagens, com perigos de rios, perigos de ladrões, perigos da parte de meus compatriotas, perigos da parte dos pagãos, perigos na cidade, perigos em regiões desertas, perigos no mar, perigos por parte de falsos irmãos... fome e sede... frio e nudez... sem falar de outras coisas. Em Damasco, o governador mandou por guardas em toda a cidade, para me prender. Mas, por uma janela, me desceram num cesto, muralha abaixo. E, assim, escapei das mãos deles” (2Cor 11,24-33).
Havia, certa vez, um avô que era muito alegra e brincalhão com seus netos. A visita dele era a maior alegria das crianças. Afinal, todas as crianças adoram a visita do avô ou da avó.
Este avô sempre levava balas no bolso. Mas as crianças já sabiam: antes da dar a bala, ele fazia uma pergunta do catecismo. A criança que sabia ganhava além da bala um abraço. Nenhuma criança ficava sem bala, mas as que não sabiam só ganhavam depois dos outros.
Foi a maneira que este senhor inventou para evangelizar os seus netos. Deus é criativo e sempre nos inspira um jeito adequado a cada situação.
Maria Santíssima é a Rainha dos missionários, por ter trazido para nós o grande Missionário do Pai, Jesus Cristo. Que ela nos ajude a cumprir bem a ordem de Jesus.
Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho.



CASA, LAR E FAMÍLIA




Queridos leitores, que saudade eu estava de escrever para vocês. Estou retornando depois de um longo período entre a gestação, o puerpério e os primeiros meses do meu segundo filho. Maternidade foi um dos temas que me afastou, mas também é o que está me trazendo de volta. Não poderia retomar falando de outro assunto. Depois desse período olhando "para dentro", tive a ideia de escrever esse artigo, justamente observando esse olhar "para fora".

E nesse exercício de olhar fora-dentro / dentro-fora, no meio de um puerpério, me chamou a atenção algo que tenho percebido no mundo como um todo, mas resolvi falar especialmente sobre o universo materno.

A minha impressão é que nós, mães, somos muitas vezes cruéis e perversas conosco. E como é grave esse olhar!"A minha impressão é que nós, mães, somos muitas vezes cruéis e perversas conosco. E como é grave esse olhar!"

Posso afirmar que a maternidade me aproximou bastante de temas que hoje considero fundamentais na construção de uma sociedade mais igualitária e harmônica. São eles: empoderamento, feminismo, sororidade, empatia, rede de apoio, entre outros temas tão importantes e atuais. E tenho uma profunda gratidão sobre tudo que tenho aprendido e modificado em mim graça à inclusão desses temas na minha vida.

TODA MULHER JÁ RIVALIZOU COM OUTRA
Entristece-me muito ver como o machismo estrutural perpassa nas relações das próprias mulheres com elas mesmas... Filmes, novelas, músicas e histórias da vida real que acontecem o tempo todo, trazendo à tona uma cultura que valoriza a rivalidade entre as mulheres. Muitas vezes, por conta dessa sociedade adoecida pelo olhar patriarcal e machista, a disputa começa em casa, na infância, quando mães disputam com filhas e vice-versa.

Não importa a posição, toda mulher tem uma história de rivalidade para contar, seja com uma colega de trabalho, uma vizinha que pensa diferente de você, a ex da pessoa parceira, uma prima ou irmã."Não importa a posição, toda mulher tem uma história de rivalidade para contar, seja com uma colega de trabalho, uma vizinha que pensa diferente de você, a ex da pessoa parceira, uma prima ou irmã."

De alguma forma, estamos sempre acreditando que temos ou somos rivais de alguém. E para que isso?

Na maternidade não é diferente... Tem a turma do parto normal que critica a turma da cesariana e vice-versa, a turma "natureba" que critica a turma que frequenta a academia em prol de um corpão bonito pós-maternidade, aquelas que são criticadas porque decidiram amamentar seus filhos e andar com eles por aí pendurados no sling e as que são julgadas porque deram mamadeira, leite artificial e chupeta... Olhando de longe, parece uma grande corrida maluca na qual ninguém sabe onde vai chegar, algo sem propósito, sem destino certo ou linha de chegada. Afinal, esse é tipo de competição onde não existem ganhadores.

