Quinta-feira, 23 de
abril de 2020
“Certos
pensamentos são como orações, há momentos em que, seja qual for a posição do
corpo, a alma está, sempre, de joelhos.” (Victor Hugo)
EVANGELHO
DE HOJE
Jo 3,31-36
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus, segundo João
Glória a vós, Senhor!
Aquele
que vem de cima é sobre todos; aquele que vem da terra é da terra e fala da
terra. Aquele que vem do céu é sobre todos.
E
aquilo que ele viu e ouviu isso testifica; e ninguém aceita o seu testemunho.
Aquele
que aceitou o seu testemunho, esse confirmou que Deus é verdadeiro.
Porque
aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus; pois não lhe dá Deus o
Espírito por medida.
O Pai
ama o Filho, e todas as coisas entregou nas suas mãos.
Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê
no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece.
Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.
MEDITAÇÃO
DO EVANGELHO
Alexandre
Soledade
Bom dia!
Quem tem acompanhado notou que nessa
semana estamos enfatizando o poder do livre arbítrio e as conseqüências dele em
nosso dia-a-dia. Hoje o evangelho nos convida a responder: O que é mais
importante? Quem é mais importante?
Deus sempre será o mais importante em
nossas vidas. Seu projeto deverá ser o filtro de nossas decisões,
principalmente nas que se referem ao coletivo, às pessoas, à comunidade. Seu
projeto, apresentado por Jesus, tem como foco a ovelha perdida, o filho
desgarrado, o que perdeu a fé, o desmotivado, o perseguido, o injustiçado, o
pobre, (…).
O documento de Aparecida, reafirmando
aos que lhe antecederam diz:
“(…) É solicitado que dediquemos tempo
aos pobres, prestar a eles uma amável atenção, escutá-los com interesse,
acompanhá-los nos momentos difíceis, escolhê-los para compartilhar horas,
semanas ou anos de nossas vidas e, procurando, a partir deles, a transformação
de sua situação. Não podemos esquecer que o próprio Jesus propôs isso com seu
modo de agir e com suas palavras: ‘Quando deres um banquete, convida os pobres,
os inválidos, os coxos e os cegos’ (Lc 14,13)” (Documento de Aparecida §397).
E como isso acontece? Na fidelidade a
sua mensagem.
Quem prega ou leva a palavra de Deus
não pode resumir sua fidelidade em apenas palavras. Quem prega deve se
convencer primeiro da mensagem para com propriedade anunciá-la. Aqueles que
participam, em especial os que coordenam pastorais ou movimentos, devem
abandonar a vaidade e o orgulho. Precisam ver o projeto de Deus sobre o seu
querer individualista. “(…) Aquele que vem de cima é o mais importante de
todos, e quem vem da terra é da terra e fala das coisas terrenas. Quem vem do
céu é o mais importante de todos”.
Precisamos parar de apoiar pessoas ou
lideranças que segregam outras pessoas, não as elegendo, para que o tempo as
amadureça; não admitir pseudo-coordenadores, ligados a esse ou aquele partido
político, usarem as pessoas, principalmente jovens para levantar a sua
identidade partidária. Desaprovar e fraternalmente corrigir pessoas que se declaram
“donos da igreja” que pelo nosso silêncio fazem com que pessoas boas e
empenhadas se afastem do serviço, das nossas comunidades, do nosso convívio…
“(…) Nesta hora, o Senhor
interpela-nos: vives tu, através da fé, em comunhão comigo e, deste modo, em
comunhão com Deus? Ou não estarás porventura a viver mais para ti mesmo,
afastando-te assim da fé? E, por isto, não serás talvez culpado da divisão que
obscurece a minha missão no mundo, que fecha aos homens o acesso ao amor de
Deus?” (Homilia do Papa Bento XVI na quinta-feira Santa 2010)
Precisamos também parar de correr de
responsabilidades, pois como diria padre Zezinho, quando o padre termina missa
começa o nosso trabalho. “Vamos em paz e que o senhor os alcance e os encontre”
tem sido o lema de muitos católicos. Nós não avançamos mais, pois nos falta
coragem. Somos bons em criticar, mas fracos em dinâmicas de acolhimento;
reclamamos da falta de operários, mas não abrimos as portas da obra; reclamamos
dos atuais coordenadores, mas não damos nossa cara à tapa para fazer melhor…
Alguns pra tudo usam “no meu tempo era
assim” esquecendo que o tempo passa. Sabemos que algumas coisas ficam e
precisam ficar, mas outras devem ser renovadas. Não podemos temer mexer com
computador, email; não podemos fugir da informação, da internet, (…). Esses
dias uma polêmica foi levantada sobre pulseirinhas multicoloridas nos braços
dos jovens e tem gente que diz não saber por se negar a assistir jornal (hunf).
