Terça-feira, 14 de abril
de 2020
“Casamento
não é o paraíso nem o inferno; é apenas o purgatório.”
(Abraham Lincoln)
EVANGELHO
DE HOJE
Jo 20,11-18
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus, segundo João
Glória a vós, Senhor!
Maria tinha ficado perto do túmulo, do lado de fora, chorando.
Enquanto chorava, inclinou-se para olhar dentro do túmulo. Ela enxergou dois
anjos, vestidos de branco, sentados onde tinha sido posto o corpo de Jesus, um
à cabeceira e outro aos pés. Os anjos perguntaram: "Mulher, por que
choras?" Ela respondeu: "Levaram o meu Senhor e não sei onde o
colocaram". Dizendo isto, Maria virou-se para trás e enxergou Jesus em pé,
mas ela não sabia que era Jesus. Jesus perguntou-lhe: "Mulher, por que
choras? Quem procuras?" Pensando que fosse o jardineiro, ela disse:
"Senhor, se foste tu que o levaste, dize-me onde o colocaste, e eu irei
buscá-lo". Então, Jesus falou: "Maria!" Ela voltou-se e
exclamou, em hebraico: "Rabûni!" (que quer dizer: Mestre). Jesus
disse: "Não me segures, pois ainda não subi para junto do Pai. Mas vai
dizer aos meus irmãos: subo para junto do meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso
Deus". Então, Maria Madalena foi anunciar aos discípulos: "Eu vi o
Senhor", e contou o que ele lhe tinha dito.
Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Pe.
Antônio Queiroz CSsR
Eu vi
o Senhor! Eis o que ele me disse.
Hoje, terça-feira da oitava da Páscoa,
o Evangelho narra a aparição de Cristo ressuscitado a Maria Madalena. Maria
estava equivocada, procurando entre os mortos aquele que estava vivo. Por isso
seu pranto se transformou em júbilo quando Jesus a chama pelo seu nome.
Ouvir o seu nome dos lábios daquele a
quem ela pensava ser o jardineiro, a fez cair em si e reconhecer Jesus. Graças
ao seu amor, manifestado nas lágrimas, Madalena conseguiu ver o Senhor, a quem
tanto queria. O lugar onde Deus habita é o coração que ama. O amor é o caminho
mais direto para a fé, para nos encontrarmos com Jesus. “Onde há amor e a
caridade, Deus aí está”.
“Vai dizer aos meus irmãos: subo para
junto do meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus.” Maria Madalena queria
segurar Jesus, mas ele a remete para a sua nova forma de presença na terra: a
Comunidade cristã. Jesus ainda se mostrou fisicamente durante alguns dias para
firmar a fé dos discípulos, mas eles devem desprender-se desta forma de
presença e buscar a outra.
Na verdade, o corpo de Jesus continua
na terra, e bem visível, mas de forma diferente: na Comunidade cristã, que é o
Corpo Místico de Cristo.
O sentimento dos discípulos ao ver o
túmulo vazio foi semelhante ao que tem a esposa e os filhos quando voltam do
cemitério após o enterro do pai e marido. E agora, o que vamos fazer? Ele é que
nos dirigia e coordenava tudo, mas agora não está mais aqui!
Protagonista é o nome que damos para
quem está à frente. O que a família deve fazer quando perde o chefe da casa é o
mesmo que devemos fazer como Igreja: assumir o protagonismo.
Jesus havia dito aos discípulos: “Como
o Pai me enviou, eu vos envio”. O mesmo Espírito Santo que estava nele está
agora na Igreja. E Jesus também está presente na Igreja.
A experiência desses vinte e um
séculos de Igreja tem mostrado que o povo de Deus unido tem uma força enorme,
porque é a mesma força de Jesus.
Todo o sonho de Jesus está hoje nas
nossas mãos, e também todas as possibilidades de realizá-lo. A Comunidade
cristã assumiu o protagonismo do Reino de Deus, e Jesus assinou embaixo.
Na prática, assumir o protagonismo da
fé consiste em fazer, no nosso ambiente, o mesmo que Jesus fazia. Jesus
aconselhava e orientava as pessoas; nós também aconselhamos e orientamos. Jesus
amava a verdade e a justiça; nós também amamos essas virtudes. Jesus anunciava
a Boa Nova; nós também anunciamos, como fez Madalena: “Eu vi o Senhor! Eis o
que ele me disse”.
O túmulo nos lembra a morte. Mas Jesus
não está mais morto. Nós queremos deixar o túmulo de lado e buscar Jesus vivo
no nosso meio.
Certa vez, três moças queriam ser
irmãs religiosas e foram a um convento. A madre as recebeu com afeto e
conversou com as três. Depois as convidou para entrar dentro do convento. As
jovens foram uma por uma separadamente.
No meio do corredor havia uma vassoura
caída no chão. A primeira garota chutou a vassoura para a beira da parede e foi
em frente. Foi reprovada.
Uma irmã colocou a vassoura novamente
no mesmo lugar, pois era um teste. A segunda jovem veio e, ao ver a vassoura,
levantou o pé elegantemente e passou por cima. Também foi reprovada.
A terceira menina veio sozinha no
corredor e, quando viu a vassoura caída no chão, abaixou-se, pegou-a e a
colocou em pé na parede. Esta foi aprovada.
