Quarta-feira, 29 de
abril de 2020
“A
amizade começa quando, estando juntas, duas pessoas podem permanecer em
silêncio sem se sentirem constrangidas.” (Tyson Gentry)
EVANGELHO
DE HOJE
Jo 6,35-40
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus, segundo João
Glória a vós, Senhor!
Jesus lhes disse: "Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não
terá mais fome, e quem crê em mim nunca mais terá sede. Contudo, eu vos disse
que me vistes, mas não credes. Todo aquele que o Pai me dá, virá a mim, e quem
vem a mim eu não lançarei fora, porque eu desci do céu não para fazer a minha
vontade, mas a vontade daquele que me enviou. E esta é a vontade daquele que me
enviou: que eu não perca nenhum daqueles que ele me deu, mas os ressuscite no último
dia. Esta é a vontade do meu Pai: quem vê o Filho e nele crê tenha a vida
eterna. E eu o ressuscitarei no último dia".
Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.
MEDITAÇÃO
DO EVANGELHO
Pe.
Antônio Queiroz CSsR
Esta
é a vontade do meu Pai: toda pessoa que vê o Filho tenha a vida eterna.
Este Evangelho sublinha a vontade
salvadora de Deus Pai, através do seu Filho. Ver Jesus é mais do que olhar
fisicamente para ele, pois ele reclamou: “Vós me vistes, mas não acreditais”.
Temos de vê-lo com coração aberto e com o desejo de segui-lo.
Assim como Jesus procurou ser fiel à
vontade de Deus Pai sobre ele, fazendo tudo para que aqueles que o Pai lhe deu
não se percam, nós também, como Igreja, fazemos de tudo para que não se perca
nenhum daqueles que Jesus confiou a nós. E conseguimos isso recebendo e
distribuindo a Eucaristia, que nos torna “outros Cristos” no mundo.
Quem pára de comungar, precisa pensar
bem o que está acontecendo; será que o “agricultor” não está cortando o galho
da videira, porque este galho não está produzindo frutos?
“Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim
não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede.” Comungar é unir-se
com Cristo numa aliança eterna, de vida e de ideais.
Duas vezes neste Evangelho Jesus fala
que, se morrermos unidos com ele, ele vai nos ressuscitar no último dia, isto
é, após a nossa morte. Esta é a vontade de Deus Pai: vivermos eternamente
unidos com ele no céu. E é também, claro, a nossa vontade.
A Igreja faz a Eucaristia e a
Eucaristia faz a Igreja. A Igreja faz a Eucaristia porque é o padre que,
obedecendo a Jesus, preside à Missa na qual acontece a transubstanciação do pão
e do vinho no corpo e sangue de Cristo. E a Eucaristia faz a Igreja porque a
Eucaristia é a vida da Igreja. Ela faz na Igreja o que o alimento faz no nosso
corpo. Uma Comunidade que não tem Missa nem Culto dominical, no qual se
distribui a Comunhão, vai enfraquecendo cada vez mais até morrer.
Há uma grande diferença entre a
Eucaristia e os outros seis sacramentos. Nestes recebemos a graça de Deus; na
Eucaristia recebemos o próprio Deus. E Cristo nos vem com todas as graças, com
toda a sua força e o seu amor. Nos outros sacramentos recebemos a força de Deus
para determinadas situações concretas da nossa vida: Nascer (batismo), crescer
(crisma), pecar (confissão), tornar-se padre (ordem), casar-se (matrimônio) e
ficar doente (unção dos enfermos). Já na eucaristia é toda a vida cristã que é
revigorada.
Havia, certa vez, um menino de oito
anos que adorava ouvir o pai tocar violão. À noite, ele sempre levava o violão
para o pai tocar. Na verdade, o pai não sabia tocar violão, apenas fazia alguns
acordes.
Como o pai chegava sempre cansado em
casa, um dia ele comprou para o filho um toca CD e lhe deu de presente, junto
com vários CDs de grandes violonistas. Mas o garoto, em vez de ligar o toca
discos, levava o violão para o pai tocar.
Numa noite, o pai lhe disse: “Filho,
você não gosta de ouvir CD?” “Gosto” – respondeu o menino – mas eu quero ouvir
o senhor tocar!”
Mais importante que o violão era a
amizade com o pai, e os dois ficarem juntos. Como é bom ter Cristo junto
conosco na Eucaristia! Nós dialogamos com ele, ficamos mais felizes e
adquirimos forças para continuar a caminhada.
Maria Santíssima estava unida, não só
ao seu Filho, mas também à santa Igreja que, após a ascensão de Jesus,
reuniu-se no Cenáculo. Depois, obedecendo ao Filho, foi para a casa do
evangelista João e lá participava da Comunidade cristã. Que ela nos ajude a
amar mais a Eucaristia, o Cristo vivo no meio de nós, transformado em alimento.
Esta é a vontade do meu Pai: toda pessoa que vê o Filho tenha a
vida eterna.
CURIOSIDADES
Vocè Sabia?
1-No Brasil, até o final dos anos 20, os jogos
tinham tempos de apenas 40 minutos”, conta o jornalista esportivo Celso Unzelte, estudioso da História do Futebol. De
acordo com ele, apenas em 1930, com a primeira Copa do Mundo, todos os países
adotaram a regra dos 90 minutos de jogo, estabelecida nos livros oficiais da
FIFA – Federação Internacional de Futebol.