Precisamos levar informação para as pessoas, precisamos nos empenhar em
apresentar o projeto de Deus…
E Quem é o pobre? É toda criatura que
hoje vive longe ou afastado do Senhor e que ainda não sabe o valor que tem.
Deus nos convida a abrir nosso
horizonte de compreensão e ter amor e zelo pelos peixes que estão hoje fora do
aquário – os que estão no mar, no mundo, no trabalho, em casa, na comunidade…
Zelemos do aquário, mas saiamos para pescar!
“(…) Então Jesus chegou perto deles e
disse: Deus me deu todo o poder no céu e na terra Portanto, vão a todos os
povos do mundo e façam com que sejam meus seguidores, batizando esses
seguidores em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-os a
obedecer a tudo o que tenho ordenado a vocês. E lembrem disto: eu estou com
vocês todos os dias, até o fim dos tempos” (Mateus 28, 18-20)
Um imenso abraço
fraterno
MUNDO ANIMAL
Ter um animal de
estimação é bom para a saúde?
Segundo investigadores, há crescentes evidências
de que cães, gatos e outros animais domésticos como cavalos, podem promover
benefícios à saúde física e psicológica de seus proprietários.
Desde ajudar os deficientes até ter um efeito
calmante sobre seus donos, os cães tem um longo histórico de serem úteis e
agradáveis aos seres humanos.
Pessoas que têm animais de estimação têm um menor
risco de desenvolver problemas cardíacos do que aqueles que não têm. Uma
pesquisa na Austrália descobriu que os donos de animais têm a pressão arterial
e os níveis de colesterol mais baixos – independentemente de tabagismo, dieta,
índice de massa corporal ou nível de renda.
Outros estudos também têm mostrado que os cães
podem farejar doenças, incluindo certos tipos de câncer e problemas de saúde
associados com a diabetes. Em 2008, pesquisadores descobriram que 65% dos
diabéticos disseram que seus cães tinham uma reação comportamental, tais como
latir e choramingar, quando experimentaram quedas perigosas de açúcar no
sangue.
Similar a outros “cães de assistência”, como
cães-guia, os cachorros que exibem uma forte reação a episódios de hipoglicemia
(baixo açúcar no sangue) são treinados como “cães alerta” que ajudam os seus
proprietários a se manterem saudáveis e seguros, sinalizando-os quando for
necessário procurar assistência médica.
Médicos franceses descobriram que uma raça
particular de cão, pastores belgas, pode ser treinada para detectar câncer de
próstata. Eles são capazes de distinguir entre o cheiro da urina de homens com
câncer do cheiro dos sem. No final do estudo, os cães identificaram corretamente
63 das 66 amostras.
Apenas acariciar um animal já pode ajudar pessoas
lutando contra uma doença ou sofrendo de depressão. Um estudo de 2008 revelou
que idosos e pessoas que tinham se submetido recentemente a uma cirurgia
responderam melhor ao tratamento e tiveram taxas de recuperação mais rápidas
quando tiveram contato com cães e outros animais.
Outra pesquisa mostrou que adultos solteiros e
mulheres eram menos propensos a sofrer de depressão quando possuíam um cão. O
estudo também descobriu que os cães não contribuíam de forma alguma para a
depressão de seus donos, o que significa que não há lado emocional negativo em
possuir um cachorrinho.
Benefícios como diminuição da pressão arterial,
diminuição da freqüência cardíaca e diminuição do sentimento de abandono e
desesperança têm sido documentados cientificamente. Inclusive, a terapia com
animais tem sido bem sucedida em relação a outras. Por exemplo, há anos os
médicos tentavam fazer com que uma mulher idosa voltasse a falar. Após a
interação com um cão de visitação de um grupo de terapia com animais, ela
virou-se para seu cuidador e disse: “Cão muito bonito”.
Fonte: HypeScience - Autor: Natasha Romanzoti
MOMENTO DE REFLEXÃO
São Martinho nasceu em 1579, em Lima, capital do
Peru. Era negro, filho de uma escrava. Um dia, ele queria ajudar um mendigo que
pedia esmola, mas não tinha nada para lhe dar.
O que Martinho fez? Sentou-se na calçada, ao lado
do mendigo, e pedia esmola junto com ele, para ajudá-lo.
A caridade, somada à humildade, leva os cristão a
tomar atitudes inusitadas.
Ninguém é tão pobre que não tenha nada a dar.
Maria Santíssima foi a mulher
solidária. Solidarizou-se com a prima Isabel, com os noivos em Caná, com o
Filho na Cruz... e continua se solidarizando conosco pelos séculos afora. Mãe
solícita, rogai por nós.
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
Para comentários, sugestões ou cadastro de um amigo
veraborro@gmail.com
Nenhum comentário:
Postar um comentário