quarta-feira, 1 de abril de 2020

Domingo 26/04/2020


Domingo, 26 de abril de 2020


Chega um dia em que se o homem não deixar tudo para trás não vai para a frente. (Micítaus do ISSÁS)



EVANGELHO DE HOJE
Lc 24,13-35


O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus, segundo Lucas
Glória a vós, Senhor!

13 E eis que, no mesmo dia, iam dois deles para uma aldeia que distava de Jerusalém sessenta estádios, cujo nome era Emaús. 14 E iam falando entre si de tudo aquilo que havia sucedido. 15 E aconteceu que, indo eles falando entre si e fazendo perguntas um ao outro, o mesmo Jesus se aproximou e ia com eles. 16 Mas os olhos deles estavam como que fechados, para que o não conhecessem. 17 E ele lhes disse: Que palavras são essas que, caminhando, trocais entre vós e por que estais tristes? 18 E, respondendo um, cujo nome era Cleopas, disse-lhe: És tu só peregrino em Jerusalém e não sabes as coisas que nela têm sucedido nestes dias? 19 E ele lhes perguntou: Quais? E eles lhe disseram: As que dizem respeito a Jesus, o Nazareno, que foi um profeta poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo; 20 e como os principais dos sacerdotes e os nossos príncipes o entregaram à condenação de morte e o crucificaram. 21 E nós esperávamos que fosse ele o que remisse Israel; mas, agora, com tudo isso, é já hoje o terceiro dia desde que essas coisas aconteceram. 22 É verdade que também algumas mulheres dentre nós nos maravilharam, as quais de madrugada foram ao sepulcro; 23 e, não achando o seu corpo, voltaram, dizendo que também tinham visto uma visão de anjos, que dizem que ele vive. 24 E alguns dos que estavam conosco foram ao sepulcro e acharam ser assim como as mulheres haviam dito, porém, não o viram. 25 E ele lhes disse: Ó néscios e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram! 26 Porventura, não convinha que o Cristo padecesse essas coisas e entrasse na sua glória? 27 E, começando por Moisés e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras.
28 E chegaram à aldeia para onde iam, e ele fez como quem ia para mais longe. 29 E eles o constrangeram, dizendo: Fica conosco, porque já é tarde, e já declinou o dia. E entrou para ficar com eles. 30 E aconteceu que, estando com eles à mesa, tomando o pão, o abençoou e partiu-o e lho deu. 31 Abriram-se-lhes, então, os olhos, e o conheceram, e ele desapareceu-lhes. 32 E disseram um para o outro: Porventura, não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava e quando nos abria as Escrituras? 33 E, na mesma hora, levantando-se, voltaram para Jerusalém e acharam congregados os onze e os que estavam com eles, 34 os quais diziam: Ressuscitou, verdadeiramente, o Senhor e já apareceu a Simão. 35 E eles lhes contaram o que lhes acontecera no caminho, e como deles foi conhecido no partir do pão.


Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.



MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz (In Memorian)

Reconheceram Jesus ao partir o pão.
Este Evangelho, da quarta-feira da oitava da Páscoa, narra a cena do encontro de Jesus ressuscitado com os discípulos de Emaús. Após a morte de Jesus, a tristeza tomou conta dos discípulos. E junto com ela veio o desânimo. Estes dois discípulos estavam desistindo da vida em Comunidade e voltando para as suas casas. Jesus, apesar de não ser mais a sua vez de se manifestar na terra desta forma, resolveu dar um apoio à Igreja nascente, aparecendo fisicamente. Ele chega e entra no meio da conversa dos dois, mostrando a forma correta de encarar os fatos, que é à luz das Sagradas Escrituras. Os discípulos estavam tão abatidos que nem perceberam que era o próprio Jesus. O acolhimento ao desconhecido foi bonito: “Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chagando!” E a recompensa ao gesto de caridade foi generosa: “Reconheceram Jesus ao partir o pão”.
Recuperam a alegria, e junto com ela o ânimo, voltando imediatamente para a Igreja, a Comunidade cristã.
O que Jesus quis dizer é que ele não desapareceu, mas continua presente no meio dos seus discípulos, agora na Eucaristia, que no começo da Igreja era chama de “O partir do pão”.
Os discípulos estavam desanimados e até desistindo da Comunidade cristã. O motivo eles mesmos falaram: “Nós pensávamos que ele fosse libertar Israel...” Jesus veio realmente libertar, não só Israel mas toda a humanidade. Entretanto, não é assim, de mão beijada; Deus quer fazer as coisas junto conosco e através de nós.
“Não estava ardendo o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?” A Bíblia é a nossa força, a nossa luz na caminhada. Ela nos ajuda a entender os fatos e nos mostra a resposta certa a cada situação. Se aqueles discípulos lessem a Bíblia, talvez não tivessem desanimado.
Mas é na Eucaristia que os nossos olhos se abrem e encontramos forças para continuar a caminhada. A Missa realimenta a nossa fé, e nos dá o dom do discernimento, mesmo no meio das maiores provações.
Logo que os olhos dos discípulos se abriram, Jesus desapareceu da frente deles. Com isso ele quis dizer: eu já estou com vocês na Eucaristia. Por que caminhar tristes, referindo-se a mim como alguém do passado, se estou no meio de vocês na Eucaristia?
Imediatamente eles “se levantaram e voltaram para Jerusalém onde encontraram os Onze reunidos com os outros”. A Eucaristia nos integra ou reintegra na Comunidade cristã. Nenhum motivo justifica o afastamento da Comunidade. Temos um compromisso com ela, feito no batismo, mais forte que o compromisso matrimonial. É um compromisso na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, até o fim da nossa vida.
Ao longo das nossas viagens, cercadas às vezes de inquietações, o divino viajante continua a fazer-se nosso companheiro, a fim de nos instruir. Depois que Jesus subiu para o céu, não age mais dessa forma, manifestando-se fisicamente. Entretanto, em seu poder divino, Jesus usa de mil outras maneiras. Geralmente socorre os cristãos através dos próprios cristãos. O que ele não quer é ver ninguém desanimado, e muito menos se afastando da Comunidade.
E quando e encontro se torna pleno, à luz da Palavra de Deus, segue-se a luz que brota do próprio Jesus, presente no pão da vida.
“A Comunidade é força de Deus. Lugar abençoado onde moram os filhos seus.”
Certa vez, um pai de família fez o Cursilho de Cristandade e chegou entusiasmado em casa. Na hora da refeição, ele disse: “De hoje em diante, nós vamos rezar todos os dias antes da refeição. Sou eu que vou puxar a oração”.
Assim fizeram durante vários dias. Num domingo, veio um amigo dele visitá-lo, o qual não era muito de Igreja. Quando chegou a hora do almoço, o pai ficou com vergonha de rezar na frente do amigo, e simplesmente convidou o amigo para se sentar e começar a comer.
O seu filhinho de cinco anos disse: “Paiê, o senhor não disse que ia rezar todos os dias antes da refeição?” O pai deu um sorrisinho amarelo e acabou rezando, na frente do amigo.
Bem feito! Quem manda ter respeito humano e desobedescer a Deus por causa da presença de um amigo! Sinal que a sua fé, apesar de renovada no Cursilho, ainda precisava alguns retoques. E o alerta veio através da inocência de uma criança. “Quem não receber o Reino de Deus como uma criança não entrará nele!”
“A família que reza unida permanece unida.” Isso vale também para a Família de Deus. Se perseverarmos na oração, nunca nos afastaremos da Comunidade.
Maria Santíssimo nunca se afastou da Comunidade. Pelo contrário, lá estava ela apoiando a Igreja nascente. Mãe da Igreja, rogai por nós! Que tenhamos a graça de perseverar na vida em Comunidade, e nunca desistir, como queriam fazer aqueles dois discípulos de Emaús.

