domingo, 29 de abril de 2018

Sábado 28/04/2018

Sábado, 28 de abril de 2018


"O prêmio de uma boa ação é tê-la praticado.”(L. A. Sêneca)


EVANGELHO DE HOJE
Jo 14,7-14


O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João
— Glória a vós, Senhor!



Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 7“Se vós me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai. E desde agora o conheceis e o vistes”. 8Disse Filipe: “Senhor, mostra-nos o Pai, isso nos basta!”

9Jesus respondeu: “Há tanto tempo estou convosco, e não me conheces Filipe? Quem me viu, viu o Pai. Como é que tu dizes: ‘Mostra-nos o Pai”? 10Não acreditas que eu estou no Pai e o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo por mim mesmo, mas é o Pai que, permanecendo em mim, realiza as suas obras.

11Acreditai-me: eu estou no Pai e o Pai está em mim. Acreditai, ao menos, por causa destas mesmas obras. 12Em verdade, em verdade vos digo, quem acredita em mim fará as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas. Pois eu vou para o Pai, 13e o que pedirdes em meu nome, eu o realizarei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. 14Se pedirdes algo em meu nome, eu o realizarei.


Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.



MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz (In Memorian)


Quem me viu, viu o Pai.
Este Evangelho narra um pedido do Apóstolo Filipe a Jesus: “Senhor, mostra-nos o Pai, isso nos basta! Jesus respondeu: Há tanto tempo estou convosco, e não me conheces Filipe? Quem me viu, viu o Pai”. “Jesus é a imagem de Deus invisível” (Cl 1,15). Ele é imagem de Deus Pai porque tem as mesmas características e qualidades de Deus Pai: amor, misericórdia, poder, sabedoria, ciência infinita etc. Jesus é o rosto humano de Deus Pai. Aliás, nós sabemos que Jesus é a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, que se encarnou.
“Quem me viu, viu o Pai.” Mas este “ver” não é físico. Os fariseus viam fisicamente a Jesus e no entanto não conheciam a Deus Pai. Contemplavam os milagres que Jesus realizava, a sua conduta transbordante de bem, a sua doutrina espalhando a verdade e no entanto não viam nele a imagem de Deus invisível. Isso porque não é possível “ver” Jesus na sua identidade divina, a não ser com os olhos do coração. Várias vezes Jesus pediu para contemplarmos as suas obras a fim de vermos nelas a sua união com o Pai e assim nos salvarmos: “Acreditai-me: eu estou no Pai e o Pai está em mim. Acreditai, ao menos, por causa destas mesmas obras”.
“Muitas vezes e de muitos modos, Deus falou outrora aos nossos pais, pelos profetas. Nestes dias..., falou-nos por meio do Filho... Ele é o resplendor da glória do Pai, a expressão do seu ser” (Hb 1,1-3).
O evangelista S. João, no início do seu Evangelho, chama Jesus de Palavra de Deus Pai, justamente porque a palavra, que é sensível, expressa a idéia que não é sensível. Jesus é a expressão de Deus Pai para nós.
“Eu estou no Pai e o Pai está em mim... Quem acredita em mim fará as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas.” Jesus nos faz entender que ele pertence à Família divina, e que esta Família não está longe de nós, e sim conosco, através de Cristo. Nós entramos, de modo misterioso, na vida das Pessoas Divinas.
“O primeiro homem, formado da terra, era terrestre; o segundo homem veio do céu. Qual foi o homem terrestre, tais são os terrestres; e qual é o homem celeste, tais serão os celestes. E como já trouxemos a imagem do terrestre, traremos também a imagem do celeste” (1Cor 15,47-49). Assim como Cristo é a imagem de Deus Pai, nós somos chamados a ser imagens de Cristo. S. Paulo conseguiu realizar plenamente nele essa vocação que é de todos nós: ser uma imagem de Cristo no mundo. “Não sou mais eu que vivo, é Cristo que vive em mim” (Gl 2,20).
Certa vez, um monge e um noviço caminhavam em uma estrada no meio do mato. Quando atravessavam um rio, por uma pinguela, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas. O monge correu pela margem do rio, jogou-se na água e estendeu o dedo para o bichinho. Quando o trazia para fora, o escorpião o picou. Devido à dor, o monge sacudiu o dedo e o animalzinho caiu novamente no rio. Ele foi depressa à margem, quebrou um ramo, correu mais embaixo e o salvou.
Continuando a caminhada, o noviço lhe disse: “Por que o senhor quis salvar o bicho novamente, se ele o picou?” O monge respondeu: “Cada um dá o que tem. Ele agiu conforme a sua natureza, e eu agi conforme a minha!”
De fato, na primeira vez, o monge não devia ter estendido o seu dedo para o escorpião, e sim ter providenciado uma pequena vara.
A nossa natureza não é só humana, mas temos uma “janela aberta ao infinito”, participamos da natureza divina. Só nos realizamos plenamente no amor, na doação, na união com Deus e pertença à Igreja que Jesus fundou.
Peçamos a Maria Santíssima que nos ajude a reproduzir em nós a imagem de Cristo, porque assim seremos realmente participantes da natureza divina.
Quem me viu, viu o Pai.



