Domingo,
01/06/2025
“O
ser humano só envelhece quando os lamentos substituem os sonhos!”
EVANGELHO DE HOJE
Lc 24,46-53
— O
Senhor esteja convosco.
—
Ele está no meio de nós.
—
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas
—
Glória a vós, Senhor!
Irmãos:
17O Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai a quem pertence a glória, vos dê
um espírito de sabedoria que vo-lo revele e faça verdadeiramente conhecer.
18Que ele abra o vosso coração à sua luz, para que saibais qual a esperança que
o seu chamamento vos dá, qual a riqueza da glória que está na vossa herança com
os santos, 19e que imenso poder ele exerceu em favor de nós que cremos, de
acordo com a sua ação e força onipotente.
20Ele
manifestou sua força em Cristo, quando o ressuscitou dos mortos e o fez
sentar-se à sua direita nos céus, 21bem acima de toda a autoridade, poder,
potência, soberania ou qualquer título que se possa nomear, não somente neste
mundo, mas ainda no mundo futuro. 22Sim, ele pôs tudo sob seus pés e fez dele,
que está acima de tudo, a Cabeça da Igreja, 23que é o seu corpo, a plenitude
daquele que possui a plenitude universal.
Palavra
da Salvação
Glória
a vós Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Bantu Mendonça K. Sayla
Segundo a narração de São Lucas, a Igreja celebra a Ascensão do Senhor
aos quarenta dias de sua ressurreição. Esta festa está dentro do tempo pascal
que consta de cinquenta dias e conclui com a Vinda do Espírito Santo sobre a
Igreja.
A festa da Ascensão não nos fala de um afastamento de Cristo, mas de sua
glorificação no Pai. Seu corpo humano adquire a glória e as propriedades de
Deus antes de se encarnar. Com a Ascensão, Cristo aproximou-se mais de nós, com
a mesma proximidade de Deus. É também uma festa de esperança, pois com Cristo
uma parte, a primícia de nossa humanidade, está com Deus. Com ele, todos nós
subimos ao Pai na esperança e na promessa. Na Ascensão celebramos a subida de
Cristo ao Pai e nossa futura ascensão com ele. Ao celebrar o mistério da
Ascensão do Senhor, lembra que O CÉU É NOSSA META e que a vida terrena é o
caminho para alcançá-la.
A cena da Ascensão aparece no contexto da aparição de Jesus aos
Apóstolos, após o episódio dos discípulos de Emaús. Inicialmente, aparece a
Palavra como fonte da Revelação. Jesus utiliza as Escrituras para abrir a mente
dos apóstolos e fazer com que compreendam o projeto e a missão. Afirma que tudo
o que acontecera o foi para que se cumprissem as Escrituras. Diante do
cumprimento da promessa em Jesus Cristo, brota a missão dos seguidores, ou
seja, a de serem testemunhas da pessoa e do projeto que ele veio revelar. Para
isso, para a continuidade dessa missão, será enviado o Espírito Santo, como a
“força do Alto”.
No início da cena da Ascensão, o Livro dos Atos coloca as interrogações
fundamentais do povo a respeito da parusia: quem será seu autor principal?
Quando ao acontecerá? Para quem? Não cabe ao ser humano, responde Jesus, esse
conhecimento. Ele está reservado à autoridade do Pai. O que, cabe ao ser humano
é a missão de ser testemunha do projeto com a força do Espírito Santo, até que
este projeto se torne pleno. O importante para Jesus não é determinar o tempo,
mas ter uma atitude de espera vigilante e ativa.
A vivência dessa missão depende também da compreensão da pessoa de
Jesus. Na carta aos Efésios, ele aparece como o único e pleno mediador da
Revelação do Pai. Esta afirmação reflete o problema daquela comunidade.
Influenciados por filosofias que afirmavam um Deus afastado e ausente da vida
das pessoas, os efésios achavam que só através de entidades intermediárias se
chegava a ele. Jesus então seria uma dessas entidades (Jose Bortolini. Vida
Pastoral, maio/junho de 2001, p.46). Por isso, Paulo (ou alguém de suas
comunidades) escreve a carta, afirmando que Jesus é o único e fundamental
mediador, único critério da fé e missão cristãs.
A Ascensão de Jesus é o grande coroamento de sua vida, de sua morte e
ressurreição. Estas foram necessárias para a realização do desejo do Pai: a
manifestação de seu projeto, que o Reino de Deus. A Ascensão torna-se uma
linguagem que visa expressar a glorificação de Jesus como coroação de sua
missão.
A Ascensão do Senhor é a festa que marca o fim do tempo de Jesus. Ele
cumpriu tudo o que o Pai lhe determinou. Jesus passa para os discípulos a
missão que ele encerrou. Essa missão continua conosco, hoje, testemunhar sua
Palavra, Jesus a confia a nós. De agora em diante, começa a missão de
testemunharmos aquilo que Jesus veio revelar: o projeto do Pai (Lc 24,48; At
1,8). O conteúdo central do testemunho dos seguidores é o anúncio, em nome de
Cristo, da conversão para a re-missão dos pecados a todas as nações (Lc 24,47).
Este Evangelho da graça de Deus foi anunciado e vivido por Jesus, em
toda a sua vida. Agora deve ser assumido igualmente por seus seguidores. Este
anúncio, contudo, significa também enfrenta-mento com as estruturas de morte.
“Isso produz o julgamento, a manifestação da verdade e, consequentemente, a
possibilidade da conversão e do perdão que abrem as portas para participar do
novo mundo e da nova história. O cerne de toda missão será sempre o anúncio e a
prática da passagem pascal que leva da morte à vida, da escravidão à liberdade.
Eis nossa missão.
Apesar de a missão cristã ser marcada pela cruz, ela deve ser encarada e
assumida com alegria. Isso por que além de ser uma causa nobre, conta coma
garantia da força e ação do Espírito Santo, que nos acompanha e advoga em nosso
favor.
MOMENTO DE REFLEXÃO
No
final do Séc. XIX vivia no interior do Brasil um padre que tinha fama de santo.
Seu nome era Pe. Gregório.
Quando
ele começou a ficar mais idoso, a cozinheira da casa paroquial ficava
preocupada, porque o Pe. Gregório nunca chegava para jantar, após o seu plantão
de confissões na igreja.
Ele
fechava todas as portas da igreja e ficava lá dentro. Os líderes da paróquia
ficaram curiosos para saber por que o padre fazia aquilo.
Um
dia, alguém descobriu: Ele cumpria parte das penitências que queria dar aos
penitentes. Por exemplo: Quando uma pessoa se confessava e ele achava que devia
pedir vinte Pai Nossos, pedia só dez e ele mesmo rezava os outros dez. E fazia
isso depois que atendia o último penitente.
Pe.
Gregório agia assim porque ficava com dó das pessoas terem de cumprir
penitências longas. Acontecia, às vezes, de ele ficar até altas horas da noite
na igreja, de joelhos, rezando.
O
Pe. Gregório era um pastor que amava muito as suas ovelhas, e não queria que
nenhuma se perdesse.
Maria
Santíssima é a Mãe de todos nós. Como boa Mãe, ela também sente dó dos seus
filhos e filhas e não quer que nenhum se perca. Mãe da Igreja, rogai por nós.
UM
ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ!
E
até que nos encontremos novamente,
que Deus
lhe guarde serenamente
na
palma de Suas mãos.
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