AO INVÉS DE CRITICAR, QUE TAL ACOLHER?
Uma coisa que toda mãe deveria ter em mente é que ser mãe é difícil pra dedéu e que cada uma vai encontrar sua forma de exercer sua maternidade e que não há fórmula perfeita. Essas críticas e julgamentos são rasos e pobres, na medida em que não possuem nenhum teor produtivo, nem está a serviço de ninguém. É a crítica pela crítica, algo que, cada vez mais, traz à tona um distanciamento entre as mulheres, tornando o mundo cada vez mais solitário para cada uma de nós."É a crítica pela crítica, algo que, cada vez mais, traz à tona um distanciamento entre as mulheres, tornando o mundo cada vez mais solitário para cada uma de nós."

Afinal, qual a mãe nunca se sentiu só ou precisou ser cuidada também?

Ao invés de criticar, poderíamos começar a acolher, nos perguntar se nossa crítica ou opinião vai trazer algum benefício para quem a estamos direcionando. E mesmo quando perguntarem nossa opinião, parcimônia, empatia e amorosidade deveriam nos nortear, pois nesse universo tão delicado tudo pode soar como um grande julgamento e causar dor e frustração que não vão ajudar nada e nem ninguém.

AO INVÉS DE OLHAR UMA MÃE, ENXERGUE A MULHER POR TRÁS DELA
Desde que me tornei mãe venho fazendo um esforço enorme para desconstruir esse padrão de julgamento e esse olhar raso calcado na minha realidade. Tento, diariamente, exercitar um olhar e uma atitude de aceitação e acolhimento em relação ao que é diferente da minha forma. Quando olho uma mulher/mãe, olho também uma irmã ou irmãe (termo que já vem sendo usado pelas mães feministas que defendem essa ideia), mas o mais importante é enxergar alguém que tem dores e angústias assim como eu e que merece todo meu respeito e empatia - não importa se temos posicionamentos ou estilos de vida diferentes, na essência somos iguais, mulheres e mães dentro de uma sociedade machista e patriarcal."não importa se temos posicionamentos ou estilos de vida diferentes, na essência somos iguais, mulheres e mães dentro de uma sociedade machista e patriarcal."

Não é fácil se despir desse olhar, mas é libertador, é lindo de ver e viver, me sinto mais próxima e conectada com o universo feminino-materno, me sinto menos sozinha e mais feliz, e percebo que dessa forma estou contribuindo para uma sociedade mais justa e acolhedora.

Por isso, gostaria de recomendar a todos essa mudança de padrão. Afinal, aprendemos desde muito novas a competir e a rivalizar.

Então, proponho abaixo um exercício a ser praticado em 5 passos:

1Exercite o não julgamento. Quando se perceber julgando mentalmente alguém, tente bloquear esse pensamento antes mesmo de praticá-lo.
2Trabalhe a sua empatia. Se colocar no lugar do outro é o melhor exercício prático de exercitar a empatia.
3Ao invés de criticar, silencie ou, se puder, sugira uma solução que você possa de fato participar.
4Ofereça ajuda, se disponibilize.
5Não dê ouvidos ou bocas para fofocas ou julgamentos sobre outras mães, se posicione sobre a importância de nos unirmos. Quebre essa corrente e comece por você!
Juntas podemos sempre mais! Tenho certeza que essa corrente fará a diferença. Muito amor e empatia pra todas nós. Um abraço afetuoso e até a próxima!



MOMENTO DE REFLEXÃO




Sócrates foi um grande filósofo da Grécia antiga. É considerado o maior filósofo de todos os tempos. Sua esposa chamava-se Xantipa.
Quando os dois estavam namorando, um amigo dele o alertou: “Cuidado! Essa moça é uma jararaca”. Sócrates respondeu: “Já percebi. Mas para mim é um desafio. Se eu conseguir conviver bem com ela, posso me relacionar com qualquer pessoa do mundo”. E eles se casaram.
Um dia, uma senhora fez uma torta e trouxe para Sócrates, em agradecimento pelos livros maravilhosos que ele escrevia.
Xantipa recebeu a torta, levou-a até o escritório de Sócrates e, diante dele, jogou a torta no chão e a pisoteou.
Sócrates observou a cena e disse: “Muito bem, querida. Assim, nós dois podemos fazer hoje uma ascese, não comendo esta torta”.
Xantipa fez aquilo por ciúme, evidentemente. Ainda bem que, o que faltava nela, o marido tinha em abundância, que era a humildade. Por isso que os dois conseguiram conviver a vida inteira.

Sócrates levou a estupidez da esposa para o lado positivo. Cenas como esta devem ter acontecido muitíssimas vezes na vida dos dois.
Este é um dos caminhos para a santificação dos casais: Ver as coisas do lado positivo.
Maria Santíssima é a Mãe do Belo Amor. Que ela nos ajude a sermos compreensivos com as fraquezas do nosso próximo.




UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...


E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.




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