CULINÁRIA



ALIENAÇÃO PARENTAL X GUARDA COMPARTILHADA
Terapeuta familiar defende a divisão justa das responsabilidades com os filhos




Há muitos anos ouvimos histórias tristes de pais que são afastados de seus filhos após a separação. Normalmente a guarda fica para a mãe e para o pai restam os parcos dias de convivência, normalmente finais de semanas alternados. Quando a mãe está magoada e quer punir o ex-cônjuge, pode usar a criança como arma. É aquela mãe que some com a criança nos dias de convivência do pai e mente, dizendo ao filho que o pai não a ama e por isso foi embora de casa. Fala tantas coisas ruins, que até a própria criança passa a desvalidar esse pai e a não querer mais conviver com ele. Nesse momento fica confirmada a Alienação Parental.

Diante dessa dificuldade, é comum o pai se afastar. Ele se cansa, pois é desgastante. Ele sabe que, apesar de tudo, aquela mulher cuida bem da criança e para não atrapalhar a vida de seu filho, não aparece mais."é comum o pai se afastar. Ele se cansa, pois é desgastante. Ele sabe que, apesar de tudo, aquela mulher cuida bem da criança e para não atrapalhar a vida de seu filho, não aparece mais."

Esse é o maior erro que um pai pode cometer! Essa criança quer conviver com esse pai, quer que ele batalhe por ela e não que desista porque está complicado. A mãe é quem está atrapalhando, e não o pai, por querer manter a convivência.

E vai dar trabalho mesmo. O pai vai gastar dinheiro com um advogado, vai ter muita dor de cabeça, mas não pode desistir. Ele tem que pedir imediatamente uma liminar para buscar a criança em seus dias.

LEI DA GUARDA COMPARTILHADA

Para acabar de vez com essa questão, entrou em vigor a lei da Guarda Compartilhada: ao se separarem, pai e mãe serão responsáveis pela criança. A residência pode ser a materna ou a paterna, mas o ente que não morar com a criança terá todo o direito de compartilhar as decisões sobre a vida de seu filho.

Dentro de cada realidade familiar, vai estipular a responsabilidade de cada um. Se a criança morar com o pai, por exemplo, a mãe pode ser responsável por levar/buscar na escola, ao dentista. Mas nenhuma decisão será tomada apenas pelo pai.

Há quem acredite que a lei "não dará certo" se os pais não se entenderem. Mas os pais que se entendem já aplicam esse modelo de guarda, mesmo que tenham a guarda unilateral. Os pais que não se entendem, que atrapalham, são os que mais precisam. Se não tiverem competência para cuidar da criança de uma maneira adequada, terão que obedecer ao que o juiz estipular."Os pais que não se entendem, que atrapalham, são os que mais precisam. Se não tiverem competência para cuidar da criança de uma maneira adequada, terão que obedecer ao que o juiz estipular."

E se descumprir o combinado, a guarda vai para o outro ente.

O mais importante é que o bem-estar da criança seja levado em conta e que todos entendam que filhos querem o pai e a mãe participando de sua vida. A criança se sente amada e cuidada enquanto vive em um ambiente organizado, em harmonia. Você, pai ou mãe, que nesse momento está afastado de seu filho, não desista! Não compactue com essa maldade.



MOMENTO DE REFLEXÃO



Certa vez, numa homilia, um padre disse: “Deus é nosso Pai!”
Os que estavam presentes logo pensaram: Já vem ele com a arenga de sempre. Estamos cansados de saber isso. Como sempre, ele não trás nenhuma novidade.
E o padre continuou: “Se Deus é nosso Pai, nós somos irmãos!”
Também já estamos cansados de saber, pensaram os presentes. Desde criança ouvimos essa frase: de que somos irmãos.

Mas o padre não parou por aí, e disse: “Se Deus é nosso Pai e nós somos irmãos, nossos bens são comuns!”
A assembleia reagiu na hora: “Esse padre é comunista! Vamos denunciá-lo!”
A doutrina cristã, muitas vezes, entra por um ouvido e sai pelo outro, e não tiramos as consequências práticas. Em outras palavras, a nossa fé às vezes não passa de um verniz, isto é, por dentro continuamos pagãos.
O perigo é ouvirmos, no Juízo Final, aquelas palavras duras de Jesus: “Jamais vos conheci. Afastai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade!” (Mt 7,23).



UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...


E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.



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