Reconheceram Jesus ao partir o pão.




VÍDEO DA SEMANA


Direção Espiritual- Padre Fábio de Melo





https://www.youtube.com/watch?v=dp5xq-UdMDM&feature=emb_logo




MOMENTO DE REFLEXÃO

Muitas pessoas na vida são acometidas por uma doença muito grave chamada "Síndorme do Estrelismo".
Duas grandes ilusões acompanham os portadores desta síndorme. Primeiramente, pensam que têm brilho próprio. Em segundo lugar, pensam que o seu brilho dura para sempre.
Toda estrela vive a ilusão do brilho próprio, e pensa que brilha por si mesma; logo imagina também que se basta a si mesma. É o complexo de superioridade, sempre acompanhado de alguns sintomas muito conhecidos, tais como presunção, arrogância, soberba, orgulho e vaidade.
Geralmente esse tipo de luz se apaga muito rapidamente e, pior ainda, quando cair, a queda é muito grande. Neste mundo de DEUS ninguém tem brilho próprio. As noites enluaradas nada mais são do que reflexo do brilho do sol sobre a lua. O sol brilha e a lua resplandece.
Se na própria natureza percebemos o valor da interdependência, da justa cooperação para a beleza maior do universo, também isso é verdadeiro no plano da vivência humana.
Quando resplandecemos, alguém está nos emprestando o seu brilho. Quem pensa que brilha sozinho, vive uma grande ilusão e usurpa uma luz que não lhe pertence. Nossas vitórias e conquistas trazem o reflexo de muitos brilhos e do brilho de muitos, e que, mesmo no anonimato, ainda assim são mais importantes do que imaginamos. Uma outra grande ilusão do portador da síndrome do estrelismo é imaginar que vai brilhar para sempre. É o complexo de eternidade adoecendo a vida de alguns pobres mortais. Nesta vida nada é para sempre !


Existem pessoas que não podem conquistar alguns espaços sociais, especialmente no exercício do poder e de influência (políticos, religiosos, artistas, intelectuais, etc.), pois imaginam-se astros-reis, brilhando numa constelação de míseros vaga-lumes. Tais pessoas esquecem que a vida terrena é muito efêmera, e que as marcas desta efemeridade estão presentes em toda nossa existência. Tudo na vida é ilusório. O rei Salomão disse: “Tudo é vaidade !” Isso vale, também, para os que se imaginam intocáveis e eternos. Neste novo milênio, seremos todos desafiados a buscar a cooperação mútua, o intercâmbio constante e o reconhecimento de que não somos estrelas isoladas, mas membros de uma grande constelação, onde o brilho de todos é também reflexo do brilho de cada um. Precisamos deixar que os outros brilhem, pois muitas vezes, quando alguém lança uma luz sobre nosso caminho, aponta-nos o abismo onde iríamos cair. Estrela não tem luz própria. A glória do universo é apenas um pequeno reflexo da luz maior que provém de DEUS, e todos nós somos fagulhas de DEUS. Quando   pensamos que estamos  brilhando, é  ELE quem nos empresta a Sua luz.






UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...

E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.






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