quarta-feira, 1 de abril de 2020

Terça-feira 21/04/2020


Terça-feira, 21 de abril de 2020


Certas coisas são tão importantes que precisam ser descobertas sozinhas. (Paulo Coelho)




EVANGELHO DE HOJE
Jo 3,7b-15


O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus, segundo João
Glória a vós, Senhor!


Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: 7b“Vós deveis nascer do alto. 8O vento sopra onde quer e tu podes ouvir o seu ruído, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim acontece a todo aquele que nasceu do Espírito”.
9Nicodemos perguntou: “Como é que isso pode acontecer?” 10Respondeu-lhe Jesus: “Tu és mestre em Israel, mas não sabes estas coisas? 11Em verdade, em verdade, te digo, nós falamos daquilo que sabemos e damos testemunho daquilo que temos visto, mas vós não aceitais o nosso testemunho. 12Se não acreditais, quando vos falo das coisas da terra, como acreditareis se vos falar das coisas do céu? 13E ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que desceu do céu, o Filho do Homem. 14Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, 15para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna”.


Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.




MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Jailson Ferreira


Jesus se irrita com quem quer conhecer, mas não quer se comprometer
O Evangelho de hoje narra uma parte da conversa entre Jesus e Nicodemos. O evangelista João faz questão de dizer, no início deste capítulo, que Nicodemos era um fariseu, príncipe dos judeus e procurou Jesus à noite, provavelmente às escondidas, para aprender com o mestre dos mestres. Jesus ficou admirado com o nível de conhecimento apresentado por Nicodemos: "És doutor em Israel e ignoras essas coisas!..." De fato, Nicodemos já era de idade avançada e as pessoas tinham grande respeito por ele e por seus ensinamentos. Mas, diante de Jesus, Nicodemos se reconhecia como alguém que só tinha o que aprender... Que lição podemos tirar disso?
Por mais que alguém entenda sobre um assunto, sempre há algo novo a aprender. Mas para isso é preciso ter a mente aberta. A primeira coisa que Jesus disse a Nicodemos foi que ele precisava nascer de novo para poder ver o Reino dos Céus. Nicodemos quis brincar com Jesus: "Como pode um homem renascer, sendo velho? Porventura pode tornar a entrar no seio de sua mãe e nascer pela segunda vez?" Mas Jesus aproveitou da brincadeira para ensinar que quem nasce da carne é carne, mas quem nasce do Espírito é espírito. Ele estava se referindo ao batismo na água e no fogo. Para nós, cristãos, o dia do Batismo representa um segundo nascimento, mas não da carne, e sim do espírito. Da mesma forma é o Sacramento da Crisma, que é a Confirmação de que queremos ser morada do Espírito Santo. E a partir daí, nos colocamos à disposição deste Espírito, que nos conduz da forma que Ele quer.
Foi neste momento que Nicodemos perguntou como isso acontece... E então Jesus percebeu que Nicodemos ou não acreditava, ou não entendia o que Ele estava dizendo. Jesus mostra que falou numa linguagem clara, dando exemplos de coisas terrenas... mas Nicodemos não conseguia acompanhar o raciocínio... Se Jesus fosse tentar explicar como é que o Espírito Santo age nas pessoas, aí é que Nicodemos não iria entender mais nada... Seria como tentar explicar uma fórmula complicada do último período de um curso de matemática, antes do aluno conseguir ter assimilado as fórmulas básicas do primeiro período...
Se você entende o que é nascer de novo... Se você entende como é que o Espírito Santo age através das pessoas... E se você se permite nascer de novo neste Espírito, e deixar que Ele conduza seus pensamentos, atos e palavras, já está bem mais perto do Reino dos Céus do que aquele doutor de Israel que QUERIA CONHECER, MAS NÃO QUERIA SE COMPROMETER...



COMPORTAMENTO

Quando uma pessoa muito querida se vai…
Rosana Bento


Percebemos que, quando uma pessoa muito querida se vai, significa que a missão dela se cumpriu, significa que ela alcançou a visão de sua alma em completude!
Quando uma pessoa muito querida vai para outro plano, a questão não é com ela, mas com nós mesmos. Somos chamados abruptamente a ocupar o nosso interior e a remexer tudo o que está ou estava estagnado.
Diante da partida de um ente querido, somos calados, somos lembrados de que também somos mortais e que tudo é passageiro. Tudo fica, menos as realizações da alma, se permitirmos, é claro. Nascemos cada um com um reino próprio, um mundo interior riquíssimo, interagimos com os outros tantos reinos. Quando se vai deste para outro plano astral, leva-se esse mesmo reino.
Em quem fica, abre-se uma lacuna quando alguém muito especial se vai. Essa lacuna pode configurar-se como imagens, palavras, sensações ou até mesmo a falta de sensações.
E quando o ser amado, que se foi, era íntegro, intenso, vigoroso, alegre? O que é que se faz? Aprender. Silenciar e aprender!
Aprender com a delicada voz da vida mais sobre vida e morte, algo natural em nossa existência. Aprender a lição que fica: aproveitar o melhor da vida, ser melhores a cada segundo, agir honestamente conosco e com o outro, sem medos e mais confiantes no poder divino.
Depois, tudo, aos poucos, vai se ajustando, reequilibrando. Não volta a ser como era antes. A energia da pessoa amada permanece latente em nosso coração como uma pequena chama que se junta à nossa chama para nos ajudar a continuar eliminando mais e mais da escuridão do mundo.
No fim das contas, percebemos que, quando uma pessoa muito querida se vai, significa que a missão dela se cumpriu, significa que ela alcançou a visão de sua alma em completude!
E se essa pessoa estava, esteve, muito próxima a nós, é porque algo muito profundo em nós quer vir para nos fortalecer e nos fazer vibrar ainda mais e mais intensamente.




MOMENTO DE REFLEXÃO


Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o início deste milênio. As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor.
O que se busca, hoje, é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.
A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos. Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona suas características, para se amalgamar ao projeto masculino. A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante. Uma idéia prática de sobrevivência – e pouco romântica, por sinal.
A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente.
Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem.
O homem é um animal que vai mudando o mundo, e depois tem de ir se reciclando, para se adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral. A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado. Visa à aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades. E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade.
Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva. A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém.
Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto. Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal.
Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não a partir do outro. Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.
O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado. Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém: algumas vezes, você tem de aprender a perdoar a si mesmo…

* Flávio Gikovate é médico formado pela USP no ano de 1966. Desde 1967, trabalha como psicoterapeuta, tendo atendido mais de 8000 pacientes. Dedica-se, principalmente, às técnicas breves de psicoterapia.







UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...

E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.






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