2-Apesar de ter convocado Maradona para alguns
amistosos preparatórios, o técnico César Menotti resolveu, na última hora,
tirá-lo da lista dos convocados para a Copa de 1978. Achava-o muito novo e
imaturo (Maradona tinha apenas 17 anos).
3-Muitos goleiros jogam as Copas do Mundo com
números diferentes do tradicional 1 porque algumas seleções preferem numerar
seus jogadores pela ordem de inscrição, que obedece ao critério alfabético.
Gilmar foi campeão do mundo em 1958 usando a camisa 3, mas foi um acidente: a
CBD(antecessora da CBF) havia esquecido de relacionar a numeração das camisas e
o Comitê Organizador e numerou os brasileiros aleatoriamente. Só Pelé deu
sorte: acabou ficando com o 10.
4-A seleção do Brasil começou a
usar o uniforme azul porque na final da
Copa de 1958, Brasil e Suécia usavam uniformes iguais. Por isso, houve um
sorteio para decidir quem usaria o uniforme reserva. O Brasil perdeu o sorteio
e deveria usar um uniforme azul. Só que as camisas não eram oficiais. Foram
compradas em Estocolmo e depois bordados os números e os escudos. O chefe da
delegação, Paulo Machado de Carvalho, não perdeu a pose e disse aos jogadores:
"Era isso que eu queria: jogar de azul. Nossa Senhora Aparecida está
conosco". Azul é a cor do manto de Nossa Senhora. Como o Brasil venceu a
final e conquistou seu primeiro título, o azul foi oficializado como uniforme
número 2.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Desde os primórdios dos tempos os animais são
subjugados à condição de inferioridade pela raça humana, como se tivessem papel
desprezível ou insignificante na vida, meros coadjuvantes no teatro das
ambições, vaidades e espetáculos de almas aflitas, no palco das ilusões.
O homem dominou a terra e dela fez a sua morada,
com isso, pensa-se superior.
Derrubou árvores, mudou o curso de rios, criou
lagos artificiais, modificando habitats de animais a seu bel-prazer, como se
fossem senhores absolutos da vida, algozes de destinos sombrios para seus
companheiros de jornada, alimentando a dor e a aflição de sua própria
existência.
Durante milênios o ser humano se digladia em
embates sangrentos, com objetivos de conquistas, apoderar-se daquilo que é de
seu semelhante, almas agonizantes , ávidas de ambição, senhores do mundo,
senhores da vida, senhores de sua própria... derrocada.
Esquece que nada nos pertence, apenas nos é
emprestado nesta vida de aprendizados.
Os séculos atravessaram o tempo e a ganância
referenda a destruição, modificando apenas o cenário, antes campos de batalha
sob a força e égide de espadas e lanças para um cenário mais perigoso e
destruidor de arsenais nucleares, além
da força mutilante das motosserras, devastando as florestas e habitats.
O senhor do mundo caminha destruindo tudo à sua
volta. A natureza, os animais e até os seus próprios irmãos são vítimas dos
algozes da dor, um flagelo da alma. O
maior inimigo do ser humano é ele mesmo e ainda não atentou para tal fato,
esquecendo que subjugar semelhantes, destruir a natureza, menosprezar os
animais como sempre fizeram, formam a lâmina que cortará a cabeça deste senhor
do mundo, afinal, o ódio às espécies sinaliza e pede passagem. O ser humano é o
espelho de sua agonia, de sua mentira, arrogância e destruição.
A vida está repleta de senhores do mundo, donos do
dinheiro, tiranos do poder, ambiciosos que só pensam em si, que destroem o que
veem pela frente, subjugando todas as manifestações de vida a planos
inferiores.
E o pior é que isso vem de séculos. Os infelizes
animais sempre em segundo plano por causa da vaidade humana e tirania dos senhores do mundo, os
"superiores" que causam guerras, destruições, devastando o verde e
considerando os animais como seres inferiores.
O homem ofende a sua própria alma que mergulha nos
pântanos do desespero.
Em pouco mais de 200 anos, após a revolução
industrial, chegamos a esta triste realidade do aquecimento global.
Os senhores do mundo estão perdidos no desencanto, mergulhados na
mentira, na farsa da superioridade, sufocando a vida, provocando a dor. Quanta ilusão e desencanto , afinal, se
fossem superiores não haveriam guerras nem a imperiosa necessidade de discutir-se a questão
climática, afinal, o homem atravessa milênios e continua com o mesmo defeito
que destroi a sua alma: a soberba provocada pelo desconhecimento e razão da
vida, esquecendo que aquele que destroi
a vida na Terra destroi a si mesmo.
Ainda há tempo para reverter a situação e ver a
natureza como irmã, aproximar-se dela, tratá-la com respeito e ver nos animais
a mesma igualdade, afinal, o que eleva a Deus é o sentimento de amor e o fulgor
da simplicidade. O resto é obra da vaidade, da prepotência, da arrogância dos
empedernidos que pensam ser superiores se não conseguem mudar o ritmo natural
de uma folha que cai de uma árvore.
Se Deus concedeu-nos o discernimento, a
inteligência para cumprir a vida na Terra, até hoje não soubemos usá-la como
deveria ser.
Disse o Mestre Jesus:
"Amai-os
uns aos outros como Vos amei"!
A natureza, os animais, todas
as manifestações de vida são o nosso próximo. E ainda não perceberam a verdade
dos fatos.
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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