As duas primeiras moças poderiam ser
chamadas de “jovens de vitrine”, ou “de novela”, ou “cabeça de vento”. Pensam
em tudo menos no principal que é a beleza interior, a beleza da alma. Já a
terceira tem condições de, após uma preparação, assumir o protagonismo da fé,
pois quem sabe tomar iniciativa em pequenos gestos, como este da vassoura,
saberá também assumir grandes obras pelo Reino de Deus.
“Exultai e alegrai-vos, ó Virgem
Maria, aleluia! Porque o Senhor ressuscitou verdadeiramente, aleluia!”
Eu vi o Senhor! Eis o que ele me disse.
COMPORTAMENTO
Quando você se
livra do que não te faz bem, sua vida reaviva!
Charlene Santos
O tempo não espera decidirmos se queremos ou não,
o tempo faz perfeitamente o papel dele.
Já parou para pensar quanto peso desnecessário
carregamos nos ombros ao preço de nos sujeitar a negar nossa própria alegria,
leveza e paz?
Na maioria dos momentos da nossa vida, não
pensamos, essa é que é a verdade, porque vivemos no automático, sem pensar, sem
questionar, sem respirar, sem sentir, apenas queremos fazer o necessário e
suficiente para não mexer em “vespeiro” para não nos machucar, para não ter de
argumentar e/ou encarar fatos, pessoas ou situações que há muito tempo nos
sufocam e nos fazem viver em meio a muitas restrições.
Mas, por que aceitamos tais coisas? Pode-se dizer
que a zona de conforto, tão abordada ultimamente, seja a resposta mais adequada
para isso. Mas sugiro que olhemos além. Uma vez detectado que se trata da zona
de conforto, então por qual motivo não reagimos e saímos dela?
A zona de conforto, mesmo quando identificada, não
assusta tanto aos que querem permanecer nela, pois tudo o que está
maquiadamente “sob controle” transfere um sentimento enganoso de prazer,
fazendo com que pensemos que está tudo bem e assim o que está consolidado não
precisa ser modificado.
Será? Realmente temos de aceitar o que nos mata
todos os dias, em nossos lares, onde os laços estão ruindo; em ambientes de
trabalho, onde chefes ditadores nos humilham; em instituições que se proclamam
religiosas, mas ludibriam muitos indivíduos feridos e não lhes manifestam o
verdadeiro Amor de Cristo; em relacionamentos abusivos que, apesar de serem de
boas procedências, intoxicam?
Temos de aceitar tudo isso que nos põe a esmo e
distantes de nós mesmos, todos os dias, somente para nos manter na zona de
conforto e assim continuar chafurdando na lama das nossas lamentações?
Nossas lamentações são consequências da nossa
incapacidade de lutar contra o que queremos negar, negar as verdades que já
sabemos é sermos eternos fugitivos da vida e sombra de nós mesmos.
Pare e pense profundamente sobre a primeira
pergunta feita no início deste texto. Reflita! O tempo não espera decidirmos se
queremos ou não, o tempo faz perfeitamente o papel dele.
Pare de se tolher por conta de outros que querem
levar você em ventos dúbios e discursos falaciosos. Ouça-se! Sinta-se!
Livre-se dos pesos mortos, das cobranças injustas,
das armadilhas emocionais dos outros, dos apelos covardes, que não respeitam
suas opiniões. Livre-se! Quebre essas correntes!
Ao se livrar, sua vida reaviva tudo de mais puro e
singelo que há em sua essência. Reconheça e assuma seu caminhar e sua
caminhada. Reconheça a pessoa em quem a vida o tornou para que um lapidar mais
profundo aconteça continuamente.
Não fuja das suas responsabilidades, admita seus
erros, suas frustrações, decisões erradas e siga em busca do renovo. É a partir
dos erros que também temos o aprendizado para livrarmo-nos de sentenças de
outrora que, para o nosso hoje, não servem mais.
Busque se livrar para
reavivar-se. Seu tempo já não espera mais decisões tardias.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Para realizar nossas metas precisamos vencer
vários tipos de obstáculos que a vida nos impõe. Barreiras como falta de
dinheiro, falta de tempo, excesso de estresse, entre outras dificuldades que
põem à prova a nossa força de vontade e nos fazem dar ainda mais valor às
nossas conquistas.
Dificilmente algo que não demandou suor e empenho
gerará prazer igual à conquista de algo que nos deixou diversas noites sem
dormir.
Portanto, busque ver nas barreiras impostas pela
vida algo que lhe fortalecerá e transformará a realização de seus sonhos em
algo ainda mais especial. Olhar para trás e enxergar um trajetória aberta em
meio às dificuldades faz da sua conquista algo admirável e prazeroso.
Os medíocres, aqueles que fazem apenas o que é
comum e corriqueiro, têm imensa dificuldade em enxergar que por trás de toda
dificuldade há uma oportunidade única.
Portanto, encare as barreiras da vida com bom
ânimo e determinação. São elas que fazem com que objetivos maiores sejam
alcançados apenas por aqueles que têm disposição e energia para enfrentar o
caminho das pedras. São elas que fazem aflorar os verdadeiros campeões.
Tenha confiança e siga em frente. Faça valer a sua
determinação, acima de todos os medos e dúvidas que tentam assombrá-lo.
Roberto
Shinyashiki
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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